BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Se Deus tem uma organização, qual é?
    A Sentinela — 1981 | 1.° de novembro
    • espírito do homem, nem pelo de Satanás, o Diabo. Foi dado com a ajuda dos santos anjos de Deus, conforme indicado em Revelação 14:6, 7:

      4 “E eu vi outro anjo voando pelo meio do céu, e ele tinha boas novas eternas para declarar, como boas notícias aos que moram na terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com voz alta: ‘Temei a Deus e dai-lhe glória, porque já chegou a hora do julgamento por ele, e assim, adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.’”

      5. (a) Que organizador deve ser temido agora neste tempo de decisão? (b) Em que reunião celestial intrometeu-se o organizador inimigo, segundo diz Jó, capítulos 1 e 2?

      5 De modo que Aquele a ser temido agora, neste tempo de decisão individual, é o Criador, o Organizador universal. No livro de Jó, recebemos um vislumbre de sua família celeste de filhos angélicos. O organizador do sistema mundial de coisas existente desde o dilúvio dos dias de Noé, Satanás, o Diabo, era antigamente membro dessa família. Em Jó 1:6, 7, ele é retratado como intruso em assuntos de família, porque lemos ali: “Ora, veio a ser o dia em que os filhos do verdadeiro Deus entraram para tomar sua posição perante Jeová, e até mesmo Satanás passou a entrar no meio deles. Jeová disse então a Satanás: ‘Donde vens?’ A isto respondeu Satanás a Jeová e disse: ‘De percorrer a terra e de andar nela.’” Em Jó 2:1, 2, apresenta-se um quadro similar duma reunião posterior dos filhos do verdadeiro Deus, nos céus invisíveis.

      6. (a) O que indica tal reunião de celestiais “filhos do verdadeiro Deus”, presidida por Jeová Deus? (b) Como foram esses “filhos do verdadeiro Deus” incentivados pelo exemplo que Jó lhes deu?

      6 O que indicam estas duas reuniões dos filhos de Jeová Deus, e como seriam corretamente chamados os que constituem tal grupo familiar? Que palavra ou palavras apropriadas vêm à mente? Deixamos que o leitor responda. Essas reuniões eram formais, sendo presididas legitimamente pelo verdadeiro Deus. A admissão de Satanás a essas reuniões não significa que ainda era encarado como um dos “filhos do verdadeiro Deus” e que ainda fazia parte da família celestial de Deus. Seu próprio apelido, “Satanás”, indica que não era isso, porque o nome significa “Opositor”. Portanto, ele não teve nenhum objetivo bom em percorrer a terra como espírito invisível aos homens. Ele se opunha a qualquer homem que procurasse manter a sua integridade para com o verdadeiro Deus. Com a permissão divina, tornou aquele homem justo e temente a Deus, chamado Jó, da terra de Uz, a vítima de seus ataques. Mas falhou no seu propósito covarde de causar o desacato à soberania universal de Jeová Deus entre os homens na terra, bem como entre os anjos no céu. O exemplo fiel de Jó mostrou ser de grande encorajamento para a família celestial de filhos angélicos de Jeová.

      7. A desobediência de Adão e Eva os excluiu de que família , e quantas criaturas procedentes do domínio espiritual passaram a montar guarda?

      7 Satanás talvez pensasse que podia vencer, assim como se deu no caso do primeiro homem na terra, Adão, o filho de Deus. Perto do fim do sexto dia criativo, quando ainda não havia homem ou criatura humana na terra, Deus dissera: “Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança.” Deus não usou ali um plural literário, como que falando consigo mesmo. Dirigiu-se pelo menos a mais outra pessoa, que ele queria que participasse no ato criativo. (Gên. 1:26) Nenhuma pessoa razoável negará que isso requeria cooperação celestial. Infelizmente, as primeiras criaturas humanas, Adão e Eva, bandearam-se para o lado da pessoa espiritual, invisível, que agia por detrás da serpente visível, fazendo-a chamar Deus de mentiroso. A desobediência deles a Deus os excluiu da família universal de filhos de Deus, e eles foram expulsos do jardim do Éden. Daí, Deus “colocou ao oriente do jardim do Éden os querubins e a lâmina chamejante duma espada que se revolvia continuamente para guardar o caminho para a árvore da vida” dentro do jardim. (Gên. 3:24) Havia pelo menos dois querubins, e estes eram membros da família celestial de Deus, autorizados para se materializarem e aparecerem à humanidade.

      8. Tornou-se assim evidente que havia outros na família de Deus? E o que diz sobre isso Jó 38:6, 7?

      8 Torna-se assim evidente que naquele primeiro estágio da existência humana já havia outros na família celestial de Deus. É por isso que, quando Jeová Deus fez perguntas sobre a fundação da terra, ele disse: “Em que se fundaram seus pedestais de encaixe ou quem lançou a sua pedra angular, quando as estrelas da manhã juntas gritavam de júbilo e todos os filhos de Deus começaram a bradar em aplauso?” — Jó 38:6, 7.

      9. Que ordens de criaturas celestiais são mencionadas nos Salmos, em Isaías 6:2 e na profecia de Daniel?

      9 Os Salmos 80:1 e 99:1 dizem que Jeová está “sentado sobre os querubins”. Esta descrição é provavelmente decorrente do caso da arca sagrada do pacto, que ficava no Santíssimo do templo em Jerusalém. Sobre esta arca havia dois querubins de ouro, com asas estendidas em direção um ao outro, e acima dela, no centro, aparecia a luz chamada Xequiná, que representava a presença de Jeová Deus no seu templo. Numa visão milagrosa do interior do templo, o profeta Jeremias viu Jeová sobre o seu trono, assistido por criaturas espirituais chamadas serafins. (Isa. cap. 6) Além de serafins e de querubins, há anjos em geral, tais como os mencionados no último livro da Bíblia, Revelação. Não se deve desperceber ou esquecer a criatura celestial chamada Miguel. Diz-se dele que é “um dos mais destacados príncipes” e “vosso príncipe”, quer dizer, do povo de Daniel. (Dan. 10:13, 21; 12:1) Judas 9 o chama apropriadamente “Miguel, o arcanjo”.

      10. Na visão descrita em Daniel 7:1-10, por que teria de manter a ordem na sessão do Tribunal?

      10 O profeta Daniel disse a respeito duma visão de grandiosidade celestial especial: “Eu estava observando até que se colocaram uns tronos e o Antigo de Dias se assentou. Sua vestimenta era branca como a neve e o cabelo de sua cabeça era como pura lã. Seu trono era chamas de fogo; as rodas dele eram fogo ardente. De diante dele corria e saía um rio de fogo. Mil vezes mil lhe ministravam e dez mil vezes dez mil ficavam de pé logo diante dele. Assentou-se o Tribunal e abriram-se livros.” (Dan. 7:9, 10) Naquele Tribunal divino tinha de haver ordem, especialmente com 10.000 x 10.000 ministrando ao Juiz.

      11. Em harmonia com o precedente, o que diz o Salmo 103:19-21, e como é Jeová chamado a partir de 1 Samuel 1:3?

      11 Em harmonia com isso, declara-se no Salmo 103:19-21: “Jeová é que estabeleceu firmemente seu trono nos próprios céus; e seu próprio reinado tem mantido domínio sobre tudo. Bendizei a Jeová, vós anjos seus, poderosos em poder, cumprindo a sua palavra por escutardes a voz da sua palavra. Bendizei a Jeová, todos os exércitos seus, vós ministros seus, fazendo a sua vontade.” O Soberano Universal foi bem apropriadamente chamado “Jeová dos exércitos”, a partir dos escritos de 1 Samuel 1:3. — Tia. 5:4, Tradução do Novo Mundo.

      12. Haver entre o pessoal celestial de Deus aqueles que tem títulos ou designações, sim, até “exércitos”, mostra a existência de que, no céu?

      12 Portanto, agora, à luz de todas as referências precedentes de textos, o que nos indica o fato de que o pessoal celestial de Deus inclui um arcanjo, príncipes, querubins, serafins, anjos e exércitos, sendo que todas estas categorias e ordens ou níveis de existência, e os “exércitos”, agem em perfeita harmonia e em plena sujeição ao Antigo de Dias, Jeová Deus? Indica e requer uma organização de todos esses que são do pessoal celestial de Deus. Faz de todo esse pessoal celestial a organização de Deus. Significa que Deus tem uma organização, palavra que em hebraico é histadrúth e em grego é orgánosis.

      A “MULHER” NO CÉU

      13. (a) Quando Adão e Eva pecaram, como afetou Isso a organização de Deus? (b) O que disse então Deus aparentemente à serpente, mas não entendível para ela?

      13 Quando Adão e Eva pecaram contra Deus, isso afetou a organização universal Dele, da qual eram a parte visível, terrena. Deixaram de ser membros da família de que ele é o Pai celestial, o Criador. Bandearam-se para o lado da criatura espiritual, invisível, que estava por detrás da serpente mentirosa. A serpente literal certamente não entendeu o que Deus queria dizer quando disse aparentemente a ela: “Porque fizeste isso, maldita és dentre todos os animais domésticos e dentre todos os animais selváticos do campo. Sobre o teu ventre andarás e pó é o que comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” — Gên. 3:14, 15.

      14. Por que deve estar fora de questão a aplicação literal das palavras de Deus à serpente, e a que espécie de serpente e mulher deve referir-se isso?

      14 O que significariam essas palavras quando tomadas literalmente? Que haveria um ódio mortal entre a serpente literal e a mulher literal. Também, que o descendente, ou descendência, de Eva seria inimigo implacável dos descendentes daquela serpente; e que a serpente iria viver até que o descendente da mulher Eva surgisse. A serpente machucaria então literalmente o calcanhar desse “descendente”, e, por sua vez, o “descendente” ferido machucaria a cabeça da serpente, evidentemente matando-a. Mas de quanto consolo ou benefício seria isso para toda a humanidade? Na realidade, tal explicação literal não tem sentido. Ela cria tantas dificuldades, que qualquer estudante da bíblia de mentalidade equilibrada se vê obrigado a admitir que as palavras de Deus, em Gênesis 3:14, 15, devem ter um significado simbólico. De modo que a serpente que fez a Eva a pergunta capciosa deve simbolizar algo maior, e também a “mulher” mencionada neste respeito deve ser uma “mulher” simbólica.

      15. Por que não precisamos adivinhar a identidade da serpente simbólica, e ser ela “a serpente original” faz com que ela já tenha agora que idade?

      15 Pois bem, precisamos adivinhar a identidade da serpente simbólica? Não! A própria Bíblia fala por nós. Em Revelação 12:9 ela chama aquela serpente misteriosa de “grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás”. Ele é que foi originalmente a serpente simbólica, e em 96 E.C., mais ou menos o tempo em que o apóstolo João escreveu o livro de Revelação, Satanás, o Diabo, já era serpente simbólica de mais de 4.100 anos de idade. Agora, quando a visão de Revelação está para se cumprir, essa “serpente original” já tem uns 6.000 anos, tempo maior do que qualquer serpente literal jamais viveu. João 8:44 diz que ele “é mentiroso e o pai da mentira”.

      16. (a) Revelação, capítulo 12, mostra um confronto entre que dois entes principais? No entanto, quem conseguiu nascer com bom êxito? (b) Onde e por que era necessário que a mulher simbólica fosse nutrida espiritualmente sob proteção?

      16 Já que Eva, a quem Satanás, o Diabo, mentiu por meio da serpente, não era a “mulher” mencionada em Gênesis 3:15, quem é? O livro de Revelação ajuda-nos novamente a obter um entendimento correto. O Rev capítulo 12 descreve um confronto entre Satanás, o Diabo, e a “mulher”, a qual está revestida da cabeça aos pés da luz do sol, da lua e das estrelas (12 delas). O bom senso diz-nos que se deve tratar duma “mulher” simbólica no céu, porque não se fala de nenhum dos anjos celestiais como sendo fêmea. Ela estava grávida, e Satanás, o Diabo, qual dragão devorador, estava à espera para devorar-lhe o filho que ela deu à luz. Mas o Pai celestial desse descendente estava atento e impediu Satanás, de modo que o filho varão, ao nascer, “foi arrebatado para Deus e para o seu trono”, a fim de que dali ‘pastoreasse todas as nações com vara de ferro’. (Rev. 12:1-5) Esse nascimento régio não acabou com a inimizade entre Satanás e a “mulher” simbólica, porque ela precisou ser nutrida espiritualmente sob proteção divina contra Satanás. Seguiu-se uma guerra no céu.

      17. Foi a cabeça da “serpente original” machucada pelo, resultado da guerra no céu? E como afetou esse resultado os homens na terra e no mar?

      17 Miguel, o arcanjo, ficou no comando das forças de “Jeová dos exércitos”. Com tais exércitos angélicos, Miguel lutou em apoio do entronizado filho recém-nascido da “mulher”. Satanás, “a serpente original”, estava para ter a cabeça machucada, e ele e seus anjos demoníacos perderam a batalha. Foram expulsos do céu e lançados para baixo, à nossa terra. Mas com isso não se machucou a cabeça de Satanás, porque ele continuou ainda bem vivo. Não é de admirar que então ressoasse do céu o brado: “Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” — Rev. 12:7-12.

      18. A vitória de Miguel e seus exércitos garantiu o que para “o reino de nosso Deus”, e quem pode regozijar-se por causa disso?

      18 Visto que Miguel, o arcanjo, e seus anjos obtiveram a vitória, e o “filho” régio não foi deposto do seu trono celestial ao lado de Deus, foi correto o anúncio celestial: “Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador dos nossos irmãos, o qual os acusa dia e noite perante o nosso Deus! . . . Por esta razão, regozijai-vos, ó céus.”

      19. O que representa a “mulher” que da a luz o “filho” varão, e por que?

      19 O “filho” varão, mencionado em Revelação 12:5, evidentemente é simbólico. Tudo o que se diz com relação a ele revela que representa, não alguma pessoa individual, mas o reino de Deus, tendo seu Filho, Jesus Cristo, a autoridade para pastorear todas as nações com vara de ferro, para despedaçá-las na ainda futura “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Rev. 16:14-16) Assim como o “filho” não é uma pessoa individual, tampouco é sua mãe, a “mulher” no céu, uma pessoa individual. Visto que esta “mulher” simbólica ficou grávida pela operação de Deus, como seu marido, ela deve representar a organização espiritual de Deus. Esta organização fornece o pessoal daquele reino celestial, não somente o glorificado Jesus Cristo, que evidentemente desempenha o papel de Miguel, o arcanjo, mas também seus “irmãos” espirituais, que são também os “irmãos” da organização espiritual de Deus — Rev. 12:10, 11.

      20. Como indica Revelação 12:17 se ainda há na terra quaisquer dos “irmãos” da organização espiritual de Deus?

      20 Ainda existe na nossa lastimável terra um restante desses “irmãos” espirituais. Porque Revelação 12:17 prossegue, dizendo: “E o dragão ficou furioso com a mulher e foi travar guerra com os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus.” Sendo parte da semente da “mulher” de Deus, eles têm a esperança do Reino.

  • A parte visível da organização de Deus
    A Sentinela — 1981 | 1.° de novembro
    • A parte visível da organização de Deus

      1, 2. (a) É algo novo ou recente que Jeová seja chamado de Marido? (b) Como é a resposta corroborada por Isaías 54:1-5, 13?

      PARA os versados na Bíblia, não é nada novo ou recente que Deus seja chamado de Marido. Quando o próprio Jesus Cristo disse: “Está escrito nos Profetas: ‘E todos eles serão ensinados por Jeová’” (João 6:45), ele estava citando uma profecia que chama a Deus de Marido. Esta profecia, Isaías 54:1-5, 13, diz (em parte):

      2 “Grita de júbilo, ó mulher estéril que não deste à luz! . . . Pois o Grandioso que te fez é teu dono marital, cujo nome é Jeová dos exércitos; e o Santo de Israel é teu Resgatador. . . . E todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová e a paz de teus filhos será abundante.”

      3. Em Gálatas 4:27, quando o apóstolo Paulo citou a mesma profecia de Isaías, referia-se ele em qualquer sentido a mulheres literais na terra?

      3 O apóstolo Paulo citou esta mesma profecia de Isaías, capítulo 54, dizendo: “Porque está escrito: ‘Regozija-te, ó mulher estéril, que não dás à luz; irrompe e grita alto, ó mulher que não tens dores de parto; pois os filhos da desolada são mais numerosos do que os daquela que tem marido.’” (Gál. 4:27) O apóstolo Paulo certamente não estava falando sobre mulheres literais na terra, porque Jeová Deus não era Marido duma mulher individual, nem em sentido típico, nem em sentido simbólico. A “esposa” figurativa de Deus era algo maior.

      4. Então, o que era este “algo maior”?

      4 O que era? Ora, a organização de Deus, que ele criou para si mesmo e que nunca pode ser levada a crer que Deus seja mentiroso egoísta! Ele, igual a um marido, a torna fecunda, de modo que ela dá à luz um “descendente”, ou prole, por meio de quem Deus destruirá a Satanás e a organização que esse iniciou com Adão e Eva.

      5. Quando foi provido o principal constituinte do “descendente” mencionado em Gênesis 3:15, e como?

      5 O “descendente” da “mulher” ou “esposa” de Deus passou a ser provido na pessoa do Filho unigênito de Deus no céu. Quando? Na ocasião em que a sua vida, que até então havia existido no domínio espiritual, no céu, foi transferida para o ventre da virgem judia Maria, de modo que ela ficou grávida, em 2 A.E.C. Portanto, Maria não era “a mulher” de Gênesis 3:15. Tampouco foi Maria a mãe daqueles que Revelação 12:17 chama de “remanescentes da sua semente”. — Veja Gálatas 4:26-31.

      6. (a) Quando Jesus estava na terra como homem perfeito, ele fazia parte de que organização? (b) Quando passaram os discípulos de Jesus a tornar-se parte da organização espiritual de Deus?

      6 Assim como o primeiro homem na terra, Adão, quando era perfeito, no jardim do Éden, era um “filho de Deus” e fazia parte da organização universal de Deus, assim Jesus, como homem perfeito na terra, era uma parte visível da organização de filhos, de Deus. (Luc. 3:21-38) Em oração a Deus, Jesus disse a respeito de si mesmo e de seus discípulos: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:14, 16) Mais tarde, Jesus disse ao governador romano, Pôncio Pilatos: “Meu reino não faz parte deste mundo.” (João 18:36) Isto se dava porque Jesus Cristo fazia parte da organização espiritual de Deus, da “mulher” de Deus, da qual ele era o principal do que constituía o seu “descendente”. A partir do dia de Pentecostes de 33 E.C., quando o glorificado Jesus, no céu, derramou espírito santo sobre os seus discípulos fiéis na terra, estes tornaram-se parte do “descendente” da “mulher” de Deus. Constituíam a parte visível da organização espiritual de Deus. Embora estivessem no mundo, não faziam parte dele. — Atos 2:1-47.

      7. Que espécie de “noiva” tem o prospectivo marido Jesus Cristo, e o que diz ela, segundo Revelação 22:17?

      7 Em vista do precedente, até mesmo Jesus Cristo é chamado de Noivo, tendo uma prospectiva “noiva”. Ela, naturalmente, não é uma mulher literal. Se não é tal, então o que é? Ela é uma “noiva” de muitas partes constituintes, uma “noiva” composta, e é assim uma organização que segue, imita e faz a vontade do prospectivo Noivo. Pode chamá-la de eclésia, assembléia ou congregação, se quiser. (Deut. 4:10; 9:10; 18:16, Versão dos Setenta grega; Atos 7:38) O último livro da Bíblia refere-se a esta prospectiva consorte celestial do glorificado Cristo, dizendo em Revelação 22:17: “E o espírito e a noiva estão dizendo: ‘Vem!’”

      8. (a) Em 2 Coríntios 11:2, a que comparou o apóstolo Paulo a congregação cristã dos seus dias? (b) Visto que Paulo citou o Salmo 45 em conexão com Jesus, quem é então a mulher levada ao rei messiânico como Senhor dela?

      8 O apóstolo Paulo escreveu à eclésia ou congregação em Corinto, na Grécia: “Eu, pessoalmente, vos prometi em casamento a um só marido, a fim de vos apresentar como virgem casta ao Cristo.” (2 Cor. 11:2) Em Hebreus 1:8, 9, o apóstolo Paulo aplicou o Salmo 45 a Jesus Cristo, como o Filho de Deus. Este salmo profético compara o Filho de Deus a um Noivo, porque o Salmo 45:13-15 prossegue dizendo: “A filha do rei está toda gloriosa dentro da casa; sua vestimenta está com engastes de ouro. Será levada ao rei em vestes tecidas. As virgens no seu séquito, como suas companheiras, são levadas para dentro a ti. Serão levadas com alegria e júbilo; entrarão no palácio do rei.”

      9. A que comparou João, o Batizador, Jesus Cristo e o grupo dos discípulos dele?

      9 Até mesmo João, o Batizador, comparou Jesus Cristo a um Noivo, e os futuros discípulos dele a uma prospectiva noiva. Por ter tido o privilégio de apresentar os primeiros discípulos ao batizado e ungido Jesus, João disse: “Eu disse: Eu não sou o Cristo, mas, fui enviado na frente deste. Quem tem a noiva é o noivo. No entanto, o amigo do noivo, estando em pé e ouvindo-o, tem muita alegria por causa da voz do noivo. Esta alegria minha, por isso, ficou completa.” (João 3:28, 29) João, o Batizador, não esperava ser feito parte da “noiva” espiritual do Cristo. Permaneceu apenas “amigo do noivo”. Não obstante, alegrou-se altruistamente, igual àquelas damas-de-honra virgens do Salmo 45:13-15.

      10. (a) Por que é correto dizer que a classe da “noiva” é a parte visível da organização espiritual de Deus? (b) Como é esta situação apoiada por aquilo que Paulo escreveu sobre Cristo, a Cabeça, nas cartas aos romanos e aos coríntios?

      10 O ponto em questão, em tudo isso, é que assim como o Noivo celestial faz parte da organização espiritual de Deus, também os da classe da prospectiva “noiva”, gerados pelo espírito de Deus enquanto ainda estão na terra, constituem a parte visível da organização espiritual de Deus. A verdade desta situação é reforçada pelo fato de que esta “noiva”, que tem um marido por cabeça, é ao mesmo tempo o corpo espiritual de Cristo. Paulo escreveu à eclésia ou congregação em Roma: “Assim também nós, embora muitos, somos um só corpo em união com Cristo, porém, membros que individualmente se pertencem uns aos outros.” (Rom. 12:5) Paulo escreveu à congregação de Corinto: “Deveras, todos nós fomos batizados por um só espírito em um só corpo, . . . Ora, vós sois corpo de Cristo e membros individualmente.” (1 Cor. 12:13, 27) Já que a Cabeça daquele corpo espiritual, o glorificado Jesus Cristo, é parte da organização espiritual de Deus, assim os membros do seu “corpo” fazem parte da organização de Deus, apenas que, no presente, são a parte visível dela. Não é fora de propósito dizer que são a organização visível de Deus na terra. “Deus dispôs o corpo.” (1 Cor. 12:24, A Bíblia de Jerusalém) “Deus organizou assim o corpo.” — Huberto Rohden.

      O POVO ORGANIZADO E DEDICADO DE DEUS HOJE NA TERRA

      11. Após a Primeira Guerra Mundial, por que havia necessidade de reorganização por parte das nações do mundo e também por parte dos ‘remanescentes da semente’ da mulher?

      11 A reorganização dentro do sistema de coisas visível de Satanás tornou-se necessária para as nações abaladas pela guerra, no fim da Primeira Guerra Mundial em 1918. Surgira no cenário dos assuntos internacionais um novo ator, na forma dos bolchevistas ou comunistas, que fizeram uma revolução violenta na Rússia e assumiram o controle político do extenso império dela na Europa e na Ásia. Que mundo os ‘remanescentes da semente’ da mulher tiveram de enfrentar! Havia necessidade de eles se reorganizarem. Tiveram de encarar o futuro dum ponto de vista novo e bastante revolucionário, à luz das profecias bíblicas que se abriram ao seu entendimento como nunca antes. Havia à disposição prova satisfatória, à base da cronologia e da profecia da Bíblia, bem como dos acontecimentos mundiais, de que os Tempos dos Gentios, “os tempos designados das nações”, haviam terminado em outubro de 1914. (Luc. 21:24) Desde então, o velho mundo está no seu “tempo do fim” ou nos seus “últimos dias”. (Dan. 12:4; 2 Tim. 3:1) Sendo assim, chegara o tempo devido para um novo tipo de pessoas, não os comunistas, mas pessoas tementes a Deus, surgir no palco de ação do mundo. A identidade delas esclareceu-se com o passar do tempo.

      12. (a) A esperança terrestre de tais pessoas tementes a Deus que então surgiram no cenário do mundo começou a ser proclamada quando e onde, antes do fim da Primeira Guerra Mundial? (b) Portanto, com quem relacionou o livro Intitulado “A Harpa de Deus”, primeiro publicado em 1921, o texto de João 10:16?

      12 Destinavam-se a sobreviver à destruição do velho sistema de coisas no Armagedom, e entrariam no novo sistema de coisas sob o reino celestial de Cristo. Isto lhes oferecia a oportunidade de nunca se extinguirem da face de nossa terra, a qual o Reino transformará num paraíso. Esta esperança, algo que nunca antes se proclamara, foi proclamada publicamente em Los Angeles, Califórnia, E.U.A., em fevereiro de 1918, antes de a Primeira Guerra Mundial findar mais de oito meses depois. Os que adotaram tal esperança nunca esperariam ir para o céu, para se tornarem parte da organização de Deus lá em cima. Após a guerra, examinaram-se de novo as palavras proféticas de Jesus, registradas em João 10:16. Assim, a Sociedade Torre de Vigia (dos E.U.A.) publicou em 1921 (em português, em 1925), o livro intitulado “A Harpa de Deus”, que dizia nos parágrafos 577 e 578, na página 331 (da ed. em port.):

      “Que a salvação não se confina àqueles que forem para o céu, demonstra Jesus quando diz: ‘Tenho também outras ovelhas que não são deste aprisco, estas também é necessário que eu as traga; elas ouvirão a minha voz.’ (João 10:16) “Deste aprisco” significa desta Igreja; e, depois de feita a seleção dessa classe, todos hão de ter a oportunidade de entrarem para o outro aprisco de Cristo. [Versão Brasileira de João 10:16.] Isso é verdadeiro, porque ele a todos comprou com o seu precioso sangue.

      “Deus motivou ao profeta Davi escrever: ‘Todas as nações que fizeste, virão, diante de ti, Senhor, se prostrarão, e glorificarão o teu nome.’ (Salmo 86:9) É mais uma prova corroborante de que todos hão de ter a sua oportunidade.”

      13. No congresso de Los Angeles, em 1923, como relacionou o discurso básico a parábola de Jesus sobre as ovelhas e os cabritos com o texto de João 10:16?

      13 No ano de 1923, realizou-se em Los Angeles, Califórnia, um congresso de nove dias, culminando numa reunião pública no Coliseu, no domingo, 26 de agosto. Considerou-se a parábola de Jesus a respeito das ovelhas e dos cabritos, em Mateus 25:31-46, e houve um desvio da explicação tradicional da parábola pela cristandade. As “ovelhas” foram identificadas com as “outras ovelhas” profetizadas por Jesus em João 10:16. O discurso exploratório, conforme publicado no número de 15 de outubro de 1923 da Sentinela (em inglês, na página 310, parágrafo 33), dizia:

      “Acreditamos que haja milhões dentro da igreja nominal, que persistem por respeito ao Senhor; e eles encaram a igreja nominal como sendo em certo sentido usada pelo Senhor. Grande número desses não afirma ser consagrados ao Senhor e eles não têm nenhuma esperança ou aspiração celestial. Acreditamos que ali se encontra a classe designada pelo nosso Senhor como ovelhas. (João 10:16) Nossa conclusão é, portanto, que tanto as ovelhas como os cabritos da parábola afirmam ser cristãos, constituindo a cristandade, e que ambos afirmam fazer as obras no nome do Senhor. — Mateus 7:21-23.”

      14. O que dizia a revista A Sentinela de 15 de Janeiro de 1924 (em inglês) sobre o tempo do ajuntamento das “outras ovelhas”?

      14 No ano seguinte, A Sentinela de 15 de janeiro de 1924 (em inglês) comentou isso adicionalmente (na página 26, parágrafos 2 e 3), dizendo:

      “‘E a ele se congregarão os povos.’ — Gênesis 49:10.

      “Esta é uma declaração profética relacionada com a obra de Cristo. O tempo deste cumprimento está próximo. Significa que os povos de toda nação, raça e língua, que desejam e amam a justiça, serão ajuntados ao Senhor. Jesus disse: ‘E tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco: a estas também tenho de trazer, e elas ouvirão a minha voz e haverá um só aprisco, e um só pastor.’ (João 10:16) A ovelha é um animal dócil, pacífico e governável; por isso é usada para simbolizar pessoas que amam a paz e que desejam coisas melhores.”

      15. Como mostrou a Sentinela de 15 de agosto de 1934 (em inglês) que a benignidade de Deus abrange mais do que apenas salvar o “pequeno rebanho” para o céu?

      15 Uma década mais tarde, A Sentinela (em inglês) de 15 de agosto de 1934 dizia no seu parágrafo inicial (na página 243):

      “A benevolência de Jeová é oferecida a todos os que diligentemente procurarem conhecer e fazer a sua vontade. Ele oferece a sua benignidade a homens que crêem no Senhor Jesus Cristo. (João 3:16) Jesus Cristo é o meio de vida provido por Deus, mas nem todos os homens que obterão a vida tornar-se-ão criaturas espirituais. Há outras ovelhas que não são do ‘pequeno rebanho’. (João 10:16) É a estas últimas, ou às ‘outras ovelhas’, que ele, depois da chegada de Cristo Jesus ao templo para o julgamento, dirige as seguintes palavras: ‘Vinde, benditos de meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo.’ (Mat. 25:34)”

      (Veja também o parágrafo 28, na página 248.)

      16. No Congresso de Washington, D.C., em 1935, explicou-se que a “grande multidão” era de que classe de “ovelhas”, e como foi que no dia seguinte reagiram a esta informação centenas de especialmente convidados?

      16 O ano seguinte, 1935, marcou época. Realizou-se em Washington, D.C., E.U.A., um congresso significativo, ao qual foram especialmente convidados aqueles que desejavam ser “outras ovelhas” do Pastor Excelente. Isto indicou que se fazia então um esforço definido para ajuntar tais “outras ovelhas”. Na sexta-feira, 31 de maio, foi proferido um discurso que identificou as “outras ovelhas” (ou jonadabes) como os que constituem a “grande multidão” com destino terrestre, conforme predita em Revelação 7:9-17. O impulso de muitos dos congressistas para serem dessa “grande multidão” foi indicado pelo fato de que, no dia seguinte, 840 pessoas se apresentaram para ser batizadas em água, em símbolo de sua dedicação incondicional a Jeová Deus, por meio do Pastor Excelente, Jesus Cristo.

      UM “NOVO NOME” PARA A PARTE TERRESTRE

      17. A revista A Sentinela, no seu número de 1.º de março de 1925 (em inales), explicou o nascimento do filho varão, de Revelação, capítulo 12, como aplicando-se a que acontecimento?

      17 No entanto, voltemos ao ano significativo de 1925. Esclareceu-se então a visão de Revelação 12:1-17, por muito tempo mal entendida. O número de 1.º de março de 1925 da revista Sentinela (em inglês) eliminou a idéia de que o nascimento do filho varão, da “mulher” no céu, representava o nascimento do papado, do sistema religioso apóstata, durante o quarto século. Antes, ser dado à luz o filho varão retrata o nascimento do reino messiânico de Deus, dado à luz por Sua “mulher”, sua organização-esposa celestial. Isto ocorreu nos céus, no fim dos Tempos dos Gentios, “os tempos designados das nações”, no outono de 1914 E.C. A parte terrestre da organização espiritual de Jeová ficou emocionada com esta revelação!

      18. (a) Em 1925 foi trazido à atenção que estava próximo o tempo de Deus fazer o que, a seu próprio favor? (b) Em harmonia com isso, o que fizeram em 1931 as congregações daqueles que eram “deste aprisco” do Pastor Excelente?

      18 Houve mais do que isso, em 1925! Destacou-se o fato digno de nota de que havia chegado o tempo para Deus fazer um nome para si. Isto foi divulgado em meados daquele ano, no congresso regional realizado em Indianápolis, Indiana, E.U.A. (2 Sam. 7:23; Isa. 64:1, 2) Em harmonia com o propósito de Deus, de tirar das nações “um povo para o seu nome”, em julho de 1931 lançou-se no mundo a designação “testemunhas de Jeová”, quando milhares dos pertencentes a ‘este aprisco’ do Pastor Excelente adotaram formalmente e por resolução esta designação bíblica para o povo dedicado e batizado de Deus. (Isa. 43:10) Este exemplo dado no congresso de Columbus (Ohio, E.U.A.) foi seguido pelas congregações dos que eram “deste aprisco” em todo o globo.

      19. Segundo a versão de Mateus Hoepers, de João 10:16, estão Incluídas ‘neste aprisco’ todas as “ovelhas” que o Pastor Excelente tem hoje?

      19 Jesus Cristo fez uma diferença entre os seus seguidores semelhantes a ovelhas “deste aprisco” e as “outras ovelhas”. Segundo a versão de Mateus Hoepers, ele disse: “Possuo ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. É preciso que as traga e elas ouvirão minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.” — Liga de Estudos Bíblicos; Matos Soares.

      20. Especialmente desde 1935, que “ovelhas” é que o Pastor Excelente tem organizado na terra para tornarem uma unidade?

      20 Os “deste aprisco” eram parte da organização espiritual de Deus, sendo “os remanescentes” da “semente” espiritual da mulher de Deus, mencionada em Revelação 12:17. Visto que as “outras ovelhas” não pertencem a ‘este aprisco’, não fazem parte da organização espiritual de Deus. Não fazem parte do “pequeno rebanho”, ao qual o Pai celestial dá “o reino” (Luc. 12:32) Mas, no segundo trimestre de 1935, o Pastor Excelente, Jesus Cristo, começou definitivamente a trazer essas “outras ovelhas”, com destino terrestre, a uma associação reconhecida com o restante gerado pelo espírito “deste aprisco” Tornaram-se então “as ovelhas” preditas na parábola de Jesus a respeito das ovelhas e dos cabritos, em Mateus 25:31-46. O Pastor Excelente junta assim as “ovelhas” “deste aprisco” com as “outras ovelhas”, para constituírem apenas “um só rebanho” sob ele como seu “um só pastor”. Deste modo, o “rebanho” torna-se uma só organização

      21. Até quando o restante “deste aprisco” de pessoas semelhantes a ovelhas trabalhará junto com as “outras ovelhas” como um só “rebanho” organizado, e que ajustes se farão naquele tempo?

      21 Isto lança o alicerce para todos esses, semelhantes a ovelhas, de qualquer destino, trabalharem agora juntos como uma só organização na terra. A separação que finalmente terá de haver entre as duas classes dar-se-á porque as “ovelhas” “deste aprisco” terão terminado fielmente sua carreira terrestre e participarão da “primeira ressurreição”, a fim de serem integrados na organização celestial, invisível. (Rev. 20:4, 6) Tendo então desaparecido todos os do “pequeno rebanho”, terá de haver reajustes entre as “outras ovelhas” que permanecem, para que todos sirvam harmoniosamente como súditos do Davi Maior, o Rei messiânico Jesus Cristo. — Rev. 22:16.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar