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  • Reconstituindo o uso da suástica
    Despertai! — 1971 | 8 de janeiro
    • Reconstituindo o uso da suástica

      Do correspondente de “Despertai!” na Áustria

      HÁ UM símbolo em cima da porta de entrada do templo Lakshmi Marayan em Nova Délhi, Índia. E, também, sobre a entrada de um templo bali na Indonésia. Aparece em pesos do povo ashanti na África. Também a encontrará nas correntes mágicas dos índios norte-americanos. Pode-se vê-la numa representação das pegadas de Buda. Um abade católico-romano a usou como seu brasão pessoal. E Adolf Hitler constituiu-a o emblema do Terceiro Reich da Alemanha. Sim, trata-se da suástica.

      Onde foi que a suástica recebeu seu nome? No budismo indiano, a forma do símbolo com ângulos voltados para a direita é chamado “suástica”. Isto se deriva do termo em sânscrito “svasti” significando “objeto de bem-estar”.

      Onde Hitler a Viu Pela Primeira Vez

      Conforme Hitler escreveu em seu livro Mein Kampf (Minha Luta), apresentou a bandeira suástica diante do público pela primeira vez no verão de 1920. Ele e seus associados ficaram muito entusiasmados com sua nova bandeira dotada de seu tema antigo. Disse ele: “Seu efeito foi como o de um agitador.” Mas, onde foi que Hitler viu pela primeira vez a suástica?

      Hitler viu primeiro este símbolo em sua infância. Naquele tempo, vivia num pequeno povoado perto do mosteiro beneditino em Lambach, Áustria Superior. Por algum tempo, era um cantor do coro de lá e morou no mosteiro durante o inverno de 1897-1898. Ali, esculpido no muro acima da gruta da fonte no pátio, achava-se a data de 1860 junto com a suástica. O símbolo também se achava localizado no portal do mosteiro.

      Ademais, o brasão pessoal do Abade Theoderich Hagn, do mosteiro de Lambach, trazia “uma suástica dourada com pontas enviesadas sobre um fundo azul”.a

      Causou a suástica uma profunda impressão no jovem Hitler daquele tempo? As opiniões variam. Mas, no livro Aus Adolf Hitlers Jugendland und Jugendzeit (O Período e a Terra da Juventude de Adolf Hitler), diz-se o seguinte sobre o mosteiro beneditino em Lambach: “Foi aqui que Adolf Hitler entrou pela primeira vez em contato com a suástica. . . . Muito embora Adolf Hitler mais tarde talvez tenha tido motivos inteiramente diferentes para adotar este símbolo, não se pode obliterar o fato de que passou parte de sua infância sob esse símbolo.” — Págs. 14-16.

      Em seu livro Oberdonau, die Heimat des Fuehrers (O Alto Danúbio, o Lar do Fuehrer) Robert Lenk escreve: “O menino cantor do coro, Adolf Hitler, viu o símbolo angular do eixo central pela primeira vez no brasão do arco de Lambach.” (p. 102) No mesmo livro, o escritor menciona seis igrejas do interior da reputadamente forte católica Muehlviertel da Alta Áustria em que aparecia o símbolo da suástica. — p. 42.

      Para muitos leitores, talvez pareça estranho que o símbolo político de Hitler também fosse encontrado num ambiente religioso. Não obstante, ao se examinarem casos adicionais do uso da suástica através do mundo, verifica-se que o significado mais comum da suástica é decididamente religioso antes que político. Isto veremos ao reconstituirmos o uso da suástica até sua origem.

      Igrejas da Cristandade

      Primeiro, confrontamos a suástica no mosaico do chão da Igreja da Natividade em Belém. Eu seu livro Vom Hakenkreuz (Da Suástica), Joerg Lechler mostra várias representacões da suástica tiradas das igrejas da cristandade. No meio do volumoso material pietográfico, vê-se a chamada “veste de fome” (veste de jejum ou da Quaresma) de Heiligenbrabe, Alemanha, em que a veste de Cristo é coberta com suásticas. A suástica aparece na toalha do altar da Igreja Maria zur Wiese em Soest, Alemanha. Também é encontrada no monumento de bronze do Bispo Bocholt em Luebeck, e em algumas moedas medievais nas dioceses católicas de Mainz e Halberstadt e do bispo Heinrieh de Erfurt (1140-1150 E. C.).

      Num quadro duma igreja em Dalvy (Suécia meridional), o cordeiro que representa Jesus Cristo trazia uma suástica, ao invés de uma cruz simples. A suástica também era usada na fundição do sino da igreja de Utterslev, Dinamarca.

      Mas, de onde estas igrejas da cristandade e seu clero tomaram emprestado o símbolo? Não nos deveria surpreender grandemente que a suástica, como muitos outros símbolos, foi adotada de fontes pagãs.

      Os cristãos primitivos rejeitaram o uso de tais símbolos. Isto foi certa vez expresso nas seguintes palavras: “As cruzes, ademais, não adoramos nem desejamos. Vós, deveras, que consagrais deuses de madeira, adorais cruzes de madeira talvez como parte de vossos deuses. Pois vossos próprios estandartes, bem como vossas bandeiras e vossos pendões, de vossos acampamentos, o que mais são, serão cruzes douradas e adornadas? Vossos troféus de vitória não só imitam a aparência da cruz simples, mas também aquela de um homem afixado nela.” — O Octavius, de Minúcio Felix, cap. 29, The Ante-Nicene Fathers, Vol. 4, p. 191.

      Assim, a suástica não se originou com os cristãos primitivos, mas provém duma fonte pagã. Qual era o significado deste símbolo antigo?

      Símbolo da Fertilidade e da Vida

      Na área do Baixo Danúbio (Siebenbuergen, România), vasos de barro com representações da suástica têm sido encontrados. Suásticas também vieram à luz em escavações em Tróia, antiga cidade da Ásia Menor.

      No mesmo período cultural em que a suástica surge em Tróia e na Romania, esculturas de ídolos relacionados ao culto da fertilidade surgem ao lume. As esculturas não raro são quase idênticas às do Oriente Próximo e Médio. A maneira em que se localiza a suástica nos corpos das esculturas femininas em Tróia indica que servia qual símbolo de fertilidade e vida.

      Ademais, nos túmulos escavados de Micenas, Grécia, encontra-se a suástica em ricas jóias de ouro. Também aparece em moedas. Numa cena de enterro representada num vaso ateniense, pode-se ver três suásticas acima do cavalo que puxa o carro fúnebre. As deusas da fertilidade encontradas nos túmulos usam o símbolo em suas gargantas e seios. Num sarcófago, podemos ver a “senhora da vida”, que mais tarde se tornou conhecida como Ártemis, cercada de suásticas. Também parece associar-se com a flor de loto, e decorando a veste de Afrodite, a antiga deusa grega do amor, chamada Vênus pelos romanos.

      Assim, em Tróia e em suas representações na área do Egeu, a suástica transmitia a idéia de fertilidade e vida.

      A Terra Natal da Suástica

      Em 1931, os resultados das escavações relativas à cultura do Vale do Indo na Ásia meridional foram publicados. Em Mohenjo-Daro e Harappa, os restos de uma cultura estatal altamente desenvolvida foram desenterrados, cultura que florescia muito antes de nossa Era Comum. Selos com símbolos de óbvia natureza religiosa foram encontrados, inclusive algumas representações da suástica. As descobertas de selos foram classificadas como sendo do terceiro século A. E. C.

      É interessante o que o arqueólogo V. Gordon Childe tem a dizer sobre as suásticas encontradas no Vale do Indo: “A suástica e a cruz, comuns em sinetes e placas, eram símbolos religiosos ou mágicos, como em Babilônia e Elam, no mais primitivo período pré-histórico.” — New Light on the Most Ancient Elast (Nova Luz Sobre o Mais Antigo Oriente), de V. Gordon Childe, págs. 184, 185.

      A suástica, então, deve ter tido sua origem na Mesopotâmia. Descobertas de suásticas em Samarra, ao norte de Bagdá, no Tigre, e na primitiva camada de colonização de Susa ou Susã (Nee. 1:1; Ester 1:2) indicam uma origem muito antiga do símbolo na Mesopotâmia. Sim, a suástica remonta ao antigo centro religioso de Babilônia.

      Assim, quando se reconstitui seu início, vê-se que a suástica é de natureza religiosa. É verdade que, neste século vinte, também se tornou emblema político. Mas, quem a adotou qual emblema político primeiramente se familiarizou com ela por meio da igreja da qual era membro, a mesma igreja que assinou uma concordata com ele quando assumiu força política, sendo que seus clérigos oraram a favor dos exércitos dele quando eles foram para a guerra.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Die Wappen des Benediktiner-Klosters Lambach und seiner Aebte, de George Gruell, págs. 20, 23.

      [Foto na página 21]

      Do brasão do Abade Hagn do mosteiro de Lambach.

      [Foto na página 22]

      Suásticas numa cerâmica de Susa.

  • “Continuai a amar os vossos inimigos”
    Despertai! — 1971 | 8 de janeiro
    • “Continuai a amar os vossos inimigos”

      UM PRINCÍPIO enunciado por Jesus Cristo e que se acha registrado em Lucas 6:27, 28, reza: “Continuai a amar os vossos inimigos, a fazer o bem aos que vos odeiam, a abençoar os que vos amaldiçoam, a orar pelos que vos insultam.” Os verdadeiros cristãos procuram aplicar este princípio em suas vidas. Eis o que aconteceu na Grécia a uma das testemunhas de Jeová que fez isso:

      “Em certo povoado, há uma única Testemunha que era constantemente fustigada pelo sacerdote da aldeia. Tal sacerdote ameaçou de prisão à Testemunha por causa de sua obra cristã, mas a Testemunha sempre replicou com bondade, como é próprio dum cristão. O sacerdote estava determinado a trancafiar esta Testemunha. Achou alguns dispostos a testificar falsamente contra ela, e fizeram isso. O juiz considerou culpada a Testemunha e a sentenciou a dois meses de prisão. Quando se passaram os dois meses, a Testemunha foi liberta, e voltou a seu povoado e reassumiu suas atividades prévias.

      “Certo dia, quando a Testemunha seguia seu caminho, viu o sacerdote esticado no chão na rua, sangrando profusamente de um ferimento que sofrera numa queda. A Testemunha correu para socorrer o sacerdote, e quando o sacerdote a reconheceu, bradou: ‘Logo o senhor, dentre tanta gente! Não poderia ser outro?’ A Testemunha lhe disse que o sacerdote tinha grande necessidade de socorro médico, de modo que tinham de dirigir-se rapidamente a um médico. Assim, a Testemunha levou bondosamente o sacerdote ferido à clinica mais próxima e pagou sua hospitalização por sete dias.

      “Quando o sacerdote se recuperou e recebeu alta da clínica, voltou ao povoado e reassumiu ali seus deveres. Bem tarde, em certa noite, o sacerdote visitou a Testemunha, que hospitaleiramente o recebeu em sua casa. O sacerdote sentia remorsos pelo que fizera e pediu à Testemunha que o perdoasse por sua conduta deplorável. Disse: ‘O Diabo me usou para fazer isso.’

      “O sacerdote continuou: ‘Vá! Faça seu trabalho livremente, e se alguém se meter com o senhor, diga-lhe que terá de se ver comigo.”

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