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Quem será ressuscitado? Por quê?A Sentinela — 1965 | 1.° de outubro
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responsável pela pecaminosidade e a morte de todos os seus descendentes, junto com todo o vitupério que isto trouxe sobre o santo nome de seu Criador, Jeová Deus. Isto não foi acidental da parte de Adão; “Adão não foi enganado”. (1 Tim. 2:14) Ele sabia que estava violando a lei de Deus que o proibia comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Sabia que estava seguindo o proceder que significava sua morte às mãos de Deus, e talvez tivesse esperado que sua morte pela execução ocorresse naquele mesmo dia de vinte e quatro horas, antes que tivesse oportunidade de se tornar pai. Talvez tivesse assim eliminado toda oportunidade de vida, ou até mesmo dum começo de vida, para toda a sua descendência. Quando, pela imerecida benignidade de Deus, Adão começou sua família, originou a todos eles em pecado e sob a condenação de morte, e sem nenhum direito à vida.
48. (a) O que se pode dizer a respeito de Deus recusar-se a aceitar qualquer resgate a favor de Adão? (b) O que dizer disto com respeito à descendência de Adão e Eva?
48 Porque Adão, apesar do pleno aviso de Deus, voluntariamente trouxe a morte a toda a sua descendência, ele era assassino voluntário, e Eva partilhou com ele nesta transgressão voluntária. Assim, Jeová, agindo em harmonia com sua lei posterior, a respeito das “cidades de refúgio” israelitas, se recusaria a aceitar qualquer resgate em favor de Adão e em favor de Eva, não permitindo que viessem a estar sob a dispensação de seu Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. Mas, no que toca à família humana que descendeu deles, Deus podia justamente aceitar o sacrifício de resgate de seu Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, em seu favor, por causa de ser apenas acidental a sua pecaminosidade que merecia a morte, não sendo voluntária da parte deles, mas devida apenas a terem nascido de Adão.
49. O que dizer dos benefícios do resgate e de Caim, o filho de Adão?
49 No caso de Caim, o primeiro filho de Adão, Deus justamente impede que os benefícios do sacrifício de resgate de Cristo incluam Caim, porque Jeová Deus avisou diretamente a Caim e, todavia, ele assassinou iniquamente seu piedoso irmão, Abel. Para Caim, bem como para os seus genitores, Adão e Eva, esperamos razoavelmente que não haja nenhuma ressurreição dentre os mortos.
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A nossa própria geração do século vinte e a ressurreiçãoA Sentinela — 1965 | 1.° de outubro
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A nossa própria geração do século vinte e a ressurreição
1, 2. (a) Será que todos os da nossa geração do século vinte estarão incluídos na provisão de Deus para a ressurreição? (b) O que mostra a parábola de Jesus a respeito dos que se assemelham a “cabritos”?
MUITAS pessoas de nossa geração do século vinte estão morrendo, pessoas que se acham incluídas na provisão de Jeová Deus para a ressurreição sob o reino de seu Filho, Jesus Cristo.
2 No entanto, dentre a nossa própria geração, há muitos que partilharão do destino final de Satanás, o Diabo, e seus demônios. Estes serão os que Jesus Cristo comparou a cabritos. Deu uma profecia sobre a conclusão deste iníquo sistema de coisas e terminou esta profecia com sua parábola das ovelhas e dos cabritos. Esta parábola ou ilustração se acha em Mateus 25:31-46. Em nossa geração, os “cabritos” simbólicos são pessoas de todas as nações atuais, e são separadas da classe justa de pessoas a quem Jesus assemelhou a ovelhas. Tanto estas “ovelhas” como os “cabritos” são classes terrestres de pessoas; isto quer dizer, não têm nenhuma convocação de Jeová Deus para a herança celeste junto com seu Filho, Jesus Cristo, mas têm inclinações terrestres. — Mat. 25:31-33.
3. De quem diferencia Jesus tanto as “ovelhas” como os “cabritos”, e como?
3 Jesus diferencia tanto as “ovelhas” como os “cabritos” de seus “irmãos” espirituais, seus 144.000 co-herdeiros que têm junto com ele a herança celeste. Jesus expressou que suas “ovelhas” eram os que tinham a bênção de seu Pai celestial. A razão disto é que têm feito o bem a seus irmãos espirituais, até mesmo “a um dos mínimos destes meus irmãos”. (Mat. 25:34-40) A razão de Jesus expressar serem os “cabritos” uma classe amaldiçoada é que têm deixado de fazer o bem a seus irmãos espirituais, até mesmo “a um destes mínimos”. Assim, os “cabritos” deixaram de fazer algo de bom a favor Daquele a quem estes irmãos representavam, a saber, o Senhor Jesus Cristo.
4 Quando mandava embora os “cabritos” simbólicos, a quem se referiu Jesus, e em que respeito?
4 Em sua parábola, Jesus indicou que Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos serão lançados no “lago de fogo e enxofre”, que simboliza a “segunda morte”. Jesus fez isso quando disse à classe dos “cabritos”: “Afastai-vos de mim, vós os que tendes sido amaldiçoados, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos.” — Mat. 25:41-45; Rev. 20:10, 14.
5. Quando dirá o Rei, Jesus Cristo, aquelas palavras aos “cabritos” simbólicos?
5 O Rei Jesus Cristo tem reinado nos céus desde o fim dos “tempos dos gentios”, em 1914 E. C. (Luc. 21:24) Portanto, quando é que dirá aquelas palavras às pessoas a quem ele classifica de “cabritos”? Será na destruição de Babilônia, a Grande, e na batalha do Armagedom, que segue imediatamente a destruição de Babilônia, a Grande, isto é, na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso. (Rev. 17:1, 2, 15, 16; 16:14, 16; 17:14) Os “cabritos” então executados incluirão todas aquelas pessoas na terra que não estão entre a classe abençoada das “ovelhas”.
6. Como é que as “ovelhas” simbólicas demonstram ser tais?
6 As “ovelhas” são uma classe de pessoas que demonstram seu apoio ao Rei, Jesus Cristo, por fazerem positivamente o bem a seus irmãos espirituais e co-herdeiros. As “ovelhas” abandonaram Babilônia, a Grande (o império mundial da falsa religião babilônica). Têm dedicado a vida a Deus, mediante Cristo, e têm sido batizadas em água, e, depois disso, participam junto com os irmãos espirituais de Cristo em dar o testemunho final e mundial do reino de Deus, conforme predito antes na profecia de Jesus, em Mateus 24:14. Estas “ovelhas” não marcham junto com os “reis de toda a terra habitada” e seus exércitos para o Armagedom, a fim de lutarem contra Deus.
7, 8. A quem incluem os “cabritos” executados como pessoas ‘amaldiçoadas’?
7 Ao contrário, os “cabritos” que hão de ser executados quais pessoas ‘amaldiçoadas’, incluirão os carolas religiosos que permanecerem na Babilônia, a Grande, até ela ser destruída para sempre; também, os carolas religiosos que são o correspondente moderno do composto “homem que é contra a lei”, “o filho da destruição”; também, o “joio” simbólico, isto é, “os filhos do iníquo” (Mat. 13:25-30, 38-42); também, aqueles “reis” políticos, seus comandantes militares, seus cavaleiros, os livres e os escravos, os grandes e os pequenos, todos os quais se alinham no Armagedom, mas não do lado do Rei dos reis e Senhor dos senhores. — Rev. 19:18-21.
8 Os “cabritos” também incluiriam aqueles maridos e aquelas esposas que têm cônjuges crentes mas que, apesar do bom exemplo de seus cônjuges crentes, ainda continuam descrentes no dia e na hora da execução do juízo de Deus contra seu mundo inimigo; também, os filhos de um genitor crente ou os filhos de pais (pais e mães) crentes, filhos estes que certa vez eram “santos” como menores, como crianças irresponsáveis, mas que têm crescido até atingirem os anos de responsabilidade e têm-se recusado a se tornar crentes dedicados e batizados por ocasião de começar aquela execução divina sobre os “cabritos”. — 1 Cor. 7:12-16.
9. Quem seriam então aqueles “cabritos”, por diferençar-se de quem?
9 Em outras palavras, na ocasião da execução do julgamento divino, os “cabritos” seriam todas as pessoas, jovens e idosas, que não se tornaram “ovelhas” e que não foram reunidas no “um só rebanho” debaixo de “um só pastor”, onde está o pequeno restante dos irmãos espirituais do Pastor. — João 10:16; Rev. 7:9-17.
10. Qual é o tratamento a ser dado aos filhos das pessoas semelhantes a cabritos, e como foi isto ilustrado profeticamente?
10 Os filhos não-dedicados de pessoas caprinas não serão poupados da execução e de serem sentenciados à Geena só porque são crianças de menor idade, irresponsáveis. Este duro fato é ilustrado nas ordens que Jeová Deus expediu a seus executores quando a apóstata Jerusalém devia ser destruída. A seus executores, disse ele:“Passai pela cidade após ele; [o homem que assinalava os que deviam ser poupados]; e, sem que os vossos olhos poupem e sem que vos compadeçais, matai; matai a velhos, a moços e a virgens, a crianças e a mulheres, até exterminá-los.” E foi isso que fizeram, conforme ilustrado pela destruição de Jerusalém, em 607 A. E. C. — Eze. 9:5-7, ALA.
11. Que classe espiritual será executada junto com tais “cabritos”?
11 Executados junto com os “cabritos” no Armagedom serão os do restante da classe do “escravo mau”, a classe do “escravo iníquo e indolente”, que foram certa vez irmãos espirituais de Cristo, mas que deixaram de ser tais por causa de se tornarem infiéis e traidores. Não terão ressurreição celestial. — Mat. 24:48-51; 25:24-30.
12, 13. (a) Para onde vão tais “cabritos” executados? (b) O que significa a sua punição com algo eterno, e como é isto indicado pelas palavras de Jesus?
12 Para onde vão os “cabritos” executados, quando despachados da presença do Rei? Não para o Hades ou Seol, onde estão Abraão, Isaque e Jacó e outras fiéis testemunhas de Jeová Deus. Não; vão para o simbólico “fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos”. (Mat. 25:41) Este “fogo eterno” certamente não se acha no Hades ou Seol. Até mesmo a parábola de Jesus acerca do homem rico e do mendigo Lázaro não prova que o fogo da Geena ou o “lago ardente que queima com enxôfre” está no Hades ou Seol. (Luc. 16:19-31)a O que, então, significa esta punição com algo eterno? Significa exatamente o contrário da vida eterna. Em outras palavras, significa a punição eterna de destruição infindável. Que significa tal destruição infindável é indicado pelas palavras finais de Jesus a respeito da classe injusta de “cabritos”:
13 “E estes partirão para o decepamento eterno [ou punição eterna], mas os justos para a vida eterna.” — Mat. 25:46.
14. Para o que não vão aqueles “cabritos”, e o que não terão?
14 Tais “cabritos” que forem executados na destruição de Babilônia, a Grande, ou na batalha do Armagedom, não irão para a “vida eterna” em nenhuma forma, nem mesmo em infindável tormento consciente. Sendo destruídos como que pelo fogo, não terão ressurreição.
15. Quem, dentre os que estão a caminho da “vida eterna”, não precisará de ressurreição, e por que não?
15 A classe justa de “ovelhas” dentre
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