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  • Orvalho
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    • ponta das folhas e a das raízes da planta. Às vezes se pode ouvir caindo delas, à noite, a grande quantidade de orvalho assim produzida por algumas árvores. A maior parte do orvalho matutino parece proceder desta fonte. Disse Jó: “Minha raiz está aberta para as águas, e o próprio orvalho pernoitará sobre o meu ramo.” — Jó 29:19.

      Em Israel, há normalmente pouca chuva, quando há, de meados de abril a meados de outubro. No entanto, o orvalho se forma e rega a vegetação durante estes meses. Diz The Geography of the Bible (A Geografia da Bíblia; p. 43): “O valor do orvalho, que é grandemente responsável pelo crescimento das uvas durante a seca do verão [setentrional], era bem apreciado nos tempos biblicos.” Isaías se refere ao “orvalho no calor da vindima”. (Isa. 18:4, 5) Depois disto vinham as chuvas outonais ou ‘temporãs’. (Joel 2:23; Tia. 5:7) Os orvalhos noturnos em certas áreas são tão densos que as árvores e outras plantas obtêm dessa forma umidade mais do que suficiente para compensar a perdida através da evaporação diurna. Assim, os orvalhos noturnos podem bem ser responsáveis por uma safra abundante, em locais onde a seca e a fome prevaleceríam de outro modo.

      Sublinha-se a importância do orvalho através da descoberta de que, quando as plantas se ressequiram devido ao calor seco, elas se recuperaram mais rapidamente quando se formava o orvalho em suas folhas à noite, do que quando se regava o solo. Absorviam tanto orvalho que funcionavam normalmente no dia seguinte sem que houvesse qualquer rega do solo. A quantidade de água absorvida do orvalho, e, mais tarde, excretada através das raízes para o solo, para estocagem, às vezes igualava ao peso total da planta.

      O orvalho é suave e refrescante. Ê aplicado apropriadamente ao cântico profético de despedida de Moisés. (Deut. 32:2) Assemelha-se a boa vontade dum rei ao efeito revigorante do orvalho sobre a vegetação. (Pro. 19:12) A amorosa unidade que predomina entre o povo de Deus é revigorante “como o orvalho do Hermom, que desce sobre as montanhas de Sião”. As elevações do monte Hermom, cobertas de florestas e perpetuamente nevadas, faziam com que os vapores noturnos ascendessem, podendo ser transportados bem distantes pelas frias correntes de ar que desciam sobre o Hermom, procedentes do N, de modo que estes vapores se condensassem sobre as montanhas de Sião, a muitos quilômetros ao S. — Sal. 133:1-3.

  • Oséias, I
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    • OSÉIAS, I

      [salvação; libertação].

      1. Um dos doze enviados por Moisés para espiar a Terra da Promessa em 1512 AEC; filho de Num, da tribo de Efraim. Moisés, contudo, preferiu chamá-lo de Jeosué, que significa “Jeová é salvação”. (Núm. 13:8, 16) Em grego, a Septuaginta apresenta a leitura Iesoús (“Jesus”). Como sucessor de Moisés, era geralmente chamado pela forma hebraica abreviada, “Josué”. — Jos. 1:1; veja JOSUÉ.

      2. O último rei do reino setentrional de Israel, que chegou ao fim em 740 AEC; filho de Elá. Fez o que era mau aos olhos de Jeová, todavia, não no mesmo grau que seus predecessores. (2 Reis 17:1, 2) Oséias não dispunha de uma reivindicação hereditária ao trono, nem recebeu uma unção especial de Deus para ser rei. Antes, foi através de conspiração contra o Rei Peca, e do assassínio deste, que o usurpador Oséias obteve o trono. Declara 2 Reis 15:30 que Oséias matou Peca e “começou a reinar em seu lugar no vigésimo ano de Jotão”. Visto que se credita ao Rei Jotão, de Judá, apenas dezesseis anos de regência (2 Reis 15:32, 33; 2 Crô. 27:1, 8), isto talvez se refira ao vigésimo ano a contar do início da realeza de Jotão, que seria realmente o quarto ano do reinado de Acaz, sucessor de Jotão. — Veja JOTÃO N.° 2.

      Parece que Oséias, contudo, não foi reconhecido plenamente qual rei de Israel senão algum tempo depois. Declara 2 Reis 17:1 que, no décimo segundo ano de Acaz, Oséias “tornou-se rei sobre Israel em Samaria, por nove anos”. Assim, pode ser que, neste ponto, Oséias conseguiu obter o pleno controle, exercendo-o de Samaria. É possível que o apoio assírio nesta oportunidade o tenha auxiliado, pois os registros do rei assírio, Tiglate-Pileser (III), incluem a afirmação de que ele colocou Oséias no trono.

      Salmaneser, sucessor de Tiglate-Pileser, obrigou Oséias a lhe pagar tributo, mas não demorou muito até que Oséias enviou mensageiros a Sô, rei do Egito, apelando por ajuda, e, depois disso, reteve o tributo dos assírios. Ao tomar ciência desta conspiração secreta, Salmaneser pôs Oséias na casa de detenção e cercou Samaria, em 742 AEC. Cerca de três anos depois, em 740, a cidade caiu, seus habitantes foram conduzidos ao exílio e o reino separatista de dez tribos de Israel chegou ao fim. — 2 Reis 17:3-6.

  • Oséias, Ii
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    • OSÉIAS, II

      [literalmente, Hoshéa (Texto Massorético), que significa “salvação; libertação”]. Profeta e escritor hebreu do livro bíblico de Oséias; identificado apenas como filho de Beeri. Oséias serviu como profeta de Jeová durante os reinados dos reis Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, de Judá, e de Jeroboão II (filho de Joás), de Israel, em fins do século IX e início do século VIII AEC. (Osé. 1:1) Os profetas do mesmo período geral incluíam Amós, Isaías e Miquéias. — Amós 1:1; Isa. 1:1; Miq. 1:1.

      Oséias pode ser identificado como um profeta (e, provavelmente, como súdito) do reino setentrional de Israel, de dez tribos. Esse reino era o principal objeto das declarações contidas no livro de Oséias. Ao passo que Judá só foi citada nominalmente nele quinze vezes, e sua capital, Jerusalém, não foi citada nem sequer uma vez, o livro contém mais de quarenta referências a Israel, trinta e sete a Efraim (a tribo dominante de Israel), e seis a Samaria, a capital do reino setentrional. A maioria dos outros locais mencionados no livro eram parte do reino setentrional ou se achavam em suas fronteiras. — 1:4, 5; 5:1, 8; 6:8, 9; 10:5, 8, 15; 12:11; 14:6, 7.

      Todavia, Oséias, pelo visto, atribuía importância primária aos reis de Judá, mencionando todos os quatro que reinaram ali durante seu ministério, ao passo que só alistou aquele que governava em Israel quando ele, Oséias, iniciou seu trabalho. (Osé. 1:1) Mas, em vez de indicar que o profeta veio de Judá, ou nasceu ali, este fator pode indicar que Oséias, semelhante a outros profetas de Deus, só considerava os reis judeus da família de Davi como os legítimos governantes sobre o povo de Deus, encarando o reino setentrional de Israel como uma apostasia geral, religiosa e civil, no que se referia a Jeová. Naturalmente, esta listagem dos governantes de ambos os reinos facilita que se date com mais precisão as atividades proféticas de Oséias.

  • Oséias, Livro De
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    • OSÉIAS, LIVRO DE

      Um livro das Escrituras Hebraicas, escrito por “Oséias, filho de Beeri”. (Osé. 1:1) Nele, a vida doméstica do escritor é comparada ao relacionamento de Deus com Israel. (Caps. 1-3) O livro mostra que Jeová não aceita a mera cerimônia religiosa formal. (6:6) Também destaca a misericórdia e a benevolência de Deus. — 2:19; 11:1-4; 14:4.

      ÉPOCA E LOCAL DA ESCRITA

      Oséias começou a servir qual profeta numa época em que o Rei Uzias, de Judá (829-777 AEC), e o Rei Jeroboão II, de Israel (c. 844-803 AEC), eram contemporâneos, e, assim, o mais tardar em 803 AEC, o aparente fim do reinado de Jeroboão. (Osé. 1:1) O ministério protético de Oséias prosseguiu até o reinado do Rei Ezequias, de Judá, que começou a governar por volta de 746 AEC. Por isso, estendeu-se por nada menos que cinquenta e sete anos, embora, sem dúvida, abrangesse algum tempo dos reinados de Jeroboão e de Ezequias, sendo assim um pouco mais longo. Embora Oséias registrasse uma profecia a respeito da destruição de Samaria (Osé. 13:16), não relatou seu cumprimento, o que provavelmente teria feito caso a escrita do livro se tivesse estendido a 740 AEC, data da queda de Samaria. Por conseguinte, o livro de Oséias foi evidentemente escrito no distrito de Samaria e concluído algum tempo entre 746 e 740 AEC.

      CENÁRIO

      O livro de Oséias diz respeito, primariamente, ao reino setentrional de Israel, de dez tribos (também chamado “Efraim”, de acordo com sua tribo dominante, tais nomes sendo usados de forma intercambiável no livro). Quando Oséias começou a profetizar, durante o reinado do Rei Jeroboão, Israel gozava de prosperidade material. Mas o povo rejeitara o conhecimento de Deus. (Osé. 4:6) Suas práticas iníquas incluíam atos de derramamento de sangue, roubo, fornicação, adultério e a veneração de Baal e dos ídolos-bezerros. (Osé. 2:8, 13; 4:2, 13, 14; 10:5) Depois da morte do Rei Jeroboão, cessou a prosperidade, e temíveis condições passaram a reinar, assinaladas pela inquietação e pelos homicídios políticos. (2 Reis 14:29 a 15:30) O fiel Oséias também profetizou no meio de tais circunstâncias. Por fim, em 740 AEC, Samaria caiu diante dos assírios, trazendo ao fim o reino de dez tribos. — 2 Reis 17:6.

      A ESPOSA DE OSÉIAS E OS FILHOS

      Às ordens de Jeová, Oséias tomou para si “uma esposa de fornicação e filhos de fornicação”. (Osé. 1:2) Isto não significa, necessariamente, que o profeta se casou com uma prostituta ou com uma mulher imoral que já tinha filhos ilegítimos. Pode indicar que tal mulher se tornaria adúltera e que teria tais filhos depois de se casar com o profeta. Oséias casou-se com Gômer, que “lhe deu à luz um filho”, Jezreel. (1:3, 4) Gômer mais tarde deu à luz uma filha, Lo-Ruama, e, depois disso, um outro filho, chamado Lo-Ami, sendo ambos possíveis frutos de seu adultério, visto que não se faz nenhuma referência pessoal ao profeta em conexão com os nascimentos deles. (1:6, 8, 9) Lo-Ruama significa “a ela não se mostrou misericórdia”, e o significado de Lo-Ami é “não meu povo”, tais nomes indicando a desaprovação de Jeová para com o volúvel Israel. Por outro lado, o nome do primogênito, “Jezreel”, que significa “Deus semeará semente”, é aplicado de modo favorável ao povo, numa profecia de restauração. — 2:21-23.

      Após tais filhos nascerem, Gômer, pelo visto, abandonou Oséias em troca de seus amantes, mas não se diz que Oséias, depois disso, se divorciou dela. Evidentemente, ela foi mais tarde abandonada pelos amantes e ficou reduzida à pobreza e à escravidão, pois Oséias 3:1-3 parece indicar que o profeta a comprou como se fosse uma escrava e a acolheu de volta como esposa. Seu relacionamento com Gômer se comparava com o de Jeová para com Israel, Deus se dispondo a receber de volta o seu povo errante, depois que este se arrependesse de seu adultério espiritual. — 2:16, 19, 20; 3:1-5.

      ESTILO

      O estilo de escrita de Oséias é conciso, até mesmo abrupto, às vezes. Há rápidas mudanças de pensamentos. O livro contém expressões de grande sentimento e vigor, em forma de censura, de aviso e de exortação, bem como

Publicações em Português (1950-2026)
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