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  • Consegue escapar pacientemente?
    A Sentinela — 1971 | 15 de junho
    • Consegue escapar pacientemente?

      APRENDEU a esperar — a esperar pacientemente? Pode-se dizer que esta é uma lição que o Criador, Jeová Deus, deseja ensinar a nós criaturas terrestres. E ele faz isso tanto por meio do seu Livro da Criação como por meio do seu Livro inspirado, a Bíblia Sagrada.

      Não podemos apressar os dias, as estações ou os anos. Nada do que nós ou outra pessoa na terra possa fazer consegue acelerar as revoluções que a terra faz em volta do sol, em 365 dias e um quarto. Tampouco pode alguém apressar as estações ou a velocidade com que a terra gira no seu próprio eixo. Cada dia leva vinte e quatro horas.

      O lavrador lança a sua semente, mas depois ele também tem de esperar. Não pode apressar muito as coisas, se é que pode. Por algumas safras ele precisa esperar vários anos. O uso da paciência é apresentado aos cristãos como exemplo para eles, pelo discípulo Tiago: “Portanto, exercei paciência, irmãos. . . . Eis que o lavrador fica esperando o precioso fruto da terra, exercendo paciência com ele, até que venha a chuva temporã e a chuva serôdia. Vós também exercei paciência.” — Tia. 5:7, 8.

      O próprio Jeová Deus nos dá um exemplo de espera paciente. Assim, o apóstolo Pedro nos diz que “a paciência de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se construía a arca”. Do mesmo modo, Deus teve paciência com o seu antigo povo refratário de Israel, “até que não havia mais cura”. — 1 Ped. 3:20; 2 Crô. 36:15, 16.

      Jesus Cristo, o Filho de Deus, também deu bom exemplo de espera paciente. Ele sabia, conforme se pode ver nas profecias encontradas em Revelação, capítulos 19 a 21, que o propósito de Deus era que ele eliminasse todos os inimigos de Deus. E embora na sua ressurreição tivesse a vontade e o poder para agir contra os seus inimigos, ele “se assentou à direita de Deus, daí em diante esperando até que os seus inimigos [fossem] postos por escabelo dos seus pés”. — Heb. 10:12, 13; Mat. 28:18.

      Outro exemplo bom de espera paciente nos é fornecido por Davi, filho de Jessé. Quando era apenas rapaz, foi ungido pelo profeta Samuel para ser o rei futuro de Israel. Mostrou ser principal guerreiro de Israel ao matar sozinho o gigante Golias, e nas batalhas contra os filisteus matou dez vezes mais do que o Rei Saul. Quando foi caçado como cão pelo invejoso Saul, Davi teve diversas oportunidades de matar Saul e apoderar-se do reino que Deus lhe havia assegurado. Mas não, Davi estava disposto a esperar pacientemente o tempo em que ‘o próprio Jeová feriria a Saul’.

  • Espera paciente pelo fim da iniqüidade
    A Sentinela — 1971 | 15 de junho
    • Espera paciente pelo fim da iniqüidade

      A QUESTÃO da espera paciente tem relação direta com a pergunta feita por muitos amantes da justiça: “Por que permite Deus a iniqüidade?” Há os que argumentam que a existência da iniqüidade prova que Deus não merece ser adorado. Segundo estes, Deus é incapaz de impedir a iniqüidade, e por isso é fraco e não merece nossa adoração, ou ele não quer impedir a iniqüidade, e por isso não é justo e bom, e assim tampouco merece ser adorado.

      Que dizer destas objeções? São válidas e irrefutáveis? De modo algum! Jeová Deus tem um tempo determinado para acabar com a iniqüidade. Sua Palavra nos diz que teve um tempo certo para destruir os iníquos no dilúvio dos dias de Noé. (Gên. 6:3) Teve um tempo certo para libertar os israelitas da escravidão egípcia. Foi por isso que não destruiu logo ao faraó e seu poderio militar, quando o rei egípcio se negou a deixar ir o povo de Deus. Conforme o próprio Deus disse ao faraó: “Por esta razão te deixei em existência: para mostrar-te meu poder e para que meu nome seja declarado em toda a terra.” — Êxo. 9:16.

      Similarmente, só quando veio o tempo devido de Deus, enviou ele seu Filho à terra: “Quando chegou o pleno limite do tempo, Deus enviou o seu Filho, . . . para livrar por meio duma compra os debaixo de lei.” De fato, “para tudo [Deus tem] um tempo determinado, sim, há um tempo para todo assunto debaixo dos céus”. Quão sábio é, pois, aguardarmos pacientemente o tempo de Deus para algo ocorrer! — Gál. 4:4, 5; Ecl. 3:1.

      GARANTIAS DO FIM DA INIQÜIDADE

      Deus torna claro na sua Palavra que ele de fato acabará com a iniqüidade. Ora, desde o próprio começo, ele forneceu uma profecia, de que a justiça triunfaria, quando disse à Serpente, Satanás, o Diabo, que sua cabeça seria machucada pelo descendente da mulher, o qual mostrou ser Jesus Cristo. — Gên. 3:15; Rev. 12:9; Rom. 16:20.

      Assim, Deus nos assegura repetidamente, por meio de seus salmistas: “Apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá; . . . mas os próprios mansos possuirão a terra.” “Vinde, observai as atividades de Jeová . . . Ele faz cessar as guerras até a extremidade da terra.” “A todos os iníquos ele aniquilará.” E no último livro da Bíblia lemos que Satanás e todos os seus agentes serão destruídos, e que não só a iniqüidade, mas até mesmo o pranto, a dor e a morte serão eliminados. — Sal. 37:10, 11; 46:8, 9; 145:20; Rev. 20:1-21:4.

      Portanto, não é sem bom motivo que Jeová nos diz que esperemos pacientemente por ele: “Fica quieto diante de Jeová e espera ansiosamente por ele.” Em vez de se levantar violentamente contra as condições iníquas, como fazem muitos hoje em dia, deixe que Jeová endireite a situação. Conforme disse o profeta Jeremias, após a destruição de Jerusalém: “É bom que se espere, mesmo silencioso, a salvação da parte de Jeová.” — Sal. 37:7; Lam. 3:26.

      AJUDAS PARA A ESPERA PACIENTE

      O que o poderá ajudar a esperar pacientemente que Jeová aja e acabe com a iniqüidade? Uma grande ajuda é a esperança baseada na fé. Ao ponto que a nossa fé for forte, nossa esperança será viva. Para mantermos a esperança viva, precisamos continuar a relembrar as promessas de Deus quanto ao futuro. Outra ajuda é reconhecer a sabedoria da espera paciente. Agastar-se em frustração ou tomar as rédeas nas próprias mãos só pode piorar a situação. — Rom. 8:24, 25; 12:19.

      Outra grande ajuda é a alegria. “O regozijo de Jeová é o vosso baluarte.” A alegria dá força. Foi a alegria que deu a Jesus Cristo a força de esperar e de agüentar. E assim como a esperança se edifica na fé, assim a alegria se edifica no apreço. Ao ponto que apreciar a bondade de Deus, suas atuais bênçãos, os prazeres da associação com concristãos e os privilégios de falar a outros sobre as verdades da Palavra de Deus, como Jesus fez, terá alegria e conseguirá esperar pacientemente. — Nee. 8:10; Heb. 12:2.

  • Tenha paciência nas suas relações com os outros
    A Sentinela — 1971 | 15 de junho
    • Tenha paciência nas suas relações com os outros

      HÁ OUTROS aspectos do assunto da espera. Esperar pode ser o proceder de sabedoria nas relações cotidianas com os outros. Um jovem talvez corteje uma moça. Ou ele ou ela talvez queira apressar o casamento. Mas a sabedoria indica que não deveriam apressar a questão indevidamente. A corte dá aos dois uma boa oportunidade para se conhecerem melhor e se ajustarem um ao outro. Conforme se disse muito bem: “Quem casa muito prontamente, arrepende-se muito longamente.”

      Por outro lado, um empregado talvez seja muito diligente e ambicioso de promoção. Novamente, em vez de se agastar com impaciência, não seria melhor aproveitar todas as oportunidades diante de si para mostrar seu valor e aumentar sua perícia? Amiúde acontece que, quando alguém não mais se afoba e agasta, mas fica contente, ocorre uma mudança para melhor.

      A espera paciente é também sábia no círculo familiar. Questões de negócios ou outras circunstâncias sobre as quais talvez o marido não tenha controle, tais como o trânsito engarrafado, talvez o façam chegar tarde para casa. Em vez de se afligir com impaciência, quanto melhor seria que a esposa lhe concedesse o benefício da dúvida.

      Por outro lado, a esposa talvez se mostre vagarosa em certas questões, exigindo que o marido aprenda a esperar pacientemente. Ficar irado não ajudará. Talvez lhe possa ajudar a organizar seus afazeres para ser mais pontual. Mas, quando o horário não funciona conforme planejado, em vez de se agastar com impaciência, é muito melhor que o marido acate o conselho do apóstolo Pedro e ‘trate sua esposa segundo o conhecimento, atribuindo-lhe honra como a um vaso mais fraco, o feminino’. — 1 Ped. 3:7.

      Ou pode ser que um concristãos junto com quem se vê obrigado a servir tenha uma fraqueza que o irrite e da qual ele talvez nem se aperceba. Ou ele talvez transgrida repetidamente, exigindo que lhe perdoe como que “setenta e sete vezes”. Nisso é novamente bom aprender a esperar e a ter paciência com ele. Talvez não progrida tão rapidamente como gostaria de ver, mas com os anos haverá progresso de qualquer modo. Também nisso a Palavra de Deus tem conselho sábio, a saber, ‘com longanimidade, suportarem-se uns aos outros em amor’. — Mat. 18:21, 22; Efé. 4:2, 3.

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