-
Os ministros do Reino enfrentam o desafioA Sentinela — 1985 | 1.° de setembro
-
-
representava ela? Ora, o Reino de Jeová Deus regido por meio de Seu Rei ungido da casa real de Davi! — Lucas 1:32; 1 Crônicas 29:11.
8. A quem daria Jeová o reino de Davi, e por que não conseguiriam os humanos ver a predita entronização?
8 Jesus Cristo era aquele a quem Jeová Deus daria o reino do antepassado dele, o Davi da antiguidade. Jesus disse perante Pilatos, que atuava como juiz, que Seu Reino não era deste mundo, significando que era celestial. (João 18:36) Portanto, é lógico que a futura posse de Jesus no Reino, no fim dos Tempos dos Gentios, ocorreria nos céus invisíveis. De modo que a sua entronização seria divisível aos olhos humanos, e este é o motivo de nem nós, nem as nações gentias, o termos visto literalmente entronizado no seu legítimo Reino dado por Deus em 1914. Essas nações certamente não acreditavam que este evento tivesse ocorrido, apesar de que tivesse sido proclamado pelo povo de Jeová já desde a década dos 1870.
9. (a) O que fizeram as nações, desconsiderando a mensagem do Reino? (b) Em vista daquilo que as nações fizeram em 1914, o que se tornou necessário?
9 Sem fazerem caso da mensagem do Reino, as nações se envolveram numa guerra no segundo semestre de 1914. Conforme predito no Salmo 2:1-12, mostraram ser inimigos de Jesus, negando-se a ‘beijar’ o recém-empossado Rei em sinal de sua sujeição e lealdade. Por isso, tornou-se necessário executar o Salmo 110:1, 2, onde lemos: “A pronunciação de Jeová a meu Senhor é: ‘Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.’ Jeová enviará de Sião o bastão da tua força, dizendo: ‘Subjuga no meio dos teus inimigos.’”
10. (a) Em que circunstâncias começou Jesus a dominar em 1914? (b) Quem tem representado a Jeová no século 20?
10 Os opositores judeus mostraram sua inimizade aos apóstolos de Jesus quando este se sentou à direita de Deus para aguardar o tempo de começar a dominar no meio dos seus inimigos. (Atos 4:24-26) De forma correspondente, foi entre inimigos que o glorificado Jesus Cristo começou seu domínio no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. Neste século 20, portanto, assim como no passado, é em meio a inimigos que Jeová tem portadores de sua mensagem, seus genuínos ministros do Reino. São as suas testemunhas. — Isaías 43:10-12.
A Defesa de Nossa Qualificação Como Ministros
11. Quem tem questionado a autorização das Testemunhas de Jeová como ministros do Reino ordenados por Deus?
11 Sempre foi necessário que os genuínos ministros do Reino ordenados por Deus defendessem sua autorização para o ministério. Certamente tem sido assim com as Testemunhas de Jeová neste século 20. Sua habilitação como ministros de Deus, devidamente ordenados, tem sido questionada e rejeitada. Por quem? Especialmente pelos formados em seminários teológicos da cristandade, que recebem um diploma e se tornam clérigos assalariados. Eles se acham devidamente instruídos e adequadamente qualificados para ser os exclusivos ministros profissionais do Deus da Bíblia.
12. A autorização de que destacado cristão do primeiro século foi questionada, e como devia ser encarado todo aquele que trouxesse uma espécie diferente de boas novas?
12 A situação era similar no primeiro século EC. Na província romana da Galácia, até mesmo o escritor inspirado de cerca da metade dos livros das Escrituras Gregas Cristãs enfrentou uma situação em que se questionava sua habilitação como apóstolo de Jesus Cristo, porque se lançava dúvida sobre a exatidão do que ensinava como cristianismo. Ele viu-se assim obrigado a dizer aos gálatas: “Estou admirado de que estais sendo removidos tão depressa Daquele que vos chamou com a benignidade imerecida de Cristo, para outra sorte de boas novas. Mas não são outras; há apenas certos que vos estão causando dificuldades e que querem desvirtuar as boas novas acerca do Cristo. No entanto, mesmo que nós ou um anjo do céu vos declarássemos como boas novas algo além daquilo que vos declaramos como boas novas, seja amaldiçoado. Como já dissemos, também digo agora novamente: Quem quer que vos esteja declarando como boas novas algo além daquilo que aceitastes, seja amaldiçoado.” — Gálatas 1:6-9.
13. Por que é que os gálatas não deviam ter questionado a autoridade de Paulo?
13 É verdade que aquele escritor, o apóstolo Paulo, não aprendeu de início os ensinos cristãos por contato pessoal com Jesus Cristo ou Seus 12 apóstolos. Posteriormente, Paulo, de fato, passou algum tempo com o apóstolo Pedro, ou Cefas. (João 1:42; Gálatas 1:18, 19) Mas, em defesa de que era ministro qualificado das boas novas de Deus por Cristo, Paulo podia dizer aos instáveis cristãos gálatas: “Sim, quando ficaram sabendo da benignidade imerecida que me tinha sido concedida, Tiago, e Cefas, e João, os que pareciam ser colunas, deram a mim e a Barnabé a mão direita da parceria, para que fôssemos às nações, mas eles aos circuncisos.” (Gálatas 2:9) De modo que aqueles gálatas deviam ter-se perguntado: Se os apóstolos de Jesus, Pedro, Tiago e João, reconheceram a Paulo como portador das verdadeiras boas novas, então que base tinham para questionar sua mensagem, apartando-se dela?
14. Por que não é estranho que se questione a condição ministerial das Testemunhas de Jeová?
14 Mas que dizer do atual povo de Jeová? Ora, visto que alguém assim como Paulo se viu obrigado a defender suas qualificações como ministro de Deus e de Cristo, por que deveria surpreender-nos que nós, como testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová, sejamos desafiados e tenhamos de defender nossa posição como ministros do Reino? Naturalmente, como no caso de Paulo, sermos assim desafiados, sem base, não prova nada.
Até Mesmo Jesus Foi Desafiado
15. Quem, que era superior aos apóstolos, foi também desafiado quanto à sua autoridade para ensinar, e a quem atribuiu ele sua autoridade?
15 O próprio Senhor Jesus Cristo se viu desafiado e confrontado com a relutância de seu próprio povo em aceitá-lo como ministro autorizado de Deus. Por exemplo, lemos: “Estando a festividade [dos tabernáculos] já pelo meio, Jesus subiu ao templo e começou a ensinar. Portanto, os judeus ficaram admirados, dizendo: ‘Como é que este homem tem conhecimento de letras, sendo que não estudou nas escolas?’ Jesus, por sua vez, respondeu-lhes e disse: ‘O que eu ensino não é meu, mas pertence aquele que me enviou. Se alguém desejar fazer a Sua vontade, saberá a respeito do ensino se é de Deus ou se falo de minha própria iniciativa. Quem fala de sua própria iniciativa está buscando a sua própria glória; mas, quem busca a glória daquele que o enviou, este é verdadeiro, e não há nele injustiça.’” — João 7:14-18.
16. Por que achavam os líderes religiosos do judaísmo que tinham motivos para questionar a aptidão de Jesus para ensinar?
16 Os líderes religiosos do judaísmo encaravam Jesus Cristo como mero galileu. Naturalmente, não achavam que ele não soubesse ler por não ter cursado uma escola, especialmente não uma assim como um seminário teológico. Afinal, Jesus já tinha demonstrado que sabia ler o texto das Escrituras Hebraicas. (Lucas 4:16-21) O que era inaceitável para esses judeus da Judéia e de Jerusalém era que este ex-carpinteiro não era teólogo e não podia ser classificado entre os escribas, fariseus e saduceus de sua nação. Então, por que devia ele presumir publicamente conhecer o sentido das Escrituras Hebraicas e como se aplicavam, falando com tanta autoridade? Foi isto o que tornou esses judeus espiritualmente surdos demais para distinguir o tom da verdade divina. Eram orgulhosos demais para aceitar algo procedente dum homem que não se formara numa escola de teologia.
“Ensinados por Jeová”
17. Em conexão com Jesus Cristo, que Instrutor foi desconsiderado pelos líderes religiosos judaicos, e que espécie de erudito era Jesus?
17 Aqueles judeus entendidos nas coisas do mundo despercebiam Aquele que realmente ensinara Jesus Cristo. Ora, a perícia do próprio Jesus como instrutor procedia do “maior instrutor de todos”, Jeová Deus! (Jó 36:22, Today’s English Version) Referindo-se a Deus nesta qualidade, Jesus disse: “Uma vez que tiverdes erguido o Filho do homem, então sabereis que sou eu e que não faço nada de minha própria iniciativa; mas assim como o Pai me ensinou, estas coisas eu falo.” (João 8:28) Jesus mostrou assim ser o melhor aluno na escola universal do mais elevado Instrutor em existência. Isto era para o crédito Daquele que o ensinou. Não é de admirar que os nazarenos dissessem a respeito de seu anterior concidadão: “Onde obteve este homem tal sabedoria e tais obras poderosas?” — Mateus 13:54.
18. (a) Que tipo de instrutor deveríamos querer? (b) O que disse Jesus a respeito do maior Instrutor e dos ensinados por Ele?
18 A fim de entendermos a Bíblia, queremos e precisamos o melhor instrutor possível. E este instrutor é o Inspirador deste insuperável Livro. Falando aos membros da organização visível e terrestre daquele Instrutor, durante a sua vida terrestre, Jesus disse: “Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai, que me enviou, o atraia; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘E todos eles serão ensinados por Jeová.’ Todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.” (João 6:44, 45) Jesus citou ali Isaías 54:13, que reza: “E todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová e a paz de teus filhos será abundante.”
19. Os “filhos” de quem seriam ensinados por Jeová?
19 No entanto, perguntamos: “Filhos” de quem seriam as “pessoas ensinadas por Jeová”? Esta promessa profética foi feita a uma “mulher” figurativa, uma prospectiva mãe de certos “filhos”. Esta “mulher” é estéril a que se fala em Isaías 54:1, onde diz: “‘Grita de júbilo, ó mulher estéril que não deste à luz! Fica animada com clamor jubilante e grita estridentemente, tu que não tiveste dores de parto, porque os filhos da desolada são mais numerosos do que os filhos da mulher que tem um dono marital’, disse Jeová.”
20. Em vista de 2 Coríntios 13:5, o que precisam continuar a fazer os cristãos dedicados, e que relação tem isso com a sua habilitação como ministros do Reino?
20 Visto que é Jeová quem fala a esta “mulher” e quem há de ser o Instrutor dos “filhos” dela, ele deve ser o figurativo Marido dela e ela deve ser sua organização celestial semelhante a uma mulher. Os “filhos” dela são alunos do “maior instrutor de todos”. Naturalmente é vital que estes “filhos”, os seguidores ungidos de Jesus, e seus companheiros, a “grande multidão”, apliquem continuamente a instrução provida por Jeová. (Revelação 7:9) Esta certamente é uma maneira de acatar a admoestação de Paulo: “Persisti em examinar se estais na fé, persisti em provar o que vós mesmos sois (2 Coríntios 13:5) Se cristãos dedicados e batizados continuarem a fazer isso e a ser diligentes estudantes do maior Instrutor, deverão ter a necessária habilitação como ministros do Reino, autorizados por Jeová. Veremos a seguir como os ministros de Deus provam a sua habilitação.
Que Diria?
◻ Como poderá provar que Jeová tem ministros na terra?
◻ O que foi representado pela Jerusalém que foi “pisada pelos gentios”?
◻ Que teve de fazer Jesus, por terem as nações desconsiderado o Reino?
◻ Por que não é estranho que a condição ministerial das testemunhas de Jeová seja questionada?
◻ O que foi despercebido pelos líderes religiosos judaicos, que questionavam a aptidão de ensino Jesus?
-
-
Os ministros de Deus provam sua habilitaçãoA Sentinela — 1985 | 1.° de setembro
-
-
Os ministros de Deus provam sua habilitação
“E quem está adequadamente habilitado?” — 2 Coríntios 2:16.
1. No atual mundo dividido em sentido religioso, que pergunta talvez se faça em toda a sinceridade?
NO ATUAL mundo dividido em sentido religioso, a seguinte pergunta talvez seja feita em toda a sinceridade: Quem realmente é ministro autorizado de Deus? O apóstolo Paulo fez uma pergunta similar: “Quem está adequadamente habilitado para estas coisas?” Quando desafiados, Paulo e seus colaboradores podiam dizer: “Nós estamos!” (2 Coríntios 2:16, 17) Mas hoje, quem é que tem uma base sólida, o direito e a coragem de responder: “Nós estamos”?
2. Qual é a essência das palavras de Paulo em 2 Coríntios 2:14-17?
2 Antes de respondermos a esta pergunta, consideremos as seguintes palavras de Paulo dirigidas aos cristãos em Corinto: “Mas, demos graças a Deus! Porque . . . aonde quer que vamos, Ele nos utiliza para falarmos aos outros a respeito do Senhor, e para espalharmos o Evangelho como um perfume suave. Para com Deus, há um cheiro refrescante e saudável em nossas vidas. É o perfume de Cristo dentro de nós, um aroma tanto para os salvos como para os não-salvos ao nosso redor. Para aqueles que não estão se salvando, parecemos ter um odor temível de morte e condenação, enquanto para aqueles que conhecem a Cristo somos um perfume vivificante. Mas quem é competente para uma tarefa dessas? Só aqueles que, como nós mesmos, são homens verdadeiros, enviados por Deus, falando com o poder de Cristo, e com o olhar divino sobre nós. Porque não somos como aqueles mascates — e há muitos deles — cujo propósito em espalhar o Evangelho é conseguir com isso um bom meio de vida.” — 2 Coríntios 2:14-17, A Bíblia Viva; veja A Sentinela, em inglês, de 1.º de maio de 1944, páginas 133, 134.
3. (a) Como devemos reagir diante da idéia de mascatear a Palavra de Deus para obter lucro egoísta? (b) O que fazia Paulo, para evitar tornar-se um peso financeiro para aqueles a quem pregava?
3 Mascatear a Palavra de Deus para obter lucro egoísta — que idéia repugnante! Paulo não procurava obter lucro financeiro pela pregação dessa Palavra, para levar uma vida folgada, e finalmente se aposentar do ministério e descansar o resto dos seus dias. Ele estava disposto a fabricar tendas como trabalho suplementar para sustentar a si mesmo e ajudar seus companheiros no serviço de Jeová. (Atos 18:1-4) Paulo não se tornou um peso financeiro para aqueles a quem pregava as boas novas. De modo que podia perguntar aos cristãos coríntios: “Cometi um pecado por me humilhar, para que vós fôsseis enaltecidos, porque de bom grado, sem custo, vos declarei as boas novas?” (2 Coríntios 11:7) Esta pergunta tinha de ser respondida com um decidido não!
4. Como imitam as Testemunhas de Jeová o exemplo de Paulo em conexão com a Palavra de Deus?
4 Hoje em dia, as Testemunhas de Jeová imitam o belo exemplo do apóstolo em não mascatearem a preciosa Palavra de Deus, mas em a tornarem disponível a todos. Não comercializam algo tão sagrado assim. Portanto, não têm clérigos assalariados, seus oradores públicos não cobram pelas conferências, nem se faz passar um prato de coleta nas suas reuniões. Se alguém desejar contribuir com dinheiro para a obra, pode lançar qualquer quantia, mesmo que seja apenas como as “duas pequenas moedas de muito pouco valor” da viúva, numa caixa de contribuições no Salão do Reino ou em outra parte. (Lucas 21:1-4) Essas contribuições voluntárias são usadas para arcar com as despesas e não para enriquecer alguém. Até mesmo lares particulares são franqueados às reuniões das Testemunhas de Jeová. — Filêmon 1, 2.
“Adequadamente Habilitados”
5. Quem habilita as Testemunhas de Jeová para o serviço sagrado?
5 Mas, quem habilita atualmente as Testemunhas de Jeová para seguirem tal modelo bíblico, apesar de toda a perseguição e oposição que sofrem constantemente? O responsável por isso não é senão Aquele que adequadamente habilitou a Paulo e seus companheiros para o serviço sagrado. Queira notar a motivação pura de Paulo, em contraste com a motivação dos mascates religiosos, conforme ele explicou: “Falamos em sinceridade, sim, como enviados por Deus, sob a vista de Deus, em companhia de Cristo.” (2 Coríntios 2:17) É assim que as Testemunhas de Jeová falam hoje em dia. Mas, será que recomendamos a nós mesmos como ministros? Precisamos tornar públicas algumas cartas de recomendação de outros?
6. (a) Por que acham os clérigos da cristandade que eles estão “adequadamente habilitados”? (b) Mas em que base está alguém adequadamente habilitado para o verdadeiro ministério cristão?
6 Paulo negou que ele mesmo tivesse desenvolvido a habilitação para o ministério. Ele disse: “Estarmos adequadamente habilitados procede de Deus, quem deveras nos habilitou adequadamente para sermos ministros dum novo pacto.” (2 Coríntios 3:4-6) Os clérigos da cristandade, dessemelhantes de Paulo, afirmam estar “adequadamente habilitados” por se terem formado em seminários teológicos. Refutam assim que os não formados em seminários sejam ministros habilitados, com a autoridade de ensinar. Mas a instrução especial no judaísmo, que Paulo recebeu, não o habilitou para o ministério cristão relativo ao novo pacto. Tampouco estabeleceu Jesus algum seminário teológico para os seus 12 apóstolos ou quaisquer outros. Assim também hoje, a adequada habilitação de alguém para o verdadeiro ministério cristão precisa proceder de Jeová, o maior Instrutor. Naturalmente, tal ministro teria de fornecer prova inegável disso.
“Quem Te Deu Esta Autoridade?”
7. Em que diferiam os líderes religiosos de Nicodemos na maneira de encarar a autoridade de Jesus?
7 Os líderes religiosos questionavam até mesmo que o Filho de Deus tivesse o direito de pregar as boas novas e realizar milagres. No templo, “chegaram-se a ele os principais sacerdotes e os anciãos dentre o povo, ao estar ele ensinando, e disseram: ‘Com que autoridade fazes estas coisas? E quem te deu esta autoridade?’” (Mateus 21:23) Negaram-se a tirar a conclusão a que chegou o governante judeu Nicodemos, quando disse a Jesus: “Rabi, sabemos que tu, como instrutor, tens vindo de Deus; pois, ninguém pode realizar esses sinais que tu realizas, a menos que Deus esteja com ele.” — João 3:1, 2.
8. Depois de mais de três anos de ministério de Jesus, como reagiram os líderes judaicos diante da prova da identidade e autoridade dele?
8 Jesus podia ter dito aos seus desafiadores: ‘Deixem que as minhas obras falem por si!’ Depois de mais de três anos na sua carreira pública, os principais sacerdotes e os anciãos tinham muitos sinais em que se basear para chegar a uma conclusão correta sobre a identidade de Jesus e seu direito de realizar milagres e ensinar a verdade a respeito do Reino de Deus. Eles simplesmente eram orgulhosos demais para aceitar toda essa evidência que Jeová fornecia para provar que Jesus era o prometido Messias.
9, 10. (a) Por que não deve surpreender as Testemunhas de Jeová que sua habilitação como ministros seja hoje posta em dúvida? (b) Como lidou Jesus com os líderes religiosos que questionavam sua autoridade, e que efeito teve isso?
9 Em vista do que aconteceu no caso de Jesus, não surpreende as Testemunhas de Jeová que sua habilitação como ministros autorizados pelo Pai de Jesus seja posta em dúvida pelos atuais líderes religiosos. Visto que os que questionavam a autoridade de Jesus não tomavam em conta as suas muitas obras milagrosas, ele lhes fez uma pergunta que os deixou num dilema. E seus atuais discípulos podem fazer o mesmo no caso dos que deliberadamente desconsideram as obras deles.
10 Quando os principais sacerdotes e os anciãos perguntaram a Jesus: “Quem te deu esta autoridade?” ele não fez uma pergunta abstrata, mas disse: “Também eu vos pergunto uma coisa. Se ma disserdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas: O batismo de João, donde se originou? Do céu ou dos homens?” O relato acrescenta: “Mas eles começaram a raciocinar entre si mesmos, dizendo: ‘Se dissermos: “Do céu”, ele nos dirá: “Então, por que não acreditastes nele?” Se, porém, dissermos: “Dos homens”, temos a multidão para temer, porque todos eles consideram João como profeta.’ De modo que disseram a Jesus, em resposta: ‘Não sabemos.’ Ele, por sua vez, disse-lhes: ‘Tampouco eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.’” (Mateus 21:23-27) Hoje em dia, as Testemunhas de Jeová podem interrogar biblicamente os clérigos dum modo que tenha um efeito similar.a
11. Que obra fez o povo de Jeová antes de 1914, e como foram silenciados seus críticos?
11 A partir de 1876, os do povo de Jeová avisaram o mundo, e especialmente a cristandade, de que os Tempos dos Gentios terminariam no segundo semestre de 1914. (Lucas 21:24, Almeida) Os clérigos não podiam desconsiderar esta obra preliminar de quase 40 anos — obra que correspondia à de João, o Batizador. Aqueles clérigos aguardavam ansiosamente investir contra o editor desta revista, caso 1914 passasse sem eventos notáveis que correspondessem àqueles sobre os quais avisava. Mas, como foram silenciados quando, em 28 de julho de 1914, a paz foi abalada pelo irrompimento da Primeira Guerra Mundial!
12. Que dificuldades acompanharam e seguiram a Primeira Guerra Mundial?
12 A devastação da guerra e a retirada de muitos homens da lavoura causaram escassez de víveres. Terremotos abalaram diversas partes da terra, causando grandes danos e sofrimentos. Em 1915, um terremoto em Avezzano, na Itália, matou 29.970 pessoas, e um enorme sismo, em 1920, causou a morte de 200.000 na Província de Cansu, na China. Em 1923, outros 140.000 morreram no terremoto de Grande Canto, no Japão. Logo após a guerra veio a gripe espanhola, que num só ano matou mais pessoas do que os quatro anos de guerra. Nem se pode omitir a perseguição movida aos servos de Jeová durante aquele primeiro conflito mundial, culminando no injusto encarceramento, por nove meses, do presidente e do secretário-tesoureiro da Sociedade Torre de Vigia, dos EUA, e de seis de seus colaboradores.
13. Que pergunta têm feito as Testemunhas de Jeová aos clérigos da cristandade, e o que teriam de admitir estes críticos se respondessem honestamente?
13 Desde o fim da Primeira Guerra Mundial, as Testemunhas de Jeová têm perguntado aos clérigos da cristandade: ‘São os eventos catastróficos que assolaram nossa terra a partir de 1914 o cumprimento da profecia de Jesus em Mateus 24:3-13?’ Se esses clérigos dissessem honestamente que sim, então teriam de admitir que Jesus Cristo assumiu seu Reino celestial em 1914. Naturalmente, visto que Jesus disse que ‘o mundo não o observaria mais’, e visto que ele é agora uma pessoa espiritual, imortal, sua “vinda” ou “presença” é invisível. (João 14:19; Mateus 24:3, Al; 1 Pedro 3:18) Mas a admissão de tudo isso impediria os clérigos de argumentar que os eventos de 1914-18, que abalaram o mundo, foram apenas agitações rotineiras de nações no decurso da história.
14. (a) Se os líderes religiosos fizessem a admissão correta, em que obra se veriam obrigados a participar? (b) A que substituto para o Reino teriam de renunciar, mas que proceder foi adotado por eles?
14 Além disso, se os clérigos da cristandade admitissem que os eventos de 1914-18 marcaram o início do fim do velho sistema de coisas, eles se veriam obrigados a reconhecer os outros aspectos do “sinal” da “presença” de Jesus e teriam de tomar parte no cumprimento de suas palavras: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações.” (Mateus 24:14) Isto significaria pregar, não o Evangelho que eles têm pregado por séculos, mas as boas novas do Reino que foi estabelecido no céu no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. Teriam de renunciar à Liga das Nações como “expressão política do Reino de Deus na terra”, e teriam de encarar a ela e a organização sucessora dela, as Nações Unidas, como ‘abominação da desolação, que está no lugar santo’. (Mateus 24:15, Al) Mas, mesmo até o ano de 1985, os clérigos da cristandade se negam a classificar a Liga das Nações e as Nações Unidas como tal “abominação” ou “coisa repugnante”.
15. Que futuro aguarda os clérigos, mas o que têm feito as Testemunhas de Jeová?
15 Os clérigos da cristandade negam-se assim a tomar posição a favor do Reino de Jeová por Jesus Cristo. Por deixarem de apoiá-lo, serão destruídos na iminente “grande tribulação”. Mas as Testemunhas de Jeová, dessemelhantes deles, abandonaram Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, e pregam a mensagem do Reino em 203 terras. Esta obra, sem paralelo, é um aspecto destacado do “sinal que prova que em 1914 Jesus foi empossado como Rei celestial, para dominar no meio dos seus inimigos. — Mateus 24:3, 14, 21; Salmo 110:1, 2; Revelação 18:1-5.
Precisa-se Duma Recomendação?
16. Que perguntas surgem quanto a recomendações, e o que disse Paulo sobre isso?
16 Recomendamo-nos sem base como testemunhas ungidas de Jeová? Ou manobramos habilmente a questão para estabelecer tal recomendação para as “outras ovelhas” de Jesus? (João 10:16) Paulo não fez nada disso, mas podia dizer aos coríntios que se tornaram cristãos por causa de seus incansáveis esforços: “Estamos novamente principiando a recomendar a nós mesmos? Ou necessitamos talvez, como alguns homens, de cartas de recomendação para vós ou de vós? Vós mesmos sois a nossa carta, inscrita nos nossos corações, e conhecida e lida por toda a humanidade. Porque vós sois demonstrado ser carta de Cristo, escrita por nós, como ministros, inscrita, não com tinta, mas com espírito dum Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas carnais, nos corações.” — 2 Coríntios 3:1-3.
17. Por que se pode dizer que Paulo estava adequadamente habilitado para o ministério, e, neste respeito, o que se pode dizer das Testemunhas de Jeová?
17 Paulo, com a ajuda do espírito de Jeová, escreveu vários livros bíblicos e converteu muitas pessoas ao cristianismo. De modo que certamente provou estar adequadamente habilitado para o ministério cristão. Num paralelo moderno, especialmente desde que se começou a publicar esta revista em 1879, os do restante ungido dos discípulos de Cristo, embora não inspirados assim como Paulo, produziram muitas publicações bíblicas. Desde 1920, têm publicado bilhões de livros, folhetos, revistas e tratados, em muitas línguas. Estas publicações são distribuídas a um preço reduzido, sendo muitas delas dadas de graça aos pobres. A Sociedade Torre de Vigia também tem providenciado conferências bíblicas gratuitas e enviado missionários a territórios ainda não servidos, em todo o globo. Dezenas de milhares de pessoas têm acolhido a mensagem impressa e falada, e têm simbolizado sua dedicação a Jeová Deus por serem batizadas, especialmente desde 1935, quando pela primeira vez se esclareceu que uma ilimitada “grande multidão” das “outras ovelhas” de Jesus pode esperar receber vida eterna num paraíso restabelecido na terra. — Revelação 7:9-17; Lucas 23:43.
18. Quando desafiados para provar habilitação como ministros, para o que podem apontar os do restante ungido?
18 Então, que importa que os clérigos desafiem o restante ungido a apresentar diplomas tais como o de Doutor em Teologia? Ora, estes servos de Jeová podem apresentar uma evidência muito mais significativa! Podem apontar para agora já mais de dois milhões e meio de “outras ovelhas” em toda a terra e dizer: ‘Eis a nossa carta de comprovação!’ Podem tomar as palavras de Paulo e dizer aos membros da “grande multidão”: “Vós mesmos sois a nossa carta, inscrita nos nossos corações, e conhecida e lida por toda a humanidade.” (2 Coríntios 3:2) Que os clérigos da cristandade leiam esta carta viva, constituída por cristãos dedicados e batizados, que servem a Jeová Deus dia e noite no seu templo e ajudam a ‘pregar estas boas novas do reino em toda a terra, em testemunho a todas as nações’. (Mateus 24:14) Iguais aos do restante ungido, provam que estão adequadamente habilitados para o ministério cristão.
19. Que carta ímpar de recomendação será preservada através do Har-Magedon?
19 Esta carta ímpar de recomendação não será apagada na iminente “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no lugar simbólico chamado Har-Magedon. (Revelação 16:14-16) Antes, será guardada e preservada pelo Deus Onipotente, para ser exibida no sistema de coisas após o Har-Magedon, sob Cristo, o Rei. Que poderosa carta esta “grande multidão” será para os bilhões de mortos humanos que Jeová Deus, por Jesus Cristo, então ressuscitará dos túmulos memoriais em toda a terra! Portanto, continua a escrever, restante ungido! E continua a ajudá-lo, “grande multidão” das “outras ovelhas” do Pastor Excelente!
-