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OraçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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A RESPOSTA ÀS ORAÇÕES
Embora Deus antigamente mantivesse uma medida de comunicação bilateral com certos indivíduos, isto não era comum, ficando na maior parte restrito a representantes especiais dele, tais como Abraão e Moisés. (Gên. 15:1-5; Êxo. 3:11-15; compare com 20:19.) Mesmo então, executando-se o falar Ele com seu Filho, ou a respeito dele, enquanto este estava na terra, as palavras de Deus foram evidentemente transmitidas por meio de anjos. (Compare com Êxodo 3:2, 4; Gálatas 3:19.) Eram igualmente incomuns as mensagens dadas pessoalmente por anjos materializados, conforme evidenciado pelo efeito perturbador que geralmente causavam aos seus recebedores. (Juí. 6:22; Luc. 1:11, 12, 26-30) A resposta as orações, na maioria dos casos, portanto, se dava mediante profetas ou por ser concedida, ou rejeitada, a solicitação. As respostas de Jeová às orações amiúde produziam um efeito claramente reconhecível, como ao libertar Seus servos dos inimigos deles (2 Crô. 20:1-12, 21-24), ou ao lhes prover suas necessidades materiais em épocas de extrema escassez. (Êxo. 15:22-25) Mas, indubitavelmente, a resposta mais freqüente não era tão facilmente discernida, uma vez que se relacionava com o dar vigor moral e esclarecimento à pessoa, habilitando-a a manter um proceder justo e a executar uma tarefa divinamente designada. (2 Tim. 4:17) Especialmente para o cristão, a resposta às orações envolvia assuntos mormente espirituais, não tão espetaculares como alguns dos poderosos atos de Deus nos tempos antigos, mas igualmente vitais. — Mat. 9:36-38; Col. 1:9; Heb. 13:18; Tia. 5:13.
A oração aceitável tem de ser feita à pessoa correta, Jeová Deus, sobre assuntos corretos, os que se harmonizam com os propósitos declarados de Deus, do modo correto, através do meio designado de Deus, Cristo Jesus, e com motivo correto e coração puro. (Compare com Tiago 4:3-6.) Junto com tudo isto, há necessidade de persistência. Jesus disse que a pessoa devia ‘persistir em pedir, em buscar, e em bater’, não desistindo. (Luc. 11:5-10; 18:1-7) Ele suscitou a pergunta sobre se, em sua futura ‘chegada’, ele encontraria, na terra, fé no poder da oração. (Luc. 18:8) A aparente delonga, da parte de Deus, em responder a algumas orações, não é devida a qualquer incapacidade, nem à falta de disposição dele, como as Escrituras tornam claro. (Mat. 7:9-11; Tia. 1:5, 17) Em alguns casos, a resposta precisa aguardar a ‘tabela cronológica’ de Deus. (Luc. 18:7; 1 Ped. 5:6; 2 Ped. 3:9; Rev. 6:9-11) Primariamente, contudo, é evidente que Deus permite que seus suplicantes demonstrem o grau de suas preocupações, a intensidade de seu desejo, a genuinidade de seus motivos. (Sal. 55:17; 88:1, 13; Rom. 1:9-11) Por vezes, têm de ser como Jacó em sua luta prolongada, a fim de obter uma bênção. — Gên. 32:24-26.
Similarmente, ao passo que não se pode pressionar Jeová Deus a agir pelo número de suplicantes, Ele evidentemente observa a dimensão das preocupações existentes entre Seus servos como um todo, agindo quando eles demonstram coletivamente profundas preocupações e interesses unidos. (Compare com Êxodo 2:23-25.) Quando existe apatia, ou certa medida dela, Deus talvez se restrinja de agir. Podemos observar as interrupções e delongas na reconstrução do templo de Jerusalém, um projeto que, por algum tempo, não foi bem apoiado (Esd. 4:4-7, 23, 24; Ageu 1:2-12), em contraste com a reconstrução, efetuada por Neemias, dos muros da cidade em apenas cinqüenta e dois dias, realizada com oração e bom apoio. (Nee. 2:17-20; 4:4-23; 6:15) Paulo, escrevendo à congregação coríntia, fala de Deus o ter liberto do perigo de morte, e declara: “Vós também podeis ajudar pelas vossas súplicas por nós, a fim de que se dêem agradecimentos, por muitos, em nosso favor, por aquilo que nos é dado bondosamente devido aos muitos rostos em oração.” (2 Cor. 1:8-11; compare com Filipenses 1:12-20.) O poder da oração de intercessão é sublinhado de forma regular, quer tal oração seja feita por um indivíduo quer por um grupo coletivo. Foi com respeito a ‘orarem uns pelos outros’ que Tiago disse: “A súplica do justo, quando em operação, tem muita força.” — Tia. 5:14-20; compare com Gênesis 20:7, 17; 2 Tessalonicenses 3:1, 2; Hebreus 13:18, 19.
É também notável a freqüente ‘intercessão’ ou apresentação do caso da pessoa perante Jeová, o Governante Soberano, o suplicante apresentando razões pelas quais crê que tal pedido seja correto, junto com a evidência de ter um motivo correto e altruísta; que há outros fatores que prevalecem sobre seus próprios interesses ou considerações. Estes podem ser: que está em jogo a honra do nome do próprio Deus, ou o bem de Seu povo, ou o efeito sobre os observadores da ação de Deus, ou de sua recusa em atuar. Podem-se fazer apelos à justiça de Deus, à sua benevolência, a ser Ele um deus de misericórdia. (Compare com Gênesis 18:22-33; 19:18-20; Êxodo 32:11-14; 2 Reis 20:1-5; Esdras 8:21-23.) Cristo Jesus também ‘intercede’ em favor de seus seguidores fiéis. — Rom. 8:33, 34.
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ORELHA
Veja OUVIDO (ORELHA).
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ORGULHO
Um amor-próprio fora do comum; uma sensação desarrazoada de superioridade quanto aos talentos, à beleza, à riqueza, à categoria da pessoa, etc.; procedimento ou tratamento desdenhoso; insolência ou arrogância de comportamento; porte altivo. O orgulho, mais raramente, pode ter também a boa conotação dum senso de deleite ou de satisfação resultante de alguma ação ou posse. Alguns sinônimos de orgulho são egotismo, arrogância, altivez.
Formas da raiz hebraica, ga’áh, traduzidas “orgulho”, podem também ser vertidas “altivez (soberba)”, “exaltação de si”, e, tanto no bom sentido como no mau, “eminência”, “eminente”, “exultante”, e, junto com outros termos em português, apresentar o sentido básico de ga’áh, a saber, “subir, ser alto ou exaltado”.
O vocábulo grego kaukháomai, que significa “jactar-se, vangloriar-se, gloriar-se, exultar, regozijar”, é empregado igualmente tanto no bom sentido como no mau, a acepção sendo determinada pelo contexto.
O ORGULHO ENGANOSO E DESTRUTIVO
O orgulhoso talvez não reconheça que é orgulhoso, e talvez atribua suas ações a outras causas, a fim de evitar ter de encarar seu orgulho. A pessoa deve examinar-se cabalmente, bem como a seus motivos, a fim de determinar se possui tal característica. O apóstolo Paulo mostra a necessidade da motivação correta, e o conhecimento que a pessoa deve ter de si mesma neste respeito, quando afirma: “Se eu der todos os meus bens para alimentar os outros, e se eu entregar o meu corpo, para jactar-me [kaukhésomai], mas não tiver amor, de nada me aproveita.” — 1 Cor. 13:3.
Por conseguinte, o orgulho precisa ser desarraigado da personalidade da pessoa, para seu próprio benefício. Mais importante ainda: isso tem de ser feito, se a pessoa espera agradar a Deus.
Quem não se livrar de seu orgulho irá sofrer. “O orgulho vem antes da derrocada e o espírito soberbo antes do tropeço” (Pro. 16:18), e “a casa dos que se enaltecem, Jeová a derrubará”. (Pro. 15:25) Há uma abundância de exemplos da derrocada que orgulhosos indivíduos, dinastias e nações sofreram. — Lev. 26:18, 19; 2 Crô. 26:16; Isa. 13:19; Jer. 13:9; Eze. 30:6, 18; 32:12; Dan. 5:22, 23, 30.
O orgulho é enganoso. Aconselha o apóstolo Paulo: “Se alguém acha que ele é alguma coisa, quando não é nada, está enganando a sua própria mente.” (Gál. 6:3) O orgulhoso parece estar seguindo o curso mais proveitoso ou lucrativo para ele, mas deixa a Deus fora de suas cogitações. (Compare com Jeremias 49:16; Revelação 3:17.) Afirma a Bíblia: “Melhor é ser humilde em espírito com os mansos, do que repartir despojo com os que se enaltecem.” — Pro. 16:19.
A JACTÂNCIA
A palavra grega kaukháomai, “jactar-se”, é amiúde empregada no sentido de orgulho egoísta. A Bíblia mostra que homem algum dispõe de qualquer base para jactar-se de si mesmo ou de suas realizações. Na congregação cristã de Corinto, alguns estavam inchados de orgulho de si mesmos ou de outros homens, causando divisões na congregação. Pensavam de modo carnal, voltando-se para os homens, em vez de para Cristo. (1 Cor. 1:10-13; 3:3, 4) Tais homens não se interessavam pelo bem-estar espiritual da congregação, mas queriam jactar-se da sua aparência exterior, não desejando realmente ajudar seus co-cristãos a desenvolver bons corações perante Deus. (2 Cor. 5:12) Por conseguinte, o apóstolo Paulo repreendeu severamente tal congregação, mostrando não haver cabimento para eles se jactarem de alguém, a não ser de Jeová Deus, e do que Ele fizera por eles. (1 Cor. 1:28, 29 ; 4:6, 7) A regra era: “Quem se jactar, jacte-se em Jeová.” — 1 Cor. 1:31; 2 Cor. 10:17.
Tiago, irmão unilateral de Jesus, foi até mais além em condenar os que se jactavam sobre certos projetos mundanos que tencionavam executar, dizendo-lhe: “[Vós] vos orgulhais de vossas fanfarrices pretensiosas. Todo esse orgulho é iníquo.” — Tia. 4:13-16; compare com Provérbios 27:1.
UMA BOA CONOTAÇÃO
A palavra hebraica ga’áh e a palavra grega kaukháomai também podem significar um orgulho que é o deleite oriundo duma ação ou duma posse, num sentido favorável. O salmista mencionou Israel como “o orgulho de Jacó, a quem [Jeová] amou”. (Sal. 47:4) Isaías, numa profecia de restauração, disse que os frutos da terra seriam “algo de que se orgulhar”. (Isa. 4:2) O apóstolo disse à congregação tessalônica que, em resultado de sua fé, de seu amor e de sua perseverança, “orgulhamo- nos de vós entre as congregações de Deus”. (2 Tes. 1:3, 4) Os cristãos se orgulham de ter a Jeová como seu Deus, de terem chegado a conhecê-lo e de que Ele os reconheceu. Pautam-se pelo princípio: “Quem se jacta, jacte-se da seguinte coisa: de ter perspicácia e de ter conhecimento de mim, que eu sou Jeová, Aquele que usa de benevolência, de juízo e de justiça na terra.” — Jer. 9:24; compare com Lucas 10:20.
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OrientaisAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ORIENTAIS
[Heb., literalmente, “filhos do Oriente (Leste)”]. A população dessas terras, considerada pelos escritores hebreus como o “Oriente”. Esta área achava-se além da fronteira de Israel, não só a E, mas também bem ao N e na direção S, até a Arábia. (Gên. 25:6; Jer. 49:28) Assim, quando Jacó foi para a casa de Labão, em Harã, ele se dirigiu “para a terra dos orientais”, a NE de Canaã. — Gên. 29:1.
Jó é chamado de “o maior de todos os orientais”. (Jó 1:3) As forças que oprimiam Israel, antes de Gideão surgir e as vencer, eram constituídas de amalequitas e de midianitas, além dos “orientais”, sem que
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