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São observâncias inofensivas?Despertai! — 1974 | 8 de agosto
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contaminado pela adoração falsa. Insiste na adoração exclusiva. (Eze. 5:13) Para os israelitas, ele declarou: “Eu, Jeová, teu Deus, sou um Deus que exige devoção exclusiva.” — Êxo. 20:5.
Que Jeová Deus não tolera nenhuma mistura de práticas idólatras com a adoração verdadeira se torna óbvio de seus tratos com os israelitas. Tome-se o caso do bezerro de ouro no deserto. Quando os israelitas moveram Arão a fazê-lo para eles, não o fizeram com a idéia de adotar a adoração duma deidade egípcia. Simplesmente assumiam uma prática religiosa egípcia que, de forma destacada, associava as deidades com as vacas, touros e outros animais. Isto se evidencia de que a festa religiosa realizada em conexão com o bezerro de ouro não visava honrar um deus egípcio, mas foi chamada de “festividade para Jeová”. (Êxo. 32:5) Mas, isto não a tornava certa. Jeová Deus puniu severamente os israelitas pela infidelidade. — Êxo. 32:28-35.
O Deus imutável, Jeová, não é mais tolerante agora para com as práticas idólatras do que era no passado. (Mal. 3:5, 6) O apóstolo cristão, Paulo, lembrou a seus concrentes: “Que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo? E que acordo tem o templo de Deus com os ídolos? Pois nós somos templo dum Deus vivente; assim como Deus disse: ‘Residirei entre eles e andarei entre eles, e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.’ ‘“Portanto, saí do meio deles e separai-vos”, diz Jeová, “e cessai de tocar em coisa impura”’.” — 2 Cor. 6:14-17.
Sendo esse o caso, os cristãos da primeira centúria por certo não podiam participar nas festas que honrassem deuses e deusas falsos. Os fatos históricos provam que não fizeram isso.
Isto faz surgir a pergunta: Teriam os primitivos cristãos evitado a celebração do Dia dos Namorados, do Dia 1.º de Maio ou do Dia das Mães, ou teriam considerado inofensivas tais observâncias? Bem, qual é a origem destes dias especiais?
A respeito do Dia dos Namorados (S. Valentim), The World Book Encyclopedia (edição de 1973) observa:
“O Dia de S. Valentim [Dia dos Namorados] cai no dia de festa de dois diferentes mártires cristãos chamados Valentim. Mas, os costumes ligados ao dia nada têm que ver com as vidas dos santos. Provavelmente procedem duma antiga festa romana chamada Lupercalia [Lupercais], que geralmente acontecia a cada 15 de fevereiro. A festa honrava a Juno, a deusa romana das mulheres e do casamento, e a Pan, o deus da natureza.”
Mas, como é que uma festa em honra a falsas deidades se tornou uma chamada observância cristã? A mesma obra de referência continua:
“Depois da disseminação do cristianismo, os eclesiásticos tentaram dar um significado cristão à festa pagã. Em 496, o Papa Gelásio mudou a festa das lupercais de 15 de fevereiro para o Dia de S. Valentim, em 14 de fevereiro. Mas, o significado sentimental da velha festa permanece até o tempo atual.”
Sobre o Dia 1.º de Maio, observa esta Encyclopedia: “Os ingleses e outros povos a quem os romanos conquistaram, desenvolveram suas festas de 1.º de maio das Florálias.” E a quem honravam tais festas? Eram realizadas em honra a Flora, a deusa das flores.
Mas, o que dizer do Dia das Mães? ‘Certamente não tem raízes no antigo paganismo’, alguém talvez diga. ‘Não ordena a Bíblia que os filhos “honrem seu pai e sua mãe”?’ Sim, a Bíblia deveras ordena que os filhos honrem, obedeçam e respeitem a seus pais. (Efé. 6:1, 2) Mas, em parte alguma advogam a comemoração de um especial ‘Dia das Mães’. Sobre a origem de tal observância, a Encyclopœdia Britannica (edição de 1959), declara:
“Uma festa derivada do costume da adoração da mãe na antiga Grécia. A adoração formal da mãe, com cerimônias feitas a Cibele ou Réa, a Grande Mãe dos Deuses, era realizada nos Idos de Março por toda a Ásia Menor.”
A respeito da adoção do Dia das Mães nos EUA, o Times de Nova Iorque, de 10 de maio de 1953, anunciou:
“Apesar da popularidade de Cibele, . . . e das ocasiões esporádicas em honra das mães durante a Idade Média, não foi senão em 1914 que a correta combinação do sentimentalismo da promoção idealística e do duro senso comercial impeliu o Congresso dos Estados Unidos a designar o segundo domingo de maio como o Dia das Mães.”
Em vista do fundo de religião falsa do Dia de S. Valentim (Dia dos Namorados), do Dia 1.º de Maio e do Dia das Mães, não é claro que os cristãos no primeiro século não teriam comemorado tais dias? Assim, então, não é correto evitar tais observâncias hoje, e desta forma obedecer à ordem da Bíblia de cessar de tocar em coisa impura’?
“Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” — 1 Cor. 10:31.
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Observando o MundoDespertai! — 1974 | 8 de agosto
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Observando o Mundo
Sentenciadas Testemunhas Turcas
◆ Em 17 de outubro de 1973, a Terceira Corte Criminal de Ancara, Turquia, sentenciou 13 testemunhas de Jeová a um ano de dura prisão, a ser seguido de um período de observação de quatro meses. Este caso continuava desde outubro de 1968, quando a polícia deu uma batida numa casa em que as Testemunhas realizavam uma palestra bíblica. Em 1970, depois de várias audiências de instrução e investigações, todos os treze foram absolvidos; o tribunal decretou que “não havia evidência” da violação duma lei. Essa decisão levou em consideração um parecer submetido por três professores da Faculdade de Direito da Universidade de Istambul. No entanto, o recurso do promotor público foi aceito em 1971, e um novo tribunal solicitou o parecer de dois conferencistas religiosos da Faculdade do Islão na Universidade de Ancara, e de um consultor jurídico. Um deste grupo já havia sido desqualificado como perito pelo Tribunal da Lei Marcial em Ancara devido a um parecer anterior eivado de preconceitos e errado sobre as Testemunhas. Não é surpresa, portanto, que a mais recente decisão declarasse que as testemunhas de Jeová eram “culpadas”. Interpôs-se um recurso perante o Supremo Tribunal.
Escassez de Refinação
◆ Mesmo se as nações árabes não tivessem recentemente cortado a exportação de petróleo, é possível que os EUA ainda tivessem escassez de energia. Por quê? Por causa de insuficiente capacidade de refino. Não se constroem no momento novas refinarias nos EUA. As razões disso, antes do embargo, segundo as companhias de petróleo, eram as restrições na importação do petróleo cru, baixos preços de venda a varejo de produtos do petróleo e restrições ambientais. Uma refinaria custa cerca de Cr$ 1.300 milhões e leva três anos para ser construída. Atualmente, os EUA tem uma capacidade de refino de 13,6 milhões de barris de petróleo diários, mas o país consome 17 milhões de barris. As importações cobrem a diferença.
Avisos Desatendidos
◆ Avisos com respeito à vindoura escassez de víveres passaram grandemente desatendidos. Um artigo em Smithsonian relembra: “Há cerca de dez anos atrás, vários peritos predisseram tenebrosamente que, dado o tamanho e a taxa atual de crescimento da população, a raça humana experimentaria inevitavelmente uma série de graves fomes e distúrbios sociais e políticos. Alguns se aventuraram a dizer que as dificuldades começariam a assomar já no início de 1975.” Depois de considerar a fome na África
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