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“Ensina-nos a orar”A Sentinela — 1990 | 15 de maio
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do sangue derramado de Jesus. — 1 João 2:1, 2; Revelação 7:9, 14.
17. De que modo orar pelo perdão ajuda-nos em nosso relacionamento com outros?
17 Orar pelo perdão também nos ajuda a ser misericordiosos, compassivos e generosos para com os nossos possíveis devedores em assuntos grandes e pequenos. O relato de Lucas diz: “Perdoa-nos os nossos pecados, pois nós mesmos também perdoamos a todo aquele que está em dívida conosco.” (Lucas 11:4) De fato, podemos obter o perdão de Deus apenas se já ‘tivermos perdoado os nossos devedores’, pessoas que pecam contra nós. (Mateus 6:12; Marcos 11:25) Jesus acrescentou: “Pois, se perdoardes aos homens as suas falhas, também o vosso Pai celestial vos perdoará; ao passo que, se não perdoardes aos homens as suas falhas, tampouco o vosso Pai vos perdoará as vossas falhas.” (Mateus 6:14, 15) Orar pelo perdão de nossos pecados deve mover-nos a suportar os outros e a perdoá-los. O apóstolo Paulo escreveu: “Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei.” — Colossenses 3:13; Efésios 4:32.
A Tentação e o Iníquo
18. Por que jamais devemos culpar a Deus pelas tentações e provações que nos sobrevêm?
18 “E não nos leves à tentação.” (Mateus 6:13; Lucas 11:4) Tais palavras não significam que Jeová nos tenta a pecar. As Escrituras às vezes dizem que Deus faz ou causa certas coisas que, na verdade, apenas permite. (Rute 1:20, 21; compare com Eclesiastes 11:5.) Mas “por coisas más, Deus não pode ser provado, nem prova ele a alguém”, escreveu o discípulo Tiago. (Tiago 1:13) Por conseguinte, jamais culpemos o nosso Pai celestial pelas tentações e provações por coisas más, pois Satanás é o Tentador que procura levar-nos a pecar contra Deus. — Mateus 4:3; 1 Tessalonicenses 3:5.
19. Como devemos orar com respeito à tentação?
19 Ao pedirmos “não nos leves à tentação” o que realmente solicitamos é que Jeová não permita que sucumbamos ao sermos tentados ou pressionados a desobedecê-lo. Podemos suplicar ao nosso Pai que guie os nossos passos para que não nos sobrevenha nenhuma tentação que nos seja severa demais. Sobre isso, Paulo escreveu: “Não vos tomou nenhuma tentação exceto a que é comum aos homens. Mas Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” (1 Coríntios 10:13) Podemos pedir a Jeová em oração que nos conduza dum modo que não sejamos tentados além do que podemos suportar, e que ele providencie a via de escape se estivermos dolorosamente aflitos. As tentações se originam do Diabo, de nossa carne pecaminosa e das fraquezas de outros, mas o nosso amoroso Pai pode guiar-nos de modo a não sermos sobrepujados.
20. Por que se deve orar para ser livrado do “iníquo”?
20 “Mas livra-nos do iníquo.” (Mateus 6:13) Deus certamente pode impedir que Satanás, o “iníquo”, nos sobrepuje. (2 Pedro 2:9) E a necessidade de livrar-se do Diabo nunca foi maior do que agora, pois ‘ele tem grande ira, sabendo que o seu tempo é curto’. (Revelação 12:12) Não desconhecemos as artimanhas de Satanás, mas ele tampouco desconhece as nossas fraquezas. Assim, temos de orar para que Jeová nos proteja contra as garras desse Adversário leonino. (2 Coríntios 2:11; 1 Pedro 5:8, 9; compare com o Salmo 141:8, 9.) Por exemplo, se pretendemos casar-nos, talvez necessitemos pedir a Jeová que nos livre das artimanhas de Satanás e da tentação de cultivar relacionamentos mundanos que possam levar à imoralidade ou a desobedecer a Deus por casar-nos com um descrente. (Deuteronômio 7:3, 4; 1 Coríntios 7:39) Ansiamos riquezas? Então, talvez a oração seja necessária para ajudar-nos a resistir a tentações de envolver-nos em jogatina ou em fraude. Ansioso por destruir a nossa relação com Jeová, Satanás usará todas as armas de seu arsenal de tentações. Assim, oremos continuamente ao nosso Pai celestial, que jamais abandona o justo à tentação e que nos livra do iníquo.
A Oração Edifica a Fé e a Esperança
21. De que modo nos temos beneficiado de orar pelo Reino?
21 Nosso Pai celestial, que nos livra do iníquo, deleita-se em abençoar-nos abundantemente. Todavia, por que tem ele permitido que, por um período tão longo, seu amado povo ore “venha o teu reino”? Bem, ao longo dos anos, orar assim tem aumentado o nosso desejo e o nosso apreço pelo Reino. Tal oração lembra-nos da grande necessidade que há desse benevolente governo celestial. Além disso, mantém diante de nós a esperança de vida sob o governo do Reino. — Revelação 21:1-5.
22. Qual deve ser a nossa constante atitude para com a oração ao nosso Pai celestial, Jeová?
22 Certamente, a oração edifica a fé em Jeová. O nosso vínculo com ele se fortalece quando ele atende às nossas orações. Portanto, jamais nos cansemos de buscá-lo diariamente com louvor, agradecimento e súplica. E sejamos gratos pelo prestimoso atendimento de Jesus ao pedido de seus seguidores: “Senhor, ensina-nos a orar.”
Lembra-se?
◻ Que lições podemos aprender do exemplo e das palavras de Jesus como homem dado à oração?
◻ Pelo que devemos orar com relação ao nosso Pai celestial e seu nome?
◻ O que na realidade pedimos quando oramos pela vinda do Reino de Deus e que se realize a Sua vontade na terra?
◻ Ao orarmos pelo pão de cada dia estamos pedindo o quê?
◻ O que significa orar pelo perdão de nossas dívidas?
◻ Por que é vital orar com relação à tentação e sermos livrados de Satanás, o iníquo?
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O genuíno cristianismo está melhorando a vida na SuéciaA Sentinela — 1990 | 15 de maio
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O genuíno cristianismo está melhorando a vida na Suécia
A SUÉCIA proporciona à sua população um dos mais elevados padrões de vida do mundo. Além da alimentação e moradias em abundância, carros, barcos de passeio, televisores e computadores pessoais, os suecos contam com assistência médica virtualmente gratuita, aposentadoria por velhice e por invalidez, salário-família e outros benefícios garantidos pelo governo.
Assim, talvez se conclua que não seria possível melhorar ainda mais a qualidade de vida num país como esse. Contudo, apesar de todas as suas vantagens materiais, a Suécia tem seu quinhão de problemas: divórcio, alcoolismo, abuso de drogas, crimes e suicídio. A religião, da qual se esperaria que exercesse uma poderosa influência moral, já está praticamente morta na Suécia. Mais de 90 por cento dos cidadãos dessa nação pertencem à Igreja Estatal Luterana, mas apenas 2,1 por cento freqüentam regularmente os seus ofícios. Certo sacerdote declara, em tom de acusação: “A Igreja vive em retiro. . . . Ela perdeu sua força vital e desligou-se das necessidades do povo.”
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