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O sinal do espíritoA Sentinela — 1961 | 1.° de fevereiro
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Se a igreja romana é apenas um só corpo, então por que existem as diferentes ordens, tais como os franciscanos, os dominicanos, os jesuítas, e assim por diante, agindo como corpos separados? Por que lutam entre si estas ordens, como se fossem partidos políticos, para obter a influência decisiva sobre ó papa e sobre a política da igreja?
11 É a igreja realmente uma unidade quando seus membros, tais como os católicos na Itália, participam de todos os partidos políticos, desde a extrema direita até à extrema esquerda comunista Poderiam jamais constituir um só verdadeiro corpo de igreja; ser um, assim como Jeová e Cristo Jesus são um? Poderiam ser um em sentido internacional, quando são chefiados por cardeais que, por razões nacionalistas, nem se falam E no caso duma guerra, preserva a igreja romana, bem como as outras seitas, a união que professam ter? Todo o mundo sabe que não. Todas elas cedem quando são submetidas à prova decisiva quanto à sua unidade como igreja, e provam assim que os laços que as ligam às unidades mundanas são mais fortes do que os que as ligam à sua unidade como igreja e a seu deus. Tudo isso torna impossível ver a união da igreja cristã na organização eclesiástica internacional, católica, romana.
UM SINAL PARA O MUNDO
12. (a) Que prova têm as testemunhas de Jeová para a sua afirmação de terem verdadeira união? (b) Com que direito juntam-se a Paulo em usar Romanos 8:35-39?
12 Em contraste com toda esta divisão desanimadora, alegra o coração encontrar hoje um corpo internacional de cristãos na terra, que constituem uma verdadeira união, uma verdadeira fraternidade internacional, unida na fé e na organização pelos laços do amor. Convidamos a todos a convencer-se deste fato, e não somos imodestos ao indicar que as testemunhas de Jeová, embora internacionais, são de “um só coração e uma só alma”, têm a “mesma atitude mental” e o “mesmo parecer”, e têm ‘um só corpo, um só espírito, uma só esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai’. São cristãos em união com Jeová Deus e Cristo Jesus, e com seus irmãos, com laços de amor tão fortes, que nada, nem mesmo as guerras, podem separá-los. Sua organização-igreja internacional abrange testemunhas em muitos países e se compõe do restante da classe da noiva de Cristo Jesus; e unida a ela, em “um só rebanho” debaixo de “um só pastor” há uma grande multidão de “outras ovelhas”. (João 3:28-30; 10:16, NM) A história moderna destas testemunhas mostra que têm bastante experiência para se juntarem ao apóstolo Paulo em dizer: “Quem nos separará do amor do Cristo? Será tribulação, ou aflição, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Assim como está escrito: ‘Por tua causa estávamos sendo mortos o dia inteiro, fomos contados como ovelhas para a matança.’ Ao contrário, em todas estas coisas saímos completamente vitoriosos por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem governos, nem coisas existentes, nem coisas vindouras, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” — Rom. 8:35-39, NM.
13. Que ponderações suscita a união das testemunhas de Jeová, e de que é isto um sinal? Para quem?
13 A união mundial das testemunhas de Jeová suscita várias ponderações. Se a fraternidade internacional da primitiva igreja do primeiro século foi um verdadeiro milagre e admitidamente o produto exclusivo do espírito santo, e se Deus fez na sua igreja o que outros tentaram por séculos sem o conseguir, então, certamente, uma fraternidade internacional idêntica neste caótico século vinte não é menos milagre, nem é menos prova da manifestação única, do espírito ou da forma ativa invisível de Deus. Segundo Jesus, tal união não é um acaso, mas é um sinal para o mundo de que Jeová ama os unidos assim como ele ama a Jesus, e que são discípulos dele: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.” — João 13:34, 35; 17:23, ALA.
14. Por que não era impróprio que os primeiros cristãos indicassem a sua igreja como sendo a única verdadeira?
14 Os primeiros cristãos estavam convencidos de que pertenciam à única igreja verdadeira, a “congregação de Deus”. Duvidar disso teria sido um pecado contra o espírito santo. Tinham a evidência do sinal do espírito, e um sinal não é de valor a menos que seja visto. Era então impróprio para os primeiros cristãos indicar a sua igreja como sendo a única que tinha tal sinal? Era fora de harmonia, em relação à igreja judaica do judaísmo, que os cristãos, em verdadeira humildade, chamassem atenção a este sinal do espírito, embora revelassem com isso a flagrante falta do espírito de Deus na casa dividida de Israel? Ao contrário, tinham a obrigação de não pôr a sua luz sob um cêsto, mas de deixá-la “brilhar. . . perante a humanidade, para que vejam as vossas obras corretas e dêem glória a vosso Par que está nos céus”. — Mat. 5:14-16, NM.
15. E falta de virtude cristã quando as testemunhas de Jeová indicam a sociedade do Novo Mundo, da qual a congregação cristã ungida é parte, como a única que é verdadeiramente de Deus?
15 Portanto, obviamente sendo o sinal do espírito, a união amorosa mundial das testemunhas de Jeová é uma das razões por que estas testemunhas, que são membros ungidos do corpo de Cristo, estão convencidos de que pertencem à única igreja verdadeira, e, visto que os das “outras ovelhas” se associam com esses ungidos na sociedade unida do Novo Mundo, estão convencidos de que esta é deveras a organização de Deus que pratica a verdadeira adoração. Não seria um pecado contra o espírito duvidar disso? É imodesto da parte deles chamar a atenção do mundo ao fato de que esta organização se destaca em mostrar o sinal do espírito? Ao contrário, em benefício de todos os sinceros que anseiam a congregação visível do povo unido de Deus, e para a glória de Deus e de Cristo Jesus, não devem pôr a sua luz debaixo dum cesto, mesmo às custas de serem considerados vaidosos.
BIBLIOGRAFIA
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8. Katolicismen i vor Tid, (dinamarquês) página 137. Autor: Peter Schindler, sacerdote católico e autor. Editôra: H. Hirschsprungs Forlag, Copenague, 1957.
9. L’Espresso (jornal italiano). Artigo: “Atrás do Trono de Pio XII — O Ataque dos Jesuítas e a Rendição dos Dominicanos.” Autor: Dr. Carlo Falconi, editor religioso.
10. Katolicismen i vor Tid, página 130.
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“Deus amou o mundo de tal maneira”A Sentinela — 1961 | 1.° de fevereiro
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“Deus amou o mundo de tal maneira”
“O cristianismo é às vezes apresentado de tal modo que parece como se fosse a obra dum Jesus suave e amoroso para pacificar um Deus severo e irado, como se Jesus tivesse feito algo que mudou a atitude de Deus para com os homens. O Novo Testamento não sabe nada disso. Todo o processo da salvação começou porque Deus amou o mundo.” — Barclay na obra More Testament Words.
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