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O exercício da paciênciaA Sentinela — 1961 | 1.° de outubro
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O exercício da paciência
“Portanto, irmãos, exercei paciência até a presença do Senhor. Vêde! O lavrador continua a esperar o precioso fruto da terra, exercendo Paciência com ele, até que receba as primeiras e as últimas chuvas.” — Tia. 5:7, NM.
1. Quem é o Deus de paciência, e como a mostra ele?
JEOVÁ é o grande Deus e paciência. Esta paciência baseia-se no seu grande amor e na sua grande misericórdia. Ele demonstrou em muitas ocasiões a sua benignidade imerecida e sua indulgência. Mostrou-a por dar aviso às pessoas dos dias de Noé, que enchiam a terra com violência, por avisar o Faraó por intermédio de Moisés e por enviar uma série de pragas antes de trazer a morte aos primogênitos do Egito, pelos mensageiros angélicos enviados ao povo de Sodoma e Gomorra, pelos profetas enviados a Israel, e, finalmente, por enviar o seu próprio Filho. A paciência de Jeová tem sido demonstrada muitas vezes dentro da curta história do homem. Os homens desviaram-se vez após vez das veredas da justiça, mas Jeová os corrigiu e avisou pacientemente, demonstrando assim sua benignidade imerecida, seu amor e sua misericórdia para com os homens, através dos séculos. — 1 Ped. 3:20.
2. Como foi a paciência de Jeová ilustrada por Jesus?
2 Jesus ilustrou isso bem no seu relato sobre um “pai de família que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou um lagar e edificou uma torre. E, tendo-a arrendado a lavradores, deixou o país. Vindo o tempo da colheita, enviou seus servos aos lavradores para colher o produto de sua vinha. Mas os lavradores agarraram os servos, feriram um, mataram outro, e apedrejaram o terceiro. Enviou outros servos em maior número que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo. Enfim, enviou seu próprio filho, dizendo: ‘Hão de respeitar meu filho’. Os lavradores, porém, vendo o trilho, disseram uns aos outros: ‘Eis o herdeiro! Matemo-lo e teremos a sua herança!’ Lançaram-lhe as mãos, conduziram-.no para fora da vinha e o assassinaram.” — Mat: 21:33-39, Maredsous.
3. Que registrou Jeremias a respeito da paciência de Deus para com Israel?
3 Jeová, como senhor da vinha, da mesma maneira tem mostrado paciência em muitas ocasiões. Mas, conforme disse Jeremias a respeito de Israel, “eles não escutaram, nem inclinaram ó seu ouvido, mas foram andar nos conselhos na obstinação do seu mau coração, de modo que se encaminharam para trás e não para diante, desde o dia em que vossos antepassados saíram da terra do Egito, até o dia de hoje; e eu continuei a enviar-vos todos os meus servos, os profetas, diarimente levantando-me cedo e enviando-os.” Jeová continuou a dar-lhes aviso, dizendo: “E tens de falar-lhes todas estas palavras, mas eles não te ouvirão, e tens de chamá-los, mas eles não te responderão. E tens de dizer-lhes: ‘Esta é a nação cujo povo não obedeceu à voz de Jeová, seu Deus, e não aceitou a disciplina.’” Mesmo assim Jeová mostrou paciência por enviar seu Filho, que foi morto, conforme ele predissera na parábola. — Jer. 7:24-28, NM.
LIMITADA A PACIÊNCIA PARA COM OS INÍQUOS
4. É inesgotável a paciência de Deus? Como sabemos isso?
4 Mas, a paciência de Jeová não continua para sempre. Jesus mostrou isso em relação com a sua ilustração; ele perguntou: “Quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores?” Os judeus disseram-lhe: “Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis, e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo.” (Mat. 21:40, 41, Maredsous) Embora Jeová tivesse mostrado uma paciência similar com o presente mundo iníquo, sua Palavra mostra que lhe dará em breve a recompensa que lhe é devida por se desviar Dele. Deus não se refreou numa ocasião anterior de punir até mesmo os anjos que pecaram nos dias anteriores ao Dilúvio, reservando-os para o juízo e para a destruição. Não se refreou de trazer a devida punição a todo o mundo iníquo dos tempos de Noé, por meio dum dilúvio global. E ele expurgou as cidades iníquas de Sodoma e Gomorra por um fogo consumidor. Levou a nação de Israel ao cativeiro na Babilônia e permitiu mais tarde que Jerusalém fosse arrasada pelos soldados romanos, quando a sua paciência atingiu o limite do seu tempo designado.
5. Merece o atual sistema a paciência de Jeová?
5 Há boa razão para se crer que a paciência de Jeová com este mundo atual está-se esgotando; porque, conforme Paulo predisse sob inspiração, os homens têm-se tornado “amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, sem benignidade, não tendo afeição natural, não querendo entrar em acordo, caluniadores, sem autocontrole, cruéis, sem amor à bondade, traidores, obstinados, inchados com amor-próprio, mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mas provando ser falsos para com seu poder”. (2 Tim. 3:2-5, NM) Jeová tem certamente toda a razão para estar impaciente com pessoas tais como estas e para tomar ação contra o atual sistema mundial de nações em briga e de blocos internacionais divididos, e de inimizades raciais e religiosas.
6. Por que razões tem Jeová tolerado a iniqüidade por tanto tempo?
6 Jeová tem mostrado tanta paciência, que muitos deixaram de crer na sua existência. No entanto, Jeová teve uma razão para a sua paciência, assim como ele disse a Faraó, por intermédio de seu representante Moisés: ‘Para que todos venham a reconhecer o meu supremo poder e para que meu nome seja declarado em toda a terra: Ele concede agora terno para que se dê aviso antes de vir o fim deste presente sistema, tempo em que ele faz conhecer o seu nome Jeová, em que pessoas de fé estão sendo reunidas e se pregam as boas novas a respeito do seu reino. — Êxo. 9:16.
7. Que obra realizará Deus apesar dos zombadores?
7 Mesmo agora Jeová está passando a dividir as pessoas, separando as que, semelhantes a palha, só servem para a destruição, mas preparando-se para preservar os que amam a justiça e a verdade, e que se apegam aos princípios piedosos. (Mat. 3:12) Entre os que enfrentam a destruição estão os que constantemente põem em dúvida a própria existência de Deus. Dizem: Se há Deus, por que não faz ele alguma coisa com respeito às condições existentes na terra? São semelhantes aos zombadores preditos por Pedro, que viriam com escárnio, dizendo “Onde está a prometida presença dele Ora, desde o dia em que nossos antepassados dormiram na morte, todas as coisas continuam exatamente como desde o princípio da criação.” No entanto, o fim deste sistema virá cedo demais para tais zombadores. Deus refreou durante 120 anos a sua ira com a iniqüidade prevalecente nos dias antediluvianos, e então trouxe o Dilúvio sobre aquele sistema ímpio. A paciência de Deus com aquele mundo iníquo esgotara-se. Do mesmo modo, comenta Pedro, ‘os céus e a terra que agora existem se guardam para um fim ardente, sendo reservados para o dia do juízo e da destruição dos ímpios.’ — 2 Ped. 3:3-7, NM.
A NECESSIDADE DE PACIÊNCIA
8. (a) Por que não se pode dizer que Jeová é vagaroso? (b) Que atitude manifestou Noé?
8 Os homens, com a sua vida curta de aproximadamente setenta anos, ficam às vezes impacientes com a execução dos propósitos de Jeová. Querem ver ação imediata. Mas, considerado do ponto de vista sem limite de tempo do Deus Todo-poderoso, só decorreu um breve período de seis dias de 1.000 anos, menos de uma semana, desde a criação da humanidade. Pedro explica: “Todavia, não deixeis que este fato escape à vossa atenção, amados, de que um dia para Jeová é como mil anos e mil anos como um dia. Jeová não é vagaroso com respeito à sua promessa, como alguns consideram a vagarosidade, mas é paciente convosco, porque não deseja que alguns sejam destruídos, mas deseja que todos alcancem o arrependimento.” (2 Ped. 3:8, 9, NM) Noé também entendeu isso nos dias antediluvianos, quando a iniqüidade era tão prevalecente na terra. Deve ter sofrido toda espécie de oposição da parte dos zombadores nos seus dias, quando estava construindo a arca, mas Noé tinha confiança em Jeová. Não era um que dizia: ‘Pois bem, Senhor, já passou outro ano e nada aconteceu; se não trouxerem o fim até 1641 A. M., eu desisto.’ Não, mas ele continuou pacientemente, em fé, até vir o Dilúvio, mais de uma década depois.
9, 10. Qual é o proceder sábio a seguir agora?
9 O registro bíblico mostra que vivemos agora no tempo do fim deste sistema de coisas, em que os maravilhosos propósitos de Jeová serão finalmente executados por meio do seu reino e se restabelecerão condições paradísicas na terra para os que têm fé. Conforme escreveu o salmista Davi, sob a inspiração de Deus: “Não te indignes por causa dos malfeitores. Não tenhas inveja dos que praticam a injustiça. Pois murcharão prontamente como a relva, e desaparecerão como a nova relva verde. Confia em Jeová e faze o bem; reside na terra e atua em fidelidade. Também, tem intenso deleite em Jeová, ele te concederá os pedidos do teu coração.” — Sal. 37:1-4, NM.
10 Em vista disso, que proceder deve ser adotado agora pelas pessoas, a fim de merecerem o favor e a proteção de Jeová, assim como ele mostrou a Noé, a Lot e aos sobreviventes de Jerusalém? (2 Ped. 2:5-9) O sábio imitará a Jeová por demonstrar paciência, especialmente gastando tempo e energia para esquadrinhar as riquezas da Palavra de Deus, que significarão vida para ele. Portanto, se for da espécie de pessoas que estão inclinadas a serem irascíveis e ,impacientes, pare e considere que maravilhoso exemplo de paciência o Deus Todo-poderoso tem demonstrado para com nós. Se estiver, apressado demais, para dizer e fazer coisas, então se esforce a cultivar a qualidade da paciência. É uma virtude ou qualidade piedosa que o cristão precisa ter, especialmente neste tempo do fim. Assim como Jeová tem mostrado paciência com nós, também nós podemos mostrá-la com outros em nossa vida doméstica e com os amigos, no trabalho e entre estranhos. — Mat. 18:23-35.
11. Por que é a paciência um sinal de sabedoria?
11 A paciência é considerada por muitos como sinal de fraqueza. Nesta era, quando todos estão apressados, as pessoas ficam muitas vezes impacientes com os outros. Mas a Palavra de Deus nos aconselha: “Melhor é o paciente do que o de espírito arrogante. Não te apresses no teu espírito a ficar ofendido, pois sentir-se ofendido é o que repousa no seio dos estúpidos.” O sábio apressar-se-á a aprender de Jeová e dos seus propósitos, e se conduzirá tanto a si mesmo como a sua família do modo, que mereçam o favor e a proteção de Deus, em vez de se apressar a ficar ofendido. — Ecl. 7:8, 9, NM.
PACIÊNCIA NO MINISTÉRIO
12. (a) Que grande obra precisa ser feita? (b) Que preparação é necessária?
12 A paciência de Jeová não deve ser confundida com vagarosidade. Assim como ele agiu para purificar a terra nos dias de Noé, assim determinou agora arruinar os que arruínam a terra. Mas, antes que venha o fim deste sistema de coisas, há uma grande obra para fazer. Assim como Noé serviu como pregador da justiça, nos dias antes do dilúvio, assim Jesus predisse que as boas novas a respeito do reino estabelecido de Jeová seriam pregadas em toda a terra habitada, em aviso às pessoas, antes de vir o fim deste sistema. Estas boas novas estão sendo agora trazidas à atenção das pessoas de todas as nações pelos esforços ministeriais ativos e unidos das testemunhas de Jeová. Seu ministério pode de certa maneira ser comparado ao trabalho dum lavrador, e a ilustração ajuda a enfatizar a grande paciência necessária no serviço ministerial que Deus tem designado hoje aos verdadeiros cristãos. Alguém que nunca lavrou o solo não pensaria em ir e comprar terra e iniciar uma lavoura sem aprender primeiro algo sobre os métodos de lavoura e obter instrução. Do mesmo modo precisa haver um período de estudo, de instrução e treinamento congregacional antes que alguém possa empreender o serviço ministerial. Jesus reconheceu esta necessidade de treinamento, e ele enviou seus discípulos aos dois, para que tirassem proveito da associação e das sugestões úteis que cada um daria ao outro.
13, 14. Como pode o ministério ser comparado ao trabalho dum lavrador, e por que requer paciência?
13 O lavrador não sai um dia e planta a semente, voltando logo na semana seguinte para a colheita. Antes, ele precisa beneficiar o solo, adubá-lo, ará-lo, gradeá-lo, plantar nele a semente, cultivar e capinar o solo e manter afastados os pássaros. Depois, talvez tenha dificuldades com pragas, de modo que borrifa as plantas. E ainda por cima pode haver uma seca, e a safra pode ficar destruída. Desiste o lavrador e vai ele para a cidade em busca dum emprego ou muda de profissão? Não se ele for realmente lavrador. Antes, no ano seguinte, fará a mesma coisa outra vez. Talvez plante um arvoredo contra o vento, para reter o solo. Talvez cave um poço para ter água para a irrigação do solo. Mas não desiste. Tem paciência e continua a trabalhar até tirar finalmente os frutos dos seus labores, recolhendo a safra, graças à bênção de Jeová.
14 O verdadeiro cristão que deseja seguir as pisadas de Jesus partilha com outros as verdades que aprende. Descobre que, em primeiro lugar, precisa cultivar o solo. Isto pode ser feito por se dar um bom exemplo como cristão, na vizinhança onde mora. As.. pessoas observam sua conduta e seu modo de falar, e se for de acordo com os princípios bíblicos, então estarão mais aptas de ouvir a mensagem que lhes. traz. Mesmo assim, depois de muitas visitas e de se lhes falar sobre as Escrituras, talvez não haja reação favorável. Mas, não fique impaciente. Lembre-se de que os muros de Jericó não caíram com a primeira marcha em volta deles. Antes, os israelitas tiveram de marchar em volta dos muros por seis dias, e no sétimo dia andaram sete vezes em volta deles, e então, por fim, se desmoronaram os muros. Não devemos pensar que vamos derrubar as barreiras, feita muralhas, dos ensinos religiosos e das tradições dos credos, que se edificaram durante os séculos, logo a primeira vez que falamos alto a mensagem da verdade. Mas, por reconhecermos a importância da mensagem que levamos, precisamos ser corteses e pacientes, e mostrar amor. Não estamos lidando com plantações, como o lavrador, mas com vidas; por isso há necessidade de paciência ainda, maior.
15, 16. (a) Por que não deve o cristão ficar facilmente desanimado no seu serviço? (b) Que bom conselho deu Tiago?
15 Depois de o ministro ter visitado as pessoas de boa vontade, de ter plantado a semente da verdade cá e acolá, regando-a com o testemunho incidental, ocasionalmente ou por revisitas, quando ele por fim nota um pouco de interesse manifesto, como um broto fosse que surge da terra, então ele procura ajudá-lo a crescer e a se tornar espiritualmente forte, cultivando o fosse interesse com um estudo bíblica. Mas, se a planta enfraquece ou o interesse morre, diz ele:‘Agora chega para mim, eu não posso ser instrutor’? Não se ele se tiver realmente dedicado a Jeová Deus e desejar servi-lo de todo o coração, mente, alma e força. O mundo é o campo, e a ceifa é grande; por isso há muitas oportunidades de tentar novamente e de mostrar paciência.
16 Tiago enfatizou este ponto, dizendo: “Portanto, irmãos, exercei paciência até a presença do Senhor. Vêde! O lavrador continua a esperar o precioso fruto da terra, exercendo paciência com ele, até que receba as primeiras e as últimas chuvas. Vós, também, exercei paciência; fortalecei vossos corações, porque a presença do Senhor tem-se aproximado.” (Tia. 5:7, 8, NM) Tiago reconheceu que depois da plantação a chuva temporã é necessária para fazer a semente germinar, e que depois a chuva serôdia é necessária para fazer a planta frutificar. Assim se dá, com o ministério. As águas da verdade ajudam a fazer germinar a apreciação pela Palavra de Deus e a fazê-la viver no coração e na mente da pessoa, mas só a irrigação e o cultivo contínuos fazem que pessoa se torne como planta de justiça, pronta para dar frutos para o louvor e a honra do Criador.
17. O que se destaca quanto ao tempo em que vivemos?
17 Tiago disse aos primeiros cristãos que exercessem paciência até a presença do Senhor. Em Mateus 24:3, os discípulos pediram que Jesus lhes indicasse um sinal da sua presença ou parousía, e ele lhes forneceu evidência múltipla num sinal composto de pelo menos trinta e nove particularidades distintas. (Veja-se “Certificai-vos de Todas as Coisas”, página 316.) Parte deste sinal, que se tem cumprido desde 1914, foi que estas boas novas do Reino seriam pregadas em toda a terra habitada, com o fim de dar testemunho a todas as nações. Isto se tem cumprido literalmente em nossos dias, ao passo que as testemunhas de Jeová, jovens e idosas, homens e mulheres, participam ativamente na obra de pregação e de ensino em todo o mundo, em 179 países e ilhas do mar. A evidência da realização do propósito de Jeová pode ser vista na contínua expansão e no crescimento da sociedade do Novo Mundo. Em 1914, quando a segunda presença de Cristo começou invisivelmente, houve apenas alguns milhares de publicadores ativos no ministério. Em 1938, houve 59.000. Agora há mais de 916.000. A bênção de Jeová tem estado sobre a obra de plantar e de regar, e ele tem dado o aumento.
PACIÊNCIA COM ATIVIDADE
18. Como podem os cristãos exercer agora paciência?
18 Embora não estejamos mais aguardando a presença do Senhor, desde o início do cumprimento do sinal em 1914, ainda precisamos ter paciência, até que a obra de pregação tenha sido cabalmente realizada e Jeová disser que basta, no Armagedon. Quando Tiago disse que devemos exercer paciência, ele não se referia a um período de espera inativa, mas, antes, se devia exercer fé e esperança por partilhar com outros as verdades aprendidas, ao mesmo tempo tendo confiança na Palavra de Jeová e no breve cumprimento dos seus propósitos. Conforme predisse o salmista, o povo de Jeová está voluntariamente disposto no dia do Seu poder. (Sal. 110:3) São felizes de poderem participar no Seu serviço, e muitas famílias até mesmo venderam seus lares e deixaram seu emprego secular, mudando-se para novos territórios, onde sua atividade ministerial tem sido grandemente apreciada pelas pessoas de boa vontade a quem servem agora.
19. Que bom conselho bíblico devemos seguir, e por quê?
19 Estes cristãos sinceros reconhecem a sabedoria do conselho dado por Jesus: “Ninguém que, tendo pôsto a mão’ no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus.” (Luc. 9:62, ALA) Portanto, em vez de olhar para trás ao sistema do velho mundo é às vantagens ou promoções temporárias que oferece, olham para a frente, para as bênçãos do novo mundo, e fixam seus olhos no alvo do Reino, fazendo todos os esforços para promover os interesses do Reino pela atividade ministerial. Seguem o conselho: “Pela perseverança da vossa parte adquirireis as vossas almas [ou: ‘vidas futuras’].” (Luc. 21:19, NM) Reconhecem que a maravilhosa dádiva da vida no novo mundo vale a pena o trabalho paciente, por isso não ficam desanimados. Entendem que embora muitos estudos bíblicos sejam talvez necessários antes de alguém chegar a avaliar a verdade, isto tudo faz parte da obra, da separação das ovelhas dos cabritos, que Jesus predisse, e assim são felizes de ter uma parte nisso. Aguardam o tempo quando esta obra terá sido acabada e quando todos os viventes conhecerão a Jeová. — Jer. 31:34.
20. O que está envolvido na obtenção da bênção de Jeová sobre a nossa obra de pregação?
20 Enquanto a pessoa fizer a obra de pregação e de ensino do modo como Jeová ordena através de sua organização, ela não será em vão, mas terá a bênção de Jeová. Sempre busque dele a orientação e ore pela sua ajuda, por meio do seu espírito. Paulo explicou a relação entre o ministro e Deus: “O que, então, é Apolo? Sim, o que é Paulo? Ministros pelos quais viestes a tornar-vos crentes, assim como o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus continuou a fazê-lo crescer; de modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que o faz crescer.” O texto passa então a explicar que se colherá do ministério segundo o que se plantou, dizendo: “Mas cada pessoa receberá a sua própria recompensa segundo seu próprio trabalho.” Dá valor ao privilégio de ser um dos colaboradores de Deus? Em caso afirmativo, faça todo esforço para que seu ministério seja bom aos olhos de Deus. “Pois somos cooperadores de Deus. Vós, povo, sois o campo de Deus em cultivo, o edifício de Deus.” (1 Cor. 3:5-9, NM) Como parte do campo de Deus em cultivo, está crescendo à madureza espiritual? Não seja como um parasita numa vide, sempre ingerindo nutrição, mas nunca produzindo frutos; antes, estude, assista as reuniões da congregação e faça verdadeiro esforço para ser bom instrutor, tornando-se forte na verdade, preparado para produzir frutos como cooperador de Deus. Então se lhe aplicarão as palavras de Paulo: “Por conseguinte, meus amados irmãos, tornai-vos firmes, inabaláveis, tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão com relação ao Senhor.” — 1 Cor. 15:58, NM.
21. Por que não devemos mais acompanhar o velho mundo?
21 Há toda a razão para sermos pacientes e inabaláveis no nosso ministério, agora, que os tempos dos gentios já passaram e estamos vivendo no tempo da segunda presença de Cristo. Em vez de seguir um proceder de devassidão e de conduta desenfreada, acompanhando as nações do sistema deste velho mundo, o cristão tem uma razão melhor para viver. (1 Ped. 4:3) Ele quer trabalhar para promover os interesses do Reino. Tem a maravilhosa esperança do Reino e todas as suas bênçãos prometidas por Jeová e sabe quê a palavra de Deus nunca vota para ele vazia. (Isa. 55:11) Em vista do tremendo aumento da sociedade do Novo Mundo, avance cada um com ela por crescer em madureza espiritual, progredindo à madureza do entendimento da Palavra de Deus e participando plenamente no Seu serviço.
22. Que conselho deu Paulo aos colossenses?
22 Quanto aos que dizem que vão “esperar para ver”, manifestando falta de fé, eles são da mesma classe dos que esperavam fora da arca, nos dias de Noé, para ver o que ia acontecer. Não tinham confiança na Palavra ou nos propósitos de Deus e morreram afogados por causa disso. A verdadeira fé do cristão combina o conhecimento com a esperança. Isto exige paciência e perseverança. O apóstolo Paulo, escrevendo aos colossenses, deu ênfase à necessidade de paciência na vida diária. Ele mencionou que não cessada de orar. Queria ver os colossenses cheios do conhecimento acurado e sabia que isso levaria tempo e esforço. Ele os estimulou a ir e dar fruto e a aumentar em conhecimento acurado, tornando-se espiritualmente fortes e poderosos, suportando plenamente toda a oposição e mostrando-se longânimos. Ele disse que, se fizessem estas coisas, estariam andando dignamente de Jeová, agradando-o plenamente por darem frutos em toda boa obra, e este é certamente o alvo de todos os verdadeiros cristãos. (Col. 1:9-11) Há toda a razão para sermos gratos de que Jeová é paciente na execução dos seus propósitos, pois significa para nós uma oportunidade de servir agora, e um futuro de vida eterna num novo mundo de justiça. — 2 Ped. 3:15.
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Paciência e perseverançaA Sentinela — 1961 | 1.° de outubro
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Paciência e perseverança
1. Que bênção pode ser usufruída pelos da sociedade do Novo Mundo?
A VERDADEIRA fonte de força para a paciência e perseverança é Jeová; o Deus da eternidade. Os que se tornam parte da organização cristã de Jeová precisam fazer esforço para manter o seu lugar dentro dela. Não se trata duma posição honorária. A perseverança é necessária até que se chegue realmente até o novo mundo de justiça. Ao passo que a pessoa aguarda o novo mundo, pode usufruir as riquezas espirituais que Jeová derrama sobre o seu povo, enquanto a luz da verdade se torna cada vez mais luminosa. Além disso, pode ter parte na grande obra de ajuntamento que Jesus designou para este tempo. Na execução desta obra será apoiada pelo espírito de Jeová. (Zac. 4:6) O próprio fato de que tantos homens, mulheres e crianças se oferecem voluntariamente para partilhar nesta tremenda obra internacional de pregarão é forte evidência da segunda presença de Cristo e é razão para perseverança no ministério.
2. Como mostraram Jesus e seus discípulos que tinham perseverança?
2 Jesus forneceu originalmente a liderança nesta grande atividade de pregação. ele não ficou desanimado quando a multidão o escarnecia, dizendo: “Tu tens um demônio”; ou quando, depois de ensinar arduamente, muitos dos seus discípulos voltaram ao seu proceder anterior, não querendo mais andar com ele. Seus discípulos tiveram também a correta atitude mental e não ficaram desanimados. Quando os perguntou: “Quereis vós ir também?” Pedro respondeu: “Mestre, a quem havemos de ir? Tu tens declarações de vida eterna.” (João 7:20; 6:66-68, NM) Da mesma maneira não há razão para que os que participam da obra ministerial iniciada por Jesus fiquem desanimados quando alguns dos que por um tempo mostraram interesse e andaram com eles se desviam. (Eze. 33:32) Jesus, como homem perfeito, podia falar eficazmente a grandes multidões e ensiná-las convincentemente. Ele usava ilustrações das coisas que conheciam: ovelhas e cabritos, a lavoura e a pesca. Podemos igualmente usar os eventos do dia, fazer uma obra similar, embora, usualmente perante menos ouvintes. Podemos visitar as pessoas nos seus lares, revsitá-las pacientemente, dirigir estudos bíblicos com grupos familiares e mostrar consideração amorosa para com todos. Seguirá este exemplo dado por Jesus para o ministério de campo, sendo assim cristão, não apenas em nome, mas também em atos?
3. Que convite se faz e qual é a sua aceitação?
3 Jesus contou a história dum homem que tinha uma grande vinha pronta para a vindima, que pediu aos seus dois filhos que participassem no trabalho. O primeiro filho concordou em ir, mas não foi; o segundo filho recusou-se a atender o pai, mas depois sentiu-se arrependido e foi. Estamos no tempo da ceifa que Jesus predisse, e Jeová está mostrando paciência até que se acabe a obra da colheita. Muitos dos que professam ser filhos do Pai celestial não estão dispostos a fazer o trabalho que ele lhes designa. De fato, Jesus estava falando aos principais sacerdotes e homens mais idosos de influência quando disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as meretrizes entrarão na frente de vós no reino de Deus.” (Mat. 21:28-31, NM) Assim como nos dias de Jesus havia pessoas sinceras e humildes, de todas as rodas da vida, que aceitaram a mensagem e começaram a participar no ministério, assim também é hoje. Tais pessoas mostram uma atitude arrependida e a disposição de servir a Deus mesmo antes da classe dos que professam estar fazendo a sua obra. — Mat. 23:2, 3.
A PERSEVERANÇA PACIENTE PRODUZ FRUTOS
4. Como ilustrou Jesus a reação das pessoas à mensagem?
4 Quando alguém toma parte ativa no ministério de casa em casa, observa a veracidade da ilustração de Jesus em Lucas 8:9-15, que há pessoas de todas as espécies, assim como há muitas espécies diferentes de solos, alguns rochosos, outros cheios de espinhos, e outros da espécie correta, bons para o plantio. Jesus explicou: “A semente é a palavra de Deus . . . Quanto àquela no solo correto, estes são os que, depois de ouvirem a palavra com coração correto e bom, retêm-na e dão fruto com perseverança.” Com a maioria das pessoas é necessária uma paciente ajuda pessoal. Talvez não entendam a importância da mensagem, ou talvez tenham .as mentes cheias de preconceito ou de conceitos errôneos, ou estejam sinceramente convencidas de que a crença de seus pais é a correta,. Quando a Testemunha volta para falar mais sobre as verdades bíblicas, o morador talvez procure evitá-la. No entanto, Jesus assegura-nos que as ovelhas ouviriam a voz do Senhor. Podemos tornar isso possível por perseverar no ministério, mostrando “perseverança na obra que é boa”. — Rom. 2:7, NM.
5. Como se mostra paciência na produção dos frutos do Reino?
5 No ano passado dirigiram-se 646.000 estudos bíblicos domiciliares cada semana, e dentre estas pessoas foram batizadas 69.027 em todo o mundo; tanto esforço se exige para produzir frutos. Conforme Jesus indicou, algumas das sementes da verdade caem ao lado da estrada. Então vem o Diabo e tira a palavra do coração das pessoas, para que não creiam e não sejam salvas. Outras sementes caem em solo rochoso. A Palavra de Deus é ouvida com alegria, mas a mensagem não cria raízes profundas porque o solo é rochoso; e assim crêem por algum tempo, mas quando vem o calor da oposição, tais pessoas murcham e morrem. Ainda outras sementes caem entre os espinhos, quando as pessoas ouvem a mensagem, mas estão ocupadas demais com as ansiedades, as riquezas e os prazeres desta vida, e por isso as sementes são sufocadas e nunca atingem a madureza. Requer muitos estudos para encontrar a espécie correta de solo, arrancando-se paciente e eficazmente aquilo que é infrutífero.
6. Por que não devemos ficar desanimados quando alguns rejeitam a mensagem?
6 Uma Testemunha francesa pregara por sete anos aos seus colegas de trabalho, mas sem resultados. Por fim pôde estabelecer estudos bíblicos com alguns deles, e diversos deles têm feito bom progresso na verdade. Sua paciência foi recompensada. Portanto, não fique impaciente no ministério, por não ser recebido favoravelmente por muitas pessoas. Nem todos deram atenção favorável a Jesus, e muitos dos que o ouviram com curiosidade não quiseram exercer fé nos seus ensinos; portanto, o mesmo se pode esperar hoje. Se as pessoas não queriam escutar Jesus, quando lhes explicou as verdades de seu Pai celestial, então por que esperar que escutem hoje os servos dele? Não há razão para se pensar que o mundo se converterá e que todos darão ouvidos à mensagem. Não obstante, dá-se um aviso sobre o dia da vingança de Jeová, para que os que querem dar ouvidos possam fugir da destruição. A obra de separar os semelhantes a ovelhas dos que manifestam uma disposição de cabritos está progredindo em todas as partes do mundo. A maneira. em que as pessoas reagem à mensagem e tratam os portadores da mensagem é o que determina sua posição à destra de favor ou à esquerda de desfavor do Rei, Cristo Jesus. Conforme ele disse: “Em verdade vos digo: Ao ponto que não o fizestes a um destes mínimos, a mim não o fizestes.” Portanto, quando alguém repele o mensageiro do Reino com as palavras: “Estou ocupado demais” ou “não estou interessado”, está de fato dizendo isso a Cristo, a quem servimos como embaixadores. — Mat. 25:45; 2 Cor. 5:20, NM.
7. Como podemos recomendar a verdade a toda espécie de pessoas?
7 O representante de Cristo deseja realizar seu ministério de modo que anais tarde se abra o caminho para um testemunho. O apóstolo Paulo deu boa instrução sobre isso, dizendo: ‘Mas, o escravo do Senhor não precisa lutar, mas precisa usar de tato para com todos, estar qualificado para ensinar, refreando-se debaixo do mal, instruindo com mansidão os que não estão favoravelmente dispostos, visto que Deus talvez lhes dê arrependimento conduzindo a um conhecimento acurado da verdade, e eles possam recuperar os seus sentidos do laço do Diabo, visto que foram apanhados por ele vivos para a vontade deste.” (2 Tim. 2:24-26, NM) Alguns dos que no princípio se opõem fortemente a mensagem fazem isso por causa de sua crença sincera no que se lhes tinha ensinado, como se deu no caso de Saulo de Tarso. Ele fez muita perseguição aos primitivos cristãos por causa do seu desencaminhado zelo, mas quando ele aceitou o modo de vida cristão, ele sofreu o choque da oposição contra o cristianismo. Ele escreveu: “De todo modo nos recomendamos como ministros de Deus, por suportar muito, por tribulações, por casos de necessidade, por dificuldades, por espancamentos, por prisões, por desordens, por trabalhos, por noites sem dormir, por tempos sem alimento.” — 2 Cor. 6:4-10, NM.
8. Como devem as nossas vidas refletir a verdade?
8 Talvez não tenha pessoalmente sofrido tal oposição severa por causa de sua conduta cristã, mas cada cristão dedicado pode recomendar-se como ministro de Deus da maneira mencionada por Paulo, que disse, em continuação: “Pela pureza, pelo conhecimento, pela longanimidade, pela benignidade, pelo espírito santo, pelo amor livre de hipocrisia, pela fala veraz, pelo poder de Deus; por meio das armas da justiça para ofensiva e defensiva, através de glória e de desonra, através de mau relatório e de bom relatório . . . como entristecidos, mas sempre regozijando, como pobres, mas fazendo a muitos ricos, como não tendo nada, contudo, possuindo todas as coisas.” Paulo mostrou que ele teve bom equilíbrio e boa apreciação da verdade. Não se deixou desanimar, mas pôs o serviço de Jeová em primeiro lugar. Soube ser paciente apesar de espancamentos, encarceramentos e oposição, pois sabia que seu proceder tinha a bênção de Jeová.
PERSEVERANTE SOB A OPOSIÇÃO DA FAMÍLIA
9. Qual é o melhor proceder a seguir em face da oposição por parte da família?
9 Talvez sofra a maior oposição da parte dos que lhe são mais chegados. Aquele que sabe avaliar a longanimidade e paciência que Jeová tem demonstrado para com a humanidade deve certamente mostrar as mesmas qualidades de longanimidade, bondade e paciência nos seus tratos com outros, e especialmente para com os de sua própria família,, embora ela se oponha à verdade. A paciência e um modo amoroso podem ajudar os opositores a aceitar a verdade depois de algum tempo. Ficar impaciente com outro apenas alara, a brecha. Quando os membros da família se opõem persistentemente ao cristão na sua adoração, ao passo que ele assiste às reuniões e participa no serviço, é possível esgotar esta oposição, não por se desistir, mas por se colocar pacientemente os interesses do Reino em primeiro lugar. Conforme Jesus disse: “Aquele . . . que perseverar até ao fim, esse será salvo.” (Mat. 10:22, 34-39, ALA) Novamente se nos diz: “Se, quando estais fazendo o bem e sofreis, o suportais, isto é uma coisa agradável a Deus.” (1 Ped. 2:20, NM) Depois de um tempo, os opositores, quem quer que sejam, verão que nada o desanima ou vença a sua paciência, e eles o respeitarão por sua atitude.
10, 11. (a) Que conselho deram Pedro e Paulo quanto à conduta cristã? (b) Como pode ser recompensada a persistência do cristão?
10 Talvez este problema seja tão grande, que nem mesmo possa falar sobre á verdade aos outros da sua família; eles não querem ouvir: Mesmo assim podem ser vencidos sem palavra, pela boa conduta com profundo respeito. (1 Ped. 3:1, 2) Tal proceder causará forçosamente uma boa impressão. O cristão não deve retaliar à maneira do velho mundo por insultos, por ações desprezíveis e pela falta de respeito para com o ponto de vista do outro. Antes, como disse Paulo: “Segue a justiça, a devoção piedosa, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão de temperamento.” (1 Tim. 6:11, NM) Quando o marido diz que sua esposa cristã não pode participar no ministério ou não pode assistir às reuniões, a esposa sabe que ela tem um problema sério, porque ela votou em dedicação a fazer a vontade de Jeová. Ela não se quer opor a seu marido, contudo, deseja permanecer fiel a. seu Criador. As Escrituras a admoestam: “Peleja pela vitória na peleja correta da fé, apodera-te firmemente da vida eterna para a qual fôste chamado e declaraste a confissão correta, publicamente, diante de muitas testemunhas.” Ela sabe que seu marido não lhe pode dar vida, mas talvez, se ela continuar firme na verdade, possa por fim convencê-lo a aceitar a Palavra de Deus. Mostrará ela devoção piedosa e perseverança, fazendo esta confissão pública Isto é o que Deus quer. Ela não pode renunciar à sua fé se deseja vida; por isso ela mostra seu amor a seu marido, mas ainda cumpre a sua dedicação votada a Jeová. — 1 Tim. 6:12, NM.
11 Certa Testemunha, que conheceu pela primeira vez a verdade há uns vinte e oito anos, sofria persistente oposição de sua esposa e de seus parentes. Faziam orações por ele e acendiam velas por ele. Quando ele foi encarcerado por, causado seu ministério, diziam que ele merecia isso. Sua esposa influenciava seus filhos a não darem ouvidos aos ensinos do pai. Apesar de tudo isso, ele mostrou-se pai amoroso e provedor constante, assim como deve fazer o pai cristão, e apegou-se firmemente à verdade. Por fim, depois de todos aqueles anos, um artigo na Despertai!, sobre a importância da religião na vida familiar fez uma impressão tão profunda na esposa, que ela pediu um estudo bíblico com as testemunhas de Jeová. Agora ela aceita a verdade, junto com seu marido, e já foi batizada, e ambos se regozijam em estar mais do que nunca unidos pela Palavra de Deus.
12. De que maneira é Jó um bom exemplo de perseverança?
12 Há muitos exemplos bíblicos que também mostram a bênção que resulta da paciente perseverança. Jó teve um problema similar. Ele ficou doente e sofreu a perda de seus filhos e de sua propriedade. Seus amigos voltaram-se contra ele, dizendo-lhe que deve ter feito algo de errado e que Deus o estava punindo. A esposa dele deu-lhe um conselho tolo, dizendo-lhe que amaldiçoasse a Deus e morresse. Mas, ele se apegou com determinação à sua fé, ao ponto de que a perseverança paciente de Jó se tornou proverbial. Em Tiago 5:10, 11 (NM) somos informados: “Irmãos, tomai por modelo do sofrimento do mal e do exercício da paciência os profetas, que falaram em nome de Jeová. Vede! Nós pronunciamos felizes os que perseveraram. Ouvistes da perseverança de Jó e vistes que resultado Jeová forneceu, que Jeová, é muito terno em afeição e é compassivo.” Portanto, se acha que tem problemas, pense no que Jó sofreu e então tenha paciência, para que também possa receber uma bênção para si. mesmo e para u sua família, assim como ele recebeu. Pode estar certo de que Jeová não permitirá que seja provado além do que pode suportar, mas que poderá vencer por não desistir. — 1 Cor. 10:13.
PERSEVERANÇA PACIENTE ATÉ O FIM
13. De que maneira podem os israelitas ser, um exemplo de aviso para nós agora?
13 Quando alguém aceita a verdade dia Palavra de Deus e começa a associar-se com a sociedade do Novo Mundo, ele está numa situação similar à dos israelitas há milhares de anos, depois de terem saído do Egito e começado a sua viagem à Terra Prometida. De modo similar, as pessoas de boa vontade deixam hoje atrás de si o sistema de coisas do velho mundo e seu modo de vida, e tomam por alvo o novo mundo de justiça. É importante, porém, não ficar desanimado e impaciente porque o caminho parece longo e árduo. Os israelitas começaram a queixar-se logo depois de terem saído do Egito. A congregação inteira começou a murmurar contra Moisés e Aarão, dizendo: “Nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.” (Êxo. 16:2, 3, ALA) Esqueceram-se de que era Jeová quem os guiava, de dia por uma nuvem e de noite por uma coluna de fogo. Era Jeová quem lhos provia o sustento, como ele mostrou logo depois por dar-lhes o maná e também codornizes para comer. Depois se queixaram da insuficiência de água, mas Moisés os repreendeu com as palavras: “Por que continuais a pôr Jeová à prova?” Jeová não ia deixar o seu povo morrer de sede; proveu-lhes água em Meribá. Depois de tudo isso, quando eles enviaram alguns dos seus homens para espionar a terra que haviam de tomar, ficaram com medo dos habitantes, por causa do relatório dos espiões. Queixaram-se: “Por que nos leva Jeová a esta terra para cairmos pela espada? . . .Nomeemos um chefe e voltemos ao Egito.” Devido a esta última exibição de sua falta de fé em Jeová e na capacidade dele de guiá-los e de protegê-los, foram sentenciados a peregrinar por quarenta anos pelo deserto, antes de seus filhos entrarem na Terra Prometida. — Êxo. 17:2, 3; Núm. 14:3, 4, NM.
14. De que modo serve Cristo como o Moisés maior?
14 Hoje estamos seguindo a chefia de Cristo Jesus, o Moisés Maior. Ele nos proveu abundante alimento espiritual e as águas da verdade, no meio duma terra árida. Protege-nos contra toda a oposição que Satanás e suas hostes podem lançar contra nós. Não queremos mostrar agora a mesma falta de fé e apreciação exibida por muitos dos israelitas, tornando-nos impacientes com Jeová e suas provisões, ou com seu tempo marcado para a realização dos seus propósitos. Faremos bem em considerar antes a promessa em Salmo 37:7, 9 (NM): “Mantém silêncio diante de Jeová e espera ansiomente por ele. . . . Pois os próprios malfeitores serão cortados, mas os que esperam em Jeová são os que hão de possuir a terra.”
15. Qual foi a mensagem â congregação em Éfeso, e como se aplica ela ao tempo atual?
15 Também à primitiva congregação cristã em Éfeso deu-se conselho para continuar com plena fé e zelo: “Eu conheço as tuas obras, e o teu trabalho árduo e a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus . . . Também estás mostrando perseverança e te mantiveste firme por causa do meu nome e não desfaleceste. Eu, não obstante, tenho isto contra ti: que abandonaste o amor que tinhas no início.” Isto deve ter chocado os irmãos em Éfeso. Tinham trabalhado arduamente e tinham mostrado perseverança, iras ainda assim lhes faltava o mesmo zelo e intenso amor e entusiasmo que no princípio tinham pela verdade. Hoje, embora talvez já por muitos anos esteja ativo no serviço, não deve deixar esfriar o zelo e a alegria que tinha no princípio, mas precisa trabalhar para mantê-los vivos como força ativante na sua vida. (Apo. 2:2-4, NM) Jesus sabia de antemão que este problema existiria hoje, salientando que o amor da maior parte se esfriaria. Mas, se formos fortes na fé, associando-nos regularmente com a congregação, e se formos ativos no serviço de Jeová, não nos acontecerá isso. Antes, precisamos continuar num proceder equilibrado na vida, pondo os interesses de Jeová em primeiro lugar e mantendo o Reino como nosso alvo.
16. Por que pode o cristão esperar oposição, mas o que precisa ele fazer?
16 Uma qualidade intimamente associada com a paciência, é a perseverança, tomar uma posição resoluta a favor da verdade e não ceder debaixo de sofrimento ou perseguição. Jesus advertiu que haveria muita oposição à verdade, dizendo: “Se fizésseis parte do mundo, o mundo gostaria do que é seu. Mas, porque não fazeis parte do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia. Tende em mente a palavra que eu vos disse: O escravo não é maior do que seu senhor. Se perseguiram a mim, também perseguirão a vós.” (João 15:19, 20, NM) O cristão ativo pode esperar oposição ao seu ministério, mas ele precisa continuar fielmente apesar dela, porque a perseverança agora significará vida futura no novo mundo. Ninguém pode correr apenas metade do curso da vida e esperar receber o prêmio; precisa ir até o fim. Paulo enfatizou isso em Hebreus 10:36 (NM) ao dizer: “Tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa.” “Assim, pois, visto que nos cerca tão grande nuvem de testemunhas, dispamo-nos também de todo o peso e do pecado que tão facilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que está posta diante de nós.” (Heb. 12:1, NM) Se o cristão nunca tropeçar por falta de fé, mas continuar persistentemente até o fim, o cristão poderá correi nesta carreira de perseverança até. o fim, com a ajuda de Jeová.
17. Que perseguição à verdade encontraram alguns, mas o que produziu ela?
17 Nos anos passados e até agora, muitos irmãos têm continuado fielmente sob severa perseguição. Dois irmãos estão até mesmo agora encarcerados por supostas “atividades contra-revolucionárias” em certo país, simplesmente porque continuaram com sua atividade ministerial ali, trazendo a esperança do Reino à atenção das pessoas de boa vontade. Em outro país, um irmão que tem estado na dianteira na atividade cristã das testemunhas de Jeová durante muitos anos, sofreu muito por causa da verdade. Ele foi encarcerado debaixo de um regime, e depois usufruiu um período de liberdade, durante o qual ele prosseguiu com o ministério. Ele foi agora traído por alguém em quem confiava e está novamente preso. No entanto, no caso de tais cristãos fiéis, até mesmo a ameaça de morte não os desvia da sua adoração de Jeová. As palavras de Paulo nos dão forte incentivo: “Mas exultemos enquanto estamos em tribulações, visto que sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, por sua vez, uma condição aprovada; a condição aprovada, por sua vez, esperança, e a esperança não leva ao desapontamento; porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações por meio do espírito santo que nos foi dado.” (Rom. 5:3-5; Tia. 1:2, 3, NM) Os irmãos, em todo o mundo, têm sofrido muito, quer em abundância, quer em escassez, em perseguição ou em paz. Mas, quer os tempos tenham sido bons ou maus, sabem que sua alegria e felicidade vem da atividade zelosa no serviço do Reino. — Fil. 4:11-13.
18. Como devemos agir em vista do nosso conhecimento da verdade?
18 Não querem enterrar seus talentos do Reino por se negar a agir de acordo com o conhecimento da verdade que receberam, mas, antes, usam-nos constantemente, plantando, regando e cultivando nos corações dos outros a mesma esperança que eles têm. Os servos, na ilustração de Jesus, sabiam que seu senhor queria que usassem os talentos, que produzissem um aumento, não que os enterrassem pela falta de uso. Assim também hoje, queremos continuar ativamente na ceifa, e não ser apanhados desprevenidos, como os falsos pastores que se entregam à lavoura na última hora, para fugir da culpa que recai sobre eles em resultado dos seus muitos anos de pregarem falsidades em troca de pagamento. (Mat. 25:14-30; Zac. 13:4-6; Miq. 3:11) Os servos de Jeová querem poder mostrar que têm estado ativos na vinha, trabalhando nos campos sob a orientação de Jeová e participando na grande obra de colheita. Não querem desistir agora, enquanto a ceifa está em pleno andamento, mas, antes, continuam pacientemente até que Jeová diga que basta. — Isa. 6:11; 2 Tes. 1:4, 5; 2 Ped. 1:6.
19. O que impedirá que sejamos inativos ou infrutíferos, e por que devemos ser pacientes e perseverantes?
19 Pode também participar nesta obra de ajuntamento. Se acrescentar à sua fé a virtude, o conhecimento e a perseverança, então nada lhe impede de ser ativo e frutífero, ao usar o conhecimento acurado que recebeu. Se tiver continuado pacientemente por muitos anos na promoção dos interesses do Novo Mundo, então Apegue-se aos seus privilégios de serviço, para que ninguém lhe possa tirar a coroa da vida. (2 Ped. 1:5-8; Apo. 3:10, 11) Podemos ser pacientes, porque temos o tempo do nosso lado. Mas o tempo se está esgotando para o sistema do velho mundo. Satanás sabe que tem apenas pouco tempo. Só sobra parte desta geração; portanto, persevere pacientemente até o fim, para a salvação. Continue a pregar até que Jeová diga que a ceifa está completa e acabe com o velho mundo na destruição do Armagedon. Lembre-se de que ‘aquele que perseverar até o fim será salvo’. — Mat. 24:13; 2 Tes. 3:5.
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“A cabeça de todos estes reinos”A Sentinela — 1961 | 1.° de outubro
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“A cabeça de todos estes reinos”
HAZOR, cidade cananéia nos dias de Josué, não era nada pequena nem insignificante. Descrevendo Hazor brevemente, a Bíblia diz: “Naquele tempo tornou Josué, e tomou a Hazor, e feriu à espada ao seu rei: porquanto Hazor dantes era a cabeça de todos éstes reinos.” (Jos. 11:10) Um arqueólogo comentou quão apropriada era a descrição bíblica. O jornal Times de Nova Iorque, de 12 de maio de 1959, relatou: “Um arqueólogo israelense relatou ontem que as escavações da cidade bíblica de Hazor, na Galiléia de Israel, tinham revelado ‘o melhor quadro até a data’ sobre a cultura material dos antigos cananeus e israelitas. Ao mesmo tempo, o Dr. Yigael Yadin, autoridade no assunto dos Rolos do Mar Morto, disse que a descoberta de cerâmica micena, em novembro passado, nas escavações de Hazor, confirmaram que o Josué bíblico tinha conquistado Hazor no século treze A. C., junto com Jericó, quando os israelitas atravessaram o Jordão para a Terra Santa. A cerâmica descoberta, disse ele, localiza a campanha de Josué por volta de 3.300 anos atrás, o que coincide com o relato bíblico. . . .
“Durante os últimos quatro anos, o Dr. Yadin tem chefiado a expedição arqueológica de James A. de Rothschild-Universidade Hebraica, no local na Galiléia setentrional. Ele descobriu os restos de vinte e uma cidades. . . . Suas escavações, disse o Dr. Yadin, indicaram que a maior das vinte e uma cidades, e provavelmente a maior em Canaa, era a de Hazor, que Josué conquistou e queimou. . . . As escavações de Hazor, disse o Dr. Yadin, indicaram que a cidade se ajusta à breve descrição bíblica como ‘a cabeça de todos éstes reinos’. ‘A Hazor de Josué foi uma cidade de aproximadamente 150 acres [60,7 ha]; pode ter abrigado de 25.000 a 30.000 pessoas’, disse o Dr. Yadin. ‘Podemos ter uma idéia do seu tamanho impressionante, para aqueles dias, quando tomamos em consideração que Magedo, a famosa cidade-fortaleza que protegia o Vale de Jezreel — Armagedon — abrangia apenas uns quinze acres [6 ha], e que a Jerusalém dos tempos do Rei Davi, séculos depois, abrangia cerca de dez acres [4 hectares].’”
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A cerimônia é religiosaA Sentinela — 1961 | 1.° de outubro
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A cerimônia é religiosa
A rainha britânica, por ocasião da coroação, recebeu a plena bênção da Igreja, e ainda mais. O Sunday Chronicle de 8 de março de 1953 o expressou do seguinte modo: “E agora vem o momento mais sublime. A Rainha está para ser elevada à companhia mística do Ungido do Senhor, tornando-se assim Rainha, não só pela vontade do Homem, mas aos olhos de Deus. . . . O que há de ocorrer é um mistério, não para ser visto pelo homem; e poucos serão os que ouvirão a voz do Arcebispo, que dirá, ao mergulhar os dedos na Colher, ‘Sejam tuas Mãos ungidas com óleo Santo, seja o teu seio ungido com óleo Santo, seja a tua Cabeça ungida com óleo Santo, assim como se ungiam Reis, Sacerdotes e Profetas.’ Enquanto o Deão devolve o óleo Sagrado ao Altar, a congregação vê novamente a sua Rainha, agora transformada misticamente, aos olhos da fé. Ela está pronta para receber a investidura dos emblemas, que podem ser segurados ou usados apenas pelo Ungido do Senhor, sendo que as vestes, que lhe são postas pelo Deão, se parecem às dum Sacerdote.” A significância religiosa adicional desta cerimônia é demonstrada pela “Espada do Estado”, com que, entre outras coisas, há de “proteger a Santa Igreja de Deus”, e “a coroa de glória e justiça”, que ela há de receber, “que, para os seus muitos povos, tem um significado muito além de toda a autoridade e poder terrestre”. A participação no cerimonial é, portanto, tanto um ato religioso como um ato político.
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