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    A Sentinela — 1975 | 1.° de março
    • primeiros dois versículos são verazes e realísticas, “ele mesmo te livrará da armadilha do passarinheiro, da pestilência que causa adversidades”. — Sal. 91:3.

      15 A linguagem aqui é figurativa, pictórica, porque nós não somos pássaros literais em perigo da armadilha dum “passarinheiro” literal. Mas a comparação que se faz de nós como aves “sob a própria sombra do Todo-poderoso” é ali levada avante. O Salmista Davi comparou a si mesmo e seus companheiros a pássaros, que foram realmente apanhados na armadilha, mas da qual foram libertos. Ele diz no Salmo 124:1-8: “Diga então Israel: ‘Se não fosse que Jeová mostrou ser por nós, quando homens se levantaram contra nós, então nos teriam tragado até mesmo vivos, . . . Bendito seja Jeová, que não nos entregou como presa aos dentes deles. Nossa alma é como o pássaro que escapou da armadilha dos enlaçadores. A armadilha está destroçada e nós mesmos escapamos. Nossa ajuda está no nome de Jeová, Aquele que fez o céu e a terra.’” Neste caso, os “enlaçadores” não eram “passarinheiros” literais, e o “pássaro” que escapou da sua armadilha destroçada não era um pássaro literal, mas referia-se à “nossa alma”, a alma ou vida da nação de Israel.

      16. Que cumprimento moderno houve do Salmo 124, e há perigo de outra “armadilha’’?

      16 No cumprimento deste salmo profético, Jeová Deus destroçou a armadilha em que o restante ungido do Israel espiritual havia sido apanhado. Foi a armadilha fechada por Babilônia, a Grande, e seus cúmplices políticos, judiciais e militares. Na primavera setentrional do ano de após-guerra de 1919, Jeová destroçou esta armadilha para seu restante arrependido e não deixou que os “enlaçadores”, os passarinheiros simbólicos, metessem os dentes na carne do “pássaro” capturado. Depois, os do restante escapado do Israel espiritual foram levados ao “lugar secreto do Altíssimo” e “sob a própria sombra do Todo-poderoso”. Contudo, a “armadilha” ainda está armada para eles pelo “passarinheiro”, e Jeová tem de libertá-los para não serem apanhados nela.

      17. Quem é o simbólico “passareiro” ou “passarinheiro”, conforme salientado nos números ingleses da Sentinela de 1904 e 1927?

      17 Então, quem é este “passarinheiro” e qual é a sua “armadilha”? Já se discerniu e concordou por muito tempo que o “passarinheiro” simbólico é Satanás, o Diabo. Já no número de 1.º de março de 1904 da Sentinela, em inglês, o artigo intitulado “Sob as Suas Asas!” comentava o Salmo 91:3 e dizia a respeito do “laço do passareiro”, que eram as “imposturas de Satanás, nas quais tropeçarão todos os não protegidos”. (Página 74, coluna 2) Um número muito posterior da Sentinela, em inglês, concordava com isso e dizia: “Parece certo que o ‘passareiro’ aqui mencionado pelo profeta é o Diabo e que seu laço consiste nos métodos que emprega e trabalhar ele, por meio de sua organização, de diversos e numerosos modos enganosos, para enlaçar os que afirmam ser servos do Deus Altíssimo.” (Página 231, parágrafo 37, da Watch Tower de 1.º de agosto de 1927, apresentando o primeiro duma série de três artigos sobre o Salmo 91, Authorized Version) Dentre todos os “passareiros” ou “passarinheiros” simbólicos mencionados na Bíblia, Satanás, o Diabo, é o mais destacado.

      18. Quem é comparado a passarinheiros por Jeremias e Oséias, e quais são seus métodos?

      18 Descrevendo o método do passarinheiro simbólico, Jeremias 5:26 diz: “Pois entre o meu povo foram encontrados homens iníquos. Estão espreitando como quando os passarinheiros se agacham. Armaram uma armadilha ruinosa. É a homens que eles capturam.” De que modo os falsos profetas agiram quais passarinheiros na nação apóstata de Efraim (o reino de dez tribos de Israel), é dito em Oséias 9:8: “Quanto ao profeta, há uma armadilha de passarinheiro em todos os seus caminhos.” O grande “passareiro” ou “passarinheiro”, Satanás, o Diabo, está empenhado em capturar homens, os que pousam “sob a própria sombra do Todo-poderoso”.

      19. Qual é a “armadilha” simbólica do grande “passarinheiro”?

      19 Qual é sua “armadilha” simbólica, da qual Jeová Deus livra e resguarda os que continuam a permanecer “no lugar secreto do Altíssimo”? A “armadilha” simbólica que Satanás, o Diabo, armou aos que confiam em Jeová Deus como seu “refúgio” e sua “fortaleza” é a organização terrestre que se opõe à organização de Deus, a saber, a organização visível de Satanás. Nela é que o grande Adversário de Deus procura capturar os adoradores de Jeová e retê-los quais vítimas, para a sua ruína espiritual e finalmente a destruição.

      20. (a) Notavelmente a partir de quando salientou-se que Deus tem uma organização e que, quando não se pertence a ela, pertence-se a quê? (b) Segundo uma declaração direta, a que organização pertenciam Jesus e seus discípulos?

      20 Especialmente a partir do ano de 1922 salientou-se à base das Escrituras inspiradas que Jeová Deus tem uma organização, incluindo seu “restante” organizado na terra, e que há uma organização inimiga, a organização de Satanás, que tem uma parte demoníaca invisível e uma parte terrestre visível. Salientou-se que, quando alguém não pertence à organização visível de Jeová, então pertence à organização do Adversário. Jesus Cristo, a quem o Salmo 91 se aplica em primeiro lugar, pertence à organização de Jeová Deus. Seus fiéis discípulos também pertencem àquela mesma organização divina. Foi por isso que, ao liderar seus onze apóstolos fiéis em oração, ele disse a Deus: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:14, 16) Ele disse que este era o motivo de o mundo os odiar. — João 15:18-20.

      21, 22. (a) O que se costuma usar para atrair à armadilha, e qual é o engodo usado pelo Grande Passarinheiro? (b) O que inspirou Deus a João a escrever contra o engodo enganoso?

      21 Usualmente, uma pessoa ou criatura entra numa armadilha sem se aperceber disso. Em geral, o caçador põe um engodo para atrair a criatura insuspeita ao alcance da armadilha e acionar a armadilha por mordiscar o engodo. O “passarinheiro”, Satanás, o Diabo, é o grande Engodador. Que engodo usa para atrair as pessoas à sua organização mundana, visível, para se tornarem vítimas nela, como que numa armadilha? O engodo são as atrações egoístas deste mundo, suas prometidas oportunidades de ganhar egoistamente riqueza, fama, posição e poder. Advertindo contra tal engodo enganoso, Jeová Deus inspirou o apóstolo cristão João a escrever aos que pousam “sob a própria sombra do Todo-poderoso”:

      22 “Não estejais amando nem o mundo, nem as coisas no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas origina-se do mundo. Outrossim, o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” — 1 João 2:15-17.

      23. (a) Por que não queremos ficar iguais a Demas mencionado em associação com Paulo? (b) A obediência a Revelação 18:4 nos tirou de que “armadilha” e nos levou a que lugar?

      23 Agora, dezenove séculos depois de João escrever estas palavras, a organização de Satanás, o Diabo, qual armadilha, está muito perto de desaparecer para sempre. Por que deveríamos nós, os que saímos da organização visível de Satanás para o “lugar secreto do Altíssimo”, desejar ser novamente engodados por aquela organização condenada? Não queremos ser semelhantes ao ex-cristão Demas, a respeito de quem o apóstolo Paulo disse na sua última carta, antes de sua morte: “Demas me abandonou, porque amava o atual sistema de coisas, e foi para Tessalônica.” (2 Tim. 4:10) A religiosa Babilônia, a Grande, inclusive a cristandade, foi apanhada e está presa na armadilha da organização visível de Satanás e sofrerá em breve a destruição junto com ela. Nós, em obediência à ordem de Deus em Revelação 18:4, saímos de Babilônia, a Grande, e da armadilha de Satanás, na qual ela foi apanhada. Por não voltarmos a ela, podemos continuar a usufruir os benefícios de nossa libertação da “armadilha do passarinheiro”. Sob a “própria sombra do Todo-poderoso”, temos segurança espiritual.

      A “PESTILÊNCIA QUE CAUSA ADVERSIDADES”

      24, 25. (a) O que associa o salmista com a armadilha do passarinheiro, no mesmo versículo? (b) O que simboliza isto, e por que apropriadamente assim?

      24 No mesmo versículo, junto com a “armadilha do passarinheiro”, o salmista menciona outra ameaça potencial para a segurança espiritual, a saber, uma mortífera moléstia epidêmica que é muito contagiosa, infecciosa. Ele diz: “Pois ele mesmo te livrará da armadilha do passarinheiro, da pestilência que causa adversidades.” — Sal. 91:3.

      25 Assim como a “armadilha” do passarinheiro, esta “pestilência” que causa adversidades é simbólica. Visto que o salmista, sob inspiração, associa as duas coisas, a pestilência simbólica da atualidade é algo que acompanha a armadilha do passarinheiro, a qual é a organização terrestre, visível de Satanás. Esta “pestilência” figurativa é, de fato, criada, cultivada, dentro daquela organização mundana, egoísta. Esta “pestilência” contagiosa que grassa violentamente na terra é o nacionalismo.

      26. Desde quando se apoderou o nacionalismo dos povos e o que disse recentemente o historiador Toynbee sobre o nacionalismo?

      26 Os historiadores seculares notaram que, desde a Primeira Guerra Mundial de 1914-1918 E. C., o espírito do nacionalismo se apoderou dos povos do mundo. Isto é bastante natural, porque aquela guerra foi travada pelos Aliados “pela autodeterminação dos povos”. O historiador britânico Arnold Toynbee disse tão recentemente quanto em 21 de novembro de 1972:

      “Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o nacionalismo dobrou o número dos soberanos estados locais, independentes, e reduziu pela metade seu tamanho médio. . . . Os problemas estratégicos e higiênicos da humanidade são globais e são prementes; não podem ser solucionados pelos governos de estados locais. Exigem o estabelecimento duma autoridade global dotada de poder predominante. A sobrevivência da humanidade exige união política, contudo, a atual disposição de ânimo da humanidade é cada vez mais divisória. Será que enlouquecemos?”

      27. De que modo tem sido o nacionalismo como uma “pestilência que causa adversidades”?

      27 Satanás, o Diabo, a quem Jesus Cristo chamou de “governante deste mundo”, é responsável por esta onda de nacionalismo, por meio do qual espera destruir os que disseram a Jeová: “Tu és meu refúgio e minha fortaleza, meu Deus, em quem vou confiar.” (Sal. 91:2) Esta “pestilência” política do nacionalismo causou muitas e grandes adversidades”. Apesar do estabelecimento da Liga das Nações em 1920, surgiram ditadores intensamente nacionalistas, tais como Mussolini, na Itália, Stálin, na Rússia, Hitler, na Alemanha, o partido político imperialista do Japão, e assim por diante. Proveu assim a força propulsora para a Segunda Guerra Mundial. Instigou o patriotismo fanático, gestos religiosamente fervorosos para com símbolos e emblemas nacionais, preparativos militares acompanhados por tributação pesada, rivalidades internacionais, insistência na soberania nacional, em vez de a submissão à soberania universal de Jeová e do reino messiânico.

      28. A quem causou esta “pestilência” dificuldades especiais, mas em que questão não transigiram estes?

      28 Sem se falar nas adversidades que tudo isso causou à raça humana em geral, resultou em dificuldades especiais para as testemunhas cristãs de Jeová. Mas o Todo-poderoso não deixou que ficassem contaminados com a “pestilência” do nacionalismo e caíssem vítimas dos seus efeitos mortíferos para a espiritualidade cristã. Não foram engodados nem pressionados a adorar a “fera” política que leva o número de 666, nem sua “imagem” política, as Nações Unidas, sucessoras da Liga das Nações. (Revelação, capítulo 13; 15:2-4; 20:4) Não transigiram quanto a dar devoção exclusiva a Deus e defender Sua soberania universal.

      29. Apesar da Segunda Guerra Mundial, a favor de que se expressaram em 1939, e com que efeito sobre sua espiritualidade?

      29 Em 1939, apesar do andamento da Segunda Guerra Mundial, expressaram-se unidamente, em todo o mundo, a favor da absoluta neutralidade cristã para com os conflitos políticos e militares do mundo. (Veja o artigo “Neutralidade” no número de fevereiro de 1940 da revista A Torre de Vigia; em inglês, 1.º de novembro de 1939.) Embora sofressem, alguns mesmo até à morte, por causa de sua fidelidade, Jeová Deus os manteve espiritualmente seguros “no lugar secreto do Altíssimo” e “sob a própria sombra do Todo-poderoso”.

      (A continuar)

  • A adoração verdadeira exige decisões firmes
    A Sentinela — 1975 | 1.° de março
    • A adoração verdadeira exige decisões firmes

      QUANDO Jesus Cristo esteve aqui na terra, ele tornou claro que ser discípulo dele exigia decisões firmes, envolvendo verdadeiras mudanças na vida. Ele disse: “Podeis estar certos, assim, de que nenhum de vós que não se despedir de todos os seus bens pode ser meu discípulo.” (Luc. 14:33) Isto não significa que todo aquele que procura tornar-se discípulo de Jesus deve livrar-se de seus bens, mas sim que cada um precisa encarar as suas coisas materiais como secundárias, não deixando nada interpor-se no seu serviço a Deus, como discípulo fiel de Seu Filho. — Veja 1 Timóteo 6:17-19; Hebreus 13:5.

      Cada ano, muitos milhares de pessoas demonstram que isto se deu no seu caso. Estão dispostas a fazer enormes mudanças no seu modo de vida, mudanças que os outros consideram desvantajosas e tolas.

      Uma jovem do Brasil conta as mudanças que estava disposta a fazer para viver segundo a orientação provida na Bíblia. Contando por que ela aceitou prontamente estudar a Bíblia com as testemunhas de Jeová, ela diz:

      “A Bíblia era para mim um ponto de interrogação — um mistério. Naquela época, ou estava muito ocupada, pois havia entrado na faculdade e começado a fazer teatro. Ao mesmo tempo que progredia no estudo bíblico, as portas do teatro me eram abertas cada vez mais. Recebi o prêmio de segunda melhor atriz no VII Festival de Teatro Amador.

      “Com toda esta ocupação, deixei o estudo bíblico por algum tempo. Mas a Testemunha que fazia o estudo comigo continuava a visitar-me, sempre incentivando-me para continuar o estudo, freqüentar as reuniões e nunca deixar de ler a Bíblia e outras publicações bíblicas.

      “Aos poucos, minha consciência pedia uma decisão. Começaram então a surgir perguntas: ‘Será que posso pedir a bênção de Deus ao entrar no palco com peças cujo conteúdo é contrário aos princípios bíblicos? E quanto à conduta desenfreada, não é ela condenada por Deus?’

      “Travava-se na minha mente uma grande batalha, pois eu amava o teatro com sinceridade. Surgiram propostas de continuar trabalhando tanto dentro da Universidade quanto fora dela. Deixei finalmente de fazer teatro em favor do serviço de Jeová, o que não foi fácil.

      “Agora estou muito feliz. Sinto-me protegida entre meus irmãos e minhas irmãs espirituais, que

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