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O caminho para a segurançaA Sentinela — 1968 | 15 de fevereiro
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nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo.” (Mat. 24:20, 21) Virá o tempo em que as circunstâncias não mais permitirão a fuga com êxito, a saber, na destruição de Babilônia, a Grande, e na guerra do Armagedom, que se segue. — Rev. 16:14 a 17:18.
PERMANECENDO NA “CIDADE DE REFÚGIO”
17. Quem é o sumo sacerdote na cidade de refúgio da atualidade?
17 Conforme temos visto, o homicida inintencional que obtivesse proteção numa cidade de refúgio tinha de permanecer ali até que morresse o sumo sacerdote que oficiava quando ele fugira para lá. Daí, estava livre para retornar à sua anterior moradia. O vingador de sangue não tinha então nenhum direito mais de tocá-lo. Em cumprimento do tipo profético, Jesus Cristo também cumpre o papel do sumo sacerdote, pois, deveras, ele é tal sumo sacerdote, conforme lemos em Hebreus 3:1: “Por conseguinte, santos irmãos, . . . considerai o apóstolo e sumo sacerdote que confessamos — Jesus.”
18. O que significa permanecer na cidade de refúgio até que morra o sumo sacerdote (a) para a classe celeste? (b) para os sobreviventes do Armagedom?
18 No interessante quadro da cidade de refúgio, Cristo, portanto, representa um papel duplo, o de vingador de sangue e o de sumo sacerdote, cuja morte significava liberdade para os que se achavam na cidade protetora. O que, então, significa permanecer na antitípica cidade de refúgio até à morte do sumo sacerdote? Visto que, atualmente, os membros das duas classes procuram o refúgio naquela cidade — os “israelitas” e os “residentes estrangeiros” — isto é, os membros da classe celeste do reino e os membros da classe terrestre, significa o seguinte: Quando os membros da classe celeste, os israelitas espirituais, terminam sua carreira terrestre quais humanos imperfeitos e são recompensados com a ressurreição celeste e espiritual, então o sumo sacerdote “morre” para com eles, por assim dizer, isto é, deixa de agir na condição de sumo sacerdote em favor deles. Não sendo mais humanos, não precisam mais de seus serviços que expiam pecados, sendo eles próprios levantados à imortalidade, para reinar como reis e sacerdotes junto com Cristo por mil anos. (Rev. 20:6) Com respeito aos sobreviventes do Armagedom, Jesus Cristo deixará de agir em seu favor como sumo sacerdote quando tiverem findado os mil anos de seu domínio real e todos os homens forem levados à perfeição humana na terra. Falando-se nos termos do quadro da cidade de refúgio, Jesus Cristo então “morrerá” com respeito a eles, isto é, deixará a cena como sumo sacerdote que expia pecados. Tais serviços não mais serão necessários então. Nesse tempo, estarão diretamente nas mãos de Deus para provar sua perfeita devoção à justiça para sempre. — 1 Cor. 15:24-28; Rom. 8:33; 6:7.
19. Que aviso se nos é dado?
19 Se, contudo, aquele que em sua imperfeição humana fugiu para a cidade de refúgio vier a deixar a cidade antes da morte do Sumo Sacerdote, estaria expondo-se ao perigo de morte, o perigo de ser executado pelo legal Vingador de Sangue, visto que não mais estaria sob o benefício do sacrifício de resgate do Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. Este é um aviso para nós. Mostra-nos que temos de permanecer na antitípica cidade de refúgio enquanto a provisão divina exigir isto. Se quisermos assegurar a nossa salvação eterna, temos de permanecer nos limites da amorosa provisão de Jeová Deus, associados com sua organização visível, presidida pelo Seu Sumo Sacerdote. Não nos deixemos tentar a abandonar a cidade protetora e poderosa de refúgio a fim de gozar por curto tempo uma enganosa liberdade que nos expõe à morte eterna. É verdade que permanecer na cidade de refúgio nos impõe algumas restrições. Não estamos inteiramente livres para fazer e dizer o que bem quisermos. Temos de obedecer à vontade de Deus, permanecendo sob o nosso Resgatador, Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote, e, ainda assim, isso significa que temos a plena liberdade de fazer o que é correto e bom.
20. Que conselho o discípulo Tiago nos dá?
20 Portanto, a provisão da cidade de refúgio na antiga lei mosaica nos fala com urgência de vida ou morte. Transmite uma mensagem de sobriedade. É lição oportuna para nós que vivemos nesta sociedade humana culpada de sangue, do século vinte. Mostra-nos como, individualmente, podemos escapar, tanto da culpa coletiva de sangue do mundo e da vindoura punição divina sobre este perverso sistema de coisas. Deveras feliz é a pessoa que, não só lê e ouve quais são os requisitos de Deus, mas os aplica de imediato e com diligência à sua vida! Diz o discípulo Tiago: “Entretanto, tornai-vos cumpridores da palavra e não apenas ouvintes, enganando-vos com falsos raciocínios.” — Tia. 1:22.
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Será que verá de novo seus entes queridos falecidos?A Sentinela — 1968 | 15 de fevereiro
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Será que verá de novo seus entes queridos falecidos?
1. O que talvez respondam alguns quando se lhes perguntam se gostariam de ver retornarem os seus entes queridos falecidos, e, por que esse seria um ponto de vista errado?
TODOS nós perdemos na morte certas pessoas a quem amávamos e que nos amavam. A maioria de nós deseja grandemente vê-las de novo, mas, ao pensar nesta idéia de retornarem, talvez balancemos a cabeça e digamos: “Bem, dum ponto de vista egoísta, gostaria de vê-las de volta, mas, quando penso em toda a dificuldade que teriam de suportar e daí morrer de novo, diria: ‘Não, deixemo-las descansar.” Arrazoando dum ponto de vista estritamente humano, estaríamos certos; todavia, estaríamos completamente errados porque desperceberíamos aquilo que Aquele que concebeu a idéia da ressurreição nos diz a respeito dos propósitos, das condições e das circunstâncias da ressurreição.
2. Em vista de nosso conhecimento de como as pessoas têm vivido e tendo presente as doutrinas das religiões do mundo, que efeito pareceria isso ter sobre nossas oportunidades de ver de novo nossos entes queridos falecidos?
2 Alguns daqueles a quem amamos tentaram viver vidas cristãs; outros não. Alguns que não professavam nenhuma religião, foram, todavia, honestos e decentes e demonstraram excelentes qualidades. Todos foram imperfeitos e, em maior ou menor grau, demonstraram más qualidades. Com respeito à ressurreição, a idéia perturbadora surge de que talvez haja categorias ou lugares diferentes em que os mortos estão, tais como o purgatório, o inferno de fogo, o limbo, o nirvana, um mundo de sombras
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