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Colaboração com o organizador de todo o UniversoA Sentinela — 1985 | 15 de março
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Colaboração com o organizador de todo o Universo
“Pois somos colaboradores de Deus. Vós sois campo de Deus em lavoura, edifício de Deus.” — 1 Coríntios 3:9.
1. Que expressão feita há mais de 60 anos emocionou os que a ouviram, e que efeito teve isso sobre os fervorosos Estudantes da Bíblia daquele tempo?
“A ORGANIZAÇÃO DE DEUS.” Esta expressão foi usada por um membro da equipe editorial da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) durante a consideração bíblica diária no refeitório de Betel há mais de 60 anos. Quanto isso emocionou a família na sede em Brooklyn, Nova Iorque! Esta frase extraordinária, “a organização de Deus”, serviu para orientar daí em diante o modo de pensar, de falar e de escrever daqueles Estudantes da Bíblia. Ampliou sua visão espiritual com respeito a toda a criação e influenciou grandemente sua atitude para com o maravilhoso Organizador do universo, Jeová Deus.
2. Conforme indica a origem grega da palavra “organização”, como pode ela ser definida?
2 Hoje em dia, isso talvez pareça estranho, visto que a palavra “organização” é usada regularmente pelas Testemunhas de Jeová, que prezam seu privilégio de colaborar com o Organizador do universo. (1 Coríntios 3:5-9) A palavra “organização” deriva do termo grego ór·ga·non. Entre outras coisas, significa um instrumento ou implemento com que se realiza um trabalho. Aparece na Versão dos Setenta diversas vezes e é usada para referir-se a um instrumento musical, tal como a harpa de Davi. A raiz desta palavra é ér·gon, substantivo que significa “trabalho”. De modo que uma organização é um arranjo posto em vigor para realizar alguma coisa ou para solucioná-la da melhor maneira possível e com o menor dispêndio de tempo e de energia.
Primitivos Conceitos Sobre Organização
3. O que disse o número de março de 1883 desta revista, em inglês, sobre a “nossa organização”?
3 Anos atrás, porém, os Estudantes da Bíblia tinham alguma dificuldade em aplicar a palavra “organização”. Por exemplo, a Sentinela de março de 1883 (em inglês) declarava:
“Mas, embora seja impossível que o homem natural veja a nossa organização, porque não pode entender as coisas do Espírito de Deus, confiamos em que possa ver que a verdadeira Igreja está mui eficazmente organizada e que ela está na melhor forma operacional possível. . . . Temos ilimitada fé no nosso Capitão; e esta organização perfeita, invisível para o mundo, marcha para a vitória certa e gloriosa.”
4. Que conceito sobre organização foi apresentado no número de 1.º de dezembro de 1894 desta revista, em inglês?
4 No entanto, a Sentinela de 1.º de dezembro de 1894 (em inglês) dizia:
“Mas, assim como a obra de organização da igreja da nova dispensação evangélica não fazia parte da obra de colheita da antiga dispensação judaica, assim a atual obra de colheita ou ceifa da dispensação evangélica também está separada e distinta da obra da nova dispensação milenária que agora se aproxima. . . . É evidente que a formação duma organização visível de tais ajuntados estaria fora de harmonia com o espírito do plano divino; e se isso fosse feito, indicaria da parte da igreja o desejo de se ajustar à agora popular idéia de organização ou confederação.(Veja Isa. 8:12) A obra feita agora não é de organização, mas de divisão, assim como foi na colheita judaica propriamente dita. (Mat. 10:34-36) . . .
“Portanto, embora não achemos que uma organização visível dos ajuntados faça parte do plano do Senhor na obra da colheita, como se esperássemos que, como organização, permaneceríamos aqui por mais outra era, achamos ser da vontade dele que os que amam o Senhor falem muitas vezes uns aos outros sobre as esperanças e as alegrias, ou as provações e perplexidades que têm em comum, comunicando-se entre si sobre as coisas preciosas da Palavra dele.”
5. O que se dizia sobre organização no livro A Nova Criação?
5 De modo que a congregação naquele tempo não era considerada como organização. Mas, achava-se por bem que a congregação, ou eclésia, fosse posta em ordem. Por exemplo, o Estudo V do livro A Nova Criação, publicado em inglês em 1904, intitulava-se “A Organização da Nova Criação” e começava por dizer: “Visto que a Nova Criação só alcançará a sua perfeição ou inteireza com a Primeira Ressurreição, a sua organização se completará só então. A figura do templo ilustra isso: como pedras viventes, somos agora chamados ou convidados a lugares no glorioso templo.”
6. Como identificou o antigo livro Venha Teu Reino a “mãe” dos membros da “nova criação”?
6 É interessante notar que o antigo livro Venha Teu Reino, publicado em inglês em 1891, dizia a respeito desses ungidos da “nova criação”: “Quanto a Isaías 54:1-8, o Apóstolo Paulo lançou sobre este texto a luz da sabedoria sobre-humana e o aplicou à Sião espiritual, nossa mãe ou nosso pacto, simbolizada por Sara. O descendente carnal de Abraão fora excluído de ser o herdeiro da promessa, e o verdadeiro descendente, Cristo (tipificado por Isaque e Rebeca), fora recebido como o único descendente da promessa. — Gál. 4:22, 24, 26-31.”
7, 8. Quem é o marido da “mãe” da congregação cristã, e o que diz sobre isso Isaías 54:1-8?
7 Esta declaração não tinha nada que ver com a Organização Sionista Mundial, fundada por Theodor Herzl em 1897. Esta organização relacionava-se com a Jerusalém de baixo, aqui na terra, não com a “Jerusalém de cima”, a “mãe” da congregação cristã. (Gálatas 4:26) O livro Venha Teu Reino não se estendia sobre o fato de o que dono marital da “mãe” da congregação cristã é Deus, que foi retratado por Abraão. Jeová não está casado com o pacto abraâmico, nem com o novo pacto, mas com “a Jerusalém de cima”, retratada pela mãe de Isaque, Sara. Igual a ela, como “mãe”, a “Jerusalém de cima” precisa ser algo que está vivo e que tem personalidade.
8 Então, quem é a “Jerusalém de cima”? Para sabermos isso, consideremos primeiro Isaías 54:1-8, que reza, em parte:
“‘Grita de júbilo, ó mulher estéril que não deste à luz! Fica animada com clamor jubilante e grita estridentemente, tu que não tiveste dores de parto, porque os filhos da desolada são mais numerosos do que os filhos da mulher que tem um dono marital’, disse Jeová. . . . ‘Pois o grandioso que te fez é teu dono marital, cujo nome é Jeová dos exércitos; e o Santo de Israel é teu Resgatador. Será chamado de Deus de toda a terra. Porque Jeová te chamou como se fosses uma esposa completamente abandonada e de espírito magoado, e como esposa do tempo da mocidade, que então foi rejeitada’, disse teu Deus. ‘Por um pequeno instante te abandonei completamente, mas com grandes misericórdias te reunirei. Numa onda de indignação escondi de ti a minha face apenas por um instante, mas vou ter misericórdia de ti com benevolência por tempo indefinido’, disse teu Resgatador, Jeová.”
9. (a) Em Isaías 54:1-8, a quem ou a que falava Jeová consoladoramente? (b) Segundo Gálatas 4:25, 26, quem é a figurativa “mulher” a que se falava no antítipo?
9 Aqui, no primeiro caso, Jeová não estava falando a um pacto. Estava falando a uma nação, seu povo escolhido que estava no pacto da Lei mosaica com ele. Do ponto de vista de Deus, essa nação constituía uma “mulher” composta, que era para ele como uma esposa. Segundo a carta que o apóstolo Paulo dirigiu aos gálatas, essa “mulher” figurativa era típica, mas ele não disse que ela era um pacto ou um acordo. Um pacto não podia ser consolado. Antes, Paulo mostrou que a “mulher” antitípica é algo vivo, como uma “mãe”, assim como o “dono marital”, Jeová, está vivo como Pessoa, com inteligência e com a capacidade de consolar. Falando sobre mulheres da antiguidade, o apóstolo escreveu: “Ora, esta Agar [a serva que substituiu sua ama Sara em dar à luz Ismael para Abraão] significa Sinai, um monte na Arábia, e ela [Agar] corresponde à Jerusalém atual, [quando Paulo estava na terra,] pois está em escravidão [ao pacto da Lei mosaica] com os seus filhos. Mas a Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe.” — Gálatas 4:25, 26.
A Jerusalém em Escravidão
10, 11. (a) Que acontecimento significativo, envolvendo os israelitas, ocorreu junto ao monte Sinai? (b) Com respeito ao pacto da Lei, o que aconteceu em 33 EC?
10 Agar não tipifica ou representa o pacto da Lei mosaica. Nem é este pacto, com os seus Dez Mandamentos, retratado pelo monte Sinai, ao qual Agar corresponde. Naturalmente, Deus não fez nenhum pacto com o monte Sinai. Mas foi ali que ele introduziu os israelitas, que havia libertado da servidão egípcia, numa relação pactuada consigo mesmo, e depois tratou com eles qual nação livre. Isto ocorreu séculos depois de Deus ter feito um pacto unilateral com Abraão, prometendo-lhe um descendente.
11 Quando Moisés, o mediador do pacto da Lei, desceu do monte Sinai, seu rosto tinha um fulgor sobre-humano de tal intensidade, que ele teve de velá-lo para que os israelitas o pudessem encarar. (2 Coríntios 3:12-16) Mas, lá no monte Sinai, Moisés não estava em contato direto com Jeová, porque foi por meio dum anjo que Deus entrou num pacto com os israelitas. (Atos 7:37, 38; Hebreus 2:2) Desta maneira, a nação de Israel ficou sujeita ao pacto da Lei. Séculos mais tarde, porém, este pacto foi eliminado, sendo pregado na estaca de tortura de Jesus, em 33 EC. — Colossenses 2:13, 14.
12. (a) De quem era “mãe” a Jerusalém terrestre? (b) Em que servidão encontrava-se a Jerusalém terrestre há 19 séculos, e por que nunca ficou livre?
12 Paulo escreveu que o monte Sinai correspondia à Jerusalém de baixo, dos seus dias. Naturalmente, Jerusalém não era um pacto; era uma cidade prezada, ocupada por habitantes judaicos. Como capital, representava a nação e era a simbólica “mãe” de “filhos”, isto é, de todos os membros da nação judaica ou israelita. (Mateus 23:37) Em Jerusalém erguia-se o templo de Jeová, o Deus com quem os israelitas estavam numa relação pactuada. Mas o povo judaico não tinha então um reino independente, próprio, governado por um descendente do Rei Davi. Portanto, eles não estavam livres, mas estavam em servidão sob autoridades políticas gentias. O que era mais importante ainda, estavam em escravidão religiosa. Somente o prometido Messias, Jesus Cristo, podia libertá-los disso, bem como da escravidão ao pecado. Mas, aquela Jerusalém não aceitou Jesus como Messias e Rei, e nunca ficou livre. Em vez disso, pereceu às mãos dos romanos em 70 EC, o que foi um desastre para os seus “filhos”.
A Jerusalém Livre
13. O que disse Paulo a respeito da Jerusalém livre, e de que se devem manter firmemente livres os “filhos” dela?
13 Paulo contrastou a escravizada Jerusalém terrestre com a “Jerusalém de cima”, que é “livre”. Citando Isaías 54:1-8, escreveu:
“Mas a Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe. Porque está escrito: ‘Regozija-te, ó mulher estéril, que não dás à luz; irrompe e grita alto, ó mulher que não tens dores de parto; pois os filhos da desolada são mais numerosos do que os daquela que tem marido.’ Ora, nós, irmãos, somos filhos pertencentes à promessa, assim como Isaque foi. Mas, assim como então aquele nascido na maneira da carne começou a perseguir o nascido na maneira do espírito, assim também é agora. Não obstante, o que diz a Escritura? ‘Expulsa a serva e o filho dela, pois de modo algum será o filho da serva herdeiro junto com o filho da livre.’ Por conseguinte, irmãos, somos filhos, não duma serva, mas da livre. Para tal liberdade é que Cristo nos libertou. Portanto, ficai firmes e não vos deixeis restringir novamente num jugo de escravidão.” — Gálatas 4:26-5:1.
14. Por que ocorreu o nascimento de Isaque “na maneira do espírito”?
14 Os cristãos gálatas, aos quais se dirigiu assim, eram “filhos de Deus por causa da promessa”. (Gálatas 4:28, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Prefigurando isso, Isaque nasceu para o centenário Abraão e sua esposa Sara, de 90 anos, em cumprimento da promessa de Jeová feita àquele patriarca fiel. Sim, o nascimento de Isaque para Abraão foi milagroso, absolutamente não “na maneira da carne”. (Gênesis 18:11-15) Portanto, tinha de ocorrer “na maneira do espírito”. Sim, o espírito do Abraão Maior, Jeová Deus, certamente foi necessário para revivificar as faculdades reprodutivas da mulher livre, Sara, bem como as de Abraão. (Romanos 4:19) É digno de nota que a própria “promessa” não era antiga quando Isaque nasceu em 1918 AEC, porque foi apenas 25 anos depois da entrada de Abraão na terra prometida de Canaã, em 1943 AEC, quando a “promessa” passou a entrar em vigor.
15. Por quanto tempo permaneceu sem filhos a “Jerusalém de cima”, e quando começou a ser numerosa a sua descendência?
15 A “Jerusalém de cima” ficara “desolada”, como que sem filhos, por muito mais tempo do que Sara. Na realidade, a “Jerusalém de cima” encontrava-se nesse estado a partir de 1943 AEC, quando entrou em vigor a promessa feita a Abraão, até que Jesus foi batizado em 29 EC. Foi então que Jesus foi gerado pelo espírito do Abraão Maior, Jeová, e foi ungido com o espírito Dele para ser o Cristo ou Ungido, o Messias. Mas a “Jerusalém de cima” deveria ter mais de um filho espiritual. Portanto, em Pentecostes de 33 EC, depois da ressurreição de Jesus e da sua ascensão ao céu, cerca de 120 de seus discípulos fiéis foram gerados pelo espírito do Abraão Maior. Foram então ungidos com esse espírito para se tornarem os irmãos espirituais do Isaque Maior, Jesus Cristo. Mais tarde, naquele dia, mais cerca de 3.000 judeus foram batizados como discípulos de Jesus e foram ungidos com o espírito santo. (Atos 2:1-42) De modo que a “Jerusalém de cima”, naquele dia, tornou-se “mãe” de muitos filhos.
16. Qual é a identidade da “Jerusalém de cima”?
16 O apóstolo Paulo revelou que a mulher a que se fala em Isaías 54:1-8 é a “Jerusalém de cima”. Jeová Deus é o “dono marital” dela, bem como seu Grandioso Criador. Em sentido figurativo, ela é sua “mulher”, sua “esposa” ou organização-esposa no céu acima. Ele, igual a um marido, é Quem a torna fecunda para dar à luz o verdadeiro “descendente” prometido nos dias de Abraão. — Gálatas 3:16, 26-29.
17. Como se tornou a “Jerusalém de cima” a “mãe” da parte primária do “descendente” do Abraão Maior?
17 O Filho unigênito de Deus, para se tornar a parte primária do “descendente” do Abraão Maior, tinha emergido da organização-esposa celestial de Jeová. Ela se tornou assim como “mãe” para o Filho de Deus. Jesus Cristo não era o filho figurativo da Jerusalém terrestre dos seus dias, na terra, porque aquela cidade estava então em servidão ou escravidão com os seus “filhos”, e Jesus nunca foi escravizado. (Gálatas 4:25) A Jerusalém terrestre era a “mãe” daqueles judeus naturais que rejeitaram a Jesus Cristo como o prometido “descendente”, não só do patriarca Abraão, mas também do Abraão Maior, Jeová Deus. — Mateus 23:37-39
Colaboração com o Grande Organizador
18. Por que era a Jerusalém terrestre centro de atenção nos dias do Rei Salomão?
18 Jesus Cristo, que tinha a organização celestial de Deus por “mãe”, era maior e mais sábio do que o Rei Salomão, famoso filho de Davi e governante na antiga Jerusalém terrestre. A glória e a sabedoria de Salomão certamente atraíam a atenção das nações não-israelitas, assim como Jesus indicou ao dizer: “A rainha do sul será levantada no julgamento com esta geração e a condenará; porque ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, mas, eis que algo maior do que Salomão está aqui.” (Mateus 12:42; Lucas 11:31) Em parte, Salomão demonstrava essa sabedoria notável na maneira em que organizou os assuntos de sua administração. Causava admiração a maneira em que organizara tudo sabiamente.
19. O que espantou a rainha de Sabá a respeito do reinado do Rei Salomão?
19 Por isso, em 1 Reis 10:4, 5, lemos: “Quando a rainha de Sabá chegou a ver toda a sabedoria de Salomão e a casa que tinha construído, e o alimento da sua mesa, e a maneira de se assentarem os seus servos, e o serviço à mesa dos seus garçons e o vestuário deles, e suas bebidas e seus sacrifícios queimados que oferecia regularmente na casa de Jeová, então se mostrou não haver mais espírito nela.” (NM; Almeida, rev. e corr.; Septuaginta. Veja também 2 Crônicas 9:4.) A rainha de Sabá tinha motivos para ficar impressionada com o arranjo dos assistentes de Salomão. E por ter assim as coisas bem arranjadas e em boa ordem, ele estava em harmonia com o Deus de Ordem. — 1 Coríntios 14:33.
20. (a) O que deu Jeová a Salomão em resposta à oração dele? (b) O que faz Jesus Cristo, como “algo maior do que Salomão”, e qual é o proceder dos seus seguidores?
20 Em harmonia com a oração humilde de Salomão, Jeová deu-lhe “um coração sábio e entendido”. (1 Reis 3:5-14) O Grande Organizador de todo o universo deu a Salomão a capacidade de organizar as coisas em prol de boa ordem e eficiência. Portanto, veio a ser a obrigação do rei do povo pactuado de Jeová colaborar com o Organizador divino de todas as coisas criadas no céu e na terra. De maneira comparável, o glorificado Jesus Cristo, que é “algo maior do que Salomão”, faz assim sabiamente. Por isso, seus seguidores fiéis na terra também precisam fazer o mesmo, e eles o fazem.
O Que Responde a Isso?
◻ Como definiria você a palavra “organização”?
◻ A Jerusalém terrestre era “mãe” de quem, e de que servidão nunca ficou livre?
◻ Qual é a identidade da “Jerusalém de cima”, e quem são seus “filhos”?
◻ Como usou Salomão a sabedoria que lhe fora dada por Deus, e o que está sendo feito pelo Salomão Maior e Seus seguidores?
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União com o Criador da organização universalA Sentinela — 1985 | 15 de março
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União com o Criador da organização universal
“Eis que quão bom e quão agradável é irmãos morarem juntos em união!” — SALMO 133:1.
1, 2. (a) Que fator perturbador surgiu há uns 6.000 mil anos? (b) Que nome dá a Bíblia a este renegado, e como procurou ele fazer-se semelhante ao Altíssimo?
O CRIADOR da organização universal deseja mantê-la pura, justa e unida. Mas, logo depois do começo da existência da humanidade, há uns 6.000 anos, surgiu um fator perturbador no cenário universal. Este surgiu quando um opositor sobre-humano rompeu com a organização do Criador e passou a constituir a sua própria organização independente.
2 Visto que este renegado se opôs ao Criador, a Bíblia o chama de Satanás, que significa “Opositor”. Ele é o arquiopositor de Jeová, que é o Soberano legítimo do universo. (Jó 1:6, 7) Tendo a ambição de querer fazer-se semelhante ao Altíssimo em ter a sua própria organização, o Opositor nem mesmo hesitou em tentar agir como organizador rival e deus. Satanás deu-se assim um aspecto atraente. A atitude de Satanás refletiu-se na dinastia e na brilhante posição mundial adotada pelo “rei de Babilônia”, a quem foram aptamente aplicados os termos “brilhante” e “Lúcifer”. (Isaías 14:4, 12-14; Figueiredo; Trinitariana) Até o dia de hoje, mas apenas pela permissão de Jeová, Satanás é “o deus deste sistema de coisas”. — 2 Coríntios 4:4.
3. (a) Que parte da organização de Jeová foi atacada primeiro por este opositor? (b) Que acontecimentos resultaram em o Diabo se tornar o governante dos demônios?
3 Provavelmente com o fim de minar a organização de Jeová, Satanás atacou a parte inferior dela, Adão, chefe designado da família humana. (Gênesis 3:1-24; Salmo 8:3-5; Romanos 5:12) Mais tarde, muitos anjos abandonaram desobedientemente sua “posição original” ou morada correta no céu, e materializaram-se em carne, com o fim de se casar e coabitar com mulheres belas, embora imperfeitas. (Judas 6) Sua descendência híbrida, de tamanho e força anormais, foram chamados de nefilins. Este termo, que se acredita significar “derrubadores”, foi apropriado, visto que aparentemente causavam pela violência a queda de meros humanos. Por ocasião do Dilúvio, os anjos desobedientes desmaterializaram-se e voltaram ao domínio espiritual. (Gênesis 6:1-7:23) Por se desligarem da organização de Jeová, fizeram-se demônios, e Satanás, o Diabo, tornou-se governante deles. — Deuteronômio 32:17; Salmo 106:37; Mateus 12:24; Lucas 11:15-19.
4. Que fizeram os sobreviventes humanos do Dilúvio, mas o que empreendeu Satanás, e com que objetivo?
4 Desta maneira, Satanás estabeleceu a parte invisível, sobre-humana, espiritual, de sua organização. Os sobreviventes do Dilúvio, Noé e sua família, permaneceram em união com a organização celestial, invisível, de Jeová. (Gênesis 6:9; 8:18-21) Satanás, porém, empreendeu quebrantar a união dos descendentes fiéis de Noé. Qual era o objetivo do Diabo? Ora, era o de produzir uma parte visível para a sua organização iníqua!
5. Como sugeriu A Sentinela de 1.º de maio de 1921 que Satanás tinha uma organização?
5 Levou algum tempo até os Estudantes Internacionais da Bíblia discernirem que Satanás tem uma organização. Mas A Sentinela de 1.º de maio de 1921 (em inglês) dizia: “Não contente com o que já havia feito, Satanás seduziu esses da hoste celestial, e os induziu a corromper a humanidade e a encher a terra de violência. Organizou um sistema que era invisível aos olhos humanos, bem como um sistema na terra, que era visível aos olhos humanos, e procurou imitar cada parte do plano revelado de Deus.“
6. Que disse A Sentinela de 1.º de dezembro de 1922 sobre o propósito de Satanás?
6 “O Propósito de Satanás” era o subtítulo sob o qual A Sentinela de 1.º de dezembro de 1922 (em inglês) dizia claramente: “Estamos agora em dias maus. Trava-se a luta entre a organização de Satanás e a organização de Deus. E uma luta desesperada. Satanás procura destruir o moral da organização do Senhor, e, se possível, destruir os membros da casa de filhos. Para este fim, ele recorre a toda trama possível.”
7, 8. (a) Quão útil foi distinguir as duas organizações antagônicas? (b) O que se mostrou na Sentinela de 1.º de março de 1925 sobre o que se opunha ao figurativo “filho, um varão”?
7 A distinção entre as duas organizações antagônicas ajudou a esclarecer muitos ensinos e profecias bíblicos. Por exemplo, Revelação, capítulo 12, só foi entendido corretamente quando se publicou o artigo “Nascimento da Nação” na Sentinela de 1.º de março de 1925 (em inglês). Seu texto-tema (Revelação 12:5; veja Almeida, rev. e corr.) rezava: “E deu à luz um filho, um varão, que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.”
8 Este artigo declarava, nas páginas 67 e 68:
“Qual tem sido a particularidade destacada do plano divino através das eras? . . . O estabelecimento do reino, pelo qual Jesus nos ensinou a orar. Isto significa o nascimento da nova nação, que governará e abençoará todas as famílias da terra. . . . Qual tem sido a potência opositora, que tem mantido o povo em ignorância sobre esta gloriosa nova nação e as bênçãos que esta lhe trará? . . . Satanás, o diabo, e sua organização. . . . A verdadeira luta é a de Deus contra o diabo, o reino de justiça desapossando o reino da iniqüidade e escuridão, e o estabelecimento do reino da verdade em seu lugar. . . . Depois de 1918, a organização do diabo, financeira, política e eclesiástica, especialmente esta última parte, repudiou abertamente o Senhor e seu reino; e ali mesmo começou a expressar-se a ira de Deus contra as nações. Daquele tempo em diante, trava-se esta batalha na terra. Antes disso, a batalha foi travada no céu.”
9. O que se explicou em 1925 sobre o que era a “mulher” de Revelação, capítulo 12?
9 Pensava-se então erroneamente que Isaías 66:7 e Revelação 12:5 predissessem o nascimento do mesmo “filho, um varão”. De modo que A Sentinela acima citada também dizia:
“A ‘mulher’ parece claramente simbolizar aquela parte de Sião, a organização de Deus, que dá à luz o novo governo ou nação que governará as nações e os povos da terra com vara de ferro e com justiça. . . . (Gálatas 4:26) Em outras palavras, Sião ou Jerusalém, a organização de Deus, é a mãe que dá à luz a nova nação, ou os fatores governantes. Os ungidos, na terra, fazem parte da ‘mulher’, e certamente a representam. A mulher ‘vestida do sol’ significa Sião no céu e os aprovados, na terra, da organização de Deus, por ocasião da vinda do Senhor ao seu templo. . . . Agora, no seu templo, abrangendo a classe do templo ou revestindo-os com sua vestimenta de justiça, sua organização que produz a nova nação, também chamada Sião, brilha como o sol.”
10. O que aconteceu à parte espiritual da organização de Satanás, e que guerra trava ela agora?
10 O “dragão”, que se entende agora ser o próprio Satanás, o Diabo, fracassou quanto a devorar o “filho, um varão”, o Reino messiânico, nascido no céu no fim dos Tempos dos Gentios, em 1914. (Lucas 21:24, Almeida) Durante a guerra que se seguiu no céu, a parte espiritual da organização de Satanás foi lançada para baixo, para a vizinhança da terra, para nunca mais entrar no céu e exercer ali a sua influência desunificadora. Esta organização rebaixada vai agora no encalço da parte visível da organização universal de Jeová, implacavelmente travando guerra “com os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus”. — Revelação 12:17.
Serviço Unido
11. (a) A quem podem ser aplicadas hoje as palavras de Paulo sobre a “Jerusalém de cima”? (b) O que disse Davi sobre a Jerusalém terrestre, onde se encontrava a casa de adoração de Jeová?
11 A “mulher” figurativa de Deus é comparada à cidade escolhida, Jerusalém, poeticamente chamada de Sião. Portanto, as palavras de Paulo, a respeito da livre “Jerusalém de cima”, podem agora ser aplicadas aos “remanescentes da sua semente”, contra os quais o “dragão”, Satanás, o Diabo, continua a “travar guerra”. (Gálatas 4:26) A Jerusalém terrestre tinha construção forte e coesa nos dias de Davi, que disse: “Alegrei-me quando me disseram: ‘Vamos à casa de Jeová.’ Nossos pés mostraram estar postos dentro dos teus portões, ó Jerusalém. Jerusalém é aquela que é construída como cidade, coligada em união, à qual subiram as tribos, as tribos de Jah, como advertência a Israel, para dar graças ao nome de Jeová.” — Salmo 122:1-4.
12. (a) A que união se aplicam hoje as palavras do Salmo 122:1-4? (b) Que influência exerciam Jerusalém e o tabernáculo sagrado ali sobre a união das tribos de Israel?
12 Que lindo quadro da união existente na organização universal de Jeová! A união evidenciava-se especialmente nas festividades nacionais, quando as 12 tribos de Israel se juntavam na adoração unida de Jeová, no tabernáculo sagrado em Jerusalém. E durante o reinado do seu pastor-rei Davi, as tribos permaneciam unidas, não só por causa dos vínculos carnais, mas principalmente por causa da adoração organizada de seu Deus. Sim, Jerusalém era o divinamente aprovado centro da adoração unida e organizada sob o único sacerdócio, tirado da tribo de Levi e da família do primeiro sumo sacerdote de Israel, Arão, irmão mais velho do profeta Moisés. Além disso, todas as 12 tribos estavam no mesmo único pacto da Lei que os separava de todas as nações demonólatras.
13. O que disse Davi sobre a união usufruída pelos antigos israelitas?
13 Quão unificadoras eram todas essas coisas! Mantinham o povo de Deus unido como uma só organização nacional para sua segurança e bênção. Davi expressou isso do seguinte modo: “Eis que quão bom e quão agradável é irmãos morarem juntos em união! É como óleo bom sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, que desce até o colar da sua veste. É como o orvalho do Hermom que desce sobre as montanhas de Sião. Pois ali Jeová ordenou que estivesse a bênção, sim, vida por tempo indefinido.” — Salmo 133:1-3.
14. (a) Quem duplica hoje a união nacional de Israel? (b) Os israelitas espirituais são representados como estando em pé onde, e que “cântico” entoam em uníssono?
14 A união nacional que inspirou tais expressões do coração está sendo duplicada hoje. Por quem? Pelo “Israel de Deus”, os israelitas espirituais, cuja única mãe Paulo traz à atenção ao dizer: “Mas a Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe.” (Gálatas 6:16; 4:26) Ela não põe os seus filhos gerados pelo espírito sob a servidão do pacto da Lei. Embora se retrate o “Israel de Deus” como composto de 12 tribos, todos os 144.000 membros dele são selados com o mesmo “selo do Deus vivente”, e todos são retratados como estando em pé no único “Monte Sião” celestial. (Revelação 7:1-8; 14:1-4) Que grupo coral eles formam, entoando unido “o cântico de Moisés, o escravo de Deus, e o cântico do Cordeiro”, Jesus Cristo! (Revelação 15:3, 4; João 1:29, 36) Este “cântico” agrada a Deus e pressagia vitória!
15. (a) Os 144.000 estão organizados para que, além de para cantar? (b) Como indicará a própria palavra “organização” a existência de união ou unidade?
15 Os 144.000 e seu regente de coro, “o Cordeiro”, estão organizados para mais do que apenas fazer os céus ressoar com o seu cântico. Eles constituem uma organização régia, que há de reinar por mil anos para a vindicação da soberania universal de Jeová e a bênção de toda a humanidade receptiva. (Revelação 20:4-6) A palavra “organização”, antônimo de “desorganização”, refere-se a um arranjo de coisas, em que cada parte é colocada no seu devido lugar e tem a sua tarefa, para que todos cooperem para um resultado em comum. A organização resulta assim em união ou unidade, cooperação, boa ordem e harmonia — não em fricção.
16. Segundo Efésios 4:8, 11-16, que objetivo foi estabelecido há mais de 19 séculos, e o que tem sido alcançado entre as Testemunhas de Jeová?
16 O objetivo da união cristã foi fixado há 19 séculos, quando se deram “dádivas em homens” na forma de apóstolos, profetas, evangelizadores, pastores e instrutores. Quando a revista A Sentinela começou a ser publicada em 1879 (primeiro em inglês), Deus também proveu “pastores e instrutores” espirituais. Esta provisão levou as Testemunhas de Jeová à sua atual “unidade na fé e no conhecimento exato do Filho de Deus”. (Efésios 4:8, 11-16) Quão gratos somos de que Jeová fez isso depois de todos os séculos de confusão e desorganização religiosa mundial!
17. Como sabemos que Deus tinha em mente mais do que apenas a união dos cristãos ungidos, e, neste respeito, o que predisse Jesus?
17 É evidente que Deus tinha em mente mais do que apenas a união dos cristãos ungidos, pois, “ele se propôs em si mesmo, para uma administração no pleno limite dos tempos designados, a saber, ajuntar novamente todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas na terra”. (Efésios 1:9, 10) Neste respeito, Jesus predisse: “Tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor.” — João 10:16.
18. (a) Quem se encontra entre “as coisas na terra”, que precisam ser ajuntadas? (b) Em 1935, como se deu atenção especial às “outras ovelhas”?
18 Estas “outras ovelhas” estão entre “as coisas na terra” que precisam ser ajuntadas. Portanto, sob a influência do espírito de Deus, cerca de 21 anos depois de Jesus Cristo ter começado a reinar em 1914, começou a dar-se atenção especial às “outras ovelhas”. Durante um congresso das Testemunhas de Jeová em Washington, D.C., em 1935, o presidente da Sociedade Torre de Vigia (nos EUA) explicou que os da “grande multidão” eram “outras ovelhas” a serem finalmente ajuntadas pelo Pastor Excelente, Jesus Cristo. (Revelação 7:9-17) Ajuntou Jesus algumas “outras ovelhas” naquele congresso que marcou época? Sim, porque 840 dos presentes ao congresso reconheceram-se como sendo ajuntados pelo Pastor Excelente e foram batizados em símbolo de sua dedicação a Jeová Deus.
19. (a) Até o momento, quão grande se tornou a “grande multidão”? (b) Por se unirem à organização visível de Jeová, com quem ficaram em união os da “grande multidão”, e qual é sua determinação?
19 Isso apenas deu início ao ajuntamento dos da “grande multidão” de “outras ovelhas”, que já ascendem agora a mais de 2.800.000. Por se unirem à parte visível da organização de Jeová — isto é, ao restante do “pequeno rebanho” “deste aprisco” do Pastor Excelente — passaram a estar em união com o Grandioso Criador da organização universal. E estão determinados a manter esta união ou unidade durante toda a sua vida eterna na terra paradísica, que o Pastor Supremo, Jeová, lhes proverá. — Lucas 12:32; 23:43.
20. Ao passo que os do restante ungido e da “grande multidão” contemplam o que o Pastor Supremo tem feito desde 1914, que expressões se sentem induzidos a fazer?
20 Ao passo que os do restante ungido e da crescente “grande multidão” contemplam tudo o que o Pastor Supremo tem feito universalmente, desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914, a gratidão de coração os induz a entoarem juntos o grandioso salmo de aleluia: “Louvai a Jah! Louvai a Deus no seu lugar santo. Louvai-o na expansão da sua força. Louvai-o pelas suas obras potentes. Louvai-o segundo a abundância da sua grandeza. Louvai-o com toque de buzina. Louvai-o com o instrumento de cordas e com a harpa. Louvai-o com o pandeiro e com a dança de rodas. Louvai-o com cordas e com o pífaro. Louvai-o com os címbalos de som melodioso. Louvai-o com os címbalos retumbantes. Toda coisa que respira — louve ela a Jah. Louvai a Jah!” — Salmo 150:1-6.
21. (a) Quando é que “toda coisa que respira” louvará a Jeová? (b) Com quem e com que objetivo colaborarão então todos os membros da organização universal?
21 Em breve, os atuais “céus” e “terra” serão dissolvidos em meio à “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, e os há muito aguardados “novos céus e uma nova terra” serão estabelecidos inabalavelmente. (2 Pedro 3:7-13; Revelação 16:14, 16) Então, deveras, “toda coisa que respira”, que sobreviver nesta terra purificada, louvará a Jah, o Grandioso Criador da organização universal de justiça. Todos os membros desta organização no céu e na terra louvarão exultantemente a Jeová, e colaborarão com ele em lealdade e amor, para a vindicação eterna de Sua soberania universal e a santificação de Seu mui digno nome. Que magnífica unidade tudo isso pressagia!
Como Responderia a Isso?
◻ Que acontecimentos levaram Satanás a tornar-se governante dos demônios?
◻ Como foi útil distinguir as duas grandes organizações?
◻ A que união atual se aplica o Salmo 122:1-4?
◻ Por que se pode dizer que Jeová tinha em mente mais do que apenas a união dos seguidores ungidos de Jesus?
◻ Quando é que “toda coisa que respira” louvará a Jeová Deus?
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