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Publicadores unidos da “palavra da vida”A Sentinela — 1962 | 1.° de julho
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Publicadores Unidos da “Palavra da Vida”
“APEGANDO-VOS FIRMEMENTE À PALAVRA DA VIDA.” — FIL. 2:16.
1. Por que se publica a “palavra da vida” hoje mais do que nunca, e como foi ela provida?
POR QUE não deveria ser publicada a “palavra da verdade” — hoje mais do que nunca? A civilização moderna está ameaçada de destruição. Pior ainda, a inteira família humana está ameaçada de morte por armas de poder destrutivo jamais conhecido antes de nossa geração. O temor de outra guerra mundial, que seria uma guerra com bombas nucleares ou com gases piores do que as bombas nucleares, campeia em tôdas as nações. Reina uma “guerra fria” internacional, marchando com uma “guerra quente” real, armada, por alvo. A paz é mantida apenas por um terror equilibrado entre os dois campos hostis apinhados de armas nucleares. Mas merece a família humana a “palavra da vida”? É a família humana merecedora de salvação? O Criador do homem, Jeová Deus, acha que sim. O Filho amado de Deus, Jesus Cristo, acha que sim. E é por isso que Jeová Deus, no seu amor, proveu a “palavra da vida”. Ela merece ser publicada. Foi destinada a ser publicada. Está sendo publicada como nunca antes.
2. (a) É a guerra nuclear a pior coisa que confronta êste mundo? (b) Quem sairão vivos disto que sobrevém?
2 Foi só porque o mundo atual confronta-se com uma destruição horrível em conseqüência do seu próprio mal proceder que se emitiu dos céus a “palavra da vida”? Não! A maior parte da humanidade atual pensa que a pior coisa que ela confronta seja a guerra nuclear mundial; e o fato no caso é que o mundo realmente está sob ameaça amedrontadora desta guerra. Na verdade, entretanto, o mundo confronta-se com coisa pior. Venha ou não uma terceira guerra mundial, o mundo, sem falta, entrará nesta coisa pior. É a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, da qual êste mundo não sairá vivo. (Apo. 16:14) Mas alguns membros da família humana sairão vivos, com um novo mundo justo na frente dêles; êstes serão os humanos que agora recebem e se ‘apegam firmemente à palavra da vida’. Mas, para começar, não é porque nos confrontamos com a guerra do Deus Todo-poderoso que se emitiu a “palavra da vida”. Por que não?
3. Por que não foi emitida a “palavra da vida” primariamente porque a nossa geração confronta esta destruição horrível, e quando e por quem foi ela emitida?
3 A nossa não é a primeira geração a se defrontar com a morte de modo a ser a única a precisar da “palavra da vida”. Por mais de seis mil anos, não obstante os esforços da mais desenvolvida ciência médica, a família humana, como um todo, tem estado a morrer, e inúmeros bilhões de homens, mulheres e crianças jazem mortos e esquecidos nas sepulturas. Assim a “palavra da vida” foi primeiramente emitida na ocasião em que surgiu pela primeira vez a necessidade. Começou a ser emitida logo após a morte ter invadido a raça humana. A morte penetrou como um inimigo da humanidade. Ela jamais foi amiga da humanidade. Foi causada por um inimigo da humanidade. A “palavra da vida” foi emitida por um amigo da humanidade, na realidade, o maior Amigo do homem. Só o Dador da vida, só a Fonte original da vida, podia dar essa “palavra da vida”, e êle é Deus, o Criador.
4. (a) Como foi que o inimigo da humanidade deu a Eva a palavra da morte? (b) Por que está a terra hoje cheia de filhos desobedientes?
4 O inimigo da humanidade foi um mentiroso chapado quando disse à mãe da raça humana: “Positivamente não morrereis.” (Gên. 3:4) Êle não estava oferecendo por nossa causa a ela a “palavra da vida”. Êle estava transmitindo-lhe a palavra da morte, pois tentava enganá-la, induzi-la a desobedecer ao grande Dador da vida, Jeová Deus. Seu marido, Adão, lhe havia dito como evitar a morte, a saber, por obedecer ao mandamento de Deus de não comer do fruto proibido, pois Deus havia dito a Adão: “No dia em que dela comeres, positivamente morrerás.” (Gên. 2:17) Deus queria que seu filho e sua filha terrestres continuassem vivendo no jardim do Éden e que enchessem a terra tôda com filhos perfeitos e inocentes como êles próprios. Deus não desejava que a terra se enchesse do modo que está hoje, com filhos “desobedientes aos pais, ingratos, sem benignidade”, assim como foi predito na profecia dos “últimos dias”. (2 Tim. 3:1, 2) Foi porque Adão e Eva desobedeceram ao seu Pai celestial e Criador que a terra está cheia de filhos desobedientes.
5. Como executou Deus a sentença contra os desobedientes Adão e Eva, e como a transmitiu Adão aos seus descendentes?
5 De pais que foram desobedientes ao vivificador Pai celestial, difi̇̀cilmente podíamos esperar que nascessem filhos que não fôssem desobedientes aos seus pais terrestres, nem se falando de serem desobedientes a Deus, assim como Adão e Eva foram. Por Adão ter-se unido a sua mulher no seu proceder mortífero, Deus sentenciou-o ao pó do qual tinha sido tomado e a ser outra vez apenas grãos de terra sem forma e sem vida. Por isso, o Plantador e Dono do jardim do Éden expulsou Adão e Eva de lá. Êle os impediu de voltar furtivamente para procurar a “árvore da vida” no meio do grande jardim e comer dela para viver até agora e por tempo indefinido. (Gên. 3:17-24; 2:9) Dêste modo, Adão transmitiu a nós, seus filhos, não a vida perfeita, mas a imperfeição humana, o pecado e a condenação à morte. (Rom. 5:12) Assim, mais tarde se compôs um provérbio na terra de Israel, que dizia: “Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram.” — Eze. 18:2, ALA.
6. (a) O que aconteceu à serpente usada para enganar Eva, mas como foi sentenciado o que estava por trás da serpente? (b) O que significa isto para êle?
6 O que dizer acêrca do inimigo da humanidade que causou tudo isto? Morreu êle como Adão e Eva? Ainda não; mas morrerá no tempo devido de Deus, e de modo violento. Como era natural, a serpente falante que foi usada para induzir Eva a comer do fruto proibido, morreu antes de Adão e Eva. O espírito invisível que estava por trás da serpente para fazê-la falar mentiras contra Deus, ainda não morreu, mas morrerá. Como sabemos? Porque êle é Satanás, o Diabo, apelidado também de “a serpente original”, e, no jardim do Éden, Deus pronunciou também a sentença dêle, dizendo: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente. Êle [a semente dela] te ferirá na cabeça.” (Gên. 3:15) Para uma serpente, isto significaria morte violenta. Para a “serpente original”, Satanás, o Diabo, simboliza morte violenta, quando a Semente da “mulher” de Deus entrar em ação, como executor por Deus, seu Pai.
7. Que perguntas surgem quanto aos benefícios da futura morte de Satanás, a Grande Serpente, e quem dá as resposta?
7 A morte do inimigo da humanidade futuramente pode ser bom para os que estiverem na terra depois de sua morte violenta; mas, que benefício terão os bilhões de pessoas que morreram durante os seis mil anos passados e que ainda poderão morrer antes que a vida de Satanás seja destruída? A sua destruição no futuro o impedirá de causar outros danos; mas, como desfará a sua destruição futura o dano que êle já causou às gerações mortas, que jazem na sepultura? Jeová Deus também pensou no assunto e providenciou solução, para o nosso bem.
QUEM FERE PRIMEIRO?
8. (a) Quem seria ferido primeiro, e o que significa para a Semente o ferimento no calcanhar? (b) De que única maneira poderia a Semente ferida esmagar a cabeça da Serpente?
8 Não só se disse à “serpente original”, Satanás, o Diabo, que a Semente da “mulher” de Deus o feriria na cabeça, mas se acrescentou: “E tu o ferirás no calcanhar.” Se a Semente da “mulher” de Deus ferisse primeiro a serpente na cabeça, então, naturalmente, a serpente não estaria viva para ferir a Semente no calcanhar. Mas o que realmente aconteceria primeiro seria a serpente ferir a Semente da “mulher” de Deus no calcanhar. O que significaria para a Semente ou Filho de Deus êste ferimento no calcanhar? Significaria a morte. A morte? Sim! Mas, sendo a Semente morta primeiro pela mordida da serpente, como poderia ela esmagar depois a cabeça da serpente? Ùnicamente por ser restaurada à vida pelo poder de recriação de Deus. Isto é, pela ressurreição dos mortos mediante o poder de Deus. Isto não é nossa interpretação da sentença enigmática de Deus no jardim do Éden. É interpretação da sentença pelo próprio Deus mediante o jeito que êle a tem feito cumprir-se.
9, 10. (a) No sentido principal, de quem era o calcanhar ferido? (b) Como era êle a Semente da “mulher” de Deus, e como nasceu para se tornar semelhante ao perfeito Adão?
9 No seu sentido principal, o ferimento do calcanhar da Semente da mulher de Deus ocorreu há dezenove séculos atrás. A Semente prometida foi o Filho de Deus. Naquele tempo, não havia filhos humanos de Deus na terra, visto que Adão tinha perdido a filiação para tôda a família humana. Assim, esta Semente era do céu, o Filho de Deus. Visto que êle veio do céu, a mãe dêle, quem o produziu e de quem ele procedeu, também era celestial. Esta é a espôsa simbólica de Deus, a saber, sua organização universal de criaturas espirituais ou anjos invisíveis, celestiais e santos.
10 Esta organização celestial está desposada ou oficialmente ligada a Deus numa relação e submissão inquebrantáveis, assim como uma mulher terrestre está ligada ao seu marido e está sujeita à lei do marido. Na organização celestial, a Semente prometida é o principal Filho, o unigênito Filho de Deus, “o primogênito de tôda a criação”, que veio da organização celestial, quando foi enviado à terra para nascer como criatura humana. (João 3:16; Col. 1:15) Em obediência ao mandamento de Deus, seu Pai, êle foi chamado Jesus, o que significa “Jeová É Salvação”. Visto que nenhum homem podia ser seu pai, o nascimento de Jesus se deu miraculosamente do ventre de uma môça virgem. Assim se tornou êle carne e sangue, mas nascera perfeito visto que seu Pai celestial é perfeito. (João 1:14) Por tornar-se homem, Jesus tornou-se semelhante ao perfeito Adão, um pouco menor que os anjos, sôbre os quais êle tinha sido chefe.
11. Como a Semente prometida, por que foi necessário que o Filho de Deus se tornasse homem perfeito?
11 Mas eis um problema, desculpe! Para o Filho unigênito de Deus ser a Semente da mulher de Deus e esmagar a cabeça da serpente, por que foi necessário que êle se tornasse homem perfeito, inferior aos anjos? Isto foi necessário para que êle cumprisse a promessa edênica de Deus, sendo ferido no calcanhar, isto é, morrer como homem perfeito. Quanto a isto, está escrito: “Contemplamos Jesus, que tem sido feito um pouco menor do que os anjos, coroado de glória e de honra, por ter padecido a morte, para que pudesse, pela benignidade imerecida de Deus, provar a morte por todo homem. Por conseguinte, visto que os ‘filhos jovens’ são participantes de sangue e carne, êle participou também similarmente das mesmas coisas, para que, pela sua morte, pudesse destruir aquêle que tem os meios de causar a morte, isto é, o Diabo.” (Heb. 2:9, 14) Depois, lemos: “Aquêle que pratica o pecado origina-se do Diabo, porque o Diabo tem estado pecando desde que começou. Para êste fim tem sido manifestado o Filho de Deus, a saber, para pôr fim às obras do Diabo.” — 1 João 3:8.
12. Que sacrifício foi possível oferecer o Filho de Deus por se tornar homem perfeito, e para a libertação de quem?
12 Tornar-se homem perfeito, ter uma vida perfeita de igual valor à que Adão tinha por ocasião da criação no jardim do Éden, possibilitou ao Filho ou Semente da mulher de Deus “provar a morte por todo homem”. Como assim? Porque êle pôde oferecer a sua vida humana perfeita como sacrifício a Jeová Deus para tirar o pecado herdado da humanidade. Pelo pecado, Adão e Eva perderam a vida humana perfeita para todos os seus descendentes. Pelo sacrifício de sua vida humana perfeita, Jesus tomou o lugar da humanidade na morte; para que todos os homens que aceitarem o seu sacrifício a Deus possam ser restaurados à vida perfeita.
13. Ao nascer como homem, o que se anunciou que seria o Filho de Deus, e o que se impediu que a “serpente original” fizesse logo após isto?
13 Quando Jesus nasceu, um anjo do céu anunciou o seu nascimento aos pastôres tementes a Deus, perto de Belém de Judá, dizendo: “Eu vos declaro boas novas duma grande alegria que todo o povo terá, pois eis que vos nasceu hoje um Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Luc. 2:10, 11) A palavra “Cristo” é um título, significando “O Ungido”. A vinda de Cristo ou de O Ungido de Deus tinha sido predita muito antes disto. Os judeus o chamavam de Messias, têrmo hebraico que significa o mesmo que a palavra grega, Cristo. Satanás, o Diabo, reconheceu Jesus como sendo o Cristo ou o Messias prometido, a Semente prometida da mulher de Deus. Portanto, Satanás, a “serpente original”, tentou destruir a Jesus quando era “criancinha” de menos de dois anos. Mas Deus protegeu a criancinha, Jesus, e a Serpente iníqua não pôde feri-la no calcanhar nessa ocasião. — Mat. 2:1-23.
14. (a) Como Jesus se tornou o Cristo? (b) Que passos deu Satanás, o Diabo, para tornar desnecessário ferir o calcanhar da Semente?
14 Quando Jesus se tornou um homem perfeito, com trinta anos de idade, êle deixou a sua carpintaria em Nazaré e foi ser batizado por João Batista no Rio Jordão. Logo após o seu batismo em água, Deus ungiu Jesus com espírito santo dos céus, tornando-o assim, O Ungido. Dali em diante, o Filho de Deus, a Semente da mulher de Deus, foi chamado apropriadamente de Jesus Cristo. (Mat. 3:13-17) Quarenta dias depois, Satanás, o Diabo, tentou causar a morte da Semente da mulher de Deus por induzi-la a fazer milagres egoístas e ambiciosos e por tentá-la com o domínio do mundo, se ela reconhecesse Satanás, o Diabo, como deus e o adorasse. Mas Satanás não pôde induzir êste homem perfeito ao pecado assim como, êle fizera o perfeito Adão pecar contra Deus, porque Jesus Cristo resistiu fielmente a estas três tentações e mandou que Satanás, o Diabo, se afastasse. (Mat. 4:1-11) Visto que Jesus Cristo manteve perfeita obediência, e não caiu sob a condenação, sentenciando-o Deus à morte, tornou-se necessário que a “serpente original” o ferisse no calcanhar — numa ocasião posterior.
15. (a) Como procedeu Jesus em harmonia com a sua unção, e onde? (b) Que semente proveu a “serpente original” para o seu próprio uso, e sob que falsa acusação fizeram que Jesus fôsse morto?
15 Enquanto isto, Jesus Cristo servia a Deus, em harmonia com a sua unção, e pregava o reino de Deus como o único govêrno de salvação para a humanidade. Também, êle reuniu discípulos a si, ensinando-os e treinando-os para igualmente pregarem o reino de Deus. Isto aconteceu no meio do mundo do Diabo, sendo o Império Romano o poder dominante naquele tempo. (Mat. 4:17; 10:1-7; Luc. 10:1-9) Deus predissera que a “serpente original” teria a sua própria semente. A Grande Serpente desenvolvera esta semente demoníaca entre os líderes religiosos do próprio povo de Jesus na terra. Perante o governador romano da província da Judéia, êles acusaram Jesus Cristo de tentar suplantar o império dos césares de Roma com o seu próprio reino. Sob esta acusação falsa, Jesus foi pendurado numa estaca, fora da cidade de Jerusalém, para morrer desonrado pùblicamente como um escravo sedicioso e traidor.
16. Quando foi isto, e que fêz Deus que acontecesse naquele dia?
16 Isto aconteceu na sexta-feira de 1.° de abril, de 33 E. C. Embora Jesus fôsse inocente, Deus não interferiu para salvar de morte cruel a Semente de sua mulher. Em harmonia com o seu propósito anunciado muito antes disto, êle deixou a “serpente original” ferir o calcanhar da Semente prometida. (João 18:12 a 19:37) Parecia que a esperança de vida eterna para os humanos tementes a Deus tinha morrido com Jesus Cristo.
17. Que outra parte da promessa edênica de Deus estava para ser cumprida, e que providência tomou Deus quanto a isto?
17 Deus tinha permitido a “serpente original” ferir o calcanhar da Semente da mulher assim como tinha sido predito. Agora cabia a Deus fazer que a outra parte de sua profecia edênica fosse cumprida, fazer que, no devido tempo, a Semente de sua mulher esmagasse a cabeça da Grande Serpente. Assim, a morte de Jesus devia limitar-se a uma ferida no calcanhar. Aos olhos de Deus, ela foi uma morte sacrificial, a morte de um inocente, na qual não seria justo ou correto que se mantivesse o inocente Jesus. Êle não era pecador voluntário como Adão para Deus mantê-lo morto eternamente. Concordemente, no tempo predito, no terceiro dia após a sua morte, o Deus Todo-poderoso ressuscitou a sua Semente, o seu Filho, dos mortos.
18. (a) O que disse Pedro referente à impossibilidade de Jesus ser mantido na morte para sempre e, também, sobre a espécie de ressurreição de Jesus? (b) Como tornou possível esta ressurreição a redenção da humanidade?
18 Referente a êste milagre maravilhoso, um dos discípulos de Jesus, a saber, Simão Pedro, disse: “Jesus o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós, com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dêle entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo êste entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fôsse êle retido por ela. . . . A êste Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.” (Atos 2:22-32, ALA) Jesus foi ressuscitado, não como um homem “um pouco menor do que os anjos”, mas como um Filho espiritual, mais poderoso do que Satanás, a Grande Serpente, visto que o mesmo Simão Pedro nos conta “Cristo morreu uma vez para sempre no que toca a pecados, uma pessoa justa pelas injustas, para conduzir-vos a Deus, sendo morto na carne, mas vivificado no espírito.” (1 Ped. 3:18) Dêste modo, a sua vida humana perfeita continuou como sacrifício, sendo que o seu mérito podia ser apresentado a Deus para a redenção da humanidade, quando Jesus retornou ao céu, quarenta dias após a sua ressurreição.
19. (a) Que ferimento tem Satanás causado desde então, mas o que aguarda êle próprio agora? (b) Sob que símbolos demonstrou-se ao discípulo João esta ação contra Satanás?
19 Satanás, a Grande Serpente, não pode mais ferir o calcanhar do filho da mulher de Deus. Está escrito: “Sabendo que havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre: a morte não mais tem domínio sôbre êle.” (Rom. 6:9, ARA) Embora se tenha permitido desde então que a Grande Serpente fira no calcanhar os fiéis discípulos de Cristo, Satanás aguarda ser êle próprio ferido na cabeça, pelo ressuscitado e imortal Filho da mulher de Deus. Numa visão profética dada ao discípulo João muitos anos depois de Jesus ser ressuscitado e voltar ao céu, Satanás, a “serpente original”, é vista ser derribado de lá, após o nascimento do reino de Deus nos céus. Então, Satanás é visto ser amarrado e mantido inofensivo por ser jogado dentro de um abismo pelos mil anos do reinado de Cristo, e, depois disto, ser jogado na Geena de destruição eterna.
20. (a) Depois de completamente esmagado, com quem Satanás não interferirá nunca mais? (b) O que podemos perceber agora sobre quando a “palavra da vida” foi emitida pela primeira vez?
20 Nesta seqüência, o esmagamento completo da cabeça da Grande Serpente, Satanás, o Diabo, deve ser realizado; e nunca mais êle interferirá com a humanidade remida, vivendo na restaurada perfeição humana, num paraíso expandido em volta de tôda a terra. (Apo. 12:7-17; 20:1-10) Disto nós podemos perceber por que, logo no ini̇́cio dêste artigo se disse que a “palavra da vida” foi emitida pelo maior Amigo da humanidade, Jeová Deus, logo após a morte ter invadido a família humana. Isto se deu no jardim do Éden.
O QUE FAZER COM A “PALAVRA DA VIDA”
21. (a) De onde obtemos esta informação que inspira esperança? (b) De Gênesis a Apocalipse, através dos sessenta e seis, livros da Bíblia, que história maravilhosa se conta?
21 Mas, de onde obtemos tôda esta informação que gera esperança? Do Livro inspirado do grande Dador de vida, Jeová Deus. De sua Bíblia Sagrada, o único Livro em tôda a terra que apresenta esta gloriosa “palavra da vida”. No primeiro livro, chamado Gênesis, que foi escrito primeiramente em hebraico, a Bíblia expõe a promessa edênica de Deus concernente ao ferimento da cabeça da Serpente pela Semente da mulher de Deus. No último livro da Bíblia, chamado Apocalipse, que foi escrito no grego comum há dezenove séculos atrás, está registrada a visão de como Satanás, a “serpente original”, junto com todos os seus anjos demoníacos, será finalmente ferida na cabeça, e, assim, deixará de existir. Através dos sessenta e seis livros da Bíblia Sagrada, relata-se a história, maravilhosa da maneira em que Deus, mediante a sua Semente, Jesus Cristo, faz provisão para a humanidade salvar-se eternamente da morte, da escravidão à “serpente original”, Satanás, o Diabo, e para desfrutar a vida eterna em paz e felicidade na terra, sob o reino celestial de Deus.
22. Que espécie de Palavra se pode chamar a Bíblia, e por que é isto correto?
22 Portanto, a inteira Bíblia inspirada pode ser chamada de “palavra da vida”. E isto corretamente, pois ela é uma dádiva pela benevolência de Deus, referente a quem lemos: “Isto nos foi dado em relação com Cristo Jesus, antes dos tempos duradouros, mas agora se tem tornado claramente evidente pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus, que tem abolido a morte, mas tem derramado luz sôbre a vida e a incorrupção mediante as boas novas.” (2 Tim. 1:9, 10) Hoje, além da Bíblia não há “palavra da vida”.
23, 24. (a) Para beneficiar-nos da “palavra da vida”, o que devemos fazer com ela? (b) Com que armas devemos lutar pela vida mencionada nesta palavra?
23 Agora que, pela benevolência de Deus, temos esta “palavra da vida”, o que devemos fazer com ela? Estamos vivendo no meio do mundo agonizante da humanidade. Testemunhamos os últimos dias dêste sistema de coisas condenado à destruição na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, que se aproxima. Se quisermos beneficiar-nos da “palavra da vida” e ganharmos a vida eterna que ela oferece no nôvo sistema de coisas de Deus, certamente teremos que nos apegar a ela. Temos que viver em harmonia com ela a fim de provarmo-nos dignos da vida eterna e não sermos destruídos com êste sistema iníquo de coisas. Aos que se tornaram filhos espirituais de Deus, o inspirado apóstolo Paulo escreve: “Continuai a fazer tôdas as coisas livres de murmurações e argumentos, para que possais chegar a ser imaculados e inocentes, filhos de Deus, sem mácula, no meio duma geração desonesta e pervertida, entre a qual brilhais como iluminadores no mundo, apegando-vos firmemente à palavra da vida.” (Fil. 2:14-16) Se fizermos isto, a “palavra da vida” não terá chegado a nós em vão. De certo modo, precisamos lutar por esta vida, e temos os meios à mão, com os quais podemos lutar com êxito. Quais?
24 O apóstolo Paulo assemelha a “palavra da vida”, que é a Palavra de Deus, com uma espada que faz parte da “completa armadura de Deus”. Diz êle: “Aceitai também o capacete da salvação, e a espada do espírito, isto é, a palavra de Deus.” (Efé. 6:11-17) Para continuar a lutar pela vida e impedir que a “espada” simbólica seja arrancada de nossas mãos, precisamos ‘apegar-nos firmemente à palavra da vida’.
25. (a) Que experiência própria mostra quanto a se devemos guardar a “palavra da vida” para nós mesmos? (b) Quem disse pessoalmente a nós o que fazer com a “palavra da vida”?
25 Entretanto, significa isto guardar a “palavra da vida” para nós mesmos e estarmos interessados só em nossa própria salvação, na nossa própria consecução da vida eterna É assim que nós próprios chegamos a possuir a “palavra da vida” — por outros possuidores apegarem-se firmemente à palavra para si mesmos ao ponto de o próprio Jeová precisar vir em pessoa e transmitir a “palavra da vida” diretamente de sua própria mão? Com toda a honestidade somos compelidos a responder que Não! Jesus Cristo, que é o meio pelo qual Deus nos dá a vida eterna, diz-nos o que fazer com a “palavra da vida”.
26. (a) A relação entre Jesus e nós ganharmos a vida é indicada em que expressão aplicada a êle? (b) Desfrutou a vida o próprio Jesus, e como êle se revela como meio de vida para nós?
26 O próprio Jesus Cristo é chamado a “palavra da vida”. Como porta-voz de Jeová Deus, êle é chamado de “Palavra de Deus”. O seu título oficial nos céus era “a Palavra”. (Apo. 19:11-13; João 1:1) Na sua carta aos herdeiros da vida eterna no nôvo sistema de coisas de Deus, o apóstolo João escreve, concernente à presença de Jesus Cristo na terra há dezenove séculos atrás, as seguintes palavras: “O que era desde o princi̇́pio, o qual temos ouvido, o qual temos visto com os nossos olhos, o qual temos contemplado atentamente e as nossas mãos apalparam, concernente à palavra da vida, (sim, a vida foi manifestada, e nós a temos visto e estamos dando testemunho e relatando-vos a vida eterna, a qual estava com o Pai e foi manifestada a nós).” (1 João 1:1, 2) Na terra, Jesus disse: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer dêste pão, viverá para sempre; e, de fato, o pão que eu darei é minha carne em favor da vida do mundo. . . . assim, quem de mim se alimentar, também viverá por causa de mim.” (João 6:51, 57) O Filho de Deus não desfrutou egoistamente a vida para si mesmo. Êle foi enviado e veio para trazer-nos vida.
27. (a) Que instruções finais deu Jesus concernente à coisa a fazer com a “palavra da vida”? (b) Por que só podia ser correta esta publicação mundial?
27 Assim como êle próprio foi enviado do céu e veio para trazer-nos a vida que estava realmente nêle, assim também êle envia os que possuem a “palavra da vida” para levá-la a outros. Quando dava as últimas instruções da Palavra escrita de Deus aos seus discípulos, Jesus Cristo lhes disse: “Assim está escrito que o Cristo havia de sofrer e que havia de surgir dentre os mortos no terceiro dia, e que, à base de seu nome, se pregaria o arrependimento para o perdão dos pecados, em tôdas as nações — começando de Jerusalém, vós haveis de ser testemunhas destas coisas.” (Luc. 24:46-48) “Recebereis poder, ao chegar sôbre vós o espírito santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em tôda a Judéia e Samaria, e até a parte mais distante da terra.” (Atos 1:8) A “palavra da vida” tinha de ser publicada unidamente, pelos seguidores de Jesus, até as extremidades da terra. Esta publicação só podia ser correta, porque esta palavra é a palavra da vida para tôda a humanidade.
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Publicando a “palavra da vida” num mundo agonizanteA Sentinela — 1962 | 1.° de julho
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Publicando a “Palavra da vida” num Mundo Agonizante
1. Como se publica hoje a mensagem da sobrevivência humana, e onde se encontra ela?
Atualmente, a sobrevivência da raça humana está em jôgo, se julgarmos pelas declarações dos militares, dos cientistas e dos economistas. Mas não importa quão inquietante seja a expressão de mêdo deles, há uma mensagem autoritativa de sobrevivência que está sendo pregada agora. Por isso, há pessoas hoje que crêem na sobrevivência da raça humana. Ouvem-se hoje, em tôda a parte êstes poucos que têm esta crença tão notável. Estão publicando em tôda a parte a “palavra da vida”. Esta é a palavra vital contida na Bíblia Sagrada, que é a Palavra da Fonte da vida, Jeová Deus.
2. (a) Que distribuição lógica tem de acompanhar a publicação da “palavra da vida”? (b) Como evidencia esta distribuição a Introdução e o tempo em que foi escrita a carta de Tiago?
2 Visto que a “palavra da vida” está encerrada nas páginas da Bíblia Sagrada, a publicação dela, razoàvelmente, tem de ser acompanhada pela publicação e distribuição da Bíblia. Êste Livro foi previsto ser distribuído em tôda a parte. Várias profecias nêle mostram isto. A introdução de várias cartas da Bíblia indica isto. Por exemplo, o discípulo Tiago, ao escrever a sua carta às “doze tribos” simbólicas dos israelitas cristãos, iniciou-a, dizendo: “Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações.” (Tia. 1:1, ALA) Quão dispersas estavam as “tribos” naquela época, em especial se Tiago escreveu a sua carta por volta de 60 E. C., ou cêrca de vinte e sete anos após o espírito santo ter sido derramado em Jerusalém, no dia de Pentecostes? Naquele dia cêrca de três mil judeus e prosélitos se converteram por aceitar a Jesus como Senhor. Mestre e Messias ou Cristo; o Filho de Deus; e Atos 2:5-11 nos diz que eram “de tôda nação que há debaixo do céu”, Pártia, Média, Elão, Mesopotâmia, Capadócia, Ponto, Ásia, Frígia, Egito, Líbia, Roma, Creta e Arábia. Quando partiram de Jerusalém, após o término das festas de Pentecostes, voltaram para êstes lugares longínquos da terra. Para alcançar a todos êstes crentes das “doze tribos” do Israel espiritual, a carta de Tiago tinha de ser copiada e de circular amplamente.
3. (a) Por que a carta aos hebreus teria de circular tanto quanto a de Tiago? (b) Por que teria de circular a primeira carta de Pedro?
3 Assim também, o qüinquagésimo oitavo livro da Bíblia foi adereçado diretamente aos hebreus, isto é, aos hebreus cristãos; e para que esta carta os alcançasse, ela, tinha de circular tão amplamente como a de Tiago. (Heb. 1:1) A introdução da primeira carta de Pedro, diz: “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão, no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia, e Bitínia, eleitos, segundo a presciência, de Deus Pai.” (1 Ped. 1:1, 2, ALA) Assim, a carta de Pedro precisava ser difundida; e, a menos que a carta original passasse vagarosamente de congregação em congregação, devem-se ter tirado e distribuído cópias nas congregações incluídas na sua introdução.
4. (a) Por que o último livro da Bíblia também precisava circular? (b) Como se mostra que Paulo incentivou a divulgação de suas cartas, e em Babilônia, quem estava familiarizado com as suas cartas?
4 O último livro da Bíblia, a revelação dada a João, é adereçada por êle às ‘sete congregações que se encontravam na Ásia’, Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. Portanto, o último livro da “palavra da vida” também precisava de divulgação. O apóstolo Paulo foi quem escreveu mais cartas. Êle escreveu quatorze das cartas contidas nas Escrituras Gregas Cristãs da Bíblia Sagrada. Paulo, em especial, incentivou a circulação de suas cartas, escrevendo aos romanos, aos coríntios, aos gálatas, aos efésios, aos filipenses, aos colossenses, aos tessalonicenses e aos hebreus em geral. Na sua carta aos cristãos de Colossos, êle disse em conclusão: “E, uma vez lida esta epístola perante vós, providenciai por que seja também lida na igreja dos laodicenses; e a dos de Laodicéia lede-a igualmente perante vós.” (Col. 4:16, ALA) Mesmo o apóstolo Pedro, quando escreveu de Babilônia, na Mesopotâmia, falou que conhecia as cartas de Paulo. (2 Ped. 3:15; 1 Ped. 5:13) Tôdas as evidências são que os cristãos do primeiro século partilhavam a “palavra da vida” com outros, neste mundo agonizante.
5. (a) Que cópias manuscritas das Escrituras Gregas Cristãs ainda existem? (b) Quem tinham os copistas cristãos como exemplo para tirar cópias das Escrituras, e como podiam produzir a Bíblia completa?
5 Hoje ainda existem cêrca de 4.000 cópias manuscritas dos vinte e sete livros das Escrituras Gregas Cristãs, nenhuma delas, porém, sendo do primeiro século. Além destas, existem cêrca de 8.000 cópias manuscritas traduzidas para o latim e cêrca de 1.000, em outras línguas. Quanto ao copiar, os primitivos cristãos, os primeiros dos quais eram judeus ou hebreus, tinham um modêlo nos escribas judaicos ou soferins, que, desde os dias de Esdras, o sacerdote e escriba ou copista, copiavam à mão as inspiradas Escrituras Hebraicas para as sinagogas judaicas. Estabeleceram-se sinagogas por tôda a parte, dentro e fora do Império Romano, onde quer que os judeus estivessem espalhados. Assim, se poderia entrar numa sinagoga em Antioquia da Pisídia, na Ásia Menor, e ouvir a leitura das Escrituras Hebraicas; ou em Beréia, na Macedônia, ou em Roma, na Itália. (Atos 13:14, 15; 17:10, 11; 28:16-23) Dêste modo, as Escrituras Hebraicas tinham, então, uma circulação mundial. Concordemente, além de copiarem as Escrituras Gregas Cristãs, os copistas cristãos podiam reproduzir as inspiradas Escrituras Hebraicas ou a tradução grega delas, a Septuaginta, caso não pudessem comprar exemplares do vendedor ou comerciante judeu. Podiam, assim, copiar a Bíblia inteira, com seus sessenta e seis livros inspirados.
6. (a) Como tinham os cristãos mandamento diferente dos judeus quanto à publicação? (b) Que espécie de palavra é a “palavra da vida”, segundo Jesus demonstrou durante a tentação?
6 Sob a lei de Moisés, os judeus tinham o mandamento de manter-se separados dos gentios. A congregação cristã, entretanto, tem o mandamento do Maior que Moisés, Jesus Cristo, e dos seus apóstolos, de expandir-se e de se tornar unidamente a maior organização publicitária da terra, uma organização cristã especializada em publicar a “palavra da vida”, as boas novas do reino de Deus, em todo o mundo agonizante. Esta “palavra da vida” não é mera tradição verbal, uma mensagem transmitida de geração em geração pela palavra oral. É a Palavra escrita, que permanece imutável pelo tempo ou circunstâncias e que pode ser lida, analisada e comparada com o cumprimento de profecias bíblicas. Foi por isso que o próprio Jesus Cristo, que é chamado “a Palavra de Deus” e “a palavra da vida”, pôde repelir as tentações do Diabo por dizer repetidamente: “Está escrito”, daí citando a Bíblia escrita — as Escrituras! — Mat. 4:1-10.
7. (a) Que predisse Jesus referente às boas novas em nossos dias? (b) Para se realizar isto, o que tem sido preciso fazer, e até que ponto tem isto sido feito?
7 Indicando adiante, para os nossos dias, dias êstes marcados por guerra mundial, fome, pestes, terremotos e perplexidade das nações, porque está aproximando-se o fim dêles na guerra universal do Armagedon, Jesus disse: “Também, primeiro têm de se pregar as boas novas em tôdas as nações.” (Mar. 13:8-13) Para que as boas novas da vida eterna mediante o reino de Deus por Cristo sejam pregadas e entendidas em tôdas as nações, elas têm de ser traduzidas para a língua dos povos de tôdas as nações. Por isso e porque a Bíblia Sagrada é o livro que contém a mensagem de Deus para o mundo inteiro, ela tem sido traduzida em mais línguas do que qualquer outro livro na história humana. Até o ano passado de 1961, ela já tinha sido traduzida, tôda ou em parte, em 1.165 idiomas e dialetos, de modo que, se tôdas as pessoas da terra fôssem ensinadas a lê-la nos seus próprios idiomas, 90 por cento da população do mundo podiam ler a Bíblia tôda ou parte dela.
8. O que se nos têm informado acêrca da tradução da Bíblia para ajudar os povos da Ásia, da África e de ilhas?
8 Fomos informados que 1.000 tradutores de quase 100 sociedades religiosas diferentes, que representam 40 nacionalidades, estão preparando para as suas nações o que esperam que será uma tradução autorizada das Escrituras, uma Versão Autorizada, por assim dizer, para a África, a Ásia e os habitantes das ilhas. A fim de prover ajuda cultural e técnica para que o povo receba traduções das Escrituras Sagradas, dizem que a Sociedade Bíblica está “entrando agora numa fase de expansão e de cooperação sem precedente em sua longa história”.
9. Quando especialmente se estabeleceram as sociedades bíblicas, e o que disseram os papas de Roma sôbre estas sociedades?
9 Foi especialmente no início do século passado que se estabeleceram as sociedades bíblicas. Estas sociedades não tiveram a aprovação dos papas do Vaticano nem da Hierarquia Católica Romana. Na bula papal dirigida ao clero católico romano da Irlanda, em 1825 E. C., o Papa Leão XII disse: “Certa sociedade, vulgarmente chamada de Sociedade Bíblica, está-se espalhando audaciosamente no mundo inteiro. Depois de desprezar as tradições dos santos padres, e em oposição ao bem conhecido decreto do Concílio de Trento, esta sociedade tem reunido tôdas as suas fôrças e dirigido todos os recursos a um só objetivo: — à tradução, ou antes, à perversão da Bíblia nas línguas vernaculares de tôdas as nações.” Um papa posterior, o Pio IX, demonstrou a sua atitude para com a “palavra da vida”, dizendo: “Malditas sejam as ardilosas e enganadoras sociedades chamadas Sociedades Bíblicas, que confiam a Bíblia nas mãos da juventude inexperiente.”a
10. Apesar da desaprovação católica, que trabalho prossegue-se, e o que se estabeleceu na Europa e na América?
10 Apesar da desaprovação e oposição católica romana, prosseguiu-se a obra de traduzir e publicar a “palavra da vida”. A Bíblia italiana foi impressa doze vêzes antes de 1500 E. C., e a Bíblia alemã já tinha sido impressa dezoito vêzes antes de aparecer a versão do ex-padre Martinho Lutero. Em 1804 fundou-se em Nurembergue, a Sociedade Bíblica de Basiléia. Naquele mesmo ano fundou-se em Londres a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, esta contribuiu financeiramente para as sociedades bíblicas do continente europeu. Na América, a Sociedade bíblica mais antiga foi estabelecida em Filadélfia no ano de 1808; a Sociedade Bíblica de Nova Iorque seguiu-a em 1809 e a Sociedade Bíblica Americana, em 1816. A Sociedade Bíblica Dinamarquesa, em Copenhague, e a Sociedade Bíblica Sueca foram fundadas em 1814. A Altona-Hamburguesa Sociedade Bíblica apareceu no mesmo ano e também a Sociedade Bíblica Neerlandesa, em Amsterdão. A Sociedade Bíblica Protestante de Paris foi autorizada pelo govêrno francês, em 1818. Inúmeras sociedades bíblicas seguiram-nas na Europa, mas, diz The Encyclopcedia Britannica (Volume 3, da 11a. edição), na página 907: “Algumas delas foram completamente dissolvidas ou extintas pela oposição eclesiástica ou política, a igreja de Roma provou-se especialmente hostil.”
11. Que sociedade foi incorporada em 1884, e o que tem ela continuado a imprimir até hoje?
11 Comparativamente tarde, mas no devido tempo de Deus, foi incorporada em 1884, em Pittsburgo, Pensilvânia, EUA, o que se conhece hoje como Sociedade Tôrre de Vigia de Bíblias e Tratados. Apesar do ataque especial da Hierarquia Católica Romana, bem como do clero protestante, a Sociedade Tôrre de Vigia continua a imprimir Bíblias até agora, e é a agência publicadora usada pelas testemunhas de Jeová.
12. Desde que se formaram as sociedades bíblicas, quão intensa tem sido a distribuição da Bíblia, como isto acompanha o aumento da população do mundo?
12 Desde a formação destas sociedades bíblicas, a publicação e a distribuição da Bíblia Sagrada tem sido enorme, mais de dois bilhões de exemplares completos ou em partes têm sido distribuídos. No ano retrasado, as sociedades bíblicas distribuíram 30 milhões de exemplares, muitos dos quais eram Novos Testamentos ou Escrituras Gregas Cristãs. Entretanto, a população do mundo aumenta em 45 milhões de pessoas por ano ou um tanto e meio mais que o número de exemplares das Escrituras Sagradas. Assim, a impressão de exemplares das Escrituras não está acompanhando a população do mundo. Porém, devemos lembrar-nos de que grande parte desta população aumenta na Rússia comunista e na China vermelha, as quais estão atrás dá cortina de ferro e de bambu, de modo que não se pode alcançar com facilidade estas pessoas.
13. Como a experiência de certa sociedade no ano passado mostra esta necessidade flagrante de distribuição da Bíblia.
13 Há uma necessidade flagrante de maior distribuição da Bíblia. Certa sociedade bíblica relatou que tem havido um “aumento na distribuição da Sagrada Escritura nas áreas de tensão política e de revolução” tão surpreendente que, em Cuba e no Congo da África, por exemplo, o estoque da sociedade esgotou-se completamente, sendo preciso imprimir novos exemplares e enviá-los depressa, às vêzes por avião, a fim de atender os pedidos das organizações religiosas nas áreas dos tumultos, e que, em conjunto com outras sociedades bíblicas em setenta e cinco países, a organização distribuiu mais de 23 milhões de exemplares das Escrituras no ano retrasado, o que significa um aumento de 32 por cento sôbre a distribuição de 1959. — Times de Nova Iorque, de 12 de maio de 1961.
NÃO SE FAZENDO EM VÃO
14. Como pode ser em vão grande parte desta distribuição da Bíblia, e qual é a única maneira em que se pode entender a Bíblia?
14 É correto fazer-se aqui algumas perguntas. Quanta desta grande distribuição da Bíblia tem sido em vão? Ocorreu recentemente o que é chamado de “estouro no ler”, de modo que, sem dúvida, mais pessoas estão lendo a Bíblia. Mas a leitura da Bíblia sòmente dará vida ao leitor? Abandona-se depois de algum tempo esta leitura iniciada por uma pessoa cheia de entusiasmo e de apreciação, ficando o livro apenas empilhado com os outros na estante? Pode a Bíblia ser entendida e harmonizada pelo leitor individual sòzinho? Deus deu a Bíblia, não a uma pessoa, mas a uma nação, primeiramente aos hebreus, depois aos que Pedro chama de “nação santa” de Deus, que é o “Israel de Deus”, cuja circuncisão não é na carne, mas no coração. É, portanto um livro organizacional. Ela só pode ser entendida em companhia com a verdadeira organização visível de Deus, a organização cheia do espírito divino.
15. Como o caso do leitor etíope da Bíblia ilustra que ela não pode ser entendida sem a ajuda de alguém?
15 Lembre-se do leitor etíope. Voltava êle do templo de Jerusalém e, na jornada, lia em voz alta a profecia de Isaías. Filipe, o evangelista cristão, dirigido pelo anjo de Deus, saudou êste oficial da côrte etíope e perguntou-lhe se entendia o que lia. O etíope respondeu francamente: “Ora, como poderia jamais entendê-lo a menos que alguém me orientasse?”. Convidou Filipe a subir no carro e ouviu a sua explicação do ponto de vista cristão. Entendia agora ao ponto de desejar ser um seguidor de Jesus Cristo, “a Palavra de Deus”. Ao chegarem perto de um corpo de água, êle perguntou: “O que me impede ser batizado?” Depois do batismo, Filipe o deixou e o etíope convertido prosseguiu a sua viagem, regozijando. — Atos 8:26-39.
16. Mediante o que precisa que a Bíblia seja explicada, conforme ilustrado no caso dos leitores judeus da Bíblia em Beréia?
16 Lembre-se também dos judeus leitores da Bíblia em Beréia, na Macedônia. Êles ouviam a leitura da Lei e dos Profetas nas suas sinagogas e também estudavam as Escrituras em particular, mas nunca entendiam. Então surgiu o apóstolo Paulo e foi à sinagoga dêles. O que Paulo disse era nôvo e diferente para êles. Mas êstes eram de mentalidade nobre na questão. Em que sentido? “Pois receberam a palavra com tôda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim. Com isso muitos dêles creram, mulheres gregas de alta posição, e não poucos homens.” (Atos 17:10-12, ALA) A fim de que entendessem a Bíblia para a salvação dêles, foi preciso que se lha explicasse mediante a organização de Deus.
17. Que perguntas se precisam fazer quanto à leitura da Bíblia nas sinagogas judaicas, e nas igrejas da cristandade e nos lares do povo?
17 Desde aquêle tempo, e durante êstes dezenove séculos até agora, a Lei, os Profetas e os Salmos continuam a ser lidos nas sinagogas judaicas junto com os comentários dos rabinos. Será, porém, que isso salvou os judeus? Quanto à leitura da Bíblia completa, que é composta tanto da parte hebraica como da grega cristã, feita nas igrejas e nos lares dos não-judeus, será que esta leitura por parte dos membros das muitas seitas religiosas da cristandade, salva êstes milhões de leitores ou ouvintes?
18. O que evidencia que tôda esta leitura bíblica é em vão?
18 Nestes dias perplexos, tem ajudado esta leitura religiosa os leitores a fazer decisões corretas nas questões vitais dêstes tempos, visto que vivemos na “conclusão do sistema de coisas”, e visto que, perante Deus, as nações estão em julgamento com respeito à, questão suprema da soberania universal — de Jeová Deus ou de Satanás, o Diabo? Apesar da leitura da Bíblia que as pessoas ouvem ou lêem em conexão com os sistemas religiosos da cristandade, as pessoas continuam a conformar-se com êste velho mundo igual aos ateus, aos agnósticos, aos cépticos e aos pagãos. Não se estão preparando para se defrontar com a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, por tomarem o lado do reino de Deus, cujas boas novas estão sendo pregadas em tôda a terra habitada, em testemunho a tôdas as nações. (Mat. 24:14) Evidentemente, a leitura da Bíblia que fazem é em vão. Assim, o que é necessário?
19. (a) O que se pode dizer em elogio à publicação da Bíblia? (b) Mas, com que mais deve ser suplementada a Bíblia conforme ilustrado no caso do etíope e dos leitores de Beréia?
19 Assim como no caso dos leitores da Bíblia, tanto do etíope como dos de Beréia, há necessidade de um instrutor, um guia ou professor, alguém cheio do espírito de Deus e sob a orientação divina, assim como estavam Filipe e Paulo. Filipe e Paulo não faziam mais parte da igreja religiosa judaica rejeitada, mas eram da então recentemente escolhida organização de Deus, a “raça escolhida”, a “nação santa”, o “povo para possessão especial”, cheio do espírito de Deus. Concordamos que traduzir, publicar e distribuir a Bíblia seja uma coisa recomendável. Não há livro melhor em que se ocupar do que a Bíblia Sagrada. Ela é chamada simbòlicamente de “espada do espírito”; e, sem dúvida, é melhor produzir e distribuir a “espada do espírito” do que se empenhar na corrida armamentista e na fabricação de munições para as guerras carnais, as quais só resultam em danos, mutilações e mortes. Mas, a Bíblia precisa ser suplementada por algo mais. Não, não pelas tradições de homens que eram líderes religiosos, quer da cristandade quer do judaísmo. A Bíblia deve ser suplementada pelas pessoas dedicadas e batizadas da organização de Deus, que êle envia para pregar e ensinar.
20. Que palavras de despedida de Jesus aos seus seguidores ainda se aplicam, e, portanto, o que é necessário junto com a distribuição da Bíblia?
20 Os dezenove séculos não anularam a fôrça e a aplicação das palavras de despedida de Jesus aos seus seguidores: “Portanto, ide e fazei discípulos de pessoas de tôdas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar tôdas as coisas que eu vos tenho mandado. Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do sistema de coisas.” (Mat. 28:19, 20) Até à presente “consumação do sistema de coisas”, há necessidade de que os enviados ensinem em conexão com a Bíblia Sagrada, a Palavra escrita de Deus.
21. O que mostram as palavras de Paulo e as de Tiago quanto aos que apenas ouvem a Palavra da vida, e aos que fazem a leitura?
21 Lembre-se das palavras de Paulo “Para com Deus não há acepção de pessoas. Assim, pois, todos os que pecaram sem lei, também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram, mediante lei serão julgados. Porque os simples ouvidores da lei [mas que pecam sob ela] não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.” (Rom. 2:11-13, ALA) Também das palavras de Tiago: “Tornai-vos praticantes da palavra, e não sòmente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos com falso arràzoamento. Pois, se alguém é ouvinte da palavra, e não praticante, êste tal é semelhante ao homem que olha para o seu rosto natural num espelho. Porque êle olha para: si mesmo, e vai e esquece imediatamente que espécie de homem é. Por outro lado, aquêle que examina a lei perfeita que pertence à liberdade, e nela persevera, êste homem, porque se tornou, não ouvinte esquecidiço, mas praticante da obra, será feliz em fazê-la.” (Tia. 1:22-25) Portanto, não são os simples leitores nem os simples ouvintes, mas os praticantes da Palavra da vida é que serão aprovados e que receberão a recompensa da vida.
22. (a) O que, portanto, precisamos fazer além de publicar e distribuir Bíblias? (b) E além de publicar livros que explicam a Bíblia?
22 E daí? Não devemos apenas publicar e distribuir a Bíblia, mas também viver de acordo com ela. Não devemos apenas colocar a Bíblia nos lares das pessoas, mas também devemos voltar e ajudá-las a entendê-la, tornando assim possível que a leiam. Devemos fazer arranjos para que estudem a Bíblia conosco domiciliarmente, a fim de que vejam a verdade bíblica, de acôrdo com os textos revelados e de acôrdo com as profecias cumpridas nesta “consumação do sistema de coisas”. Devemos ajudá-las a ver a verdade de acôrdo com os tratos de Deus com a organização visível que êle escolheu e que usa para publicar a “palavra da vida”. Igualmente, não devemos apenas publicar livros ou explicações bíblicas, mas também devemos ajudar os leitores da Bíblia a entender êstes livros de explicações bíblicas e a provar as coisas nêles mediante o uso de seus próprios exemplares da Bíblia.
23. (a) Em que sentidos devemos copiar o maior instrutor da Bíblia que já pisou esta terra? (b) Fazendo isto, o que publicamos todos nós?
23 Nesta atividade, devemos copiar de modo especial o maior instrutor da Bíblia que pisou a terra, Jesus Cristo, que é a Palavra de Deus personificada. Quando Deus derramou o seu espírito sôbre Jesus, êle foi comissionado a pregar. (Isa. 61:1-3; Luc. 4:16-21) Êle fêz o trabalho que lhe foi designado, embora não haja registro de que Jesus distribuísse um exemplar sequer das Escrituras Sagradas. Deixou isto para os escribas ou copistas judeus dos seus dias. Êle se especializou, não em copiar ou reproduzir as Escrituras, mas em ensinar o que já estava escrito nelas. Usava os próprios exemplares das pessoas ou os que eram guardados nas sinagogas. (Luc. 4:17, 20) Nem todos nós podemos imprimir Bíblias, mas podemos distribuí-la e, especialmente, ensiná-la. Assim, em especial, é a maneira em que todos nós publicamos a “palavra da vida” hoje em dia.
24. Quais são os fatos referentes às testemunhas de Jeová quanto ao uso de traduções da Bíblia no trabalho de casa em casa?
24 “Mas, as testemunhas de Jeová têm e usam a sua própria tradução da Bíblia”, dirão alguns críticos a fim de preconceituar e escandalizar as pessoas com referência ao ensino bíblico das testemunhas de Jeová. A própria Bíblia mostra que foi escrita nas línguas originais (hebraica, aramaica e grega) por testemunhas de Jeová, desde Moisés até o apóstolo João, que escreveu o último livro da Bíblia. Mas, por quem foram feitas as muitas traduções atuais da Bíblia? Por pessoas que sustentam ser testemunhas de Jeová? Não, mas por homens que eram, na maioria, membros das igrejas sectárias da cristandade. Hoje, as testemunhas de Jeová estão ensinando, conforme ordenadas, em 158 línguas, usando, não as suas próprias traduções, mas as 1.165 traduções que já estão nas mãos. Nos lares que já têm Bíblias, as testemunhas de Jeová, na sua pregação de casa em casa, usam-nas ou deixam que os donos da casa as usem, quando dirigem estudos domiciliares da “palavra da vida”. E mesmo com estas Bíblias, as testemunhas de Jeová são capazes de ensinar as mesmas boas novas do reino estabelecido de Deus sob Cristo.
25, 26. (a) O que usam as testemunhas de Jeová como servo legal, e o que se registra quanto à sua Impressão de traduções da Bíblia? (b) Ao pregar a mensagem do Reino, que tradução da Bíblia usam as testemunhas de Jeová?
25 As testemunhas de Jeová usam como servo legal, administrativo e publicitário, a Sociedade Tôrre de Vigia de Bíblias e Tratados. Ela publica Bíblias em inglês, impressas nas suas próprias impressoras, em Brooklyn, Nova Iorque. Primeiramente, quarenta e dois anos depois de esta sociedade ter sido incorporada, ela começou a imprimir nas suas próprias impressoras, um Nôvo Testamento grego-inglês chamado The Emphatic Diaglott, produzido por um cristadelfo (EUA) vinte anos antes de a Sociedade ser incorporada. Cinqüenta e oito anos após ser incorporada, a Sociedade começou a imprimir a Versão Autorizada Rei Jaime Episcopal do ano de 1611. Sessenta anos após ser incorporada, a Sociedade começou a imprimira Versão Normal Americana do ano de 1901. E, agora, setenta e sete anos após ser incorporada, a Sociedade Tôrre de Vigia produz pela primeira vez, a saber, no ano de 1961, a Tradução do Nôvo Mundo das Escrituras Sagradas, num só volume, a tradução da Bíblia que saiu em seis volumes separados, sucessivos, de 1950 até 1960. Esta está sòmente na língua inglêsa e não utilizável pelas testemunhas de Jeová nas 157 línguas em que pregam e ensinam, hoje em dia em 181 países.
26 Portanto, não precisamos ter a nossa própria tradução para que possamos pregar e ensinar a gloriosa mensagem pela qual as testemunhas de Jeová se distinguem de tôdas as seitas da cristandade — as boas novas do reino estabelecido de Jeová Deus e do seu Cristo. Usamos tôdas as Bíblias que estiverem disponíveis, em todas as línguas.
27. (a) Se não fôr o caso de traduções da Bíblia, qual é a verdadeira questão hoje em dia? (b) O que então devem fazer os publicadores unidos com respeito à “palavra da vida”?
27 A questão hoje não é de traduções da Bíblia, mas de ensinar da Bíblia a verdadeira mensagem do Reino. Que continuem para frente, então, todos os publicadores da “palavra da vida”. Apeguem firme e persistentemente a ela, mas, façam isto por, ao mesmo tempo, partilharem esta “palavra da vida” com outros, neste mundo agonizante: A “palavra da vida” é para todo o mundo, para tôdas as nações. “Alegrai-vos, ó nações, com o seu povo”, diz o próprio Jeová. (Deu. 32:43; Rom. 15:10) Todos nós, portanto, alegremos os buscadores da vida de tôdas as nações, por unidamente publicar-lhes a gloriosa “palavra da vida” de Deus.
[Nota(s) de rodapé]
a Veja-se The Time Is at Hand (O Tempo Está Próximo), em inglês, por C. T. Russell, publicado em 1889, página 322.
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A tradição contra as escrituras sagradasA Sentinela — 1962 | 1.° de julho
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A Tradição Contra as Escrituras Sagradas
Richard Whately, arcebispo de Dublin, no século dezenove, reconheceu o efeito enfraquecedor da tradição humana, ao dizer: “A tradição, segundo tida pelos romanistas, subordina-se às Escrituras e depende delas, quase como certas plantas parasitas se acham na árvore que as sustenta. Essas se aderem a esta, e descansam sôbre a árvore; dai̇́, espalham sôbre ela aos poucos com a sua própria folhagem, até que, pouco a pouco, enfraquecem e a sufocam.” (The New Dictionary of Thoughts) Não é de admirar que Jesus condenasse a tradição humana, ao dizer: “Por que é que vós também transgredis o mandamento de Deus por causa de vossa tradição?” — Mat. 15:3.
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Em toda a parteA Sentinela — 1962 | 1.° de julho
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Em Tôda a Parte
“Ide, portanto, fazei discípulos de tôdas as nações”, foi a ordem deixada por Cristo Jesus. Êste mandamento distintivo cumpre-se hoje no povo dedicado de Deus. Certa testemunha de Jeová demonstra como isto se cumpre. Diz ela:
“Certo dia visitei uma senhora que, conforme soube mais tarde, era espôsa de um oficial do exército e, por isso, sempre estava-se mudando por causa das transferências do marido. Quando ela soube que eu era testemunha de Jeová, exclamou: ‘Não tem jeito não! Já vi que sou seguida pelas Testemunhas.’ Fiquei sem saber o que pensar em face destas palavras, mas a senhora mandou que eu entrasse e explicou:
“‘Há tempos eu morava numa cidade e minha empregada era testemunha de Jeová e sempre me convidava para o Salão do Reino. Um dia atendi ao convite. Chegando ali, fui apresentada a um jovem [servo de circuito]. Mas tive que me mudar. Novamente me apareceu uma Testemunha em minha nova residência, explicou-me a mensagem e começamos a estudar a Bíblia mediante o livro Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado. Imagine que certo dia me apareceu para o estudo o mesmo jovem a quem fui apresentada! Mas, outra vez, tive que me mudar devido a nova transferência do meu marido e perdi mais uma vez o contato com vocês. Mas a Testemunha que estudava comigo me disse que se eu fôsse ovelha seria encontrada novamente. Agora que fui encontrada, creio mesmo que sou uma ovelha de Jeová e estou muito contente.’” — Mat. 28:19, ALA.
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O que distingue o verdadeiro cristãoA Sentinela — 1962 | 1.° de julho
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O que distingue o verdadeiro cristão
O apóstolo Paulo deu certo conselho a Timóteo, que se tornou uma das coisas que distinguem o verdadeiro cristão, a saber: “Que êle tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.” (1 Tim. 3:7, ALA) Os genuínos cristãos são conhecidos pelos seus frutos e pela sua maneira de se comportar ao ponto de isto ser reconhecido pelos de fora, conforme teve a oportunidade de comprovar uma testemunha de Jeová numa delegacia policial. Precisando de certo documento, para ali se dirigiu a Testemunha, tendo a oportunidade de presenciar um senhor sustentar perante o delegado a sua acusação contra diversas pessoas por furto de galinhas.
Todos os acusados se defendiam o melhor que podiam, negando que tivessem praticado o crime que o homem que havia dado parte lhes atribuía. Isto originou certa confusão de acusações e contra acusações, no meio da qual, uma pessoa perguntou ao homem por que êle não dera a parte também contra um certo vizinho, pois êle também tinha galinhas da mesma raça das que foram roubadas. O acusador, no mesmo calor com que fazia as acusações disse que não pedira ao delegado que intimasse também o referido vizinho “porque êle é um verdadeiro cristão, uma testemunha de Jeová, e por isso jamais praticaria uma ação tão indigna”. — Mat. 7:16.
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