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Falar com DeusA Sentinela — 1963 | 15 de agosto
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assunto quando aconselhou os maridos a serem prestativos nos tratos com suas esposas como vasos mais fracos. Não fazer isto impediria as orações dos maridos. É preciso que haja amor e unidade nas relações maritais bem como na congregação cristã para que Deus ouça e responda às orações. — 1 Ped. 3:7.
17. Para que Deus ouça as nossas orações o que precisam ser nossas ações?
17 Tampouco esqueçamos da condição de agirmos em harmonia com nossas orações. Como, pois, poderia Deus responder às nossas orações se agirmos contrário a elas? Oramos para chegarmos a salvo e então ultrapassamos a velocidade permitida, arriscamos desnecessariamente ou dirigimos depois de termos tomado bebida alcoólica? Oramos por conhecimento e então negligenciamos o estudo pessoal, as reuniões e as assembléias? Oramos pela unidade e pela paz de Jerusalém ao mesmo tempo que agimos sem tato, sem delicadeza ou desarrazoadamente nos tratos com nossos irmãos? Pois então falamos com Deus em vão. Sim, precisamos fazer a nossa parte se esperamos que Deus faça a dele.
A SUBSTÂNCIA DE NOSSAS ORAÇÕES
18. Pelo que podemos orar?
18 Sabemos o que podemos pedir qualquer coisa em harmonia com a vontade de Jeová, conforme Jesus demonstrou na sua oração modelar. Tudo que nos concirna, quer espiritual quer materialmente, pode ser assunto de nossas petições: “Em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica.” É verdade que não podemos orar por cura divina, pois não está em harmonia com a vontade atual de Deus para conosco, mas podemos orar pelo sábio e poderoso espírito santo de Deus, a fim de que tomemos um curso sábio e obtenhamos forças para agüentar seja o que for que Deus permitir. — Fil. 4:6; Luc. 11:13, ALA.
19. Como podemos evitar cair numa rotina em nossas orações?
19 Sendo que oramos com freqüência, precisamos ter o cuidado de não cairmos numa rotina de expressões. “E, orando”, disse Jesus, “não useis de vãs repetições”. Quão mecânicos se tornariam às portas os sermões dos ministros cristãos se eles usassem os mesmos sermões anos após anos! Contudo, a menos que reflitamos, podemos tornarmos culpados disto no que se refere às nossas orações particulares e quanta perda de bênçãos seria! Assim como Jeová Deus nos apresenta uma variedade tanto na sua Palavra como na natureza, assim também, tenhamos cuidado para que ao falarmos com Deus não continuemos a repetir mecanicamente, mas que variemos os pensamentos contidos em nossas orações, segundo as circunstâncias, o texto diário e assim por diante. — Mat. 6:7.
20, 21. Que fatores devem ser considerados na oração congregacional?
20 Especialmente se for o nosso privilégio orar em público, representando outros, deveremos pensar em coisas tais como, por exemplo, fazer menção do tema da reunião congregacional. Um pouco de reflexão possibilitada por se prevenir de antemão o que terá este privilégio ajudará para que se tenha uma oração fluente, coerente, sincera, rica em idéias, apropriada para a determinada reunião. Tais orações devem evitar ambos os extremos quanto à duração; sabe-se de clérigos que oram tanto quanto duas horas!
21 Para que todos possam beneficiar-se plenamente da oração congregacional, o que for escolhido para representar a congregação deverá expressar-se com volume suficiente, ser coerente e falar claro. O propósito da oração não é estimular o que ora nem dar-lhe experiência de orar em público, mas representar condignamente os outros perante o trono de misericórdia imerecida de Jeová. Que seja notado que a oração congregacional não é mero formalismo, tal como o é a missa proferida em idioma estrangeiro. Cada um, portanto, deve ouvi-la com atenção e ela deve ser proferida de modo a compelir cada ouvinte a dizer um fervoroso “Amém!” no fim.
22. Como e onde se devem ensinar as crianças a orar?
22 Visto que a oração em público não é aula prática, as crianças não devem ser pedidas para representar os adultos em oração. O lugar dos filhos aprenderem a orar é nos joelhos dos pais. Pais, tomem tempo e reflitam em ensinar seus filhos a orar e o que devem dizer em oração. Incutam na mente dos jovens que estão falando com Deus e que portanto devem falar com reverência, com sinceridade e com a simplicidade peculiar às crianças.
23. O respeito pelo privilégio de orar determina o quê?
23 O respeito pelo precioso privilégio de orar determina que não se deve orar nas demonstrações. É por isso que um servo varão que acompanha uma irmã nos seus estudos bíblicos domiciliares permite que ela dirija o estudo para que possa dar conselhos se houver necessidade, mas ele ora no início e no fim, pois a oração nunca deve ser proferida com o propósito de se dar conselho.
24. Como pode ser resumido o nosso privilégio de falarmos com Deus?
24 É sem dúvida grande comiseração da parte de Deus permitir que andemos e falemos com ele. E ao andarmos com ele, estejamos sempre alertas para ouvir e atender o que nos tem a dizer ao falarmos com ele, perseverando incessantemente nisto com ações de graças, ao passo que revelamos as nossas petições. Ao mesmo tempo, cuidemos de nos comportar em harmonia com as nossas petições, de manter as idéias contidas em nossas petições sempre apropriadas para a ocasião e de evitarmos cair em rotina. Fazendo isto, participaremos na vindicação do nome de Jeová, alegraremos o coração dele e nos asseguraremos muita satisfação agora e no eterno novo mundo de justiça de Jeová.
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Ouvindo a voz do pastor correto — MartinicaA Sentinela — 1963 | 15 de agosto
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Ouvindo a Voz do Pastor Correto — Martinica
Há quatro meses, certa irmã professora recebeu de uma de suas alunas um convite para ouvir um discurso dos Adventistas do Sétimo Dia. Ela foi com outra irmã e viu na assistência uma colega do tempo de estudante. Pensou então: “Ela, aqui? Tenho que falar com ela.” E logo após o discurso, dirigiu-se à amiga e, depois de algumas palavras, disse-lhe: “Vejo que você tem algum interesse na Bíblia.” A amiga respondeu: “Algum, não! Muito!” “Ótimo”, foi a resposta da irmã, que continuou a dizer: “Sendo assim, então palestraremos sobre a Palavra de Deus. Está bom?” “Está bom”, respondeu a amiga, “mas já sabe que estou com os Adventistas do Sétimo Dia e tenho estado com eles já por uns quatro anos e não com as testemunhas de Jeová, pois vocês não têm a verdade, e dizem coisas contrárias à Bíblia.” A irmã respondeu: “Se possível, pode dar-nos um exemplo?” “Pois não”, disse ela: “Por exemplo, vocês dizem que Jesus Cristo não mais será visto. Todavia, a Bíblia diz que ‘todo olho o verá’.” “É verdade”, disse a irmã, “mas se quiser iremos à sua casa e palestraremos sobre esse ponto. Está bom?” Ela concordou.
Chegou então o dia da palestra, e logo ela compreendeu o ponto. Junto com a filha, que também tomou parte na palestra, ela disse: “Compreendemos muito bem!” A irmã então convidou-as para as nossas reuniões, e elas começaram a freqüentá-las regularmente.
Mas o pastor foi à casa delas, sendo então boa hora para uma comparação. Foi útil para salientar a verdade, sendo que a filha, vendo a falta de sinceridade do pastor, exclamou: “Monsieur Pastor, compreenda por favor! As explicações das testemunhas de Jeová são muito claras! As suas não estão certas, eu vejo que o senhor não deseja compreender; isto nos aflige.” E depois que as irmãs saíram da casa, o pastor disse à mãe e à filha: “Voltarei com outros textos.” Mas a filha respondeu: “É inútil, Pastor; já somos testemunhas de Jeová em nossos corações.”
Algumas semanas depois saíram a pregar as boas novas, sendo ambas batizadas na Assembléia de Distrito “Ministros Corajosos”, em agosto passado, e isto em apenas quatro meses depois do seu primeiro contato! Deveras, o Senhor sabe quem lhe pertence. — Anuário, págs. 153, 154.
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