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  • Um jovem se desvia
    A Sentinela — 1966 | 1.° de fevereiro
    • veja-se também A Sentinela de 1965, página 314.

      14. Além do “pequeno rebanho”, como foi que Jesus mostrou que outros viriam a obter Seu favor?

      14 Mas, que classe é representada pelo “filho mais jovem”? Além do “pequeno rebanho”, com esperança celeste, Jesus mencionou “outras ovelhas, que não são deste aprisco”. Estas são identificadas com as ovelhas que são reunidas à destra de Cristo na ilustração das ovelhas e dos cabritos. Sim, estas estão numa relação familiar com Deus, pois o Rei, Cristo Jesus, lhes diz: “Vinde, vós os que tendes a bênção de meu Pai. . . .” O período em que se reúnem é indicado como seguindo o tempo em que o ‘Filho do homem chega na sua glória, e . . . se assenta no seu trono glorioso’, evento que ocorreu em 1914. O rei convida estes semelhantes a ovelhas a ‘herdar o reino preparado para vós’; não por partilhar do trono celeste junto com ele, mas por gozarem como “justos, . . . a vida eterna” na terra. Conforme prometido, “os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre”. — João 10:16; Mat. 25:31-34, 46; Sal. 37:29, Al.

      15. Por que o filho mais jovem não representa a todas as “outras ovelhas”?

      15 Por isso, há duas classes que obtêm a vida interminável no reino de Deus, e que se voltam para ele e o invocam como seu Pai celeste. Falando-se de forma ampla, são representadas pelos dois filhos na ilustração de Jesus. Não seria correto, contudo, dizer que todas as “outras ovelhas” de João 10:16 são representadas pelo “filho mais jovem”. Muitas delas, como os homens de Atenas, originalmente ‘não tinham esperança e estavam sem Deus no mundo’, e não o invocavam como seu Pai. (Efé. 2:12) Talvez estivessem tateando por ele, e, sendo sinceras e de coração honesto, responderam à mensagem da verdade e “se tornaram crentes”, como fizeram algumas pessoas em Atenas depois de ouvirem a Paulo. (Atos 17:33, 34) Desde então, têm mantido um proceder constante, e, por isso, não poderiam ser representadas pelo “filho mais jovem”. Quem, então, é representado por ele?

      O PROCEDER QUE LEVA AO DESVIO

      16. Que proceder seguiu o filho mais jovem, revelando que atitude?

      16 Ao acompanharmos o proceder seguido pelo rapaz mais jovem, veremos as características que nos habilitam a identificar a classe representada por ele. No princípio da historia, ouvimo-lo pedindo ao pai “a parte dos bens que me cabe”. O pai aquiesceu e “dividiu então os seus meios de vida entre eles”. Em outras palavras, o mais jovem queria naquela mesma hora o que lhe era devido, dentre as propriedades de seu pai. Queria isto em dinheiro, ou em bens que pudesse converter facilmente em dinheiro. Então, tomou tudo que tinha e viajou para um país distante e logo esbanjou tudo em indulgência voluntária dos apetites sensuais, ou uma vida devassa. (Luc. 15:12, 13) Portanto, vemos aqui um rapaz impaciente que desejava tudo que pudesse obter de forma tangível, para seu imediato usufruto egoísta. Viver em casa, sob a vigilância do pai e servir a ele, não lhe interessava naquele tempo, sendo uma vida demasiadamente restrita. Queria viver a sua própria vida, do seu próprio modo.

      17. Em nossos dias, quando e como se tornou manifesta a esperança terrestre?

      17 Será que tem havido alguns, em nossos dias, em posição similar, e que seguiram um proceder similar ao que acabamos de descrever? Sim. O movimento moderno das testemunhas de Jeová começou a tomar forma cerca de quarenta anos antes de 1914, correspondendo ao ministério de João Batista. Contrário ao ensino geral da cristandade, começou-se a entender e a ensinar, naqueles dias primitivos que a esperança celeste não era o único meio de salvação. A esperança da vida eterna na terra, sob condições edênicas restauradas para a família humana em geral, baseada no sacrifício de resgate de Cristo, era parte intrínseca da mensagem então proclamada. Isto foi claramente entendido pela primeira vez em 1881 e expresso no folheto Sombras do Tabernáculo dos Melhores Sacrifícios. Era modalidade destacada do livro O Plano Divino das Eras, publicado em 1886, livro este que foi amplamente difundido e estudado durante os próximos quarenta anos. Ainda mais penetrante, o folheto Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão e os discursos públicos mundiais com esse título, que começaram no início de 1918, forneceram prova bíblica de que uma multidão de pessoas sobreviveria ao Armagedom e viveria para sempre na terra, sob o reino de Deus.

      18. Como foi que alguns responderam à mensagem, similarmente ao filho mais jovem?

      18 Muitas pessoas não só ouviram a mensagem, mas entraram em íntimo contato com a organização do povo de Deus que a proclamava. Conheciam a provisão de Deus para restaurar a vida perfeita na terra, e criam nela, mas, como o filho mais jovem, não queriam esperar para gozar a vida do modo e no tempo de Deus, na “nova terra”, sob a vigilância do “novo céu”. (Rev. 21:1) Em outras palavras, queriam, para usufruto imediato, proveniente do Pai celeste, aquela ‘ arte dos bens que lhes cabia’. Era pedido prematuro, com motivo indigno.

      19. Como é que a classe do filho mais jovem não demonstrou nenhum desejo de ter a parte do primogênito?

      19 Note, na ilustração dada por Jesus, que não foi feito o pedido da parte que cabia ao irmão mais velho, o primogênito. Segundo a lei de Deus, o “direito do primogênito” era de herdar “duas partes” das propriedades do pai, em comparação com uma parte do filho mais jovem. (Deu. 21:17) Assim, também, se dá em nossos dias. A classe do filho mais jovem não entretia para si mesma a esperança celestial, sabendo que isto envolvia trilhar pela estrada estreita do auto-sacrifício numa vida de dedicação: Relutavam em dar o passo da dedicação e de entrar no serviço de Jeová. Para apreciar sua posição, temos de ter presente que, até cerca de 1934, o passo da dedicação de si mesmo a Deus, era considerado como sendo apenas para os que se tornariam filhos espirituais de Deus, com a esperança celeste colocada diante deles. Naquele ano, foi claramente indicado em A Sentinela que era inteiramente correto as “outras ovelhas” se dedicarem para fazer a vontade de Deus, simbolizando-o pela imersão em água. — A Sentinela, em inglês, de 15 de agosto de 1934, página 250.

      20. Como é que alguns, atualmente, seguem um proceder semelhante ao do filho mais jovem?

      20 Até 1935, o ajuntamento das “outras ovelhas”, como algo a ser realizado antes do Armagedom, não foi destacado. Mas, dali em diante, foram supridas a nutrição e a ajuda bíblicas, por meio das páginas de A Sentinela, para fortalecer aqueles cujas esperanças eram terrestres. Da mesma forma, continua a ser verdadeiro que muitos têm obtido conhecimento de Jeová e de seu propósito, sabendo que é a verdade, mas, têm-se esquivado de fazer progresso adicional. Entendem o que está envolvido nisso. Como o filho mais jovem, desejam algo diferente, agora.

      21. (a) Que perguntas surgem amiúde quando os jovens seguem tal proceder? (b) O que devem ter presente os pais neste respeito? (c) Como deve ser considerada corretamente a dedicação?

      21 Os fatos mostram que, em muitos casos, tratam-se de pessoas jovens, ou talvez de filhos de pais dedicados, por isso, pessoas bem a par da esperança de vida num paraíso restaurado. As vezes, estes jovens, talvez adolescentes foram batizados, pretendendo estar dedicados. Daí, pouco depois, desaparecem da vista no que toca às testemunhas de Jeová. Tornam-se inteiramente absortos nos modos e nos prazeres mundanos, às vezes entregando-se à conduta vergonhosa, trazendo vitupério aos pais. Então os pais, com grande tristeza, suscitam a pergunta de se seu filho ou sua filha jovem realmente entendeu o significado da dedicação e do batismo. Mas, não é esse um tempo inadequado para suscitar tal pergunta? Não deveriam eles ter-se assegurado disso naquela ocasião passada? É tão fácil os jovens assumirem algo com grande entusiasmo por certo tempo, então: assumirem algo mais com igual entusiasmo. Provam apenas o que a vida tem a oferecer, inclusive as atrações deste mundo, com seus sonhos e vaidades. (Ecl. 4:7) São suscetíveis às sugestões. Vêem outros de sua idade serem imersos, assim, por que não eles? Com seu conhecimento da verdade, acham que podem dizer Sim às duas perguntas propostas na ocasião da imersão. Mas, será que se pode dizer que, nesse estágio, apreciam realmente o que significa dar o passo da dedicação como perpétuo “voto a Deus”, para fazer a Sua vontade para sempre, envolvendo sua vida inteira? Diz a escritura: “Melhor é que não votes do que votes e não pagues”, argumentando que “foi erro”. “Por que razão se iraria Deus contra a tua voz, de sorte que destruísse a obra das tuas mãos?” É justamente isso o que aconteceu ao filho pródigo. — Ecl. 5:4-6, Al.

      22. O que se deve incentivar quanto às pessoas, mas, o que deve ser evitado?

      22 Naturalmente, as pessoas, inclusive as jovens, variam grandemente. Em idade surpreendente, algumas podem assumir o sério conceito das coisas e apegar-se a ele. Há exemplos bíblicos disto, como o de Samuel. Não podemos fixar uma regra geral ou limite de idade. Cada um na família precisa ser tratado individualmente. Ao mesmo tempo, queremos evitar um proceder que, com efeito, tenda a produzir filhos pródigos.

      23. Que perguntas surgem a respeito dos que se desviam?

      23 Muitas perguntas surgem a respeito dos que se desviam. Não se trata de inimigos voluntários. Será possível para eles a recuperação, e, se assim for, como? Como é que a ilustração do filho pródigo ajuda a responder a estas perguntas Que luz lança, não só sobre a classe do filho pródigo, mas sobre a atitude e o proceder a serem seguidos por aqueles que se apegam à organização de Deus? Estas e outras perguntas serão consideradas num número subseqüente de A Sentinela.

  • Vigoroso retorno à vida espiritual
    A Sentinela — 1966 | 1.° de fevereiro
    • Vigoroso retorno à vida espiritual

      “Como rapazinho de quatorze anos”, relata uma Testemunha de Nebrasca, E. U. A., “cheguei a me associar com as testemunhas de Jeová por meio do interesse que minha mãe tinha na Bíblia. Fui batizado em 1948. Mas, sinto dizê-lo, ao relembrar esses anos, que minha natureza inquieta e imaturidade me fizeram cometer muitos erros, mas, dou graças a Jeová por sua amorosa misericórdia. Fiquei distraído pelas ansiedades de criar a família e por empreendimentos materialistas até que me achava quase que espiritualmente morto. Então, subitamente, fiquei sem trabalho. O que poderia fazer? Decidi que já era tempo de seguir o conselho de Jesus, de pôr em primeiro lugar os interesses do Reino. Com o tempo, fui servir onde há mais necessidade e me tornei servo. Quando as coisas ficaram difíceis e pensávamos em ir embora dali, costumava sentar-me à minha escrivaninha e examinar os cartões de Registro de Publicador. Via muito mais que nomes apenas; via almas viventes que começavam a dar os passos para a vida. Como poderia abandoná-las depois de terem progredido tanto e mostrarem tal espírito disposto? Nós permanecemos ali!

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