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Atrocidades históricas — como deve encará-las?Despertai! — 1977 | 22 de novembro
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realístico voltar-se para os homens em busca de orientação compassiva? Não é. Antes, a solução reside no que Deus prometeu como único remédio para os males da humanidade. “Em cada nação, o homem que o teme” obtém a oportunidade de viver numa sociedade humana feliz, num novo sistema de coisas, já às portas. — Atos 10:34, 35.
É difícil de crer? Por que não examina isso? Deixe que a Bíblia lhe mostre como Deus dará um fim completo às atrocidades de homens endurecidos. E Deus oferece, não apenas uma esperança para os que agora vivem, mas a promessa de restaurar à vida, numa nova ordem pacífica, os que sofreram morte violenta. — João 5:28, 29.
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Como permanecer “no rumo certo”Despertai! — 1977 | 22 de novembro
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Como permanecer “no rumo certo”
HÁ ALGUM humano vivo que não precise de orientação? Seja por meio dum mapa rodoviário, seja de instruções quanto ao uso de alguma peça de maquinaria, todos nós precisamos de orientações, de tempos a tempos.
Há alguns séculos, Jeremias, profeta de Deus, escreveu: “Bem sei, ó Jeová [Deus], que não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo. Corrige-me, ó Jeová.” (Jer. 10:23, 24) Sim, Jeremias precisava de orientação. Também precisa dela o homem moderno.
Ilustração Hodierna
As espaçonaves do homem também precisam de orientação. Em muitos destes veículos, tal necessidade é preenchida por meio dum sistema orientador que consiste em um computador, em transdutores de observação, em um navegador inercial e em atuadores de direção. Com efeito, essas mesmíssimas coisas podem ser usadas para ilustrar a necessidade da humanidade de ter orientação divina.
O “cérebro” da espaçonave é o computador. Nele, o programador alimenta uma trajetória matemática, ou trajetória de referência. Isto liga a posição inicial com a destinação. A trajetória de referência talvez também leve em conta os obstáculos e as regiões proibidas, a serem evitados.
Os transdutores de observação são dispositivos que fazem leituras para indicar a velocidade e a posição. Por exemplo, um meio em que a posição é determinada é por um rastreador estelar que utiliza estrelas e planetas para fixar a posição da nave no espaço.
O navegador inercial é um instrumento aperiódico de reconhecimento que sente as alterações de movimento (acelerações) e as relaciona à velocidade e à posição. Opera em conjunto com os transdutores de observação. Qualquer desvio do navegador inercial é resultado de imperfeições deste instrumento.
Os sinais dos transdutores de observação e do navegador inercial vão para o computador. Este permite margens de erro, ou faz correções para compensar as distorções, desvios e imperfeições inerentes a estes sinais. Daí, o computador usa tal informação para calcular a posição e a velocidade atuais da espaçonave, compara-as com a trajetória de referência que foi originalmente programada para que alcance sua destinação, e determina as correções necessárias para recolocar-se de novo em tal rumo. Essas correções são então enviadas eletronicamente para os atuadores de direção.
Os atuadores de direção são motores que convertem esses sinais nas mudanças apropriadas no aileron, no leme de direção e no estabilizador, se a nave ainda se achar na atmosfera da terra. Se estiver além da atmosfera, ligam-se foguetes de empuxo para recolocá-la no rumo certo. Depois do lançamento, a espaçonave desvia-se com freqüência do seu rumo, e é corrigida muitas vezes. Sai do rumo e é trazida de volta, sai de novo do rumo e é novamente trazida de volta. Apesar de se desviar amiúde do rumo, a nave por fim atinge sua destinação, porque está sempre se corrigindo, ao passo que progride em direção a seu alvo.
A “Trajetória de Referência” da Vida
As caraterísticas deste sistema de orientação poderiam ser usadas para se ilustrar o proceder do cristão na vida. Na Bíblia, Jeová Deus delineou um programa que leva à vida, bem como avisa a respeito de um que resulta na morte. Tendo livre arbítrio, o homem é seu próprio programador e escolhe o rumo que tomará. Concordemente, Moisés disse a Israel: “Vê, deveras ponho hoje diante de ti a vida e o bem, e a morte e o mal. Se escutares os mandamentos de Jeová . . . forçosamente ficarás vivo . . . Mas, se teu coração se desviar e se não escutares, e realmente fores seduzido e te curvares diante de outros deuses e os servires . . . positivamente perecereis.” (Deu. 30:15-18, NM, 1971, em inglês) Poder-se-ia dizer que, quando o cristão aceita o modo de Deus, em sua mente ele programa uma “trajetória de referência” que tem o batismo como ponto de partida e a vida eterna como destinação final. O cristão precisa reportar-se constantemente a esta “trajetória” bíblica para verificar se está ou não “no rumo certo”.
Assim como o computador da cosmonave inclui, em sua programação, o desvio dos obstáculos e das regiões proibidas, assim também os cristãos precisam ter presente os perigos a serem evitados. A Bíblia aponta muitos deles, tais como “o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa”. Avisam as Escrituras: “Não estejais amando nem o mundo, nem as coisas no mundo.” Também indicam que “más associações estragam hábitos úteis.” Ademais, o abandono completo de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, é incentivado por meio das seguintes palavras: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.” — 1 João 2:15, 16; 1 Cor. 15:33; Rev. 18:4.
À medida que os transdutores de observação da cosmonave obtêm vistas das estrelas e dos planetas para dizer onde está a nave, assim também os cristãos precisam examinar textos inspirados e imutáveis da Bíblia para ver se estão “no rumo certo”. E, ao se examinarem, as pessoas piedosas precisam estar vigilantes quanto a preconceitos e predisposições pessoais. Estar predisposto contra determinada raça ou ter preconceito contra certa nacionalidade, mostrar favoritismo para alguns porque são ricos, ou desprezar outros por serem pobres — tais coisas precisam ser evitadas, assim como o computador duma astronave tem de fazer correções das distorções que às vezes surgem nos sinais que recebe dos transdutores de observação. — Atos 10:34, 35; Tia. 2:1-9.
Às vezes os cristãos se confrontam com questões não abrangidas por textos específicos. Poder-se-ia compará-lo com as circunstâncias da espaçonave quando os transdutores de observação não dispõem de nenhuma vista de estrelas. A confiança então tem de ser depositada no navegador inercial. Este sente as mudanças de movimento e faz deduções à base delas, para avaliar ou calcular a posição. Tal avaliação deduzida ou aperiódica é imperfeita, e, de novo, o computador precisa compensar tais imperfeições.
Quando o cristão não dispõe duma ordem bíblica direta sobre certo assunto, poderá deduzir o modo correto de agir por considerar um princípio bíblico. Por exemplo, não existem textos bíblicos que mencionem especificamente o fumo e proíbam a pessoa de fumar. Mas, o cristão compreende que fumar é violação dos mandamentos de se manter puro do que macule a carne, e de mostrar amor ao próximo, visto que até mesmo a saúde dos não fumantes é prejudicada pela fumaça do fumo. — 2 Cor. 7:1; Mat. 22:39.
Aplique a Correção
Jesus disse aos hipócritas religiosos de seus dias: “Vocês estudam as Escrituras Sagradas, porque pensam encontrar nelas a vida eterna. São elas que falam a respeito de mim! E vocês não querem vir a mim para terem vida.” Por que se recusavam a tal? Jesus respondeu: “Não amam a Deus com sinceridade.” Nas sinagogas, liam as Escrituras para o povo, e, tendo isto presente, Jesus disse ao povo: “Vocês devem obedecer e seguir tudo o que eles dizem. Porém não imitem suas ações, porque eles não fazem o que ensinam.” Deveras, os líderes religiosos estudavam as Escrituras, que revelavam a trajetória para a vida eterna, mas não as seguiam. — João 5:39-42; Mat. 23:3, A Bíblia na Linguagem de Hoje.
Os verdadeiros cristãos empenham-se em seguir tal trajetória porque amam a Deus. Compreendem que “o amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos”. (1 João 5:3) Não só estudam a Palavra de Deus, aprendem qual é a trajetória da vida, comparam sua conduta com o proceder delineado na Bíblia e observam as correções que precisam fazer. Também aplicam ativamente este conhecimento a si mesmos e fazem as correções necessárias. Os cristãos se tornaram “cumpridores da palavra e não apenas ouvintes”. Compreendem que “assim como o corpo sem espírito está morto, assim também a fé sem obras está morta”. — Tia. 1:22; 2:26, NM, 1971, em inglês
Compare isso com nossa ilustração da espaçonave. O computador não só fica a par das correções necessárias, mas também move os atuadores de direção a fazê-las. Os cristãos precisam agir de forma similar, ao aplicaram na sua vida a Palavra de Deus.
Errar o Alvo É Pecado
Lembre-se de que, depois de a cosmo nave ser lançada, freqüentemente se desvia do rumo. Por meio de seu sistema orientador, contudo, a nave constantemente se corrige. A palavra “pecado” na Bíblia é traduzida de palavras hebraicas e gregas que significam “errar”, no sentido de errar um alvo ou não atingir um objetivo. Isto pode referir-se a um objetivo físico ou a um alvo moral ou intelectual. E visto que “todos pecaram e não atingem a glória de Deus”, os cristãos amiúde erram o alvo e falham em obedecer perfeitamente à vontade de Deus. — Rom. 3:23.
Seguir uma trajetória justa será difícil, às vezes. Mas não se desanime. Antes, devemos ‘prosseguir adquirindo poder no Senhor’, e devemos ‘persistir em examinar se estamos na fé’. (Efé. 6:10; 2 Cor. 13:5) Quando Jeová nos corrige, precisamos ouvi-lo. O profeta Isaías escreveu: “Teus próprios ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: ‘Este é o caminho. Andai nele’, caso fordes para a direita ou caso fordes para a esquerda.” — Isa. 30:21.
Por sermos fiéis nas coisas pequenas, cultivamos o hábito de fidelidade que nos ajudará quando ocorrerem grandes provas de nossa fé. Por meio de práticas fiéis, inscrevemos as leis de Deus cada vez mais fundo em nosso coração. Quanto mais um coração espiritualmente esclarecido nos guiar, tanto menos freqüentemente erraremos o alvo, pecando. (Efé. 1:18) Por fim, pela misericórdia e bondade imerecida de Jeová, alcançaremos nossa destinação da vida eterna em Sua nova ordem justa. — 2 Ped. 3:13.
Por vezes, alguns acham que estão além da misericórdia de Deus. Como a espaçonave, desviam-se mui amiúde do rumo certo. Todavia, a misericórdia e benevolência de Jeová podem estender-se a nós, assim como estenderam-se a tantos outros. Por isso, “não desistamos de fazer aquilo que é excelente, pois ceifaremos na época devida, se não desfalecermos”. (Gál. 6:9) Acima de tudo, os cristãos almejam demonstrar seu amor a Jeová Deus. Não é possível “programar-nos” para demonstrar tal profundo apreço pelo Altíssimo. Mas, podemos sublinhar nosso apreço por Ele e podemos melhorar nossas perspectivas de vida eterna por manter nossos olhos fixos em nós mesmos e na Palavra de Deus. Podemos verificar quais as correções necessárias, e fazê-las. Quando caímos, podemos levantar-nos, retornando ao “rumo certo” e prosseguindo em direção à vida eterna.
[Destaque na página 6]
“O cristão precisa reportar-se constantemente a esta ‘trajetória’ bíblica para verificar se está ou não ‘no rumo certo’.”
[Destaque na página 7]
“Quando o cristão não dispõe duma ordem bíblica direta sobre certo assunto, poderá deduzir o modo correto de agir por considerar um princípio bíblico.”
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A afirmação de ser cidadão romanoDespertai! — 1977 | 22 de novembro
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A afirmação de ser cidadão romano
◆ No primeiro século E. C., a cidadania romana era altamente prezada. O cidadão romano gozava de certos direitos e imunidades valiosos. Por exemplo, não podia ser açoitado nem torturado com a intenção de se extrair uma confissão dele.
O apóstolo cristão, Paulo, fez uso de seus direitos de cidadão romano; e sua afirmação de cidadania foi aceita à base de sua própria declaração. Por que as autoridades aceitaram a declaração pessoal de Paulo sem tentarem confirmá-la? (Atos 16:37, 38; 22:25-29) Havia pouca probabilidade de alguém fazer uma afirmação falsa nesse sentido, visto tratar-se duma ofensa punível com a morte. O antigo historiador, Suetônio, escreveu com referência ao reinado do Imperador Cláudio: “Tornou-se então ilegal que estrangeiros adotassem os nomes das famílias romanas, e quaisquer pessoas que usurpassem os direitos dos cidadãos romanos eram executadas nas encostas da Colina Esquilino.”
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