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    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • que provém de Jeová. (Jó 28:12, 15-17, 28) As Suas leis, os Seus mandamentos e a Sua disciplina são muito mais desejáveis do que muito ouro refinado. (Sal. 19:7-10; 119:72, 127; Pro. 8:10) O ouro é impotente para livrar no dia da ira de Jeová. —  Sof. 1:18.

      Os homens duma sociedade materialista zombam da fé em Deus e a chamam de não-prática. Sem embargo, o apóstolo Pedro aponta para a inigualável durabilidade e o valor permanente da fé. Declara que a qualidade provada da fé duma pessoa tem valor muito maior do que o ouro, o qual pode suportar o fogo, mas pode desgastar-se e ser destruído por outros meios. Os cristãos têm de suportar várias provações que, às vezes, são duras, mas isto serve para fazer ressaltar a qualidade de sua fé. (1 Ped. 1:6, 7) A verdadeira fé pode suportar quaisquer testes.

      EMPREGO SIMBÓLICO

      Jó mencionou o ouro qual símbolo do materialismo, uma das coisas que ele sabia que tinha de evitar a fim de agradar a Jeová. (Jó 31:24, 25) Por outro lado, a beleza, a preciosidade e a pureza do ouro excelente o tornam símbolo apropriado para se descrever a cidade santa, a Nova Jerusalém, e sua rua larga. (Rev. 21:18, 21) A imagem do sonho de Nabucodonosor tinha cabeça de ouro, o restante da imagem sendo feita de materiais menos preciosos. Daniel interpretou as partes da imagem como representando as potências mundiais, a cabeça de ouro sendo Nabucodonosor, isto é, a dinastia imperial dos reis babilônicos encabeçada por Nabucodonosor. (Dan. 2:31-33, 37-40) A cidade de Babilônia é simbolizada similarmente como “um copo de ouro na mão de Jeová”, sendo útil a Ele como executor de Seus julgamentos sobre as nações. — Jer. 51:7.

      Ao incentivar o jovem a servir a seu Criador enquanto ainda dispõe de força e de vigor, o sábio escritor de Eclesiastes afirma que isto deve ser feito antes que “se esmague a tigela de ouro”. Ele, pelo visto, refere-se, quer ao precioso cérebro, quer ao crânio, cujo esmagamento privaria da vida o seu possuidor. — Ecl. 12:6, 7.

  • Ouvido (Orelha)
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    • OUVIDO (ORELHA)

      O órgão da audição, desenhado e criado por Jeová Deus. (Sal. 94: 9; Pro. 20:12) O ouvido consiste em três partes: o ouvido externo, o ouvido médio e o ouvido interno. O ouvido médio é uma pequena câmara que começa com o tímpano e leva a um emaranhado de canais que constituem o ouvido interno. Além de sua função relacionada com a audição, o ouvido interno possui também órgãos que têm que ver com o equilíbrio e o movimento. A posse de dois ouvidos é de grande ajuda para se localizar a fonte e a direção dos sons.

      O ouvido humano detecta os sons numa faixa de frequências de cerca de 15 a 15.000 ou 20.000 ciclos por segundo, embora algumas pessoas mais jovens possam ouvir tons de até 23.000 ciclos. Os ouvidos de muitos animais são sensíveis a tons de maior frequência, que são inaudíveis para o ouvido humano. A gama de energia sonora perceptível ao ouvido humano é notável. O som mais alto que o ouvido pode tolerar, sem perigo, é dois trilhões de vezes mais potente do que o som menos perceptível. O ouvido humano tem a máxima sensitividade que é prático possuir, pois, se os ouvidos fossem mais aguçados, captariam os incessantes movimentos moleculares das próprias partículas de ar.

      Visto que o Criador do ouvido pode ouvir, a Bíblia fala a respeito dele como possuindo, simbolicamente, ouvidos. (Núm. 11:18; Sal. 116:1, 2) Por meio deste simbolismo, Jeová representa a si mesmo como tendo ouvidos abertos às orações, às petições e aos clamores do justo. (Sal. 10:17; 18:6; 34:15; 130:2; Isa. 59:1; 1 Ped. 3:12) Ao passo que Ele ouve os murmúrios dos queixosos e a linguagem iníqua de seus inimigos (Núm. 11:1; 2 Reis 19:28), ele se recusa a ouvir seus angustiantes pedidos de socorro quando lhes sobrevêm o julgamento. (Eze. 8:18) Quanto às imagens-ídolos, embora tenham ouvidos esculpidos ou entalhados nelas, não podem naturalmente ouvir e são impotentes em receber ou em responder às orações dos seus adoradores. — Sal. 115:6.

      EMPREGO FIGURADO

      Na Bíblia, a palavra “ouvido” é usada mui vigorosamente, em sentido figurado, para representar o completo processo da audição. O termo é empregado com respeito à faculdade de se ouvir e, então, de se pesar a veracidade e o valor do que é dito. (Jó 12:11; 34:3) A forma como a expressão “dá ouvidos” ou ‘inclina os ouvidos’ é empregada indica que significa prestar atenção, visando agir de acordo com o que é ouvido. (Sal. 78:1; 86:6; Isa. 51:4) ‘Abrir-se-lhe o ouvido’ significa que a pessoa obtém entendimento ou esclarecimento sobre um assunto. (Isa. 50:5) A expressão ‘destapar o ouvido’ pode ter-se originado de que, nas terras orientais, a pessoa removeria parcialmente a cobertura para a cabeça de modo a ouvir mais claramente. Esta expressão, bem como a frase ‘revelar ao ouvido’, refere-se a se dar informações em particular, ou à revelação dum segredo ou de algo que previamente não era conhecido. — 1 Sam. 9:15; 20:2, 12, 13; 2 Sam. 7:27.

      Um ‘ouvido desperto’ é aquele que fica atento. (Isa. 50:4) Tal ouvido talvez pertença à pessoa que anteriormente se situava entre os “surdos [espiritualmente], embora tenham ouvidos [literais]”. (Isa. 43:8) A Bíblia descreve o justo como ouvindo a Deus, mas tapando seu ouvido para a iniquidade. (Isa. 33:15) Similarmente Jesus, empregando a palavra ‘escutar’ no mesmo sentido de ‘prestar atenção, entender e crer nas boas novas’, disse: “Minhas ovelhas escutam a minha voz”, e, “de modo algum seguirão a um estranho, mas fugirão dele, porque não conhecem a voz de estranhos”. — João 10:27, 5.

      Jeová, por meio de seus servos, falou a respeito dos israelitas obstinados e desobedientes como tendo ‘ouvidos incircuncisos’. (Jer. 6:10; Atos 7:51) São como se algo os tapasse, impedindo a audição. São ouvidos que não foram abertos por Jeová, que dá ouvidos de entendimento e de obediência aos que o buscam, mas permite que a audição espiritual dos desobedientes fique obtusa. — Deut. 29:4; Rom. 11:8.

      Na investidura do sacerdócio em Israel, ordenou-se a Moisés que tomasse parte do sangue do carneiro da investidura e a colocasse no lóbulo da orelha direita de Arão e de cada um dos filhos dele, bem como na mão direita e no pé direito, indicando que aquilo que ouvissem, o trabalho que fizessem e a forma como andassem deviam sofrer uma influência direta do que estava ocorrendo ali. (Lev. 8:22-24) Similarmente, no caso do leproso purificado, a Lei dizia que o sacerdote devia colocar parte do sangue do carneiro oferecido Como oferta pela culpa, bem como parte do azeite oferecido, sobre o lóbulo da orelha direita do leproso. (Lev. 14:14, 17, 25, 28) Um arranjo de natureza comparável se encontra na provisão feita para o homem que desejasse continuar em escravidão a seu amo por tempo indefinido. Em tal caso, o escravo devia ser levado à ombreira da porta, e seu amo lhe furaria a orelha com uma sovela. Este sinal destacado, sendo feito no órgão da audição, representava evidentemente o desejo de tal escravo de prosseguir demonstrando obediente atenção ao seu amo. — Êxo. 21:5, 6.

  • Ovelha
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    • OVELHA

      Um dos principais animais da vida pastoral. (Gên. 24:35; 26:14) As ovelhas são ruminantes. Como sói acontecer hoje, a variedade predominante na antiga Palestina pode ter sido a ovelha de cauda grossa, que se distingue por sua destacada cauda gorda, que geralmente pesa c. 4, 5 kg, ou mais. (Compare com Êxodo 29:22; Levítico 3:9.) Em geral, as ovelhas eram brancas (Cân. 6:6), embora houvesse também ovelhas marrom-escuras ou malhadas. (Gên. 30:32) Numa sociedade pastoral, homens de grande riqueza, tais como Jó, possuíam milhares de ovelhas. (Jó 1:3, 16; 42:12) Os israelitas provavelmente mantinham alguns cordeiros como animais de estimação. — 2 Sam. 12:3; Jer. 11:19.

      Sem pastor, as ovelhas domésticas ficam desvalidas e temerosas. Perdem-se e espalham-se, e ficam à completa mercê de seus inimigos. (Núm. 27:16, 17; Jer. 23:4; Eze. 34:5, 6, 8; Miq. 5:8) As ovelhas se permitem ser conduzidas, e seguem fielmente seu pastor. Podem aprender a reconhecer a voz dele, e a responder apenas a ele. — João 10:2-5; veja PASTOR.

      As áreas antigamente propícias para a criação de ovelhas incluíam o Negebe (1 Sam. 15:7, 9), Harã (Gên. 29:2-4), a terra de Midiã (Êxo. 2:16), a região montanhosa de Judá, onde se localizava a cidade de Carmelo (1 Sam. 25:2), a terra de Uz (Jó 1:1, 3), Basã e Gileade. — Deut. 32:14; Miq. 7:14.

      As ovelhas forneciam numerosos produtos aos hebreus e a outros povos. Dos chifres do carneiro, fabricavam-se receptáculos e buzinas. (Jos. 6:4-6, 8, 13; 1 Sam. 16:1) As peles de ovelhas às vezes serviam de vestimenta (Heb. 11:37), e peles de carneiro tingidas de vermelho foram usadas na construção do tabernáculo. (Êxo. 26:14) A lã das ovelhas fornecia a fibra para aquilo que talvez fosse o material mais comum para roupas. (Jó 31:20; Pro. 27:26) As ovelhas serviam de importante item do intercâmbio comercial (Eze. 27:21) e eram até mesmo utilizadas no pagamento de tributo. (2 Reis 3:4; 2 Crô. 17:11) Tanto o leite como a carne de ovelha eram itens da dieta alimentar. (Deut. 14:4; 32:14; 2 Sam. 17:29; Isa. 7:21, 22) A carne de carneiro e de cordeiro era saboreada regularmente por reis, governadores e outros. — 1 Sam. 8:17; 1 Reis 4:22, 23; Nee. 5:18; Amós 6:4.

      A época da tosquia das ovelhas era aguardada com antecipação, visto ser bem parecida a uma colheita. Esse evento era acompanhado de festas e de regozijo. — 1 Sam. 25:2, 11, 36; 2 Sam. 13:23, 24, 28.

      Desde os primeiros tempos ofereciam-se ovelhas em sacrifício. (Gên. 4:2, 4; 22:7, 8, 13; Jó 42:8) Sob a Lei, todos os primogênitos dos cordeiros deviam ser sacrificados, mas não antes de atingirem pelo menos os oito dias de vida. Para redimir um primogênito dos jumentos, devia ser oferecida uma ovelha. (Êxo. 34:19, 20; Lev. 22:27) Apresentavam-se carneiros como ofertas pela culpa (Lev. 5:15, 16, 18; 6:6), ofertas queimadas (Lev. 9:3; 16:3; 23:12) e sacrifícios de participação em comum (Lev. 9:4), e um carneiro serviu como oferta pela investidura do sacerdócio arônico. (Êxo. 29:22; Lev. 8:22-28) Diariamente, dois carneiros de um ano constituíam a oferta queimada contínua. (Êxo. 29:38-42) No início dos meses, e em relação com as festividades anuais, além da oferta queimada contínua, sacrificavam-se carneiros e cordeiros. (Núm. 28:11, 17-19, 26, 27; 29:1-38) O carneiro era uma modalidade tão destacada nas ofertas feitas por Israel que o profeta Samuel empregou “a gordura de carneiros” como um paralelo de “sacrifício”. (1 Sam. 15:22) No entanto, às vezes se apresentavam cordeiras como sacrifícios de participação em comum (Lev. 3:6), ofertas pelo pecado (Lev. 4:32; Núm. 6:14) e ofertas pela culpa. — Lev. 5:6.

      EMPREGO PROFÉTICO E FIGURADO

      Nas Escrituras, o termo “ovelhas” amiúde

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