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  • Milhões abandonaram as igrejas — devem fazer o mesmo?
    A Sentinela — 1976 | 15 de abril
    • um estudo bíblico gratuito no seu próprio lar ou em outro lugar que lhe seja conveniente. A aceitação deste convite ajudá-lo-á a aprender a forma de adoração ensinada pela própria Bíblia. Não é isso o que está procurando?

  • Eventos no Oriente Médio — cumprem as profecias?
    A Sentinela — 1976 | 15 de abril
    • Eventos no Oriente Médio — cumprem as profecias?

      NOS últimos tempos, o Oriente Médio tem-se destacado nas notícias. Muitos, por isso, expressaram o temor de que os problemas entre árabes e judeus se transformem num conflito mundial.

      André Fontaine, escrevendo no número de 30 de novembro de 1974 de Le Monde, declarou: “É preciso tomar uma ação rápida para impedir que a tragédia na qual judeus e árabes têm estado envolvidos durante o último quarto de século dê início ao apocalipse. Quanta vergonha teriam de suportar as nações ricas e ‘civilizadas’ do mundo, se tivessem de ficar olhando impotentes até que as chamas talvez também as envolvessem.” — Reimpresso em Atlas World Press Review, janeiro de 1975.

      Será que esses eventos no Oriente Médio levarão ao que a Bíblia chama de “Har-Magedon” ou “Armagedom”? (Rev. 16:14, 16) Muitos talvez se sintam induzidos a chegar a tal conclusão, porque o nome “Har-Magedon” significando “Monte de Megido”, pode ser relacionado com o Oriente Médio. A cerca de trinta e um quilômetros ao sudeste da moderna Haifa, no estado de Israel, jazem as ruínas da antiga Megido. Esta cidade ocupava um lugar estratégico, que sobrelevava e dominava a planície de Esdrelom. Durante um período de mais de três milênios, a região em volta de Megido foi cenário de muitas batalhas decisivas. Conforme se menciona no livro inglês intitulado Estudos de Palavras no Novo Testamento, de M. R. Vincent, ‘judeus, sarracenos, cruzados, egípcios, persas, drusos, turcos e árabes, todos armaram suas tendas na planície de Esdrelom’.

      Todavia, embora o nome Megido se prenda tanto a uma cidade como à planície adjacente, não se conhece nenhum lugar geográfico no Oriente Médio ou em outra parte, que se chame “Monte de Megido”. O Dicionário da Bíblia do Interpretador (em inglês) observa: “Visto que nenhum monte de Megido é conhecido aos geógrafos, quer antigos quer modernos, parece mais provável que num livro [Revelação] que abunda em linguagem simbólica este termo também se destine a levar um significado simbólico.”

      A guerra predita a ser travada neste simbólico “Har-Magedon” não é um conflito entre nações. É chamada nas Escrituras de “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. (Rev. 16:14) O apóstolo João descreveu simbolicamente as forças com que as nações se hão de confrontar: “Eu vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. E o sentado nele chama-se Fiel e Verdadeiro, e ele julga e guerreia em justiça. . . . Seguiam-no também os exércitos que havia no céu . . . E da sua boca se estendia uma longa espada afiada, para que golpeasse com ela as nações, e ele as pastoreará com vara de ferro. Ele pisa também o lagar de vinho da ira do furor de Deus, o Todo-poderoso.” (Rev. 19:11-15) De modo que as nações sofrerão a derrota às mãos do “Rei dos reis e Senhor dos senhores”, Jesus Cristo, e de poderosas forças angélicas. — Rev. 19:16.

      A Bíblia revela que a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, faz parte duma “grande tribulação” que sobrevirá ao inteiro sistema humano de coisas. (Rev. 7:1-3, 14) Os sobreviventes desta “grande tribulação”, por exemplo, são descritos como sendo uma inúmera “grande multidão”, “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. (Rev. 7:9) Por conseguinte, a “grande tribulação” falada na Bíblia deve abranger muito mais do que apenas o Oriente Médio. Envolverá o globo.

      Mas, não poderá um transtorno no Oriente Médio prover a “faísca” para o começo da “grande tribulação”? A Bíblia não se refere a nenhum lugar específico no Oriente Médio ou em outra parte como local em que comece este acontecimento. Ainda resta ver os pormenores de como se darão os acontecimentos.

      ESTÁ ENVOLVIDO O CUMPRIMENTO DE PROFECIAS

      Significa isso, então, que as recentes dificuldades, no Oriente Médio, não têm nenhum significado profético? Não, porque Jesus Cristo indicou conflitos e outras calamidades, em diversas partes da terra, como partes dum “sinal” composto, que assinalaria a proximidade de sua vinda para executar o julgamento da parte de seu Pai. Em resposta à pergunta de seus discípulos sobre o ‘sinal de sua presença e da terminação do sistema de coisas’, Jesus disse: “Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mais ainda não é o fim. Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro.” (Mat. 24:3, 6, 7) Note, porém, que Jesus não disse que tais guerras ficassem restritas ao Oriente Médio ou começassem ali. Assim como as fomes e os terremotos não ficaram limitados a uma região geográfica, tampouco ficaram as guerras.

      De modo similar, o clima de medo e ansiedade existente hoje no mundo não pode ser atribuído inteiramente aos acontecimentos no Oriente Médio. As palavras de Jesus Cristo mostraram-se verazes, de que as coisas que estão acontecendo, não apenas no Oriente Médio, mas em toda a terra, causariam grande temor. Ele disse: “Haverá . . . na terra angústia de nações, não sabendo o que fazer . . . os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada.” — Luc. 21:25, 26.

      Por conseguinte, os recentes eventos no Oriente Médio são apenas parte dum monte de evidências de que as palavras de Jesus, sobre as condições que marcariam os “últimos dias” do atual sistema estão em vias de cumprimento. Mas, ninguém em toda a humanidade sabe na realidade que papel os assuntos no Oriente Médio possam desempenhar nos acontecimentos que levarão à “grande tribulação”.

      FIQUE ATENTO À PROFECIA

      Naturalmente, os servos devotos de Deus preocupam-se de direito com o que está acontecendo em cumprimento da profecia bíblica. São como os profetas hebreus da antiguidade, que estavam vivamente interessados no cumprimento de suas declarações inspiradas pelo espírito a respeito do Messias ou Cristo. Lemos em 1 Pedro 1:10, 11: “Acerca desta mesma salvação fizeram diligente indagação e cuidadosa pesquisa os profetas que profetizaram a respeito da benignidade imerecida que vos era destinada. Eles investigaram que época específica ou que sorte de época o espírito neles indicava a respeito de Cristo, quando de antemão dava testemunho dos sofrimentos por Cristo e das glórias que os seguiriam.”

      No entanto, não devemos ir além do que determinada profecia realmente diz. As profecias bíblicas só podem ser entendidas em plenos pormenores quando os acontecimentos que indicam se realizam. Por isso, faremos bem em não especular sobre o que podem ou não significar certos acontecimentos no Oriente Médio ou em outra parte.

      Tal especulação pode levar a se ficar desequilibrado e profundamente envolvido em assuntos que na realidade pouco ou nada têm que ver com a edificação da fé. Pode-se gastar também muito tempo que de outro modo poderia ser usado mais proveitosamente em obter força espiritual.

      Além disso, se alguém não ver acontecer as coisas assim como imaginou, poderá perder de vista a importância de se manter uma boa relação com Deus por andar dum modo divinamente aprovado. Poderá começar a pensar que o dia de Deus executar o julgamento ainda esteja longe. Isto poderá resultar em ele ser tentado a ‘conseguir tudo o que puder’ deste mundo. Poderá enganar-se a pensar que possa discernir, à base dos acontecimentos mundiais, exatamente quando deverá fazer as mudanças necessárias para obter a aprovação de Deus e sobreviver à execução do julgamento dele. Tal raciocínio poderá custar à pessoa sua vida, quando sobrevier a “grande tribulação”, num tempo inesperado, apanhando-o desprevenido numa condição desaprovada perante Deus.

      Certamente, é muito mais sábio viver cada dia na expectativa do grande dia de Deus. Este é o único proceder que resultará na sobrevivência. Jesus Cristo admoestou seus seguidores a ficarem atentos ao cumprimento certo de suas palavras proféticas. Ele exortou: “Prestai atenção a vós mesmos, para que os vossos corações nunca fiquem sobrecarregados com o excesso no comer, e com a imoderação no beber, e com as ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vós instantaneamente como um laço. Pois virá sobre todos os que moram na face de toda a terra [e não apenas no Oriente Médio]. Portanto, mantende-vos despertos, fazendo todo o tempo súplica para que sejais bem sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas a ocorrer, e em ficar em pé diante do Filho do homem.” — Luc. 21:34-36.

      Se estiver interessado em ficar em pé diante do Filho do Homem, Jesus Cristo, como servo aprovado de Deus, então tome tempo para considerar o que a Bíblia realmente tem a dizer. Cuide-se de não tirar conclusões injustificadas em base das tendências mutáveis nos assuntos mundiais, quer se relacionem com o Oriente Médio, quer não. Concentre-se nas coisas realmente importantes: viver em harmonia com a palavra profética, aplicando o conselho bíblico na sua vida. Se fizer isso, verificará que sua vida será mais rica, mesmo já agora, e poderá encarar o futuro com confiança.

      [Foto na página 253]

      A região em volta de Megido não é o simbólico Har-Magedon, onde se travará a grande guerra de Deus.

      [Mapa na página 252]

      Para o texto formatado, veja a publicação)

      SÍRIA

      ISRAEL

      JORDÂNIA

      EGITO

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1976 | 15 de abril
    • Perguntas dos Leitores

      ● Como se deve entender Gênesis 9:5, onde Deus diz que ‘exigiria de volta o sangue’, do animal que tivesse morto um homem?

      Basicamente, isto significa que, se um animal matou um homem, tinha de ser morto. Tinha de perder a própria vida por ter tirado a vida dum homem.

      Foi pela primeira vez após o Dilúvio que Jeová Deus permitiu que os homens matassem animais para alimento, embora não devessem consumir o sangue. (Gen. 9:3, 4) Deus salientou então a superioridade da vida humana sobre a vida animal, visto que o homem fora criado a imagem de Deus. Jeová disse:

      “Exigirei de volta vosso sangue das vossas almas. Da mão de cada criatura vivente o exigirei de volta; e da mão do homem, da mão de cada um que é seu irmão exigirei de volta a alma do homem. Quem derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu próprio sangue, pois a imagem de Deus fez ele o homem.” — Gên. 9:5, 6.

      Assim, embora os animais pudessem ser mortos como alimento, os humanos não deviam ser mortos. Se um homem assassina outro homem, tirando uma vida que não estava autorizado a tirar e assim incorrendo em culpa de sangue, ele deveria perder a sua própria vida. E esta norma devia ser aplicada até mesmo a animais antropófagos. É verdade que o animal não saberia que, ao matar um homem, estava violando uma lei divina. Mas, este requisito certamente incutiria nos homens a preciosidade da vida humana, pois, nem mesmo um animal estúpido podia tirar impunemente uma vida humana.

      Mais tarde, na sua Lei dada a Israel, Jeová proveu um regulamento a respeito dos animais que matassem pessoas. Segundo Êxodo 21:28-32, o touro que escornasse um homem e o matasse devia ser morto por apedrejamento. Entende-se, em geral, que esta lei não se limitava a touros; o caso dum touro que escornava podia ser muito bem entendido numa sociedade agrícola, e ilustrava o que se devia fazer com qualquer animal que matasse um homem. Se tirasse uma vida humana, a criatura matadora tinha de perder a sua própria vida.

      Tal conseqüência veio a ser aplicada em muitas sociedades humanas descendentes de Noé. Por exemplo, The International Wildlife Encyclopedia observa: “Uma vez que o tigre se tornou antropófago ou matador de gado, não importa qual a razão, a mão de cada homem é contra ele. Aldeias inteiras saem e não descansam até que seja morto, mesmo em regiões onde o tigre é protegido por lei.”

      Alguns consideram isso talvez como simples medida protetora. Mas a declaração em Genesis 9:5, 6, deve fortemente impressionar-nos com a preciosidade da vida humana. Ela não pode ser tirada impunemente. Por isso, devemos esforçar-nos a nos manter livres da culpa de sangue e devemos usar a preciosa vida humana que temos para a honra do provedor da vida, Jeová Deus. — Atos 20:20, 27; Sal. 36:7, 9.

      ● Significa Mateus 27:52, 53, que, por ocasião da morte de Jesus, algumas pessoas já sepultadas foram ressuscitadas?

      Muitos comentaristas bíblicos acham que é isto o que estes versículos significam. No entanto, os eruditos admitem que o sentido e a tradução correta destes versículos são extraordinariamente difíceis. Na realidade, há motivo para se crer que, quando Jesus morreu, o terremoto acompanhante rachou alguns túmulos perto de Jerusalém e assim expôs os cadáveres aos transeuntes.

      Mateus 27:52, 53, diz que “abriram-se os sepulcros e muitos corpos de santos que tinham adormecido ressurgiram. Saíram das suas sepulturas, depois da ressurreição dele, foram à cidade santa e apareceram a muitos”. — Huberto Rohden; Common Bible.

      Mas, se houve uma ressurreição quando Jesus morreu, conforme sugerem estas e outras traduções, teriam os ressuscitados esperado até depois da própria ressurreição de Jesus, no terceiro dia depois disso, antes de saírem dos seus sepulcros?

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