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Os Dez Mandamentos — de Deus, não de homensA Sentinela — 1961 | 15 de julho
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Nos próximos cinco mandamentos, verificamos que, no, hebraico, são declarados de maneira bastante brusca, como, por exemplo: “Não assassinarás!” É só com respeito a estes que se pode estabelecer um paralelo entre o Decálogo e os códigos de outros povos. Mas, isto não é surpreendente. Até mesmo Caim reconheceu que matar ele seu irmão Abel lhe merecia a morte. Assim é que no Livro dos Mortos dos egípcios, escrito séculos antes do Decálogo, lemos de alguém protestar a sua virtude por mostrar que não assassinou, nem roubou, nem praticou adultério, nem deu falso testemunho.12
O arranjo destes últimos cinco mandamentos é bastante significativo, sendo na ordem do maior dano para o menor dano causado ao próximo. O sexto mandamento proíbe assim tirar a vida do próximo; o sétimo, proíbe tirar-lhe a esposa; o oitavo, a propriedade dele.. Passando dos atos para as palavras, o nono proíbe falar falsamente sobre ele, e o décimo proíbe pensamentos egoístas contra o próximo. Esta última lei é também exclusiva dos Dez Mandamentos. Nenhum homem ou corpo de legisladores jamais sonhou em promulgar uma lei contra a cobiça. Por que não? Porque humanamente não há maneira de fazê-la vigorar. No entanto, Jeová a fez parte do Decálogo. Por quê? Porque com isso tocou à fonte ou causa da violação dos outros mandamentos que envolvem o próximo, a saber, o egoísmo. E, embora os homens não possam fazer vigorar tais leis, Jeová Deus, ao fazê-las, fez que cada um do seu povo sé tornasse como que seu próprio policia espiritual ou moral; fez a cada um responsável perante Deus de não desejar nada pertencente ao seu próximo.
Visto que os Dez Mandamentos, do princípio ao fim, tanto no que ordenavam como no seu arranjo, demonstram claramente que só Jeová Deus pode ser o Autor deles, significa isso que os cristãos ainda estão presos a eles? Não, isto não se segue necessariamente. Deus pode tanto fazer como abolir leis. O Decálogo, junto com cerca de mais 600 outras leis do Código de Leis de Moisés, bem como suas sanções, tais como o apedrejamento, foi pregado por Jeová Deus na estaca de tortura de Jesus, libertando assim os cristãos do Decálogo. Os cristãos não estão “debaixo de lei, mas. debaixo de benignidade imerecida”. E em lugar do Decálogo, os cristãos têm o espírito e o amor de Deus como forças em prol da justiça. Contudo, os princípios básicos dos Dez Mandamentos não foram cancelados; aplicar-se-ão sempre. Exatamente como estes aparecem nos mandamentos de Deus para os cristãos, será contado num número futuro desta revista. — Rom. 6:14; 13:8-10; Efé. 2:14-16; Col. 2:16, 17, NM.
OBRAS DE REFERÊNCIAS
1 Encyclopedia of Religion and Ethics.
2 The Pentateuch and Haftorahs, Exodus.
3 Moore v. Strickling (1899).
4 Clark’s Biblical Law.
5 Ancient Records of Egypt — Breasted.
6 The Book of Books: An Introduction — S. Goldman.
7 Archaeology and Bible History — Free.
8 Archaeology and the Bible — Barton.
9 The Universal Jewish Encyclopedia.
10 Foundations for Reconstruction — E. Trueblood
11 Journal of Near Eastern Studies — G. E. Wright.
12 Light from the Ancient Past — Finnegan.
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A cristandade não é o sal da terraA Sentinela — 1961 | 15 de julho
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A cristandade não é o sal da terra
● “Do meu ponto de vista, eu considero o comunismo como fenômeno de conseqüência, causado pelo fato de que as igrejas cristãs não têm sido como o sal da terra, segundo a sua grande vocação”, escreveu o clérigo Voitto Viro. Jesus disse que, quando o sal perde a sua força, “nem presta para a terra, nem mesmo para o monturo; lançam-no fora”. Não deve este principio bíblico ser aplicado à cristandade, que, segundo as evidências, não tem sido o sal da terra? — Luc. 14:35, ARA.
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