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  • Arar (Lavrar)
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • A descrição dos métodos ordeiros, objetivos e criteriosos do lavrador para arar, gradar, semear e trilhar é usada em Isaías 28:23-29 a fim de ilustrar os modos de Jeová, que é “maravilhoso no conselho, que tem agido grandiosamente em trabalho eficiente”. Assim como arar e gradar são passos limitados, sendo simplesmente preparatórios da semeadura, assim, também, Jeová não disciplina ou pune para sempre Seu povo, mas o disciplina primariamente para amainá-lo e torná-lo acessível para receber seu conselho e sua orientação, que produzem bênçãos. (Compare com Hebreus 12:4-11.) Assim como a dureza do solo governa a extensão ou a intensidade da lavra, assim também o tipo de grão determina a força e o peso dos instrumentos usados para trilhar o cereal, para eliminar a palha, tudo isso ilustrando a sabedoria de Deus em purificar seu povo e livrá-lo do que é indesejável, variando seu tratamento conforme as necessidades e as circunstâncias. — Compare com Isaías 21:10; 1:25.

      Uma cidade “lavrada como mero campo” significava uma cidade completamente transtornada e deixada deserta. (Jer. 26:18; Miq. 3:12) Falar Israel daqueles que haviam ‘arado sobre as minhas próprias costas, prolongando os seus sulcos’, descreve, evidentemente, os sofrimentos daquela nação sob seus muitos inimigos, que de forma incessante e cruel a pisotearam e maltrataram, à medida que Israel tornava suas costas “como a terra . . . para os que [a] atravessam”. (Sal. 129:1-3; Isa. 51:23; compare com Salmo 66:12.) Na profecia de restauração, em Amós 9:13-15, mostra-se que a benção de Jeová sobre seu povo o torna como um campo fértil, com uma produção tão abundante que a colheita ainda está em andamento quando chega a época de se arar para a próxima estação. — Compare com Levítico 26:5.

      Assim como Jesus disse que seus discípulos deviam aceitar alimento, bebida e abrigo daqueles a quem serviam, visto que “o trabalhador é digno de seu salário”, assim também o apóstolo Paulo sustentou o direito de aqueles que trabalhavam no ministério cristão receberem apoio material de outros, assim como o homem que ara o faz na esperança legítima de ser partícipe da colheita para a qual contribuiu. Todavia, Paulo, pessoal e voluntariamente, preferiu não utilizar tal direito de abster-se do trabalho secular, de modo a fornecer “as boas novas sem custo” àqueles a quem ele ministrava. — Luc. 10:7; 1 Cor. 9:3-10, 15, 17, 18.

  • Ararate
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    • ARARATE

      [terra santa, altiplanos]

      O nome aplicado a uma região e também à cadeia montanhosa no que é agora a Turquia oriental, perto das fronteiras do Irã e da U.R.S.S.

      Após o dilúvio, a arca de Noé pousou sobre os “montes de Ararate”. (Gên. 8:4) No reinado do Rei Ezequias, foi para a “terra de Ararate” que os filhos de Senaqueribe — Adramaleque e Sarezer — fugiram, depois de assassinarem seu pai. ( 2 Reis 19:37; Isa. 37:38) Jeremias predisse que Ararate se situaria entre os “reinos” a subir contra Babilônia no tempo da destruição dela, no sexto século A.E.C. (Jer. 51:27) Estas últimas referências bíblicas indicam uma terra ao N da Assíria. Eusébio e Jerônimo, e a maioria dos outros primitivos escritores cristãos, consideravam Ararate como equivalente da Armênia, e as traduções Septuaginta e Vulgata assim a representam. Numerosas inscrições assírias, dos reinados de Assurnazirpal n, Salmaneser, Tiglate-Pileser III, e Sargão, no nono e oitavo séculos A.E.C. fazem referência a Ararate como “Urartu”. Uma inscrição de Esar-Hadom, outro filho de Senaqueribe e sucessor no trono assírio, afirma que derrotou os exércitos de seus irmãos parricidas em Hanigalbat, na área da Armênia. À base de tais inscrições, e da associação, feita por Jeremias, de Ararate com os reinos de Mini e Asquenaz, parece que a terra de Ararate se situava na região montanhosa do lago Van, na antiga Armênia, com os mananciais do rio Tigre ao S e os montes Cáucaso ao N.

      O nome Ararate é especificamente aplicado ao monte culminante desta região, e é o lugar tradicional de repouso da arca de Noé. Há dois picos cônicos, distantes cerca de 11 km um do outro, e separados por profunda depressão. O mais alto destes picos ascende a uns 5.165 m acima do nível do mar, e é coberto de neve perpétua nos últimos 914 m até o seu cume. O pico menor, a SE, tem 3.913 m acima do nível do mar. O pico mais elevado é especialmente difícil de escalar, e foi primeiramente escalado por Parrot, em 1829. Muitos nomes de lugares da região fazem lembrar o relato bíblico. O próprio monte Ararate é chamado pelos turcos de Aghri Dagh (Monte da Arca), e pelos persas de Kuhi-Nuh (Monte de Noé). — Veja Arca.

  • Araúna
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    • ARAÚNA

      [significado incerto]

      O proprietário jebuseu da eira comprada pelo Rei Davi para ali edificar um altar a Jeová. Tal medida foi o meio divinamente indicado para terminar um flagelo provocado pela contagem do povo, feita por Davi. — 2 Sam. 24:16-25;  1 Crô. 21:15-28.

      Araúna, pelo que parece, ofereceu tal local, junto com o gado e a lenha para o sacrifício, sem cobrar nada, mas Davi insistiu em pagar algo. O registro em  2 Samuel 24:24 mostra que Davi comprou a eira e o gado por cinquenta siclos de prata. No entanto, o relato em  1 Crônicas 21:25 fala de Davi ter pago 600 siclos de ouro pelo local. O escritor de Segundo Samuel lida apenas com a compra, conforme ela se relaciona com a localização do altar e os materiais para o sacrifício então feito, e, assim, parece que o preço de compra mencionado por ele se restringia a tais coisas. Por outro lado, o escritor de Primeiro Crônicas considera os assuntos segundo relacionados com o templo mais tarde construído nesse local, e associa a compra com tal construção. ( 1 Crô. 22:1-6;  2  Crô. 3:1) Visto que toda a área do templo era muito ampla, parece que a soma de 600 siclos de ouro se aplica à compra desta grande área, ao invés de à pequena parte necessária para o altar inicialmente construído por Davi.

      No registro de Crônicas, Araúna é chamado Ornã. — 1 Crô. 21:18-28;  2 Crô. 3:1.

  • Arauto
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    • ARAUTO

      Um oficial da corte, usado para fazer proclamações públicas das ordens e dos decretos régios. A palavra aparece em Daniel 3:4, onde se menciona que um arauto anunciou o decreto de Nabucodonosor para que o povo adorasse a imagem que ele fizera.

      O verbo grego traduzido “pregar” é keryssein. Este verbo grego, que ocorre muitas vezes nas Escrituras Gregas Cristãs, significa basicamente “fazer proclamação como arauto; ser um arauto; oficiar como arauto; ser um anunciador; chamar por arauto; proclamar (como conquistador)”. O substantivo relacionado é kéryx e significa “arauto; mensageiro público; enviado; pregoeiro (que fazia proclamações e mantinha ordem nas assembléias, etc.)”. Outro substantivo relacionado é kérygma, que significa “aquilo que é proclamado por um arauto; proclamação; anúncio (da vitória nos jogos); mandato; convocação”. A Bíblia de Jerusalém, de 1976, reza em Marcos 13:10: “É necessário que primeiro o Evangelho seja proclamado a todas as nações.” (Compare com MC; ABC; veja também Marcos 1:45; Revelação 5:2.) Isto significa que os proclamadores atuariam como arautos.

      Keryssein, portanto, significa geralmente “proclamar” (notícias boas ou más), diferençando-se de euaggelízo, “trazer, ou declarar, boas novas”. Noé era pregador (ou arauto, kéryx) para o mundo antediluviano, avisando-o. (2 Ped. 2:5) Cristo pregou (como arauto) aos espíritos em prisão, mas não as boas novas. (1 Ped. 3:18, 19) Vários textos, contudo, usam keryssein em ligação com a pregação pública (ou proclamação) das boas novas do reino de Deus. — Mat. 24:14; Mar. 14:9; Luc. 8:1; 9:2; Rom. 10:14.

  • Arã-zobá
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    • ARÃ-ZOBÁ

      Veja ARÃ.

  • Arca
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    • ARCA

      [cofre, caixa, embarcação].

      A arca de Noé foi a provisão pela qual os antepassados de toda a humanidade sobreviveram ao dilúvio global de 2370-2369 A.E.C. Instruções pormenorizadas foram fornecidas por Jeová a Noé quanto a seu tamanho, formato, estilo de iluminação e ventilação, e aos materiais a serem usados em sua construção. — Gên. 6:14-16.

      FORMATO E TAMANHO

      A arca era uma embarcação retangular, em forma de caixa, presumivelmente tendo cantos quadrados e fundo chato. Não precisava ter fundo arredondado nem proa afiada para cortar rapidamente as águas; não precisava de leme; suas únicas funções eram ser à prova d’água e flutuar. Uma embarcação assim modelada é muito estável, não afunda facilmente, e contém cerca de um terço a mais de espaço de armazenagem do que os navios de formato convencional. O teto era provavelmente achatado, ou dotado de ligeiro ângulo, se é que o era.

      Quanto ao tamanho, a arca tinha 300 côvados de comprimento, 50 côvados de largura e 30 côvados de altura. Cálculos conservadores do côvado como tendo 44,5 cm (alguns acham que o côvado antigo tinha mais aproximadamente 56 ou 61 cm), fariam a arca medir 133,5 m de comprimento por 22,30 m de largura e 13,40 m de altura, menos da metade do transatlântico “United States”. Incidentalmente, esta proporção do cumprimento e largura (6 para 1) é usada por modernos arquitetos navais. Isto dava à arca cerca de 34.000 m3 de volume bruto. Calcula-se que tal embarcação teria um deslocamento quase igual ao do poderoso “Titanic”, de 265 m, deste século vinte. Nenhum cargueiro dos tempos antigos era nem de longe semelhante à arca, em seu tamanho colossal. Internamente fortalecida pela adição de dois pavimentos, os três conveses forneciam assim uma área de mais de 8.930 m2 de espaço útil.

      “Farás um tsoar (teto; ou: janela) para a arca”, foi dito a Noé. (Gên. 6:16) Este tsóhar deveria ser acabado “até um côvado para cima”. (Gên. 6:16) Imagina-se que o tsóhar provia adequada luz e ventilação, não sendo apenas uma única “escotilha” de um côvado quadrado, mas que tinha um côvado de altura perto do teto, e se estendia ao redor dos quatro lados, para fornecer uma abertura de talvez 130 m2. Impedia-se, sem dúvida, a entrada da chuva por meio das abas do teto. Além disso, havia uma porta do lado da arca, para carga e descarga.

      Do que esta enorme arca devia ser construída foi tornado claro pelo Arquiteto Mestre: “Faze para ti uma arca da madeira duma árvore resinosa [literalmente, “da árvore gópher”’].” (Gên. 6:14) Esta madeira resinosa aqui descrita, segundo imaginam alguns, é o cipreste ou uma árvore semelhante. Naquela parte do mundo, o que é atualmente chamado cipreste era abundante; era especialmente preferido pelos fenícios e por Alexandre Magno para a construção de navios, assim como ainda é nos dias atuais; e é especialmente resistente à água e à decomposição. Portas e postes feitos de cipreste, segundo relatado, duraram 1.100 anos. Além disso, disse-se a Noé que não devia simplesmente vedar as emendas, mas que ’tinha de cobrir [a arca] com alcatrão por dentro e por fora’.

      AMPLA CAPACIDADE DE CARGA

      Além de Noé, sua esposa, seus três filhos e as esposas destes, criaturas viventes “de toda sorte de carne, . . . duas de cada” deviam ser levadas a bordo. “Serão macho e fêmea. Das criaturas voadoras segundo as suas espécies

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