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OssosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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e impróprios para utilização. Ele fez isso com o altar da adoração do bezerro em Betel, bem como com outros altares e altos da adoração pagã em Samaria e em Judá. Cerca de três séculos antes, tais medidas tomadas por Josias tinham sido preditas pelo profeta de Jeová. Quando Josias chegou ao lugar em que tinham sido enterrados os ossos do profeta que predissera isto, ele os respeitou, e não os desenterrou, nem os utilizou dessa forma. — 1 Reis 13:2; 2 Reis 23:14, 16-20; 2 Crô. 34:5.
Era costumeiro caiar as sepulturas, de modo que as pessoas não tocassem nelas acidentalmente, tornando-se assim impuras. Os túmulos próximos de Jerusalém eram caiados um mês antes da Páscoa, para se evitar, neste período especial de adoração, a impureza resultante de se tocar neles acidentalmente. Jesus utilizou tal costume qual base para uma ilustração sobre os escribas e fariseus, que pareciam justos por fora, mas, no íntimo, estavam “cheios de hipocrisia e do que é contra a lei”. — Mat. 23:27, 28.
EMPREGO PROVERBIAL
Visto que os ossos são essenciais para a sustentação do corpo e a proteção dos órgãos, e visto que a vida (alma) está no sangue (Lev. 17:11, 14), a Bíblia, em suas referências aos ossos e à medula, sublinha sua condição vital para a saúde do indivíduo, e, em sentido figurado e simbólico, para sua saúde espiritual. Quanto ao homem que dispõe de meios suficientes de vida e está tranquilo, diz-se que ‘o próprio tutano de seus ossos é mantido úmido’. (Jó 21:24) O temor de Jeová é um ‘refrigério para os ossos’. (Pro. 3:8) “Uma notícia boa engorda os ossos.” (Pro. 15:30) “Declarações afáveis são . . . uma cura para os ossos.” (Pro. 16:24) Por outro lado, “o espírito abatido resseca os ossos” (Pro. 17: 22), e “o ciúme é podridão para os ossos”. (Pro. 14:30) Diz-se que a esposa que age vergonhosamente é, para seu marido, “como podridão nos seus ossos”. (Pro. 12:4) Ao passo que é verdade que a nutrição e o princípio psicossomático têm que ver com a condição real do organismo humano, incluindo os ossos, também é verdade que uma condição física saudável, a mente feliz, e um bom espírito, podem fazer com que a pessoa fique mais ereta e se movimente com vivacidade e dê passadas vigorosas. Inversamente, as atitudes mentais negativas encurvam a pessoa, espiritualmente. Sendo a esposa como que uma só carne com o marido, ela pode influir grandemente na situação espiritual dele por demonstrar, quer respeito, quer desrespeito, por sua conduta e por sua linguagem.
A título de conselho sábio para nós, os Provérbios expressam o poder da paciência e das palavras bondosas em vencer a oposição rija e firme: “Pela paciência se induz ao comandante, e a própria língua suave pode quebrar um osso.” — Pro. 25:15.
PROFÉTICOS
Na instituição da Páscoa, Jeová ordenou que se assasse por inteiro o cordeiro (ou cabrito), e “não lhe deves quebrar nenhum osso”. (Êxo. 12:46) Isto se cumpriu em Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus”, que é o antitípico sacrifício pascoal. (João 1:29; 1 Cor. 5:7) Jesus morreu na estaca de tortura. Os soldados vieram quebrar os ossos das pernas daqueles que haviam sido pregados na estaca naquele dia, como era costumeiro, a fim de apressar a morte deles. Quebraram assim as pernas dos dois malfeitores. No entanto, verificaram que Jesus já tinha morrido, de modo que não quebraram as pernas dele, mas um dos soldados espetou-lhe o lado com uma lança. — João 19:31-36; Sal. 34:20.
Jeová forneceu a Ezequiel, na cidade de Babilônia, uma visão em que assemelhou Israel a ossos secos, espalhados num vale. Na visão, à medida que Ezequiel profetizava aos ossos, estes miraculosamente se juntaram e surgiu carne sobre eles. Daí, profetizou ao vento, e este trouxe fôlego aos seus corpos, de modo que eles se ergueram como um grande exército. Jeová explicou a visão como se aplicando a Israel que, tragado no cativeiro babilônico, era como que um povo cuja esperança já se havia desvanecido. (Eze. 37:1-11) Similarmente, Jeremias assemelhou o rei da Assíria, que levou o reino de dez tribos para o cativeiro, e Nabucodonosor, rei de Babilônia, que levou Judá, a leões que devoraram Seu povo e roeram-lhe os ossos. (Jer. 50:17) Deus permitira isto por causa da apostasia de Israel. Mas Jeová iria lembrar-se deles e pôr neles o Seu espírito, o que os reavivaria e revitalizaria, e os traria de volta para se fixarem na Palestina. — Eze. 37:12-14.
Depois de Jeová destruir Gogue e suas massas de gente, que sobem para atacar o povo de Jeová, haverá uma atividade contínua, durante “sete meses”, de marcação dos locais dos ossos da multidão de Gogue e para enterrá-los, a fim de limpar a superfície da terra de toda a imundície e contaminação. — Eze. 39:14-16.
Jeová descreve figuradamente as ricas bênçãos que trará a Seu povo quando eliminar a morte, afirmando que fará para eles um banquete de “pratos bem azeitados, cheios de tutano”. — Isa. 25:6.
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ÓstracoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ÓSTRACO
Veja CACO (ÓSTRACO).
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OtnielAjuda ao Entendimento da Bíblia
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OTNIEL
[possivelmente, Deus é força; um composto de El (Deus) e de uma palavra (Othni) que ocorre apenas em 1 Crônicas 26:7, e que parece ser derivada duma raiz que significa forçar]. O primeiro juiz nominalmente citado de Israel, depois de Josué. Otniel era “filho de Quenaz, irmão mais moço de Calebe”. (Juí. 1:13; 3:9; Jos. 15:17) Ao passo que esta estrutura gramatical dá margem a que tanto Otniel como Quenaz seja o irmão mais moço de Calebe, a fim de harmonizar com outros textos, Otniel precisa ser encarado como sobrinho de Calebe, como sendo filho do irmão de Calebe, Quenaz. Assim, certas traduções rezam: “Otniel, filho de Quenaz, o irmão de Calebe, mais novo do que ele.” (ALA; Vozes) Adicionalmente, Calebe era “filho de Jefuné”, assim, não era filho de Quenaz, como o era Otniel. — Núm. 32:12; 1 Crô. 4:15.
O casamento de Otniel com Acsa, filha de Calebe, foi resultado de sua vitória sobre a fortaleza cananéia de Debir. Calebe, pai de Acsa, tinha-a prometido em casamento ao conquistador da cidade. (Jos. 15:16-19; Juí. 1:11-15) Otniel teve um filho chamado Hatate e estabeleceu uma família permanente na tribo de Judá. Anos depois, um descendente foi escolhido dentre essa família para encabeçar um grupo de serviço de 24.000 homens, durante o reinado de Davi. — 1 Crô. 4:13; 27:1, 15.
A primeira opressão sofrida por Israel da parte de reis estrangeiros, que ocorreu devido à desobediência, durou oito anos. Quando “começaram a clamar a Jeová por socorro”, Ele suscitou Otniel para livrá-los, e, com o espírito de Jeová sobre ele, Otniel derrotou Cusã-Risataim, “o rei da Síria”, e assumiu a supervisão geral, e rendeu decisões judiciais entre seus irmãos. — Juí. 3:8-11.
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OuroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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OURO
O primeiro e o mais frequentemente mencionado metal na Bíblia. (Gên. 2:11) Desde o início, tem sido um metal nobre, altamente estimado por seu peso, por sua raridade, por seu brilho durável e que não se empana, por sua bruxuleante beleza, ductibilidade e maleabilidade. Quando encontrado em sua pureza nativa, em depósitos de cascalho e leitos de rios, pode ser facilmente separado e recuperado, devido a seu grande peso. O livro de Jó menciona operações de mineração e de refino. (Jó 28:1, 2, 6) A raridade do ouro lhe dá um valor monetário estável e comparativamente imutável que o torna útil como meio comercial de troca e como uma medida de riqueza e de proeminência. (Gên. 13:2; 1 Crô. 21:25; Ester 8:15) As moedas cunhadas de ouro constituem, contudo, um invento posterior. A cor e o brilho do ouro, junto com sua resistência à oxidação ou deslustre, o tornam especialmente valioso para jóias e ornamentos de todas as espécies. — Gên. 24:22; 41:42; Juí. 8:24-26; Sal. 45:9, 13.
UTILIZADO NO TABERNÁCULO E NO TEMPLO
A maleabilidade do ouro permite que seja moldado, por batimento, em diversos formatos. Na construção do tabernáculo, o ouro foi transformado, por batimento, em placas para revestimento e em folhas finas cortadas em fios que foram entremeados em certas roupas do sumo sacerdote. (Êxo. 25:31; 30:1-3; 37:1, 2; 39:2, 3) Foi similarmente empregado no templo construído por Salomão. (1 Reis 6:21-35; 10:18; 2 Crô. 3:5-9) A liga de ouro com outros metais para aumentar a sua dureza estende sua utilidade. Este processo era empregado no antigo Israel. — 1 Reis 10:16.
No tabernáculo empregavam-se grandes quantidades de ouro. (Êxo. 25:10-40; 38:24) No entanto, em comparação com a quantidade de ouro utilizada, aquele tabernáculo do deserto era apenas uma miniatura do glorioso templo de Salomão. Davi havia reservado nada menos que 100.000 talentos de ouro para esse templo. (1 Crô. 22:14) Os candelabros e os utensílios do templo — garfos, tigelas, bilhas, bacias, taças, etc. — foram feitos de ouro e de prata; alguns utensílios eram de cobre; os querubins do Santíssimo, o altar do incenso e até mesmo todo o interior da casa, foram revestidos de ouro. — 1 Reis 6:20-22 ; 7:48-50; 1 Crô. 28:14-18; 2 Crô. 3:1-13.
Ofir era um dos lugares de onde Salomão obtinha ouro excelente. Descobriu-se um fragmento de cerâmica, que se diz ser do século VIII AEC, que contém a seguinte inscrição: “Ouro de Ofir para Bete-Horom, 40 Siclos.” — 1 Reis 9:28; 10:11; Jó 28:16.
A DESTINAÇAO DADA AO OURO DAS CIDADES CAPTURADAS
Deus ordenara a Israel que as imagens esculpidas dos deuses-ídolos das nações fossem queimadas: “Não deves desejar a prata e o ouro sobre elas, nem tampouco tomá-lo para ti, para que não sejas enlaçado por ele; pois é algo detestável para Jeová, teu Deus. E não deves introduzir algo detestável na tua casa e assim realmente tornar-te algo devotado à destruição, igual a ele. Deves ter completa repugnância dele e absolutamente detestá-lo, porque é algo devotado à destruição.“ (Deut. 7:25, 26) Por conseguinte, os ídolos e seus acessórios eram incendiados e o ouro e a prata neles às vezes eram reduzidos a pó. — Êxo. 32:20; 2 Reis 23:4.
Outros objetos de ouro e de prata nas cidades capturadas podiam ser levados, depois de serem passados pelo fogo para serem purificados. (Núm. 31:22, 23) Jerico constituía uma exceção a isto, pois era as primícias da conquista de Canaã. Seu ouro e sua prata (exceto o dos ídolos) tinham de ser entregues aos sacerdotes, sendo devotados à utilização no santuário. — Jos. 6:17-19, 24.
A SABEDORIA E A FÉ SAO MELHORES DO QUE O OURO
Embora o ouro tenha grande valor, não pode, assim como outras riquezas materiais, dar vida a seus possuidores. (Sal. 49:6-8; Mat. 16:26), e não há quantidade de ouro que possa comprar a verdadeira sabedoria
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