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  • Breve exame das jóias dos índios americanos
    Despertai! — 1980 | 8 de outubro
    • Breve exame das jóias dos índios americanos

      AO DESEMBARCAR do trem na minha primeira visita ao sudoeste dos Estados Unidos, cheguei imediatamente a ver as pessoas conhecidas como “os primeiros americanos”.

      Diversas índias navajos estavam sentadas em fileira, de costas para a parede. A maioria delas vestiam blusas pretas de veludo e saias longas, todas pregueadas. Mas foi algo mais que prendeu minha atenção.

      Todas estas mulheres estavam ricamente adornadas com jóias de turquesa e de prata. Tinham em ambos os braços uma variedade de braceletes. Na cintura tinham cintos de couro embelezados com uma série de grandes peças ovais de prata. Do pescoço, pendiam colares bem ornamentados, tantos que quase obscureciam a frente da blusa delas. Diante de cada mulher havia um cobertor apresentando outras amostras de jóias navajos.

      Isso me despertou a curiosidade e resolvi estudar algo sobre as jóias indígenas americanas. Permita-me participar-lhe alguns dos resultados de minha pesquisa, inclusive as entrevistas com artesãos indígenas.

      O Colar de “Flor de Abóbora”

      Um item típico das jóias indígenas americanas é o colar de “flor de abóbora”. Presas a certas contas do colar estão peças de prata semelhantes a pétalas que estão encurvadas de forma a se parecerem com flores. A origem deste arranjo evidentemente remonta aos tempos dos conquistadores espanhóis que visitaram esta região há séculos. Como ornamentos para calças e jaquetas, os espanhóis usavam representações de romãs de prata. Os índios, que não conheciam nada sobre romãs, viram no enfeite uma semelhança com a flor de abóbora e daí em diante chamaram-no por esse nome.

      Uma caraterística importante do colar de flor de abóbora é o berloque em forma de ferradura ou meia-lua. O nome navajo para isto é naja, sua palavra para “meia-lua”. Às vezes aparecem figuras de mãos nas extremidades da ferradura.

      Muitos crêem que a meia-lua também chegou aos navajos procedente dos espanhóis, embora tenha raízes muito mais remotas na história. O livro The Navajo and Pueblo Silversmiths (Os Navajos e os Prateiros de Pueblo) observa: “Este símbolo era antigo quando Colombo cruzou o oceano em direção ao novo mundo. . . . Em suma, era um amuleto do Velho Mundo que se prendia nos arreios ornamentais dos cavalos, de preferência na cabeçada de cavalo, para desviar do animal o mau-olhado.”

      Tem este colar com sua naja algum significado religioso em nossa época moderna? As opiniões diferem. Alguns crêem que simboliza a fertilidade. Outra opinião é a de que o “azar” foge das extremidades da meia-lua. Alguns encaram as mãos, que ocasionalmente aparecem nas extremidades duma naja, como sinal de que o objeto pode proteger o possuidor. De um modo geral, contudo, estas são somente opiniões pessoais. Atualmente, o significado religioso do colar flor de abóbora carece do consenso geral.

      Jóias Como “Amuletos”

      Outra espécie de jóia indígena é comercializada como “amuleto”. Um amuleto é um objeto material no qual se acredita que habite um deus ou um espírito, dando-lhe uma espécie de poder mágico. Os índios do Pueblo Zuñi, no oeste do Novo México, são reconhecidos como especialmente peritos na produção de amuletos.

      É popular certo amuleto, em forma de colar, de pássaros esculpidos à mão em conchas, intercalados com contas de turquesa ou conchas perfuradas. Outros amuletos tomam a forma de animais esculpidos individualmente. Contas, penas ou uma ponta de flecha podem ser presas a um amuleto para aumentar seu poder, ou como oferenda dada em troca de favores concedidos.

      As pessoas, em geral, encaram a maioria destes amuletos apenas como objetos de arte. Entretanto, os zuñis conquistaram sua reputação e perícia como entalhadores de amuletos por fazê-los para fins religiosos. Os zuñis crêem que os amuletos podem ajudar os humanos nos seus problemas. Cada amuleto é considerado como sendo uma coisa viva que requer cuidados especiais. Isto inclui mantê-lo numa jarra especial e “alimentá-lo” cerimonialmente com fubá de milho.

      Os “Kachinas”

      Outro grupo de indígenas de Pueblo, conhecido por suas jóias caraterísticas, são os hopis. Suas jóias amiúde não tem pedras. Às vezes, as peças apresentam um efeito tridimensional sem igual. Os desenhos incluem pássaros, nuvens e chuva, penas, e patas de urso.

      Às vezes, as jóias hopis podem apresentar a figura de um “kachina”. Os hopis consideram os “Kachinas” como seres sobrenaturais, mediadores entre os homens e certas divindades. Isto é aproximadamente o equivalente à função dos “santos” em algumas igrejas da cristandade. Os hopis também produzem uma ampla variedade de bonecos “kachina”.

      Envolvida Alguma Fraude

      Nos primórdios do artesanato de prata indígena, os intermediários entre os artesãos e os compradores eram negociantes brancos. Ávidos de ganho comercial, esses negociantes influenciaram os prateiros a produzirem modelos que pessoas brancas acreditariam serem “indígenas”. “Sem a sugestão de nossa própria raça [branca] quanto ao que . . . é ‘indígena’”, declara certo especialista em jóias indígenas, “ele seria quase tão capaz de utilizar uma flecha para decoração em prata como um fazendeiro seria de usar uma relha de arado como símbolo ou decoração em suas cortinas ou tapetes”.

      Quando a estrada de ferro e o automóvel começaram a trazer ao sudoeste mais e mais turistas caçadores de souvenirs estabeleceram-se lojas perto das reservas indígenas para fabricar jóias de prata. Os empregadores contratavam índios para juntar as peças em forma de linha de montagem, a fim de que as jóias pudessem ser rotuladas “artesanato indígena”. Até mesmo um país estrangeiro entrou no negócio por dar o nome de “Reserva Indígena” a uma de suas cidades e gravar em seu produto “fabricado na Reserva Indígena”. Contudo, ultimamente tem havido um retorno ao arranjo de artesãos individuais trabalharem em suas próprias criações.

      Um exame acurado das artes indígenas revela uma riqueza em símbolos e desenhos, além dos já mencionados. Muitos sentem-se compelidos a buscar o “significado” de todo este simbolismo. Alguns negociantes foram longe, ao ponto de inventar explicações como um meio para atrair compradores para os seus artigos. Apontando uma fraude neste respeito, a publicação Southwestern Indian Arts and Crafts (As Artes e Ofícios dos Índios do Sudoeste) declara: “O Grosso de matéria impressa que ‘interpreta’ os desenhos indígenas, de fato, não tem nenhum fundamento.”

      Adote o Ponto de Vista Cristão

      Como as pessoas que desejam agradar a Deus encarariam o comprar ou possuir jóias desse tipo? Alguns artigos, tais como amuletos em forma de jóias ou figuras de “kachina”, relacionam-se diretamente com práticas religiosas idólatras. Com respeito a tais coisas, a Bíblia declara: “Que acordo tem o templo de Deus com os ídolos? . . . ‘“Portanto, saí do meio deles e separai-vos”, diz Jeová, “e cessai de tocar em coisa impura”.’” — 2 Cor. 6:16, 17.a

      Que dizer da meia-lua? É verdade que na antiguidade usavam-se meias-luas como amuletos para desviar o “mau-olhado” e talvez como símbolo de fertilidade. Entretanto, com respeito à meia-lua em geral, certo perito reconhecido em artes e ofícios indígenas escreve:

      “Ela aparece hoje no sudoeste, numa grande variedade de formas, mas não é considerada como um talismã ou amuleto. As histórias amplamente divulgadas, que descrevem a naja e o colar de flor de abóbora como símbolos de fertilidade, são produto da imaginação do homem branco e não têm nenhum fundamento nas lendas, nas crenças ou nos costumes indígenas.” — Southwestern Indian Arts and Crafts (As Artes e Ofícios dos Índios do Sudoeste), por Tom Bahti.

      As jóias artesanais dos índios americanos são na verdade artísticas e belas. Entretanto, ao passo que muitas delas não têm relação com a adoração não-bíblica, em certas regiões algumas delas são usadas em tal adoração. Por isso, ao decidir quanto a se é apropriado ou não possuir peças de tais jóias, os cristãos devem ser orientados pela sua própria consciência treinada pela Bíblia. — Rom. 14:2-4. — Contribuído.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja o artigo “São Ornamentos Idólatras?” na Despertai! de 22 de junho de 1977, pp. 12-16.

      [Foto na página 23]

      Alguns os encaram como objetos de arte — outros, como amuletos.

  • Trate o fogo com respeito!
    Despertai! — 1980 | 8 de outubro
    • Trate o fogo com respeito!

      ● Em que reside o maior perigo.

      ● Como prevenir incêndios.

      ● O que fazer se surgir um incêndio.

      Do correspondente de “Despertai!” no Japão

      COMO amigo, o fogo cozinha nossas refeições, aquece o nosso corpo, provê claridade na escuridão e é uma fonte de energia para transportar-nos a longas distâncias. Sim, executa grande número de tarefas para suprir necessidades ou tornar a nossa vida mais agradável. Mas, por outro lado, pode destruir bilhões de cruzeiros em propriedades e desnudar florestas inteiras de suas folhagens. A cada ano, somente nos Estados unidos, ceifa as vidas de cerca de 12.000 homens, mulheres e crianças. O fogo pode ser um inimigo mortal.

      Certamente, qualquer coisa com tal potencial para prover benefícios ou causar grande dano é digna de consideração, a fim de que possamos continuar a chamá-la de nosso “amigo”. Se o fogo será nosso amigo ou nosso inimigo, dependerá em muito da maneira como o tratamos e de termos conhecimento básico de suas causas.

      O fogo é causado naturalmente por meio do relâmpago. A lava de vulcões é outra fonte de fogo. Quer nossos primeiros ancestrais tenham copiado fontes naturais, quer tenham obtido conhecimento divino sobre como produzir fogo, este tem sido parte integrante da vida do homem por milhares de anos.

      Os registros bíblicos mostram que o primeiro homem e a primeira mulher estavam familiarizados com o fogo, pois, ao serem expulsos do jardim do Éden, Deus colocou ao oriente do jardim “os querubins e a lâmina chamejante duma espada que se revolvia continuamente”. (Gên. 3:24) No início da história do homem, Tubalcaim era forjador de ferramentas de cobre e de ferro, trabalho que exige intenso calor, visto que requer mais de 1.500 graus centígrados para fundir o ferro. — Gên. 4:22.

      O Que É o Fogo?

      Embora o homem tenha usado o fogo durante milhares de anos, sua verdadeira natureza não era conhecida até que as experiências de Antoine Lavoisier e de outros, nos anos 1700, mostraram que o fogo carateriza uma reação química que envolve o oxigênio. Provaram que o oxigênio era realmente adicionado durante o processo de queima, embora antes disso outros acreditassem que o fogo resultava da liberação duma substância imaginária chamada “flogisto”. O fogo é definido como o calor e a luz resultantes de substâncias em combustão.

      Ao descrever os elementos básicos do fogo, muitos preferem usar agora uma palavra que se refere a algo que tem quatro faces. Por isso falam do “tetraedro do fogo”. Em outras palavras, além do inicial “triângulo do fogo”, o combustível, o calor

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