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  • Riqueza que vem das ilhas Salomão
    Despertai! — 1975 | 8 de julho
    • pessoas de pele escura de Bougainville amiúde se referem com desprezo aos habitantes de pele mais clara do continente. Como era de se esperar, certas pessoas contenderam que as riquezas de Bougainville deviam ser aplicadas no desenvolvimento dessa ilha, ao invés de partilhá-las com Papua e outras áreas da Nova Guiné.

      Como serão resolvidos esses problemas como fonte de renda incrementada, trará muitos benefícios materiais aos residentes locais. Salários mais elevados significarão diferente padrão de vida para muitos. “Diferente”, contudo, não significa necessariamente “melhor”. Vez após vez, a prosperidade material trouxe consigo a frouxidão moral. (1 Tim. 6:9, 10) Será que o povo das Ilhas Salomão e da Nova Guiné resistirão a tal influência corrompedora? O tempo dirá.

  • Interessante excursão pelo Vaticano
    Despertai! — 1975 | 8 de julho
    • Interessante excursão pelo Vaticano

      ESTÁ prestes a visitar uma colina certa vez associada aos adivinhos. Aqui Numa Pompílio — legendário segundo rei de Roma — declarou ao povo, segundo se afirma, seus vaticinia, supostas pronunciações de suas deidades. Em séculos posteriores, os espectadores testemunharam as horríveis mortes dos cristãos no circo de Nero, não muito distante.

      Já desapareceram aqueles adivinhos. Também as massas que se deleitavam nos selvagens espetáculos circenses. Atualmente, a Colina do Vaticano é ocupada pelo menor estado do mundo. Completamente cercada por Roma, quase que inteiramente murada, a Cidade do Vaticano abrange apenas 0,44 km2, sua população, na maior parte não-residente, atinge menos de mil pessoas. Todavia, o Vaticano domina as vidas de mais de 577.600.000 católicos-romanos em toda a terra.

      O Tratado de Latrão, de 1929, proveu o estabelecimento da Cidade do Vaticano como estado soberano separado, tendo o papa como seu governante. Benito Mussolini assinou-o pelo Rei Victor Emmanuel III, da Itália, e o Cardeal Gasparri o fez pelo papado.

      Tem-se dito que o visitante pode andar por toda a extensão da Cidade do Vaticano em cerca de oito minutos, mas não poderia ver todos os seus tesouros de arte e erudição nem mesmo numa existência. Visto que o Papa Paulo VI declarou 1975 a um “Ano Santo”, sem dúvida milhões de pessoas esperam visitar o Vaticano. Mas, suponhamos que o façamos agora, e, ao fazermos isso, pausemos o bastante para refletir em alguns aspectos que o peregrino cheio de reverência talvez despercebesse.

      A Praça de São Pedro

      Andamos a oeste do Rio Tibre e entramos no Vaticano, entre os altaneiros braços gêmeos da colunata quádrupla de Giovanni Bernini, com 284 colunas e 88 pilastras. As quatro fileiras de colunas formam uma elipse que fecha a Praça de São Pedro. Acima da colunata acham-se 140 estátuas de “santos” e mártires.

      A inteira praça envolve um obelisco de granito vermelho, de mais de 24 metros de altura e pesando um milhão de libras ou mais de 450.000 quilos! Qual é sua origem? Foi tomado como despojo da antiga Heliópolis por Calígula e erigido no circo que Nero terminou. O obelisco traz inscrições dedicatórias aos imperadores romanos Augusto e Tibério. À sombra deste pilar egípcio, os cristãos sofreram mortes prematuras há dezenove séculos atrás. Então, como é que foi parar na Praça de São Pedro?

      Foi mudado às instâncias do Papa Sisto V e erigido no Vaticano em 14 de setembro de 1586, uma quarta-feira, sempre vista por Sisto como “dia de sorte”. Aconteceu que era também a Festa da Exaltação da Cruz. Em vista de suas conexões pagãs, o papa tentou exorcizar o espírito pagão do monólito.

      Basílica de São Pedro

      Segundo a tradição católica, o apóstolo Pedro sofreu martírio e foi enterrado em Roma. Por outro lado, as Escrituras Sagradas nem afirmam nem dão a entender que o apóstolo jamais tenha estado naquela cidade.a Por volta de 325 E. C. contudo, o imperador romano, Constantino, começou a construir grande basílica sobre o suposto túmulo de Pedro.

      Em 1506, o Papa Júlio II decidiu reconstruir a basílica. Donato Bramante foi o primeiro dentre os muitos arquitetos da igreja, entre os quais se achava Miguel Ângelo. Quando finalmente dedicada por Urbano VIII, em 1626, a basílica tinha a forma duma cruz latina. Tendo cerca de 185 metros de comprimento, com uma área geral de cerca de 15.140 metros quadrados, o prédio pode acomodar calculadamente 80.000 pessoas. Sim, é gigantesca — a maior igreja do mundo.

      Elevando-se mais de 130 metros do chão da basílica (onde cruzam os braços curto e longo da estrutura semelhante a uma cruz), há a maior cúpula de mosaico e dourado. Tem cerca de 42 metros de diâmetro. Dezesseis painéis separados na cúpula representam a Jesus Cristo, sua mãe Maria, os apóstolos e os “santos”.

      Embaixo da cúpula maciça acha-se o Altar-mor. Aqui apenas o papa (ou um cardeal a quem designe em seu lugar) pode oficiar a Missa. Sobre o altar há um baldaquim que Bernini modelou, usando as placas de bronze que o Papa Urbano VIII tomou do Panteão bem conservado de Roma, um templo pagão.

      Por que se construiu tão enorme e opulento edifício como a Basílica de São Pedro! Esclarecendo isto, André Biéler escreveu: “Maderno deveria transformar o projeto [original] da cruz grega numa cruz latina, e Bernini deveria completá-lo por introduzir ostentosos ornamentos e por ampliar o projeto com dois imensos braços de grandes colunatas. Preocupavam-se em provar ao mundo, em face da Reforma, que Roma, o poderoso e magnificente cabeça do Cristianismo, mais uma vez estava brilhantemente resplandecendo. S. Pedro tinha de expressar ‘a grandeza, o vigor, o poder, numa só palavra, a majestade, da Igreja Católica’. Podemos encontrar na própria execução material deste santuário a continuidade essencial entre a ostentação romana e o aparatoso protocolo do paganismo.” — Architecture in Worship (Arquitetura na Adoração).

      Notáveis Obras de Arte

      Encontram-se na basílica numerosas obras de arte. Por exemplo, pausamos para admirar a renomada Pietá de Miguel Ângelo, escultura do morto Jesus sobre os joelhos de sua mãe Maria. Originalmente deveria adornar o túmulo de um cardeal francês. Incidentalmente, depois de ouvir certos peregrinos atribuírem a obra a Cristoforo Solari, Miguel Ângelo, à noite, adicionou uma fita em que escreveu seu próprio nome. Esta fita corre desde o ombro esquerdo de Maria até a sua anca direita, chamando inequivocamente atenção para o escultor.

      Dentro duma armação ornada de bronze, feita por Bernini, acha-se uma relíquia usada pelos papas durante séculos para cerimônias especiais, e que há muito tem sido venerada como o trono de “São” Pedro. Sua parte da frente tem dezoito painéis de marfim, representando os doze labores do mitológico Hércules, bem como seis monstros que talvez sejam signos do zodíaco. Na realidade, Pedro jamais ocupou tal trono. As provas com Carbono-14 apóiam o nono século E. C., cerca de 700 anos depois que Pedro morreu, como sendo a data dele. Em uma faixa de marfim há um busto de Carlos, o Calvo, imperador romano e rei dos francos ocidentais. Provavelmente este trono de carvalho foi trazido para Roma para a coroação de Carlos pelo Papa João VIII, em dezembro de 875 E. C. Todavia, vários anos após o Vaticano ter reconhecido sua origem (em novembro de 1969), esta cadeira medieval ainda ocupava um lugar de honra na Basílica de São Pedro.

      Seu interesse se volta agora para uma estátua de bronze de “São” Pedro, sentado num trono, com um halo sobre a cabeça e seu pé direito estendido. Em 1857, Pio IX concedeu indulgência de 50 dias a qualquer pessoa que beijasse o dedão daquele pé sem vida. Muitos peregrinos o beijam, e então fazem o sinal da cruz. Os dedos do pé esquerdo, que não é beijado, são bem definidos. Mas, os do direito estão gastos, aparentemente devido aos beijos e carícias dos milhares de pessoas reverentes. No dia de festa de Pedro, esta estátua é adornada com a mitra e o manto papais, repletos de pedras preciosas. O que vemos nos faz recordar o salmo inspirado que fala de ídolos silenciosos, sem visão, surdos, que “têm mãos, mas não apalpam, pés e não podem andar”. — Sal. 113:13-16, Centro Bíblico Católico.

      Segundo a tradição, esta estátua foi modelada no quarto ou no quinto século E. C., embora também seja atribuída ao século treze. Todavia, outros a encaram de modo diferente. Por exemplo, a respeito dela, o Practical Guide to the Principal Sights of Rome (Guia Prático das Principais Vistas de Roma) de R. C. Wyndham, declara: “A estátua originalmente era de Júpiter, no Templo de Júpiter Capitolino, mas foi convertida a um propósito mais sagrado pelo Papa.”

      Mais importante do que a origem incerta da estátua é a reverência prestada a ela. Será que Pedro aprovaria tal veneração? Quando o centurião italiano, Cornélio, caiu aos pés deste humilde apóstolo, Pedro não colocou nenhum dos pés à frente, para ser beijado ou acariciado. Deveras que não! As Escrituras nos contam: “Pedro levantou-o, dizendo: ‘Levanta-te, que eu também não sou mais do que um homem.’” — Atos 10:25, 26, Pontifício Instituto Bíblico.

      A Capela Sistina

      Nossa excursão nos leva à Capela Sistina, assim chamada em honra ao Papa Sisto IV. Construída entre 1475 e 1481, às suas ordens, esta estrutura tem mais de 40 metros de comprimento, quase 14 metros de largura e quase 21 metros de altura. Sendo na realidade a capela particular do papa, tem sido cenário de várias cerimônias e assembléias para a eleição dos papas.

      A Capela Sistina já continha as obras de outros artistas, em 1508, quando Júlio II comissionou Miguel Ângelo para aplicar sua perícia ao teto dela. Quando terminados, os resultantes afrescos continham 343 figuras. Principalmente representadas são as cenas da criação, da queda do homem e do Dilúvio. Mas, as pinturas também incluem ancestrais de Cristo, bem como profetas bíblicos e profetisas pagãs, ou sibilas.

      Sibilas? Sim, e entre elas a Sibila délfica. De acordo com Orígenes, dizia-se que “o espírito profético de Apolo penetrou em suas partes íntimas” depois do que ela proferiu oráculos num estado de loucura. Ela estava sob influência demoníaca. (Compare com Atos 16:16-18.) O Guide to the Vatican (1973) afirma: “Miguel Ângelo tencionava representar

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