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O Pastor excelente e ‘este seu aprisco’A Sentinela — 1984 | 15 de agosto
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que não são deste aprisco; a estas também tenho de trazer.” Não indica isso que ele teria outro, um segundo aprisco, para o qual serviria como Pastor Excelente? Se for assim, quando existiria e quem seriam as ovelhas nele? Estas são perguntas muito oportunas, e suas respostas podem influir diretamente na sua esperança e perspectivas eternas. Portanto, examinemos o assunto.
Como Responderá?
◻ Em que sentido Jesus, pelo nascimento, entrou num aprisco, e quem era o Pastor deste aprisco?
◻ Que novo papel passou Jesus a desempenhar em 29 EC?
◻ João, o Batizador, serviu em que qualidade com respeito ao aprisco israelita?
◻ O que era o novo aprisco, do qual Jesus era o Pastor Excelente?
◻ O que indica que ainda outro aprisco viria a existir?
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O recente redil para “outras ovelhas”A Sentinela — 1984 | 15 de agosto
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O recente redil para “outras ovelhas”
“Tenho Outras ovelhas, que não são deste aprisco; a estes também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor.” — JOÃO 10:16.
1. Que adição com respeito ao aprisco do Israel espiritual ocorreu em 36 EC?
COM a introdução do novo aprisco do Israel espiritual no dia de Pentecostes de 33 EC, o ex-aprisco dos judeus naturais, sob o pacto de Lei mosaica, deixou de ter serventia. Três anos e meio mais tarde veio a conversão, o batismo e a unção, com espírito, do centurião romano Cornélio, de sua família e de seus amigos crentes, em Cesaréia. Assim, gentios que não eram prosélitos nem circuncidados foram introduzidos no aprisco do qual Jesus Cristo é “a porta”. (Atos, capítulo 10) Este aprisco abriga “o Israel de Deus”, israelitas segundo o espírito ou israelitas espirituais. Podia-se dizer de quaisquer destes — judeus ou gentios — que eles “não são deste aprisco” — a grei reunida segundo o arranjo do “novo pacto”? Claro que não! — Gálatas 6:16; João 10:16.
2. Em que sentido Jesus ainda serve qual Pastor Excelente dos que estão no novo pacto?
2 Nesta data avançada, existe um restante deste “Israel de Deus” ainda na terra, que prova que Jesus Cristo, o Mediador do novo Pacto, tem sido um Pastor Fiel e Excelente. De modo que mesmo hoje, depois de mais de 19 séculos, o glorificado Jesus Cristo pode de direito dizer, sem se vangloriar, o que ele falou antes de sua morte e ressurreição, segundo lemos em João 10:14, 15: “Eu sou o pastor excelente, e conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, assim como o Pai [o Pastor Supremo] me conhece e eu conheço o Pai; e entrego a minha alma em benefício das ovelhas.”
3, 4. Por que se deve distinguir entre as “outras ovelhas” e o “pequeno rebanho”?
3 Neste ponto, Jesus passou a fazer uma declaração notável, mas magnânima: “E tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco [ou: “redil”, versão de Antônio de Brito Cardoso]; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor.” (João 10:16) A quem se referiu ele por “outras ovelhas”?
4 Visto que estas “outras ovelhas” não eram “deste aprisco”, não haviam de ser incluídas entre o Israel de Deus, cujos membros têm uma herança espiritual ou celestial. No máximo, esses herdeiros do Reino constituiriam um “pequeno rebanho”, pois Jesus disse aos discípulos, que estavam para receber o derramamento do espírito santo, em Pentecostes: “Não temas, pequeno rebanho, porque aprouve a vosso Pai dar-vos o reino.” (Lucas 12:32) O pequeno rebanho de ovelhas, a quem se dá o Reino celestial e que hão de reinar com o Pastor Excelente, Jesus Cristo, neste Reino, ascende no máximo a 144.000 israelitas espirituais. — Revelação 7:1-8; 14:1-5.
5. Como pode usar Revelação 14:4 para mostrar que as outras ovelhas logicamente têm esperança diferente da do pequeno rebanho?
5 Revelação 14:4 diz: “Estes foram comprados dentre a humanidade como primícias para Deus e para o Cordeiro.” Como poderiam esses 144.000 israelitas espirituais ser simbólicas primícias dentre a humanidade se não houvesse outros frutos, frutos posteriores? Portanto, é inexorável que além dos 144.000 israelitas espirituais, que constituem o pequeno rebanho das ovelhas régias no aprisco do novo pacto, haja outras ovelhas a serem ajuntadas depois. E assim veio a ser, não é verdade?
6, 7. Como se cumpre Revelação 22:17, e quem ali não está sendo convidado a ‘vir’?
6 Predisse-se em Revelação 22:17 que “o espírito e a noiva estão dizendo: ‘Vem!’ E quem ouve diga: ‘Vem!’ E quem tem sede venha; quem quiser tome de graça a água da vida.” A noiva espiritual de Cristo não faz o convite: “Vem!” a si mesma, quer dizer, àqueles que Jeová Deus necessitaria para completar parte da classe da “noiva” para que tivesse 144.000. É durante esta “terminação do sistema de coisas”, que começou em 1914 EC, que ouvimos o convite feito pela “noiva”, em colaboração com o espírito santo do Pastor Supremo. — Mateus 24:3.
7 Essas palavras de convite são dirigidas aos humanos, aqui na terra, que quiserem obter a vida humana perfeita à imagem e semelhança de Deus, no Paraíso que o Reino de Deus, por Cristo, restabelecerá na terra. Atualmente, durante esta terminação do sistema de coisas, os convidados são as “outras ovelhas” da profecia de longo alcance feita por Jesus em João 10:16. Elas não são “deste aprisco” que o Pastor Excelente, Jesus, mencionou ali. Mas recebem o convite por meio do restante das “ovelhas” que estão ‘neste aprisco’, e se têm associado ao restante espiritual em estender o convite a ainda outros, até o fim da terminação do sistema de coisas.
8. Que conceito sobre as outras ovelhas adotou-se em 1905?
8 Na edição de 15 de março de 1905 da Torre de Vigia de Sião, em inglês, publicou-se um artigo intitulado: “Verdadeiro Pastor, Verdadeiras Ovelhas, Verdadeiro Aprisco.” O artigo fez distinção entre as ovelhas “deste aprisco” e as chamadas outras ovelhas. Frisou que este aprisco’ diz respeito à congregação de cristãos que estão sendo recolhidos durante o que foi chamado de “esta era do Evangelho”. Sob os subtítulos “Outras Ovelhas de Outro Rebanho”, e “Co-herdeiros da Mesma Promessa” (páginas 89, 90), declarou-se:
“O rebanho que o Senhor juntava a si mesmo na época desta parábola não era o Israel natural, mas sim o Israel espiritual. . . . Assim, o conceito que alguns adotaram, de que nós que somos dos gentios ou das ‘outras ovelhas’ mencionadas estamos agora sendo introduzidos no um só aprisco não é correto. . . . Evidentemente, essas ‘outras ovelhas’ mencionadas nessa parábola são as que se tornarão as ovelhas do Senhor depois que o atual ‘pequeno rebanho’ estiver completo.”
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