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É a Bíblia apenas produto de sabedoria humana?A Sentinela — 1975 | 1.° de setembro
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o tempo de ‘parar com esta tolice de lavar as mãos com cloro’. Em 1861, Semmelweis publicou um registro de seus achados e métodos, enviando-o depois a destacados obstetras e sociedades médicas. O mundo da medicina respondeu desfavoravelmente. Numa conferência de médicos cientistas naturais alemães, a maioria dos oradores rejeitou a opinião médica, válida, de Semmelweis.
Os médicos e cientistas da Europa do século dezenove consideravam-se como homens eruditos. Mas, sem que o soubessem, rejeitavam a sabedoria superior revelada milhares de anos antes nas provisões sanitárias da lei mosaica. Esta lei decretava que todo aquele que tocasse num cadáver tornava-se impuro e tinha de passar por um processo de purificação que incluía banhar-se e lavar as vestes. O período de impureza era estipulado em sete dias, durante os quais a pessoa impura devia evitar contato físico com outros. Todo aquele em que tocasse tornar-se-ia impuro até a noitinha daquele dia específico. Estas medidas serviram para proteger contra a transmissão de infecções mortíferas dos mortos para os vivos e de uma pessoa para outra. — Núm. 19:11-22.
Pense nas muitas vidas que poderiam ter sido salvas se a profissão médica do século passado tivesse considerado a lei mosaica como procedente de Deus! Isto certamente teria resultado em terem muito maior cuidado ao lidarem com os vivos e os mortos.
Em certos campos, a sabedoria atrás do que a Bíblia diz foi reconhecida apenas recentemente. Um caso pertinente é a injunção a respeito da circuncisão, dada a Abraão e mais tarde renovada na lei mosaica. Ela ordenava que a circuncisão só fosse realizada no oitavo dia após o nascimento do menino. (Gên. 17:12; Lev. 12:2, 3) Mas, por que o oitavo dia?
Sabe-se agora que havia motivos físicos válidos que tornam o oitavo dia ideal. Só depois do quinto até o sétimo dia após o nascimento existe no organismo do bebê uma quantidade normal do elemento coagulador de sangue conhecido como “vitamina K”. Outro elemento coagulador, a protrombina, parece estar mais em evidência no oitavo dia do que em qualquer outro tempo durante a vida da criança. Baseado nesta evidência, o professor de medicina S. I. McMillen concluiu: “O dia perfeito para se fazer a circuncisão é o oitavo dia.” — None of These Diseases, p. 22, 23.
Foi apenas por acaso que se escolheu o dia perfeito? É digno de nota que, embora outros povos tenham praticado por muito tempo a circuncisão, sabe-se definitivamente apenas dos influenciados pela Bíblia que eles circuncidam seus meninos no oitavo dia. Portanto, não é razoável aceitar a explicação da Bíblia, de que o Criador do homem prescreveu que este fosse o dia? Não é isto que devíamos esperar Daquele que indicou que a obediência à sua lei contribuiria para a preservação da saúde do povo?
Que a Bíblia contém declarações de sabedoria notável não pode ser negado. Há definitivamente indicações claras de que a Bíblia não pode ser apenas produto da sabedoria humana. Ela contém declarações que revelam sabedoria não compartilhada pelos sábios do mundo no tempo em que foi registrada. Contudo, há um fator ainda mais forte que identifica a Bíblia como livro da parte de Deus. Qual é este fator?
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Conhecimento que não pode vir de homensA Sentinela — 1975 | 1.° de setembro
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Conhecimento que não pode vir de homens
“NEM sabeis qual será a vossa vida amanhã. Porque sois uma bruma que aparece por um pouco de tempo e depois desaparece.” Estas palavras, citadas da Bíblia, expressam uma verdade inegável — que nós humanos não podemos dizer positivamente o que trará o amanhã. — Tia. 4:14.
Em vista disso, não seria muito mais difícil, sim, impossível aos homens predizer eventos futuros com exatidão inerrante e em termos claros com séculos de antecedência? Não seria a presença de tais previsões ou profecias na Bíblia uma forte consubstanciação de sua afirmação de ser inspirada por Deus? Mas, existem tais profecias na Bíblia? Considere o seguinte:
A SORTE DE BABILÔNIA E NÍNIVE
Babilônia, construída em ambas as margens do rio Eufrates, era antigamente a capital impressionante do grande Império Babilônico. Cercada de palmeiras, equipada com um suprimento permanente de água e situada na rota comercial entre o Golfo Pérsico e o Mar Mediterrâneo, a cidade estava num lugar realmente ótimo. Não obstante, já mesmo antes de a condição de Babilônia mudar de mero satélite do Império Assírio para a da capital do Império Babilônico, conquistador do mundo, o profeta hebreu Isaías declarou no oitavo século A. E. C.: “Babilônia, ornato dos reinos, beleza do orgulho dos caldeus, terá de tornar-se como quando Deus derrubou Sodoma e Gomorra. Nunca mais será habitada, nem residirá ela por geração após geração. E o árabe não armará ali a sua tenda e os pastores não deixarão seus rebanhos deitar-se ali.” — Isa. 13:19, 20.
Ninguém pode hoje negar o cumprimento destas palavras. Babilônia jaz em ruínas já por muitos séculos. Mesmo na primavera, não há ali nada para ovelhas ou cabras pastarem. Babilônia sofreu deveras um fim inglório. O administrador-chefe dos Museus Nacionais Franceses, André Parrot, disse:
“A impressão que sempre me causou era de completa desolação. . . . [Os turistas] ficam em geral profundamente desapontados e quase que em uníssono exclamam que não há nada para ver. Esperam encontrar palácios; templos e a ‘Torre de Babel’; mostram-se a eles apenas massas de ruínas, a maioria delas de tijolos cozidos — quer dizer, blocos de argila secos ao sol, cinzentos e em desmoronamento e de nenhum
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