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A Palavra de Jeová é segura!A Sentinela — 1984 | 1.° de outubro
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A Palavra de Jeová é segura!
“[Eu, Jeová,] cumpro a palavra dos meus servos.” — ISAÍAS 44:24-26, Bíblia Vozes.
1. Que futuro foi predito lá em 1864?
O QUE trará o amanhã? As pessoas gostariam de saber. Mas, quão insatisfatórias são as suas predições! Para ilustrar: Lá em 1864, o naturalista Alfred R. Wallace predisse o seguinte ‘futuro para a raça humana’, que seria produzido pelo homem: “Cada um . . . produzirá a sua própria felicidade em relação a de seus semelhantes; . . . as bem equilibradas faculdades morais jamais permitirão que alguém desrespeite a igual liberdade dos outros; . . . cada homem será guiado pelo melhor em matéria de leis; um cabal apreço pelos direitos, e uma perfeita compreensão dos sentimentos, de todos em volta dele.” Ora, Wallace predisse que o homem converteria a terra num “paraíso tão brilhante quanto o melhor que já alimentou os sonhos de videntes ou poetas”!
2. A falha de predições meramente humanas leva a que perguntas?
2 O autor destas palavras morreu apenas nove meses antes de a humanidade ser mergulhada na escura noite da Primeira Guerra Mundial. Onde, então, estava aquele ‘paraíso brilhante’, cheio de pessoas compassivas? E que dizer dos dias que correm? Inquestionavelmente, ‘o amor da maioria se esfriou’ — e isto apesar de quaisquer predições em contrário. (Mateus 24:12) Mas, deve isto nos fazer duvidar de toda e qualquer profecia? Jeová Deus identifica-se como Aquele que ‘obriga os sábios à retirada e demonstra que seu saber é ignorância, ao passo que cumpre a palavra dos Seus servos’. (Isaías 44:24-26, BV) Contudo, alguns talvez perguntem: ‘Podemos confiar nas profecias bíblicas? É a Palavra de Jeová realmente segura?’
RUÍNA E RESTAURAÇÃO
3. Em conformidade com Levítico 26:27-35, que aconteceu a Judá e a Jerusalém no sétimo século AEC?
3 Existe muita evidência para provar que podemos realmente confiar na profecia bíblica. Por exemplo, profecias de ruína e de restauração cumpriram-se no caso do antigo povo de Deus, os israelitas. Quando adoravam fielmente a Jeová, eles prosperavam na sua ‘terra de leite e mel’, que lhes fora dada por Deus. (Levítico 20:24; 1 Reis 4:1, 20) Mas, eles haviam sido avisados de antemão que este virtual paraíso se tornaria um ermo devastado, caso desobedecessem. (Levítico 26:27-35) No ano 607 AEC, uns 900 anos depois que Moisés registrou Levítico, os babilônios conquistaram Judá e Jerusalém. Não muito depois, judeus remanescentes na terra fugiram para o Egito, e a predita desolação tornou-se completa. — Jeremias 39:8-10; 40:5; 41:2; 43:1-7.
4. (a) Muito antes da destruição de Jerusalém, em 607 AEC, que promessa havia Jeová feito a Seu povo? (b) Como se cumpriu essa promessa?
4 Mais de um século antes da destruição de Jerusalém, porém, Jeová havia prometido fazer retornar seu povo arrependido para a sua terra natal desolada e restaurar o seu esplendor paradísico. (Isaías 35:1-4) Deus havia dito também: “[Eu, Jeová,) . . . cumpro a palavra dos meus servos, e executo o desígnio dos meus mensageiros. Eu digo a Jerusalém que seja habitada e às cidades de Judá que sejam reconstruídas; seus escombros eu os reerguerei.” (Isaías 44:24-26, BV) Em 539 AEC, Babilônia foi conquistada pelos medos e persas comandados por Ciro, como Isaías havia predito. (Isaías 44:27 a 45:6) O decreto de Ciro que permitia os judeus retornarem para sua terra natal e reconstruir o templo entrou em vigor em 537 AEC, e com o tempo a terra de Judá passou pela predita transformação. (Esdras 1:1-4; Isaías 35:5-10; Ezequiel 36:35) Quão segura é a Palavra.
TIRO NÃO PÔDE DESAFIAR A PROFECIA
5. Por meio de Ezequiel, o que havia Jeová predito com respeito a Tiro?
5 Profecia divinamente inspirada também se cumpriu com respeito à antiga cidade de Tiro, corretamente chamada de “a Rainha dos Mares”. Relativo a este porto marítimo fenício, Jeová havia declarado: “Sou contra ti, ó Tiro, e vou fazer subir contra ti muitas nações . . . Eis que trago contra Tiro a Nabucodonosor, rei de Babilônia . . . e demolirá as tuas torres . . . E as tuas pedras, e o teu madeiramento, e o teu pó colocarão no próprio meio da água. . . . Vou fazer de ti a lustrosa superfície escalvada dum rochedo. Enxugadouro de redes de arrasto é o que te tornarás.” — Ezequiel 26:3-14.
6. Em cumprimento de profecia, o que aconteceu à antiga Tiro?
6 Tal derrocada parecia impossível. Segundo o historiador judaico Josefo, o sítio babilônio contra Tiro durou 13 anos. (Josefo, Contra Apião, Livro I, Capítulo 21, em inglês) A história não registra quão cabais foram os empenhos de Nabucodonosor, embora a perda de propriedades e de vidas tírias deve ter sido grande. Um posterior pronunciamento profético por meio de Zacarias indicou que Deus destruiria a cidade completamente. (Zacarias 9:3, 4) Esta profecia cumpriu-se uns 200 anos depois de proferida. Nessa ocasião, os moradores da vizinha cidade-ilha de Tiro sentiam-se seguros atrás de suas formidáveis muralhas. Contudo, em 332 AEC, as forças de Alexandre Magno derrubaram essa cidade-ilha, usando entulhos da Tiro continental para levantar um aterro até a ilha. Desde então esta península artificial tem aumentado devido à areia depositada pela água. Além disso, na atual vila junto ao porto marítimo pode-se ver pescadores secando as suas redes — outro cumprimento de profecia. Certamente, a Palavra de Jeová é segura!
A “CIDADE DE DERRAMAMENTO DE SANGUE” SUCUMBE
7, 8. (a) Por meio de Seus profetas, o que havia Jeová predito a respeito de Nínive? (b) Por que devia ter parecido impossível Nínive tornar-se um “baldio desolado”?
7 A Palavra profética de Deus mostrou-se correta também no caso da antiga Nínive, capital do Império Assírio, que oprimia o povo de Jeová. (2 Reis 17:1-6; 1 Crônicas 5:6, 26) Concernente a Nínive, no apogeu de seu poder, Jeová declarou por meio de Seus profetas: “Saqueai a prata; saqueai o ouro; pois não há limite das coisas no arranjo. . . . Vacuidade e vazio, e uma cidade devastada! . . . Ai da cidade de derramamento de sangue.” (Naum 2:9, 10; 3:1) “Fará de Nínive um baldio desolado, . . . e no meio dela estarão deitadas as greis.” — Sofonias 2:13, 14.
8 Como poderia isto acontecer? Nínive era “a grande cidade”. (Jonas 1:2) Segundo o antigo historiador Diodoro, tinha uma muralha de 30 metros, suficientemente larga para que três carros de guerra pudessem trafegar sobre ela lado a lado. Nos dias do profeta Jonas (nono século AEC), mais de 120.000 homens habitavam a cidade. (Jonas 4:11) Será que tudo isso se tornaria um “baldio desolado”?
9. Como supriu Nínive prova adicional de que a Palavra de Jeová é segura?
9 Em 632 AEC, 16 ou mais anos depois da profecia de Sofonias, os babilônios e os medos sitiaram Nínive. Segundo Diodoro (Livro II, Capítulo 27), “chuvas fortes e contínuas” fizeram o rio Tigre inundar as margens. Ele “tanto inundou parte da cidade como demoliu as muralhas na extensão de vinte estádios”. Nínive foi tomada. “Eles carregaram muitos despojos da cidade e da área do templo, e transformaram a cidade num monte de ruínas e numa pilha de escombros”, diz a antiga Babylonian Chronicle (Crônica Babilônica). Nínive tornou-se uma cidade desconhecida, por séculos. Sua derrubada sem dúvida foram “boas novas” para o povo de Deus, reafirmando-lhe que “Jeová é bom” e “tem conhecimento dos que procuram refugiar-se nele”. (Naum 1:7, 15) Hoje, quem visita as ruínas de Nínive, no Iraque, pode ver ovelhas pastando nas imediações de seus morros, exatamente como predito. Temos nisto prova adicional de que a Palavra de Jeová é segura.
“UM CHIFRE PROEMINENTE” É QUEBRADO
10. Que visão profética está registrada em Daniel 8:1-8? (b) Que explicação deu Gabriel aos aspectos dessa profecia?
10 Numa visão profética, Daniel viu um carneiro de dois chifres ser morto por um bode que tinha “um chifre proeminente”. Este chifre foi quebrado e substituído por quatro outros. (Daniel 8:1-8) O que podia significar isto? O anjo Gabriel explicou: “O carneiro que viste, tendo dois chifres, representa os reis da Média e da Pérsia. E o bode peludo representa o rei da Grécia; e quanto ao chifre grande que havia entre os seus olhos, este representa o primeiro rei. E que este foi quebrado, de modo que por fim se ergueram quatro em seu lugar, haverá quatro reinos que se erguerão de sua nação, mas não com o seu poder.” — Daniel 8:16, 20-22.
11, 12. Como se cumpriu Daniel 8:20-22?
11 A poderosa Babilônia havia sido conquistada pela Medo-Pérsia, o visionado carneiro de dois chifres. Mas, o anjo de Deus havia profetizado que “o bode peludo”, a Grécia, mataria o carneiro. Foi exatamente isto o que ocorreu no quarto século AEC, quando os exércitos de língua grega, de Alexandre Magno, derrubaram o Império Medo-Persa. No entanto, Alexandre morreu inesperadamente aos 32 anos, em 323 AEC, sem deixar sucessor habilitado. Com a morte de Alexandre, foi quebrado o “chifre proeminente”. Mas, que dizer dos preditos ‘quatro chifres que por fim se ergueram em seu lugar’?
12 Alexandre tinha muitos generais, mas quatro deles por fim assumiram o poder. Foi assim que o “chifre proeminente” foi quebrado e por fim substituído por ‘quatro chifres’, ou “quatro reinos”. Em 301 AEC esses generais já haviam assumido o poder: Ptolomeu Lago (Egito e Palestina); Seleuco Nicátor (Mesopotâmia e Síria); Cassandro (Macedônia e Grécia); e Lisímaco (Trácia e Ásia Menor).a De novo vimos que a Palavra de Jeová é segura.
APARECE “O MESSIAS, O LÍDER”!
13. Que diz Daniel 9:24, 25 sobre o aparecimento do Messias?
13 O livro de Daniel provê notável evidência adicional de que a Palavra de Jeová é segura. Com séculos de antecedência, Daniel foi inspirado para marcar com precisão o tempo do aparecimento do Messias na terra. Esta emocionante profecia dizia, em parte: “Setenta semanas foram determinadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa, para acabar com a transgressão e encerrar o pecado, e para fazer expiação pelo erro, e para introduzir justiça por tempos indefinidos, e para apor um selo à visão e ao profeta, e para ungir o Santo dos Santos. E deves saber e ter a perspicácia de que desde a saída da palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém até o Messias, o Líder, haverá sete semanas, também sessenta e duas semanas.” — Daniel 9:24, 25.
14. (a) Em que base bíblica podemos dizer que nas “semanas” de Daniel 9:24, 25, cada dia equivale a um ano? (b) Em que ano saiu ‘a palavra para reconstruir Jerusalém’? (c) Qual foi a duração das 69 “semanas”, e quando começaram e quando terminaram?
14 Eram literais estas “semanas”? Não, pois todas as coisas profetizadas ali a respeito do Messias não ocorreram dentro de 70 semanas, ou menos de um ano e meio. Elas mostraram ser “semanas” em que cada dia era equivalente a um ano. (Veja Números 14:33, 34.) A “palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém” saiu no 20.º ano do rei persa Artaxerxes (Longímano). (Neemias 2:1-18) Visto que ele começou a reinar em 474 AEC, seu 20.º ano foi 455 AEC. Assim, as 69 semanas de anos a partir ‘da palavra para reconstruir Jerusalém, até o Messias, o Líder’, somavam 483 anos (7 x 69) e se estenderam até 29 EC.
15. Em 29 EC, que expectativa havia entre os judeus?
15 Naquele ano, João, o Batizador, atarefava-se em ‘pregar o batismo em símbolo de arrependimento para o perdão de pecados’. E que dizer dos judeus? “O povo estava em expectativa e todos raciocinavam nos seus corações a respeito de João: ‘Será este o Cristo?’” (Lucas 3:3-6, 15) Sobre esta expectativa, o erudito judaico Abba Hillel Silver disse: “O primeiro século, contudo, especialmente a geração anterior à destruição [de Jerusalém], testemunhou um notável arroubo de emocionalismo messiânico. Isto se deve atribuir . . . não a uma intensificação da perseguição romana, mas sim à prevalente crença induzida pela cronologia popular daqueles dias . . . O Messias era esperado por volta do segundo quarto do primeiro século EC.” Essa “cronologia popular” baseava-se no livro de Daniel.
16. (a) Por que foi significativo o 15.º ano do reinado de Tibério César? (b) Ao Jesus ser batizado, o que aconteceu?
16 A profecia de Daniel havia indicado que as 69 semanas de anos estender-se-iam até 29 EC. Bem, será que o Messias apareceu no tempo certo naquele ano? Certamente que sim! João, o Batizador, havia começado sua pregação e batizamento “no décimo quinto ano do reinado de Tibério César”. (Lucas 3:1-3) Visto que Tibério tornou-se imperador romano em 17 de agosto de 14 EC (calendário gregoriano), a obra de João começou durante o 15.º ano depois disso, ou em meados do primeiro semestre de 29 EC. Em meados do segundo semestre daquele ano Jesus de Nazaré foi batizado por João, e nessa ocasião o espírito santo desceu do céu para ungir Jesus qual Cristo, ou Messias. (Lucas 3:21, 22) Profecias messiânicas se haviam cumprido.b Uma vez mais revelou-se que a Palavra de Jeová é segura.
17. Quais foram algumas profecias messiânicas que se cumpriram em conexão com Jesus Cristo?
17 Muitas outras profecias das Escrituras Hebraicas se cumpriram em conexão com Jesus Cristo. Por exemplo, Jesus nasceu de uma virgem, em Belém. (Isaías 7:14; Miquéias 5:2; Mateus 1:18-23; 2:3-6) Criancinhas foram mortas após o nascimento dele. (Jeremias 31:15; Mateus 2:16-18) Ele teve um precursor. (Isaías 40:3; Mateus 3:1-3) Jesus ‘carregou’ as nossas doenças. (Isaías 53:4; Mateus 8:16, 17) Entrou em Jerusalém montado num jumentinho. (Zacarias 9:9; João 12:12-15) Um dos apóstolos traiu-o por 30 moedas de prata. (Salmo 41:9; Zacarias 11:12; Mateus 26:14-16, 46-56; João 13:18) Depois de Jesus ter sido pregado na estaca, os soldados repartiram entre si a vestimenta dele e lançaram sortes para ver a quem caberia a roupa interior. (Salmo 22:18; João 19:23, 24) Seus ossos não foram quebrados, mas ele foi furado com a lança. (Salmo 34:20; Zacarias 12:10; João 19:33-37) Depois de ficar partes de três dias na sepultura, ele foi ressuscitado. (Jonas 1:17; 2:10; Mateus 12:39, 40; Marcos 9:31; Atos 10:40) Estes são simples exemplos de como Jesus cumpriu profecias messiânicas. Mas estes, também, provam que a Palavra de Jeová é segura.
O FUTURO PODE SER CONHECIDO
18, 19. (a) Por que não é fútil perguntar o que trará o amanhã? (b) Que perguntas adicionais se suscitam?
18 O próprio Jesus, o Messias, fez profecias inspiradoras de esperança. Por exemplo, ele predisse a sua futura “presença”. (Mateus 24:3-14) De fato, profecias animadoras, que alcançam o século 20, foram registradas por vários escritores bíblicos. De modo que não é fútil perguntar: ‘O que trará o amanhã’? Podemos descobrir!
19 Até aqui, consideramos algumas profecias bíblicas que se cumpriram em tempos idos. Mas, que dizer de nossos dias? Temos evidência emocionante adicional de que a Palavra de Jeová é segura?
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Acate a palavra profética de Deus para os nossos diasA Sentinela — 1984 | 1.° de outubro
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Acate a palavra profética de Deus para os nossos dias
“As primeiras coisas já se realizaram, agora vos anuncio outras, novas; antes que elas surjam, eu vo-las anuncio.” — ISAÍAS 42:9, A Bíblia de Jerusalém.
1. Por que podemos dizer que Jeová é o Deus de profecias infalíveis?
JEOVÁ é o Deus de profecias infalíveis. Certamente foi assim na ruína e restauração de Jerusalém, na queda de antigos impérios e no cumprimento de profecias messiânicas! Mas, será que todas as profecias bíblicas se cumpriram unicamente no passado? Quão errado seria pensar assim!
2. Com respeito a profecias, em que sentido os servos de Jeová diferem do mundo?
2 Deus disse a seu antigo povo: “As primeiras coisas já se realizaram, agora vos anúncio outras, novas; antes que elas surjam, eu vo-las anuncio.” (Isaías 42:9, BJ) Por revelar o entendimento de profecias que já estão na Bíblia, Jeová ainda está dando conhecimento antecipado a seus servos leais, e certamente devemos dar atenção a este. Como o apóstolo Pedro tão bem expressou o assunto: “Temos, também, por mais firme a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em recorrer como a uma luz que brilha em lugar escuro, até que raie o dia.” (2 Pedro 1:19, BJ) De fato, acatar a palavra profética de Deus distingue o povo de Jeová como diferente deste mundo em escuridão e confuso. Provérbios 4:18, 19, declara apropriadamente: “Mas a senda dos justos brilha como a aurora, e vai alumiando até que se faça o dia; o caminho dos ímpios é tenebroso, e não sabem onde tropeçam.” — BJ; veja Salmo 119:105.
ESCUTE QUANDO O FILHO DE DEUS FALA!
3. Que prova há de que Jesus esta presente hoje?
3 É vital que as Testemunhas de Jeová ‘prestem mais do que a costumeira atenção’ às coisas faladas por Jesus Cristo. (Hebreus 2:1-4) E que profecia impressionante ele fez sobre os nossos dias! Apontando para os dias finais deste moribundo sistema de coisas, Jesus forneceu um notável “sinal” de sua “presença”. Ele predisse acontecimentos tais como guerras totais, pestilências, fomes e terremotos. (Mateus 24:3-8) Pode qualquer pessoa bem-informada negar a sobrepujante evidência de que Jesus está atualmente presente? A Primeira Guerra Mundial matou mais de 9 milhões de combatentes e milhões de civis, ao passo que a Segunda Guerra Mundial custou 55 milhões de vidas. A gripe espanhola, de 1918-19, causou a morte de uns 20 milhões de pessoas. Segundo estimativa da Organização para a Alimentação e Agricultura, 450 milhões de pessoas estão mesmo agora em estado de inanição, e tantos quantos um bilhão não têm o suficiente para comer. Terremotos ceifaram a vida de cerca de 1.600.000 pessoas no século 20 — mais de 22.000 por ano, desde 1914.
4. (a) Quando começaram os Tempos dos Gentios e quando findaram? (b) Que evidência existe de que o povo de Jeová teve conhecimento antecipado sobre 1914?
4 Esse ano de 1914 — que dizer dele? Mais de um século atrás, C. T. Russell (que tornou-se o primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia, dos EUA), ligou os Tempos dos Gentios com os “sete tempos” mencionados no livro de Daniel. (Daniel 4:16, 23, 25, 32; Lucas 21:24, Versão Almeida) Escrevendo na revista Bible Examiner de outubro de 1876, Russell disse: “Os sete tempos terminarão em 1914 AD.” Ele também foi co-editor do livro Três Mundos, e a Colheita Deste Mundo, de 1877, em inglês, que mostrou (nas páginas 83 e 189), que o período de 2.520 anos de domínio mundial gentio, sem interferência por parte de algum reino de Deus, começou com a derrubada do reino de Judá pelos babilônios em fins do sétimo século AEC e terminaria em 1914 EC. Similarmente, A Sentinela de março de 1880, em inglês, declarou: “‘Os Tempos dos Gentios’ se estendem até 1914, e o reino celestial não dominará plenamente até então.”
5. Como foi possível as Testemunhas de Jeová saberem com antecedência a respeito do significado de 1914?
5 Hoje, as Testemunhas de Jeová trazem à atenção o “sinal” dado por Jesus e consideram 1914 como o ano em que a presença dele, investido do poder do Reino, se tornou realidade. Mas como foi possível terem conhecimento antecipado de tal evento momentoso? Não foi devido à extraordinária sabedoria humana. Não foi porque eles haviam estudado piedosamente as Escrituras, acataram a palavra profética de Deus e prestaram mais do que a costumeira atenção ao que o Filho de Deus predisse. (2 Pedro 1:19; Hebreus 1:1, 2; 2:1) Gratas de que Jeová ‘lhes têm contado coisas novas antes de começarem a surgir’, as Testemunhas têm prazer em divulgar esse conhecimento em toda a terra. (Isaías 42:9) Agem assim em acatamento das palavras de Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações.” E a seguir, o quê? “E então virá o fim”! — Mateus 24:14.
REIS RIVAIS EM CONFRONTO
6. Que dois reis são considerados em Daniel capítulo 11, e que perguntas surgem sobre eles?
6 Antes de vir “o fim”, contudo, outros acontecimentos do século 20 merecem nossa consideração. Por exemplo, a profecia de Daniel declara: “No tempo do fim, o rei do sul se empenhará com [o rei do norte] em dar empurrões, e o rei do norte arremeterá contra ele.” (Daniel 11:40) Quem são esses reis em conflito, e qual o significado de suas preditas ações?
7. (a) Quando começou o conflito entre os dois reis? (b) Por que eram apropriados os nomes “rei do norte” e “rei do sul”? (c) Com que potência do primeiro século identifica-se “o rei do norte”, e como foi que ‘um exator passou pelo reino’?
7 O conflito entre esses reis começou depois que o império de Alexandre Magno foi dividido. Em parte, Seleuco Nicátor assumiu o controle da Síria e Ptolomeu Lago estabeleceu uma dinastia no Egito. Essas dinastias conflitantes, situadas ao norte e ao sul da terra do povo de Jeová, os israelitas, tornaram-se o primeiro “rei do norte” e o primeiro “rei do sul”. (Daniel 11:2-5) Mas, com o passar do tempo, a identidade desses reis mudou. No primeiro século EC, a potência imperial romana se havia tornado “o rei do norte”. Nesse ponto na história ‘alguém teria de erguer-se e fazer com que um exator passasse pelo esplendoroso reino’. (Daniel 11:20-22) Como predito, César Augusto expediu um “exator” por exigir “que toda a terra habitada se registrasse”. Por causa deste decreto, José e Maria foram a Belém para se registrar, em 2 AEC, resultando no nascimento de Jesus naquela localidade predita. — Lucas 2:1-7; Miquéias 5:2.
8. (a) Como sabemos que haveria acontecimentos no século 20 envolvendo os dois reis? (b) Quando foi “o tempo designado” para “o rei do norte” vir contra o sul? (c) Com que potências do início deste século podem os dois reis ser identificados?
8 Em meados do primeiro semestre de 33 EC, Jesus Cristo fez uma maravilhosa profecia sobre o “tempo do fim”. Ele citou Daniel 11:31 e indicou assim que haveria impressionantes acontecimentos no século 20 envolvendo “o rei do norte” e “o rei do sul”. (Mateus 24:15) Havia sido predito que “o rei do norte” viria contra o sul “no tempo designado”. (Daniel 11:29, 30) Quando foi isso? Ora, em 1914 — no mesmo ano em que findaram os Tempos dos Gentios e o Reino de Deus foi estabelecido no céu! Naquele ano um “rei do norte” germânico começou a lutar contra “o rei do sul”, a Potência Mundial Anglo-Americana. A Alemanha e seus aliados foram derrotados na Primeira Guerra Mundial e de novo na Segunda Guerra Mundial. “O rei do norte” assumiu então uma nova identidade.
9. (a) Que posição mantêm as Testemunhas de Jeová com respeito a assuntos políticos? (b) Impede isso que vejam com antecedência certos desenvolvimentos políticos?
9 As Testemunhas de Jeová mantêm estrita neutralidade cristã. Não fazem parte do mundo e não se envolvem nos assuntos políticos deste. (João 17:16) Não obstante, acatam deveras a palavra profética de Deus, e isto lhes têm dado condições de ver como a profecia de Daniel se encaminha agora para seu estágio final de cumprimento. (Isaías 42:9) De novo, no período após a Segunda Guerra Mundial, duas superpotências dominam o cenário, competindo entre si numa suicida corrida armamentista que empurrou o orçamento militar anual do mundo à casa dos 800 bilhões de dólares.
10. (a) O que é a “coisa repugnante” de Daniel 11:31? (b) Como têm ambos os reis tratado o povo de Jeová, e por quê?
10 Falando sobre a profecia de Daniel concernente à “coisa repugnante que causa desolação”, Jesus disse: “Que o leitor use de discernimento.” (Mateus 24:15; Daniel 11:31) O “discernimento” do cumprimento da profecia bíblica indica que a “coisa repugnante” é a organização das Nações Unidas, trazida à existência em oposição ao Reino de Deus. O “discernimento” também não deixa dúvidas quanto à identidade (no atual clímax do desenrolar da profecia) do “rei do norte” à medida que ele compete com ‘o rei do sul” na luta final total deles pelo poder. Nem ele nem “o rei do sul” estão dispostos a renunciar à soberania a favor do Reino celestial de Deus, agora anunciado em toda a terra pelas Testemunhas de Jeová. Ambos os reis têm participado na perseguição das Testemunhas. — Daniel 11:36-39; Mateus 5:10-12; João 15:19, 20.
11. (a) Que afirmação faz “o rei do norte”? (b) Em que sentido este “rei” fala contra Jeová?
11 Concernente ao “rei do norte” a profecia diz: “Ele se enaltecerá e magnificará acima de todo deus; e falará coisas prodigiosas contra o Deus dos deuses. . . . magnificar-se-á acima de todos os outros.” (Daniel 11:36, 37) Este ateísta “rei do norte” afirma que o Estado tem o direito de exigir muito de seus súditos. Ademais, esse “rei” fala contra Jeová por almejar a dominação mundial com a exclusão do Reino de Deus. Naturalmente, “o rei do sul” tampouco quer ter algo a ver com esse Reino, apesar de qualquer pia citação bíblica que seus porta-vozes políticos porventura façam. — Revelação 11:17, 18.
“REI” QUE TEM UM DEUS INCOMUM
12. A que deus “o rei do norte” dá glória?
12 Contudo, irreligioso quanto possa parecer, “o rei do norte” deveras tem um deus. Diz a profecia: “Mas dará glória ao deus dos baluartes, na sua posição.” (Daniel 11:38) Tem esse “rei” prestado reverência ao “deus dos baluartes”, exaltando o militarismo moderno e científico qual salvador dos povos de seu bloco de nações?
13. Por que se pode dizer que ambos os reis estão ‘pondo a sua confiança em carros de guerra’?
13 Certamente que sim! Segundo a publicação O Balanço Militar 1981-1982 (em inglês), o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos fixou o número de homens nas forças armadas do principal país no domínio do “rei do norte” em mais de 4.000.000, comparados com mais de 2.049.000 no principal país do “sul”. Em meados de 1982, o SIPRI (Instituto Internacional de Estudos sobre a Paz, de Estocolmo), informou que o “sul” tinha condições de fazer detonar 9.540 ogivas nucleares com poder explosivo total de 3.448 megatons, comparadas com 8.802 ogivas do “norte” com potência de 4.535 megatons. Quão potencialmente devastador é isso, visto que um só megaton tem capacidade explosiva equivalente a um milhão de toneladas de dinamite! Obviamente, ambos os reis rivais ‘põem a sua confiança em carros de guerra’. — Isaías 31:1.
14. (a) Que “empurrões” estão agora sendo dados? (b) Pode você fornecer evidência de que a humanidade está em perigo?
14 “O rei do sul” está agora ‘dando empurrões’ em seu rival, em sentido político e até mesmo militar. (Daniel 11:40) Está em curso hoje uma implacável corrida armamentista que ameaça a humanidade com holocausto nuclear. Chamando atenção ao perigo, o Anuário de 1982 do SIPRI, em inglês, advertiu:
“O equilíbrio entre as duas grandes potências no tocante a armas nucleares intercontinentais está-se tornando instável. . . . Em vez do que outrora pudesse parecer um sistema de dissuasão — um equilíbrio de destruição mútua assegurada (MAD) — temos o medo de um primeiro ataque sendo usado como justificativa para os grandes aumentos agora em perspectiva em programas e consecuções relativos a armas estratégicas. Com as armas nucleares à sua disposição, as duas grandes potências têm, em conjunto, uma capacidade destrutiva provavelmente equivalente a cerca de meio milhão de bombas do tipo lançadas sobre Hiroxima: mas isto não é suficiente. Não pode haver exemplo melhor de como o desenvolvimento da tecnologia armamentista — neste caso a crescente eficiência dos mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) — leva a uma redução, em vez de a um aumento, na segurança.”
15. (a) Usariam alguma vez esses reis suas armas um contra o outro? (b) Mas o que deixa claro a palavra profética de Deus?
15 “Dar empurrões” por parte do “rei do sul” levaria “o rei do norte” a ‘arremeter contra ele com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios’. Sim, os reis teriam alguma oportunidade de usar pelo menos suas armas convencionais um contra o outro. “O rei do norte” assumiria também o controle sobre muitas “coisas desejáveis” deste mundo. (Daniel 11:40-43) Por volta de 1981, “o rei do norte” exercia autoridade sobre cerca de 1,5 bilhão de pessoas em 16 nações, e só o tempo dirá até que ponto este “rei” estenderá seu domínio. Mas o julgamento de destruição contra esses reis vem de outra fonte. A palavra profética de Deus deixa isso claro.
NOTÍCIAS PERTURBADORAS — E DAÍ O FIM!
16. Onde se originam as ‘notícias perturbadoras’, e como chegam ao “rei do norte”?
16 Esta dramática profecia conclui: “Mas, haverá notícias que o perturbarão, procedentes do nascente e do norte, e ele há de sair em grande furor para aniquilar e para devotar muitos à destruição. . . . e terá de chegar até o seu fim, e não haverá quem o ajude.” (Daniel 11:44, 45) Essas notícias perturbadoras realmente emanam de Jeová, através de Jesus Cristo. As Escrituras localizam Deus ao norte, em sentido relativo, e ele e Cristo são simbolicamente chamados de “reis do nascente do sol”, o leste. (Revelação 16:12; Salmo 48:2; 75:6, 7) Mas, como podem essas “notícias” chegar ao “rei do norte”? Ora, por meio da organização terrestre de Deus, a classe do santuário de Jeová e seus companheiros da “grande multidão”!
17. (a) Devido às “notícias”, o que fará “o rei do norte”? (b) Ficará indiferente “o rei do sul”? (c) O que fará então Jeová em favor de suas testemunhas leais?
17 Deus determinará o conteúdo dessas “notícias”. Qualquer que seja sua natureza, contudo, elas enfurecerão tanto “o rei do norte”, que ele procurará destruir o povo de Jeová. Na verdade, Satanás, o Diabo, o simbólico Gogue de Magogue, manobrará tanto “o rei do norte” como “o rei do sul” no seu ataque em plena escala contra os verdadeiros servos de Deus. (Ezequiel 38:10-12) Mas não há motivo para as testemunhas leais de Jeová temerem a aniquilação. O Altíssimo as salvará, e ambos os reis estarão entre os destruídos na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Armagedom. — Revelação 16:14-16; Ezequiel 38:18-23.a
18. (a) Há necessidade de as Testemunhas de Jeová temerem futuros acontecimentos? (b) Por que têm elas contínua confiança na palavra profética de Deus?
18 Até o fim deste sistema de coisas, portanto, as Testemunhas de Jeová declararão destemidamente a mensagem do Reino. (Mateus 24:14) Nem “o rei do norte”, nem “o rei do sul”, tampouco o Diabo e suas hordas demoníacas, poderão detê-las. Temos absoluta certeza disto. Por quê? Porque tal convicção baseia-se solidamente nas promessas de nosso Pai celestial, e a palavra de Jeová é segura. (2 Pedro 3:13; Revelação 21:1-5) As profecias e promessas divinas sempre se têm cumprido. Com irrestrita confiança, pois, que todos os do povo organizado de Jeová continuem a acatar a palavra profética para os nossos dias.
[Nota(s) de rodapé]
a Para informações adicionais a respeito desses reis, veja os capítulos 10 e 11 do livro “Seja Feita a Tua Vontade na Terra”, de 1962, distribuído pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.
Lembra-se?
◻ Como sabemos que Jesus está presente hoje, investido do poder do Reino?
◻ Concernente a assuntos políticos, que posição mantêm as Testemunhas de Jeová?
◻ Nos dias que correm, qual é a identidade do “rei do norte” e a do “rei do sul”?
◻ Que fim aguarda esses reis?
◻ Por que devemos confiar na palavra profética de Deus?
[Foto na página 18]
“O rei do norte” dá glória ao “deus dos baluartes”.
[Tabela na página 16]
607 AEC 1914 EC
Outubro de 607 AEC — Outubro de 1 AEC = 606 ANOS
Outubro de 1 AEC — Outubro de 1914 EC = 1.914 ANOS
SETE TEMPOS DOS GENTIOS = 2.520 ANOS
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Uma resposta sábiaA Sentinela — 1984 | 1.° de outubro
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Uma resposta sábia
Certo jovem escolar, em Serra Leoa, foi incentivado por seus professores a assistir aos ofícios religiosos. Ele respondeu que já freqüentava reuniões religiosas no Salão ao Reino das Testemunhas de Jeová, e depois relatou algumas das coisas que havia aprendido em tais reuniões. Um dos ensinos que explicou foi o de como o Reino de Deus trará paz à terra e eliminará a doença e a morte. — Revelação 21:3, 4.
“Sabiam dessas coisas?”, perguntou ele aos professores.
“Não”, responderam.
“Estas coisas e muito mais eu tenho aprendido apenas por freqüentar o Salão do Reino”, prosseguiu ele. “Por isso, não vejo motivo para assistir a ofícios religiosos, onde essas coisas não são conhecidas.” — Mateus 21:16.
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