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Beneficiando-se pela sujeição às autoridadesA Sentinela — 1963 | 1.° de julho
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mesmo que eles beneficiassem diretamente o povo de Jeová’; e o governo até mesmo elogiou tanto a Daniel como a Mordecai por causa disto. Foram aprovados, embora fossem cativos daqueles governos. A vingança merecida atingiu os perseguidores de Daniel, da Rainha Ester, de Mordecai e dos seus irmãos judeus.
19. Como foi que Deus usou dominadores gentios como seus executores contra as desviadas dez tribos do reino de Israel?
19 Nos séculos antes de Cristo, Deus autorizou os dominadores ou “autoridades superiores” gentias a agirem como vingadores para expressar a sua ira divina contra o seu povo escolhido por causa da falha nacional dele em servi-lo. Segundo Isaías 9:8-17, Deus usou o Rei Rezim, da Síria, junto com os filisteus para agirem como vingadores contra os habitantes de Samaria, a capital do reino setentrional de Israel. Segundo Isaías 10:5, 6, 15, Jeová constituiu também o rei da Assíria o seu cetro para corrigir a nação oscilante.
20. Como foi que Deus usou dominadores gentios como seus executores contra Judá, Egito e Babilônia?
20 Segundo as palavras de Jeremias (Jer. 25:8-11; 27:4-8), Jeová constituiu o rei de Babilônia o seu servo para trazer a vingança divina sobre a nação de Judá e sobre outras nações que tinham ligação com Judá. O rei de Babilônia era a espada de Deus. (Eze. 21:8-23) Jeová fez do rei de Babilônia um lenhador para derrubar e subjugar o Egito, que tinha crescido como uma árvore firme. (Eze. 31:2-14) O Rei Ciro da Pérsia foi constituído o ungido de Jeová para humilhar a Babilônia e para derrubar esta potência mundial. — Isa. 45:1-4.
21. (a) Quem foi que Deus usou como seu executor em 70 E. C. e contra quem? (b) Pode a “autoridade” agir como executor só quando cumpre profecia bíblica ou quando também?
21 Nos dias dos apóstolos de Cristo, Jeová Deus usou a autoridade romana para agir como vingadora, com sua espada, no ano 70. Aquele ano foi o ano da “vingança”, os dias da vingança que vieram sobre a nação anticristã de Israel. Por isso, a sua santa cidade e o seu santo templo de adoração foram destruídos pelas legiões romanas do General Tito. (Luc. 21:20-24; Mat. 23:35 a 24:2) Foi um dia de julgamento para Israel. Entretanto, não há necessidade de que a “autoridade” mundana espere até o dia do julgamento das nações desobedientes para agir como “vingador” para expressar a ira. A ira do vingador se expressa em qualquer tempo contra qualquer malfeitor, mediante os processos de lei da “autoridade”. Assim, a verdade das palavras de Paulo não precisa limitar-se ao tempo em que Deus fizer a sua profecia cumprir-se contra uma nação inteira.
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A consciência — e a sujeição às autoridadesA Sentinela — 1963 | 1.° de julho
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A Consciência — e a Sujeição às Autoridades
1. Quando se deriva o maior beneficio da sujeição às autoridades e quem, portanto, recebe o maior beneficio?
A MAIOR vantagem de nos sujeitarmos às “autoridades” que Deus permite existir está em sujeitarmo-nos com o motivo correto. O fosse nem sempre impede os homens de praticar o mal nem de se opor às “autoridades superiores”. Em todas as nações e territórios os que têm os melhores motivos para se sujeitarem são os que não são parte da cristandade, mas que são cristãos dedicados de Jeová Deus e que seguem as pisadas do seu Filho, Jesus Cristo. Estando dedicados para fazer a vontade de Deus, eles não se colocam contra o arranjo de Deus referente às “autoridades superiores”. Assim, como residentes no país, eles mantêm a boa ordem, não apenas para evitar a ira da parte das autoridades superiores, mas para viver pela consciência cristã, a consciência esclarecida pela Palavra de Deus.
2. Que razão impelente para se sujeitar dá Romanos 13:5 e o que evitam os que se sujeitam por esta razão?
2 Em Romanos 13:5 (ALA), o apóstolo Paulo chama a nossa atenção para este bom motivo, dizendo: “É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.” A punição dos malfeitores é executada diretamente pela “autoridade” terrestre. Mas visto que a autoridade é ministro de Deus para o bem, a punição é também, indiretamente, divina. A pessoa que desconsiderar ou se opuser às “autoridades superiores” da terra, estará colocando-se contra o arranjo de Deus e merece também a punição divina. Ninguém gosta de ser punido; mas evitando isto por dever de consciência, o cristão evita não só as dificuldades externas, mas também as internas por causa de uma consciência culpada.
3. O que mostra que a sujeição cristã às autoridades não é sem consciência e que sofrimento evitam assim eles?
3 O temor do verdadeiro cristão não é o motivo principal para se obedecer ordeiramente à lei, mas a consciência é. Assim, no caso dos cristãos, não se obedece às autoridades superiores sem a consciência. Não se trata de um simples patriotismo. Visto que a consciência dos cristãos é instruída segundo a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, ela não os deixa sujeitos às autoridades superiores em todas as coisas, digamos nos casos em que as coisas que as autoridades imperfeitas pensam que sejam corretas se choquem com os mandamentos de Cristo. Isto talvez resulte em sofrimento injusto às mãos das autoridades; mas assim vemos como a consciência cristã é uma força impelente, visto que ela nos força, a obedecer a Deus, mesmo que isto traga sofrimento imerecido sobre nós. Se o cristão não tiver uma consciência esclarecida, ele evitará tal sofrimento por causa de conveniências pessoais. Se, porém, por causa da consciência ele sofrer exteriormente às mãos das autoridades superiores, conservar-se-á contudo livre de sofrimento interno; a consciência não o ferirá.
4, 5. (a) Que razão têm os cristãos para serem melhores cidadãos? (b) O que mostra o apóstolo Pedro sobre isto, e, assim, que força dupla age sobre os cristãos para praticarem o que é justo?
4 A consciência cristã nos impede de praticar o mal, mas nos impele a praticar o bem segundo a Palavra de Deus. Não queremos que a nossa consciência nos fira por fazermos coisas erradas aos olhos de Deus. Por esta razão, os cristãos têm uma força restritiva do mal que as pessoas do mundo não têm. Por causa disto os cristãos têm motivos para ser melhores cidadãos, embora não tomem parte na política.
5 A consciência do cristão o relembra de que não é parte deste mundo e, portanto, não tem nada que se meter na política e tentar controlar os governos terrestres nem ser parte das “autoridades superiores”. (João 17:14-16) O apóstolo Pedro, em sua primeira carta aos cristãos, fala a respeito da sujeição e menciona a consciência diversas vezes. Ele indica que ela deve ser uma força que restrinja a pessoa cristã de fazer o mal e de se meter em coisas alheias. (1 Pedro 2:19; 3:16, 21) Assim, uma força dupla, a saber, a consciência cristã e o temor da ira, age sobre os cristãos, mantendo-os no caminho do bem, em harmonia com as leis do Estado que forem boas, leis que mostrem justiça por causa do pouquinho de consciência que ainda permanece nos homens mundanos, como herança da primeira criação de Deus, o homem Adão.
6. O que prova todo o acima referente à sujeição dos cristãos às “autoridades superiores”?
6 O que prova tudo isto? O seguinte que quando Paulo disse aos cristãos que se sujeitassem às “autoridades superiores”, ele não quis dizer que deviam renunciar ou cauterizar a sua consciência. Ele não quis dizer que deviam ignorá-la quando houvesse conflito entre as leis das autoridades e a Palavra de Deus. As leis de Deus são justas e os cristãos não precisam preocupar-se com a consciência quando estão obedecendo às leis de Deus. A nossa consciência não nos incomoda quando obedecemos às leis de Deus e fazemos o seu serviço. Pelo contrário, ela nos aprova e nos dá paz interna. Só quando nos defrontamos com a sujeição às autoridades de fora da organização de Deus é que a questão de consciência entra no caso e é que devemos manter a nossa consciência alerta com medo de desagradar a Deus e violar as suas leis.
RETRIBUINDO O QUE É DEVIDO ÀS “AUTORIDADES SUPERIORES”
7. O que indica referente às “autoridades superiores” o fato de Romanos 13:6 mencionar o assunto do pagamento de imposto?
7 “Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço.” (Rom. 13:6, ALA) Assim, devemos ser conscienciosos no pagamento de tributo. Se Paulo não estivesse falando sobre as “autoridades superiores” de fora da congregação cristã, ele não teria mencionado a questão de tributo. Por que não? Porque os superintendentes de congregação e seus assistentes ministeriais não cobram impostos dos membros da congregação, a fim de que estes os sustentem. Tampouco o faz o corpo governante da congregação mundial, nem a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia. As contribuições dos membros das congregações são segundo a voluntariedade e as posses deles. Não se lhes cobram impostos, para que, se falhassem em pagá-los, sejam punidos pelas “autoridades superiores”.
8. Há algum parêntesis em Romanos 13:6 e qual é a razão dada para se pagar imposto?
8 Nem a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas nem as outras traduções, antigas ou modernas, colocam as palavras “por esse motivo também pagais tributos” entre parêntesis, como se estas palavras fossem um pensamento intercalado. De fato, estas palavras ligam-se diretamente com o restante da sentença, para mostrar por que pagamos impostos. Pagamos impostos para manter os “servidores públicos”, revestidos de autoridade para fazer o bem, para o louvor dos que praticam o bem e para castigar os praticadores do mal.
9. Em harmonia com Mateus 22:21, por que é correto que os cristãos paguem impostos, e que responsabilidade não é deles neste respeito?
9 Não há sonegação de impostos por parte do povo de Jeová. Pagam conscienciosamente os impostos. Jesus lhes disse que fizessem assim, em Mateus 22:21, embora os fariseus judeus pensassem que não podiam pagar conscienciosamente os impostos do César gentio. Mas está em harmonia com a lei de Jeová o pagamento dos servidores públicos ou ministros do bem por causa dos seus bons serviços. Os impostos se destinam a sustentar os servidores públicos, as pessoas que fazem certos serviços que a congregação cristã não faz. A maneira de estes servidores públicos gastarem os fundos públicos não é da responsabilidade do contribuinte cristão; é a responsabilidade dos servidores públicos. Não é algo com que a nossa consciência se deva preocupar. Deus não autoriza os seguidores das pisadas de Cristo a se intrometer nos governos políticos, assim como não autorizou a Jesus Cristo, seu Filho. Portanto, neste mundo, nós, os cristãos, devemos pagar impostos como qualquer outra pessoa, em vez de nós mesmos operarmos governos terrestres.
10, 11. (a) Quando age alguém como “ministro de Deus” e quando não? (b) A despeito de abuso de autoridade, como é que os “ministros” públicos ainda prestam serviço?
10 Deste modo, estes homens do mundo livram os cristãos apolíticos de operar governos em benefício até mesmo dos cristãos em muitos sentidos. Assim, num sentido relativo, tais governadores são “ministros de Deus” e servem um propósito vantajoso para o povo de Deus, enquanto que estes cristãos buscam primeiramente
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