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  • De que proveito é o sofrimento?
    A Sentinela — 1987 | 15 de fevereiro
    • O mero fato de alguém ainda estar vivo deve dar-lhe motivo de esperança. Lá no tempo de Jeremias, a cidade de Jerusalém e a terra de Judá foram desoladas, e muitos israelitas pereceram. Ainda assim, havia sobreviventes. Isto garantia a contínua misericórdia de Deus para com o seu povo. Lemos: “É pelos atos de benevolência de Jeová que não se deu cabo de nós, porque as suas misericórdias certamente não acabarão. São novas cada manhã. Tua fidelidade é abundante. ‘Jeová é meu quinhão’, disse a minha alma, ‘por isso é que me mostrarei em atitude de espera por ele’.” — Lamentações 3:22-24.

      Se não fosse a benevolência de Deus, e sua preocupação compassiva com o seu povo, não teria havido sobreviventes entre os israelitas. Mas Jeová Deus teve misericórdia. De modo que suas expressões de misericórdia continuariam a estender-se para com o seu povo, renovadas cada manhã. O fato de que a fidelidade de Jeová é abundante tornava certo que se podia depender das suas misericórdias. Seriam constantes, nunca fracas ou ineficazes. Visto que o Altíssimo continuava a ser o quinhão ou a herança do Seu povo, havia bons motivos para este continuar a esperar pela inversão da situação provadora que ele permitira que lhe sobreviesse por causa da sua infidelidade.

      Como Esperar com Paciência

      Como se deve caracterizar tal espera? O livro de Lamentações responde: “Jeová é bom para com o que espera nele, para com a alma que continua a buscá-lo. É bom que se espere, mesmo silencioso, a salvação da parte de Jeová. É bom que o varão vigoroso carregue o jugo durante a sua mocidade. Fique sentado sozinho e fique quieto, porque pôs algo sobre ele. Ponha ele a sua boca no próprio pó. Talvez haja esperança. Ofereça a face àquele que o golpeia. Tenha fartura de vitupério.” — Lamentações 3:25-30.

      Note que, em tal tempo de aflição, deve-se continuar a olhar com esperança para Deus, em busca de alívio, e chegar-se ainda mais a ele. Deve-se ser paciente, esperando silencioso, ou sem queixa, até que o Todo-poderoso dê livramento ou salvação. Aprender assim na mocidade a suportar o jugo do sofrimento é bem proveitoso. Por quê? Porque torna mais fácil suportar tais experiências mais adiante na vida, sem perder a esperança. Sabendo-se que já se passou antes por grandes dificuldades, tem-se uma base para a esperança de que se pode fazer isso de novo.

      Agora, quando alguém carrega um jugo de aflição, ele não deve andar por aí queixando-se. Não, deve ficar sentado sozinho, como alguém de luto, e ficar quieto. Deve prostrar-se, com a boca no próprio pó. Significa que deve humildemente sujeitar-se às provações que Deus permite que suporte, e deve olhar com esperança para o vindouro livramento. Não se deve erguer em revolta contra seus perseguidores, mas deve suportar pacientemente todos os ultrajes físicos e verbais. Isto nos lembra como o próprio Jesus Cristo se comportou. O registro bíblico relata: “Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente.” — 1 Pedro 2:23.

      Outro ponto vital a lembrar quando se sofre é que Deus não dá a sua aprovação às coisas odiosas que os homens talvez façam. No entanto, o Altíssimo permite que certas coisas aconteçam, visando um bom objetivo. Isto é bem expresso nas seguintes palavras do livro de Lamentações: “Porque Jeová não continuará a deitar fora por tempo indefinido. Pois, ainda que tenha causado pesar, certamente também terá misericórdia segundo a abundância da sua benevolência. Pois não é do seu próprio coração que ele tem atribulado ou está causando pesar aos filhos dos homens. Para com o esmagamento debaixo dos pés, de todos os prisioneiros da terra, para com o desvirtuamento do julgamento do varão vigoroso diante da face do Altíssimo, para com a perversão do homem na sua causa jurídica, o próprio Jeová não teve contemplação.” — Lamentações 3:31-36.

      No caso dos israelitas infiéis, Jeová Deus permitiu que passassem por uma terrível experiência às mãos dos babilônios. Deitou-os fora, a ponto de permitir que fossem levados ao exílio. Contudo, isso visava um bom objetivo, a saber, produzir um restante arrependido entre os sobreviventes e seus descendentes. Era para com este restante que Jeová teria misericórdia. O Todo-poderoso não tinha prazer em punir os israelitas. Não era o desejo de seu coração causar-lhes pesar e aflição por entregá-los nas mãos de seus inimigos. Jeová não aprovava o tratamento terrível que dispensavam ao seu povo. Ele não contemplava com aprovação os homens que oprimiam prisioneiros de guerra, que negavam a alguém seus direitos dados por Deus e que se negavam a fazer justiça numa causa jurídica.

      Por conseguinte, quando sofremos às mãos de homens, não devemos culpar a Deus pelos males que os homens cometem. O Altíssimo não aprova a opressão e a violência deles. Por fim, terão de responder a ele pelos seus atos errados.

      Por outro lado, alguns talvez causem sofrimentos a si mesmos. Os israelitas infiéis viraram as costas para Jeová Deus, rejeitando o cuidado protetor dele. Assim, ele corretamente os abandonou aos inimigos deles. Portanto, não tinham nenhuma base para se queixar do que lhes sobreveio. Isto é salientado na pergunta: “Como é que o homem vivente pode entregar-se a queixas, o varão vigoroso, por causa do seu pecado?” (Lamentações 3:39) Em vez de se queixar, os israelitas deviam ter-se voltado arrependidos para Jeová, implorando a sua misericórdia. Lemos: “Pesquisemos deveras os nossos caminhos e exploremo-los, e retornemos deveras diretamente a Jeová. Elevemos nosso coração junto com as palmas das nossas mãos ao Deus nos céus: ‘Nós é que transgredimos e nos comportamos rebeldemente.’” — Lamentações 3:40-42.

      Sim, não era hora de resmungar e de se queixar. Era hora de examinarem com cuidado seus caminhos, seu proceder na vida ou sua conduta, e considerar o resultado. Em vez de continuar nos seus próprios caminhos para o seu prejuízo, deviam retornar a Jeová e acatar as ordens dele. Expressões de aparente arrependimento, meramente elevar as palmas das mãos em oração, não bastavam. Precisava haver um arrependimento de coração por causa das transgressões.

      Assim, quando sofremos, devemos examinar nosso proceder na vida. Causamos as dificuldades a nós mesmos por desconsiderar a lei de Deus? Neste caso, não temos base para culpar o Altíssimo. Antes, devemos mostrar que tiramos proveito da disciplina dolorosa por abandonar o proceder errado e voltar-nos arrependidos para Deus. Se tivermos tentado levar uma vida reta e ainda assim sofrermos aflição, não deveremos esquecer que aquilo que homens iníquos talvez nos façam não é aprovado por Deus. No ínterim, devemos humildemente agüentar as nossas provações, esperando com paciência e sem queixa que Jeová Deus dê alívio. Tiraremos proveito da aplicação do conselho da Palavra de Deus quando confrontados com sofrimento. Aprenderemos paciência, perseverança e total confiança em Jeová. Nunca imitaremos o proceder odioso de homens opressivos, mas continuaremos a ser bondosos e compassivos para com o nosso semelhante.

  • “Honesta com a sua religião”
    A Sentinela — 1987 | 15 de fevereiro
    • “Honesta com a sua religião”

      Ao passo que diversas repartições governamentais foram muito prestativas para com o projeto de construção da Sociedade Torre de Vigia na Nigéria, alguns jornais e líderes religiosos tentaram causar dificuldades às Testemunhas de Jeová por causa da questão da neutralidade. Outros jornalistas, porém, têm feito elogios. Certo escritor, advogado, perguntou se as Testemunhas de Jeová “se apresentam como realmente antipatrióticas”. Fornecendo a sua própria resposta, ele disse: “As Testemunhas são cidadãos que pagam os impostos e acatam a lei. Qualquer . . . Testemunha que pode ser honesta com a sua religião, a ponto de obedecer a ela sob o risco de perder certos privilégios, será igualmente honesta na maioria das outras coisas . . . O motivo de ela se recusar a sonegar dinheiro ao governo enquanto seus colegas . . . cantam o hino nacional e ainda assim desfalcam fundos, é que sua Bíblia, que lhe manda não cantar o hino nacional, também lhe manda não furtar.”

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