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  • O “Pastor excelente”, e suas “outras ovelhas”
    A Sentinela — 1981 | 15 de janeiro
    • havia sido prefigurada por Agar, escrava de Abraão, e era semelhante a uma mãe para os judeus que ainda queriam continuar em servidão à lei mosaica, em vez de aceitar Jesus Cristo como o Moisés Maior. Por conseguinte, Paulo escreveu sobre isso:

      13 “Mas a Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe.. . . Ora, nós, irmãos, somos filhos pertencentes à promessa, assim como Isaque foi.. . . Por conseguinte, irmãos, somos filhos, não duma serva, mas da livre. Para tal liberdade é que Cristo nos libertou. Portanto, ficai firmes e não vos deixeis restringir novamente num jugo de escravidão.” — Gál. 4:21 a 5:1.

      14 Isaque, filho de Abraão, não era judeu ou israelita. Ele, como filho da esposa livre de Abraão, Sara, foi o pai de Jacó, que recebeu o nome de Israel e se tornou pai de Judá. Os cristãos que pertencem ao “pequeno rebanho” “deste aprisco” do Pastor Excelente, Jesus Cristo, são iguais a Isaque, por serem herdeiros da promessa abraâmica. A Jerusalém celestial é sua mãe espiritual, prefigurada por Sara, mãe de Isaque, o hebreu, não judeu.

      15, 16. Em João 10:16-18, diz Jesus que ele tem de trazer as “outras ovelhas” para um só “aprisco” para haver “um só pastor”?

      15 Depois de considerar o “aprisco” que contém os membros do composto “descendente de Abraão”, Jesus toma outra direção ao passar a dizer: “E tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor. É por isso que o Pai me ama, porque entrego a minha alma, a fim de recebê-la de novo. Ninguém a tirou de mim, mas eu a entrego de minha própria iniciativa. Tenho autoridade para a entregar e tenho autoridade para a receber de novo. O mandamento a respeito disso recebi de meu Pai.” — João 10:16-18.

      16 Notamos que Jesus não diz que ele ‘tem de trazer’ essas “outras ovelhas” a ‘este aprisco’. Antes, ele diz que “se tornarão um só rebanho”, porque haverá apenas “um só pastor”.

      17. O que se poderia argumentar em vista do fato de Jesus passar suave e ininterruptamente da consideração “deste aprisco” para falar das “outras ovelhas”, mas é necessariamente assim?

      17 Ora, visto que Jesus passa tão suavemente da consideração “deste aprisco” para a introdução das “outras ovelhas”, o leitor talvez pense que as duas ações seguem-se uma à outra em curto prazo, sem qualquer grande lapso de tempo, e certamente não com séculos de intervalo. Também, que é por essa razão que Jesus deve referir-se à admissão ‘neste aprisco’ de povos não-judaicos, de gentios, segundo a história da expansão da congregação cristã nos dias dos apóstolos. De modo que talvez chegasse à conclusão de que Jesus não fazia ali uma profecia de longo alcance, de algo no futuro distante. Mas, tal conclusão não é necessariamente a certa. Não faz distinção entre ‘este aprisco’ e o “um só rebanho”. — Veja Revelação 7:8, 9.

      18. Pôde Jesus fazer uma profecia de longo alcance? E que coisa precedente tinha de ser aguardada antes da bênção de todas as famílias da terra?

      18 Jesus era dotado de visão profética e por isso pôde apresentar sua parábola das ovelhas e dos cabritos, embora só iria cumprir-se 1.900 anos mais tarde. Ele era o membro básico do prometido “descendente de Abraão”, e, por isso, estava muito interessado na salvação de todas as famílias e nações da humanidade, por elas abençoarem a si mesmas, eternamente, por meio deste descendente. Tal bênção tinha de esperar o completamento desse composto “descendente de Abraão”, de 144.000 membros sob ele. Isto havia de envolver 19 séculos de tempo, conforme mostrado pelos fatos da história. De fato, os que se abençoariam a si mesmos seriam pessoas semelhantes a ovelhas dentre todas as famílias e nações, mas seriam “outras ovelhas”, por não pertencerem a ‘este aprisco’ de herdeiros da promessa abraâmica. De modo que não seriam israelitas espirituais, mas, em sentido relativo, seriam gentios.

      19. À luz do que precede em Revelação, capítulo 7 quem constitui a “grande multidão” descrita em Revelação 7:9-17?

      19 Bem em harmonia com isso está o fato de que, depois de o apóstolo João ter visto a selagem das 12 tribos do Israel espiritual, conforme descrita em Revelação 7:1-8, ele teve a visão da inúmera “grande multidão” daqueles que não são israelitas espirituais e que, portanto, são “outras ovelhas”. Eram vistos como estando em pé diante do trono divino dizendo: “Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.” Diz-se que estes sobrevivem à “grande tribulação”, e estão prestando serviço sagrado a Jeová Deus, no seu templo, dia e noite. O “pastor excelente” dá a estas “outras ovelhas” cuidado amoroso, porque lemos: “O Cordeiro . . . os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida.” — Rev. 7:9-17.

      20. Quando e onde passou a ter cumprimento a visão da “grande multidão”, e com que demonstração?

      20 De acordo com essa ordem de coisas, conforme apresentada em Revelação, capítulo 7, foi em meados do segundo trimestre de 1935, 20 anos dentro da “terminação do sistema de coisas”, que começou em 1914, que se forneceu a explicação da visão de Revelação. Aconteceu em 31 de maio de 1935, no congresso realizado na capital dos Estados Unidos da América. Naquela ocasião, J. F. Rutherford, presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos EUA), proferiu uma conferência sobre o tema “A Grande Multidão”, explicando que era, não uma classe celestial secundária, mas uma classe terrena, as “outras ovelhas” do “pastor excelente”. Esta informação foi mais tarde publicada nas colunas da revista A Sentinela (em inglês). Foi então que o “pastor excelente” começou realmente a trazer suas “outras ovelhas”, e estas começaram a escutar a sua voz e a segui-lo, porque, no dia após essa explicação de Revelação 7:9-15, 840 simbolizaram sua dedicação a Deus por meio de Cristo pelo batismo em água. A maioria destes professava ser da “grande multidão” das “outras ovelhas” de Cristo.

      21. (a) Portanto, além dos do “pequeno rebanho”, por quem mais entregou o “pastor excelente” a sua alma? (b) Como foi que este pastor recebeu de novo a sua alma, em expressão do amor de quem?

      21 O “pastor excelente” entregou a sua “alma” também por estas “outras ovelhas”, que não pertencem ao “aprisco” dos herdeiros da promessa abraâmica. O apóstolo João, que era um dos da classe do “descendente” de Abraão, escreveu: “Ele [Jesus Cristo] é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.” (1 João 2:1, 2) Jeová Deus, o Pai celestial, amava seu Filho por fazer isso. Em apreço disso, de coração, Jesus, o “pastor excelente”, disse perante os dentre os judeus que o odiavam: “É por isso que o Pai me ama, porque entrego a minha alma, a fim de recebê-la de novo.” (João 10:17) O Pai demonstrou seu amor pelo abnegado “pastor excelente” por ressuscitá-lo dentre os mortos no terceiro dia. Desta maneira, o Filho de Deus recebeu de novo sua “alma” ou existência, mas num plano celestial de vida.

      22. Apesar dos atentados contra a sua vida, por que não havia nenhum homem tirado a alma humana de Jesus, até o momento de ele proferir as palavras registradas em João 10:18?

      22 Até o tempo em que Jesus falou sobre as “outras ovelhas” haviam sido feitas tentativas de tirar a vida deste “pastor excelente”. Mas ele nunca fez nada para merecer a morte às mãos dos homens. Isto explica por que ele disse: “Ninguém a tirou de mim, mas eu a entrego de minha própria iniciativa. Tenho autoridade para a entregar e tenho autoridade para a receber de novo. O mandamento a respeito disso recebi de meu Pai.” — João 10:18.

      23. Quando foi que Jesus entregou a sua alma por iniciativa própria, e por quê?

      23 Alguns meses mais tarde, forneceu-se a prova disso. Na noite em que foi traído, no jardim de Getsêmani, quando seu discípulo Pedro tentou protegê-lo com uma espada, Jesus disse: “Pensas que não posso apelar para meu Pai, para fornecer-me neste momento mais de doze legiões de anjos? Neste caso, como se cumpririam as Escrituras, de que tem de realizar-se deste modo?” (Mat. 26:53, 54) Assim, depois de deixar que seus apóstolos fugissem do seu lado, Jesus entregou-se de iniciativa própria à multidão que veio prendê-lo e fazer a última tentativa de matá-lo. Por fazer isso, Jesus não estava jogando fora a sua vida.

      24. Que plena autorizarão a respeito de sua alma recebera Jesus de seu Pai, e como fracassou a tentativa final de impedir que usasse esta autorização?

      24 Jesus tinha a autorização de seu Pai celestial para adotar este proceder, mas cabia-lhe fazer isso de sua própria vontade. Sua autorização de receber de volta a sua alma, por meio duma ressurreição, dependia de ele se entregar voluntariamente. Por entregar a sua alma na morte, seu Pai celestial deu-lhe a autorização de recebê-la de novo do único que podia ressuscitá-lo dentre os mortos. Nenhum poder no céu ou na terra podia impedir esta autorização, de Jesus receber de novo sua “alma” ou vida. Portanto, nem o selo do governador, aposto à grande pedra que fechava a entrada do sepulcro no qual ele fora sepultado após a morte num madeiro, nem a guarda de soldados postada diante do sepulcro, para impedir que seus discípulos furtassem o cadáver, impossibilitaram que Jesus usasse no terceiro dia a autorização dada por Deus. — Mat. 27:62 a 28:15.

      25. Visto que Jesus não perdera o direito à sua vida humana por alguma desobediência a Deus, como estava ele à sua disposição para ser usada a favor da humanidade?

      25 Na realidade, Jesus tinha ordens de seu Pai celestial para fazer tudo isso. De modo que, no terceiro dia de sua morte, Jeová deu a ordem para que seu Filho obediente ressuscitasse dentre os mortos e recebesse novamente vida, no domínio espiritual, junto a seu Pai celestial. Visto que ele não havia perdido o direito à sua vida humana por alguma desobediência a Deus, recebeu também o direito e a posse da vida humana perfeita, a fim de que os apresentasse a Jeová Deus no seu templo celestial e fizesse propiciação pelo pecado do mundo inteiro.

      26. (a) Abriu-se assim o caminho para todas as famílias da terra fazerem o quê? (b) Notavelmente, quando foi que os da “grande multidão” de “outras ovelhas” de Jesus começaram a abençoar a si mesmos?

      26 Assim se abriu o caminho para todas as famílias e nações do mundo ‘abençoarem a si mesmas’ por meio do Principal do “descendente de Abraão”. (Gên. 12:1-3; 22:15-18) Os da “grande multidão” das “outras ovelhas” do Pastor Excelente começaram a “abençoar a si mesmas” por meio dele, quando se dedicaram a Jeová Deus mediante ele e simbolizaram sua dedicação pelo batismo em água. Escutaram então a voz do Pastor Excelente e seguiram-no, junto com o restante ungido do descendente abraâmico. Isto passou a ocorrer notavelmente no congresso de Washington (D.C., EUA), em 1935. Desde então, os do restante ungido têm acolhido todas as “outras ovelhas”, e, conforme Jesus predissera, passou a haver “um só rebanho” sob “um só pastor”.

      27. Quem mais, além dos da “grande multidão” que sobrevive à “grande tribulação”, tornar-se-á parte das “outras ovelhas” do Pastor Excelente, e quando?

      27 Durante o reinado milenar do “um só pastor”, o entronizado Jesus Cristo, todos os mortos remidos da humanidade serão ressuscitados do sono da morte e terão a oportunidade de ‘abençoar a si mesmos’ por se tornarem parte das “outras ovelhas” do Pastor Excelente. Incluirá o ex-“porteiro” do “aprisco” que representa o arranjo do Pacto Abraâmico, a saber, João, o Batizador. (João 10:1-3) Jesus guiará os obedientes a “fontes de águas da vida”. A “grande multidão” dos que sobreviverão à vindoura “grande tribulação” serão uma bênção para os bilhões de ressuscitados, para que estes possam aproveitar-se das “fontes de águas da vida”. (Rev. 7:9-17) Todos os semelhantes a ovelhas poderão juntar-se à “grande multidão” em dizer: “Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.” — Rev. 7:10; 20:11-14.

  • O leão que ruge
    A Sentinela — 1981 | 15 de janeiro
    • O leão que ruge

      O RUGIDO dum leão é um som aterrador. Pode ser ouvido à distância de uns oito quilômetros. O motivo deste poderoso som é duplo. É um meio de comunicação com membros distantes da família e serve também para proclamar direitos territoriais. Contrário à crença popular, o leão não costuma rugir quando caça animais selváticos. Mas, quando procura atacar animais domésticos num cercado, o leão muitas vezes ruge. O som amedrontador destina-se a causar um estouro que derrube a cerca protetora e exponha a presa.

      Isto nos faz lembrar as palavras do apóstolo Pedro. Ele escreveu a concristãos: “Vosso adversário, o Diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando a quem devorar.” (1 Ped. 5:8) Nós, como “ovelhas” cristãs, seguros na proteção provida pelo “pastor excelente”, Cristo Jesus, faremos bem em prestar atenção às palavras de Pedro. (João 10:14, 15) “Mantende os vossos sentidos, sede vigilantes”, disse o apóstolo, para que os rugidos ameaçadores do Diabo não causem pânico e não induzam alguns a fugir para uma zona de perigo espiritual.

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