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Oséias, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ternos apelos a favor do arrependimento. Tampouco lhe faltam excelentes figuras de retórica. — 4:16; 5:13, 14; 6:3, 4; 7:4-8, 11, 12; 8:7; 9:10; 10:1, 7, 11-13; 11:3, 4; 13:3, 7, 8, 15; 14:5-7.
UTILIZADO NAS ESCRITURAS GREGAS CRISTÃS
Jesus Cristo citou duas vezes Oséias 6:6, empregando as palavras: “Misericórdia quero, e não sacrifício.” (Mat. 9:13; 12:7) Ele se referiu a Oséias 10:8 ao declarar o julgamento sobre Jerusalém (Luc. 23:30), e esta declaração foi utilizada em Revelação 6:16. Paulo e Pedro utilizaram, ambos, Oséias 1:10 e 2:23. (Rom. 9:25, 26; 1 Ped. 2:10) Paulo citou Oséias 13:14 (LXX) ao considerar a ressurreição, quando perguntou: “Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão?” (1 Cor. 15:55) Compare também Oséias 14:2 com Hebreus 13:15.
PROFECIAS CUMPRIDAS
As palavras proféticas de Oséias 13:16, a respeito da queda de Samaria, se cumpriram. A profecia de Oséias também mostrava que Israel seria abandonado por seus amantes entre as nações. (Osé. 8:7-10) Deveras, não foram de nenhuma ajuda quando Samaria foi destruída e os habitantes de Israel se tornaram cativos dos assírios, em 740 AEC. — 2 Reis 17:3-6.
A profecia de Oséias predisse que Deus enviaria um fogo para dentro das cidades de Judá. (Osé. 8:14) No décimo quarto ano do reinado do Rei Ezequias, o rei assírio, Senaqueribe, “subiu . . . contra todas as cidades fortificadas de Judá e passou a tomá-las”. (2 Reis 18:13) No entanto, Oséias também profetizou que Jeová salvaria Judá. (Osé. 1:7) Isto ocorreu quando Deus frustrou o ataque planejado de Senaqueribe contra Jerusalém, e o anjo de Jeová destruiu 185.000 homens do exército assírio em uma só noite. (2 Reis 19:34, 35) Um “fogo” muito mais desastroso, porém, sobreveio quando Jerusalém e as cidades de Judá foram destruídas pelo Rei Nabucodonosor, de Babilônia, em 607 AEC. — 2 Crô. 36:19; Jer. 34:6, 7.
Todavia, em harmonia com as profecias inspiradas de restauração, encontradas no livro de Oséias, um restante do povo de Judá e de Israel foi ajuntado e emergiu da terra do cativeiro, Babilônia, em 537 AEC. (Osé 1:10, 11; 2:14-23; 3:5; 11:8-11; 13:14; 14:1-8; Esd. 3:1-3) Paulo empregou Oséias 1:10 e 2:23 para sublinhar a benignidade imerecida de Deus, conforme expressa para com os “vasos de misericórdia”, e Pedro também empregou estes textos. Tais aplicações apostólicas mostram que as profecias também dizem respeito ao ajuntamento misericordioso, realizado por Deus, de um restante espiritual. — Rom. 9:22-26; 1 Ped. 2:10.
No livro de Oséias também se encontram profecias messiânicas. Mateus aplicou as palavras de Oséias 11:1 (“do Egito chamei o meu filho”) ao menino Jesus, que foi levado ao Egito, porém, mais tarde, foi de novo trazido para a Palestina. — Mat. 2:14, 15.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Adultério e restauração de Israel; o paralelo (1:1–3:5)
A. Esposa de Oséias e filhos que ela tem (1:1-9)
1. Deus ordena a Oséias que tome ‘uma esposa e filhos de fornicação, porque Israel se desvia de seguir a Jeová’ (1:2)
2. Oséias obedece, tomando Gômer como esposa (1:3)
a. Ela lhe dá um filho, Jezreel (1:3-5)
b. Ela dá à luz uma filha, chamada Lo-Ruama, pois Jeová não mostrará misericórdia a Israel, embora a mostre a Judá (1:6, 7)
c. Gômer tem um filho, chamado Lo-Ami, “porque vós não sois meu povo” (1:8, 9)
B. Predita a restauração; Israel e Judá serão “reunidos em união” (1:10 a 2:1)
C. Jeová punirá Israel pela fornicação e retirará bênçãos, mal-utilizadas na adoração de Baal (2:2-13)
D. Restauração de Israel a Jeová como marido e Deus (2:14-23)
1. Ela será Sua noiva em justiça, juízo (retidão), benevolência, misericórdias e fidelidade (2:14-20)
2. Bênçãos serão restauradas, e em harmonia com o significado de Jezreel, ‘Deus semeará Israel como semente e lhe mostrará misericórdia’ (2:21-23)
E. Como a esposa adúltera redimida de Oséias, ’Israel voltará e procurará por Jeová e por Davi, seu rei’ (3:1-5)
II. Julgamentos proféticos contra Efraim (Israel) e Judá pela infidelidade a Jeová (4:1 a 13:16)
A. Deus exigirá prestação de contas com Israel e Judá por seu erro (4:1 a 5:15)
1. Violência prevalece em Israel e conhecimento de Deus é rejeitado pelo povo, resultando na rejeição divina (4:1-8)
2. Jeová exigirá prestação de contas por sua idolatria e meretrício (4:9-19)
3. Líderes e povo não reconheceram a Jeová; Efraim e Judá sentirão julgamento de Deus (5:1-15)
B. Insta-se com povo para que volte a Jeová; buscam alianças mundanais e obtêm retribuição divina (6:1 a 8:14)
1. Faz-se apelo para voltarem a Jeová para serem curados (6:1-3)
2. Benevolência deles é fugidia, ao passo que Jeová se deleita na benevolência, não em sacrifícios, no “conhecimento de Deus antes do que de holocaustos” (6:4-6)
3. Infringiram Seu pacto e praticaram iniqüidade (6:7 a 7:7)
4. Efraim foi ao Egito e à Assíria em busca de ajuda, ao invés de a Jeová, e Ele o disciplinará por seu erro (7: 8-16)
5. Semearam vento e ceifarão um tufão; Israel tem de ser tragado e cidades de Judá serão queimadas (8:1-14)
C. Pecaminosidade de Efraim resultará em rejeição por parte de Deus, “e tornar-se-ão fugitivos entre as nações” (9:1-17)
D. Israel, “uma videira em degeneração”, sofrerá ruína (10:1-15)
E. Amor de Jeová por Israel (11:1-11)
1. Deus amou Israel desde sua infância (11:1-4)
2. Predito o exílio na Assíria devido à infidelidade, mas haverá também uma restauração (11:5-11)
F. Iniqüidade de Efraim e suas conseqüências (11:12 a 13:16)
1. Efraim pratica mentira e fraude; volta-se para Assíria e Egito (11:12 a 12:1)
2. Jacó, fiel antepassado de Efraim, é exemplo que deveria mover Efraim a voltar a Deus (12:2-14)
3. Efraim praticou idolatria e esqueceu-se de Jeová, que lhe trará ruína, mas também os remirá da morte e do Seol (13:1-14)
4. “O vento de Jeová” virá e Samaria cairá (13:15, 16)
III. Retorno a Jeová e seus resultados (14:1-9)
A. Instado Israel a voltar a Jeová com ‘novilhos de lábios’, reconhecendo que Assíria não o salvará, e abandonando a idolatria (14:1-3)
B. Jeová sarará a infidelidade deles, lhes mostrará amor e lhes concederá sua bênção (14:4-8)
C. Caminhos de Jeová são retos; justos andarão neles, mas transgressores tropeçarão neles (14:9)
Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 137-139.
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OSSOS
Compostos de tecidos vivos, os ossos formam o forte esqueleto dos corpos dos vertebrados. Tendo uma estrutura por demais complexa para ser inteiramente entendida pelos cientistas, o homem é ‘tecido’ com um esqueleto de mais de 200 ossos e seus nervos conectivos. (Jó 10:11; Ecl. 11:5) Quilo por quilo, o osso é mais forte do que o aço, e sua construção é comparável à do concreto armado. — Compare com Jó 40:18.
Eva, a primeira mulher, foi formada duma costela retirada de Adão. Isto foi apropriado, em vista de que ossos são a base do corpo, são inteiramente feitos de células vivas, e são hematopoéticos, ou formadores de glóbulos sanguíneos. Adão podia verdadeiramente dizer sobre Eva: “Esta, por fim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne.” Ela era a parenta mais próxima possível de Adão. (Gên. 2:22, 23) Idêntica expressão é empregada várias vezes nas Escrituras para indicar o parentesco próximo. — Gên. 29:14; Juí. 9:2; 2 Sam. 5:1; 19:12; 1 Crô. 11:1.
COMPROVAÇÕES QUE FORTALECEM A FÉ
José sabia que se passaria algum tempo até que Deus conduzisse Israel para fora do Egito e o estabelecesse em Canaã. Com fé, como testemunho para Israel, ordenou que seus ossos fossem levados, quando Israel partisse. (Gên. 50:25; Heb. 11:22) Israel conservou isto em mente, e Moisés seguiu tal injunção quando conduziu Israel para fora do Egito. (Êxo. 13:19) Os ossos de José foram por fim enterrados em Siquém, no terreno que Jacó comprara. Situado na herança dos filhos de José, “na região montanhosa de Efraim”, Siquém tornou-se uma das cidades de refúgio. — Jos. 24:32; 20:7.
Um milagre realizado (postumamente) em conexão com Eliseu foi o retorno imediato à vida dum homem cujo cadáver fora lançado na sepultura de Eliseu, e que tocou nos ossos dele. Isto provava que era o poder de Deus, e não de Eliseu, que realizara os milagres efetuados por Eliseu, e constituía forte comprovação ou selo de Deus quanto à genuinidade de seu fiel profeta. — 2 Reis 13:20, 2.
Depois da sua ressurreição, Jesus apareceu a alguns de seus discípulos, que julgavam estar mirando um espírito. Para tranquilizá-los, Jesus disse: “Apalpai-me e vede, porque um espírito não tem carne e ossos assim como observais que eu tenho.” (Luc. 24:39) Por Jesus não ter dito que era de carne e sangue, alguns foram levados a afirmar que ele possuía um corpo “espiritualizado”, de carne e ossos, mas sem sangue. Não existe nenhuma base para tal argumento, pois os discípulos podiam ver que Jesus possuía ossos e carne, mas nenhum sangue escorria de seu corpo para que Jesus trouxesse isto à atenção deles. Destarte, Jesus forneceu evidência, pela boca de onze apóstolos, e de muitos outros, de que fora verdadeiramente ressuscitado para a vida, e que os discípulos não sofriam nenhuma alucinação ao declararem a ressurreição dele. — 1 Cor. 15:3-6.
IMPUREZA
Sob a Lei dada mediante Moisés, a pessoa ficava religiosamente “impura” caso tocasse num cadáver ou no osso dum homem, ou numa sepultura. (Núm. 19:16) Outros reis justos de Judá haviam combatido a adoração falsa por derrubarem os altares e os postes sagrados. O Rei Josias, porém, adotou um método mais eficaz. Encheu de ossos humanos os lugares dos postes sagrados da adoração pagã e queimou ossos das sepulturas sobre tais altares, tornando-os maculados
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