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OtnielAjuda ao Entendimento da Bíblia
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a que tanto Otniel como Quenaz seja o irmão mais moço de Calebe, a fim de harmonizar com outros textos, Otniel precisa ser encarado como sobrinho de Calebe, como sendo filho do irmão de Calebe, Quenaz. Assim, certas traduções rezam: “Otniel, filho de Quenaz, o irmão de Calebe, mais novo do que ele.” (ALA; Vozes) Adicionalmente, Calebe era “filho de Jefuné”, assim, não era filho de Quenaz, como o era Otniel. — Núm. 32:12; 1 Crô. 4:15.
O casamento de Otniel com Acsa, filha de Calebe, foi resultado de sua vitória sobre a fortaleza cananéia de Debir. Calebe, pai de Acsa, tinha-a prometido em casamento ao conquistador da cidade. (Jos. 15:16-19; Juí. 1:11-15) Otniel teve um filho chamado Hatate e estabeleceu uma família permanente na tribo de Judá. Anos depois, um descendente foi escolhido dentre essa família para encabeçar um grupo de serviço de 24.000 homens, durante o reinado de Davi. — 1 Crô. 4:13; 27:1, 15.
A primeira opressão sofrida por Israel da parte de reis estrangeiros, que ocorreu devido à desobediência, durou oito anos. Quando “começaram a clamar a Jeová por socorro”, Ele suscitou Otniel para livrá-los, e, com o espírito de Jeová sobre ele, Otniel derrotou Cusã-Risataim, “o rei da Síria”, e assumiu a supervisão geral, e rendeu decisões judiciais entre seus irmãos. — Juí. 3:8-11.
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OuroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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OURO
O primeiro e o mais frequentemente mencionado metal na Bíblia. (Gên. 2:11) Desde o início, tem sido um metal nobre, altamente estimado por seu peso, por sua raridade, por seu brilho durável e que não se empana, por sua bruxuleante beleza, ductibilidade e maleabilidade. Quando encontrado em sua pureza nativa, em depósitos de cascalho e leitos de rios, pode ser facilmente separado e recuperado, devido a seu grande peso. O livro de Jó menciona operações de mineração e de refino. (Jó 28:1, 2, 6) A raridade do ouro lhe dá um valor monetário estável e comparativamente imutável que o torna útil como meio comercial de troca e como uma medida de riqueza e de proeminência. (Gên. 13:2; 1 Crô. 21:25; Ester 8:15) As moedas cunhadas de ouro constituem, contudo, um invento posterior. A cor e o brilho do ouro, junto com sua resistência à oxidação ou deslustre, o tornam especialmente valioso para jóias e ornamentos de todas as espécies. — Gên. 24:22; 41:42; Juí. 8:24-26; Sal. 45:9, 13.
UTILIZADO NO TABERNÁCULO E NO TEMPLO
A maleabilidade do ouro permite que seja moldado, por batimento, em diversos formatos. Na construção do tabernáculo, o ouro foi transformado, por batimento, em placas para revestimento e em folhas finas cortadas em fios que foram entremeados em certas roupas do sumo sacerdote. (Êxo. 25:31; 30:1-3; 37:1, 2; 39:2, 3) Foi similarmente empregado no templo construído por Salomão. (1 Reis 6:21-35; 10:18; 2 Crô. 3:5-9) A liga de ouro com outros metais para aumentar a sua dureza estende sua utilidade. Este processo era empregado no antigo Israel. — 1 Reis 10:16.
No tabernáculo empregavam-se grandes quantidades de ouro. (Êxo. 25:10-40; 38:24) No entanto, em comparação com a quantidade de ouro utilizada, aquele tabernáculo do deserto era apenas uma miniatura do glorioso templo de Salomão. Davi havia reservado nada menos que 100.000 talentos de ouro para esse templo. (1 Crô. 22:14) Os candelabros e os utensílios do templo — garfos, tigelas, bilhas, bacias, taças, etc. — foram feitos de ouro e de prata; alguns utensílios eram de cobre; os querubins do Santíssimo, o altar do incenso e até mesmo todo o interior da casa, foram revestidos de ouro. — 1 Reis 6:20-22 ; 7:48-50; 1 Crô. 28:14-18; 2 Crô. 3:1-13.
Ofir era um dos lugares de onde Salomão obtinha ouro excelente. Descobriu-se um fragmento de cerâmica, que se diz ser do século VIII AEC, que contém a seguinte inscrição: “Ouro de Ofir para Bete-Horom, 40 Siclos.” — 1 Reis 9:28; 10:11; Jó 28:16.
A DESTINAÇAO DADA AO OURO DAS CIDADES CAPTURADAS
Deus ordenara a Israel que as imagens esculpidas dos deuses-ídolos das nações fossem queimadas: “Não deves desejar a prata e o ouro sobre elas, nem tampouco tomá-lo para ti, para que não sejas enlaçado por ele; pois é algo detestável para Jeová, teu Deus. E não deves introduzir algo detestável na tua casa e assim realmente tornar-te algo devotado à destruição, igual a ele. Deves ter completa repugnância dele e absolutamente detestá-lo, porque é algo devotado à destruição.“ (Deut. 7:25, 26) Por conseguinte, os ídolos e seus acessórios eram incendiados e o ouro e a prata neles às vezes eram reduzidos a pó. — Êxo. 32:20; 2 Reis 23:4.
Outros objetos de ouro e de prata nas cidades capturadas podiam ser levados, depois de serem passados pelo fogo para serem purificados. (Núm. 31:22, 23) Jerico constituía uma exceção a isto, pois era as primícias da conquista de Canaã. Seu ouro e sua prata (exceto o dos ídolos) tinham de ser entregues aos sacerdotes, sendo devotados à utilização no santuário. — Jos. 6:17-19, 24.
A SABEDORIA E A FÉ SAO MELHORES DO QUE O OURO
Embora o ouro tenha grande valor, não pode, assim como outras riquezas materiais, dar vida a seus possuidores. (Sal. 49:6-8; Mat. 16:26), e não há quantidade de ouro que possa comprar a verdadeira sabedoria que provém de Jeová. (Jó 28:12, 15-17, 28) As Suas leis, os Seus mandamentos e a Sua disciplina são muito mais desejáveis do que muito ouro refinado. (Sal. 19:7-10; 119:72, 127; Pro. 8:10) O ouro é impotente para livrar no dia da ira de Jeová. — Sof. 1:18.
Os homens duma sociedade materialista zombam da fé em Deus e a chamam de não-prática. Sem embargo, o apóstolo Pedro aponta para a inigualável durabilidade e o valor permanente da fé. Declara que a qualidade provada da fé duma pessoa tem valor muito maior do que o ouro, o qual pode suportar o fogo, mas pode desgastar-se e ser destruído por outros meios. Os cristãos têm de suportar várias provações que, às vezes, são duras, mas isto serve para fazer ressaltar a qualidade de sua fé. (1 Ped. 1:6, 7) A verdadeira fé pode suportar quaisquer testes.
EMPREGO SIMBÓLICO
Jó mencionou o ouro qual símbolo do materialismo, uma das coisas que ele sabia que tinha de evitar a fim de agradar a Jeová. (Jó 31:24, 25) Por outro lado, a beleza, a preciosidade e a pureza do ouro excelente o tornam símbolo apropriado para se descrever a cidade santa, a Nova Jerusalém, e sua rua larga. (Rev. 21:18, 21) A imagem do sonho de Nabucodonosor tinha cabeça de ouro, o restante da imagem sendo feita de materiais menos preciosos. Daniel interpretou as partes da imagem como representando as potências mundiais, a cabeça de ouro sendo Nabucodonosor, isto é, a dinastia imperial dos reis babilônicos encabeçada por Nabucodonosor. (Dan. 2:31-33, 37-40) A cidade de Babilônia é simbolizada similarmente como “um copo de ouro na mão de Jeová”, sendo útil a Ele como executor de Seus julgamentos sobre as nações. — Jer. 51:7.
Ao incentivar o jovem a servir a seu Criador enquanto ainda dispõe de força e de vigor, o sábio escritor de Eclesiastes afirma que isto deve ser feito antes que “se esmague a tigela de ouro”. Ele, pelo visto, refere-se, quer ao precioso cérebro, quer ao crânio, cujo esmagamento privaria da vida o seu possuidor. — Ecl. 12:6, 7.
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Ouvido (Orelha)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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OUVIDO (ORELHA)
O órgão da audição, desenhado e criado por Jeová Deus. (Sal. 94: 9; Pro. 20:12) O ouvido consiste em três partes: o ouvido externo, o ouvido médio e o ouvido interno. O ouvido médio é uma pequena câmara que começa com o tímpano e leva a um emaranhado de canais que constituem o ouvido interno. Além de sua função relacionada com a audição, o ouvido interno possui também órgãos que têm que ver com o equilíbrio e o movimento. A posse de dois ouvidos é de grande ajuda para se localizar a fonte e a direção dos sons.
O ouvido humano detecta os sons numa faixa de frequências de cerca de 15 a 15.000 ou 20.000 ciclos por segundo, embora algumas pessoas mais jovens possam ouvir tons de até 23.000 ciclos. Os ouvidos de muitos animais são sensíveis a tons de maior frequência, que são inaudíveis para o ouvido humano. A gama de energia sonora perceptível ao ouvido humano é notável. O som mais alto que o ouvido pode tolerar, sem perigo, é dois trilhões de vezes mais potente do que o som menos perceptível. O ouvido humano tem a máxima sensitividade que é prático possuir, pois, se os ouvidos fossem mais aguçados, captariam os incessantes movimentos moleculares das próprias partículas de ar.
Visto que o Criador do ouvido pode ouvir, a Bíblia fala a respeito dele como possuindo, simbolicamente, ouvidos. (Núm. 11:18; Sal. 116:1, 2) Por meio deste simbolismo, Jeová representa a si mesmo como tendo ouvidos abertos às orações, às petições e aos clamores do justo. (Sal. 10:17; 18:6; 34:15; 130:2; Isa. 59:1; 1 Ped. 3:12) Ao passo que Ele ouve os murmúrios dos queixosos e a linguagem iníqua de seus inimigos (Núm. 11:1; 2 Reis 19:28), ele se recusa a ouvir seus angustiantes pedidos de socorro quando lhes sobrevêm o julgamento. (Eze. 8:18) Quanto às imagens-ídolos, embora tenham ouvidos esculpidos ou entalhados nelas, não podem naturalmente ouvir e são impotentes em receber ou em responder às orações dos seus adoradores. — Sal. 115:6.
EMPREGO FIGURADO
Na Bíblia, a palavra “ouvido” é usada mui vigorosamente, em sentido figurado, para representar o completo processo da audição. O termo é empregado com respeito à faculdade de se ouvir e, então, de se pesar a veracidade e o valor do que é dito. (Jó 12:11; 34:3) A forma como a expressão “dá ouvidos” ou ‘inclina os ouvidos’ é empregada indica que significa prestar atenção, visando agir de acordo com o que é ouvido. (Sal. 78:1; 86:6; Isa. 51:4) ‘Abrir-se-lhe o ouvido’ significa que a pessoa obtém entendimento ou esclarecimento sobre um assunto. (Isa. 50:5) A expressão ‘destapar o ouvido’ pode ter-se originado de que, nas terras orientais, a pessoa removeria parcialmente a cobertura para a cabeça de modo a ouvir mais claramente. Esta expressão, bem como a frase ‘revelar ao ouvido’, refere-se a se dar informações em particular, ou à revelação dum segredo ou de algo que previamente não era conhecido. — 1 Sam. 9:15; 20:2, 12, 13; 2 Sam. 7:27.
Um ‘ouvido desperto’ é aquele que fica atento. (Isa. 50:4) Tal ouvido talvez pertença à pessoa que anteriormente se situava entre os “surdos [espiritualmente], embora tenham ouvidos [literais]”. (Isa. 43:8) A Bíblia descreve o justo como ouvindo a Deus, mas tapando seu ouvido para a iniquidade. (Isa. 33:15) Similarmente Jesus, empregando a palavra ‘escutar’ no mesmo sentido de ‘prestar atenção, entender e crer nas boas novas’, disse: “Minhas ovelhas
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