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Um templo celeste de adoração para toda a humanidadeA Sentinela — 1968 | 15 de março
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Deus, a cidade sagrada: “Mas, tudo o que não for sagrado, e todo aquele que praticar uma coisa repugnante e a mentira, de modo algum entrará nela; somente os escritos no rolo da vida do Cordeiro entrarão.” (Rev. 21:27) Os habitantes desta cidade, os reis da “nova terra”, serão dignos da máxima confiança.
29. Como podemos nos achar entre os que andam na luz da cidade celeste?
29 Se havemos de adorar o verdadeiro Deus em seu templo e situar-nos entre as nações que andam na luz da Nova Jerusalém, temos de nos interessar agora pelo mesmo Livro que nos fala da operação do templo celeste de Deus. Ali encontramos instruções expressas que nos habilitarão a estar entre os primeiros das nações que andarão na luz da cidade santa. Isso nos habilitará a sobreviver à destruição que vem sobre as religiões falsas e os sistemas políticos deste mundo e a beber as águas vitalizadoras que fluirão do templo. Até mesmo agora, Jeová, por meio de seu Messias, assumiu o poder de governar como Rei. Quase que terminou a construção do templo. O salmista usa o antigo Monte Sião numa linda descrição, junto com instruções para nós, quando diz:
30. O que podemos aprender do salmista quanto a qual deve ser nossa atitude para com este templo-cidade?
30 “Grande é o Senhor [Jeová] e mui digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no seu monte santo. Formoso de sítio, e alegria de toda a terra é o monte de Sião sobre os lados do norte, a cidade do grande Rei. Deus é conhecido nos seus palácios por um alto refúgio. Rodeai Sião; cercai-a; contai as suas torres; notai bem os seus antemuros; observai os seus palácios, para que tudo narreis à geração seguinte. Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; Ele será nosso guia até à morte.” — Sal. 48:1-3, 12-14, Al.
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Quão importante lhe é a boa associação?A Sentinela — 1968 | 15 de março
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Quão importante lhe é a boa associação?
QUANDO o apóstolo Pedro, no primeiro século, se referiu aos cristãos como a “associação inteira dos vossos irmãos no mundo”, a sua alusão era uma alusão exata a uma das características notáveis dos seguidores de Cristo. (1 Ped. 5:9) Associavam-se uns com os outros. Não ficavam contentes de permanecer em casa e usufruir uma religião secreta e pessoal. Sentiam a necessidade de associar-se tanto quanto fosse praticável com outros da mesma fé. Sua fé tinha de ser comentada.
Tais cristãos precisavam da associação de uns com outros. Nenhuma outra associação poderia satisfazer. Daí, então, estavam cônscios do aviso do apóstolo: “Más associações estragam hábitos úteis.” (1 Cor. 15:33) Por se reunirem regularmente em boa associação, podiam dar ouvidos ao conselho urgente do escritor bíblico, Judas, de ‘edificar-se na vossa santíssima fé’. (Judas 20) Tão vital para eles era este vínculo com a congregação cristã que as perseguições, o tumulto político, a distância, as dificuldades, o tempo — nenhuma destas coisas dissuadia os cristãos zelosos de se reunirem. Será essa a sua atitude também?
DISTÂNCIA, PROBLEMAS SÃO VENCIDOS
Distar muito a sua casa do local mais próximo de reunião com outros cristãos, junto com a falta de transporte, talvez apresente um obstáculo a alguns, mas não às muitas testemunhas de Jeová no Panamá. Trilhando uma estrada de montanha escarpada, um grupo de oito pessoas gasta três horas e meia a cavalo. Chova ou faça sol, chegam regularmente ao Salão do Reino na hora aprazada, ansiosas de associar-se e receber nutrição espiritual. Em outra região de colinas pontudas, as Testemunhas andam durante horas, cruzando rios em canoas estreitas, amiúde atravessando com dificuldade a água, carregando os sapatos. Ao chegarem em seu local de reuniões, lavam as pernas e pés, colocam os sapatos e apreciam o programa, impávidas quanto à perspectiva de uma viagem de volta similar, apenas que, desta vez, no escuro.
Será que não dispõe de transporte e está o Salão do Reino das Testemunhas de Jeová situado a grande distância de sua casa? Bem, pense em algumas das Testemunhas na Colômbia, América do Sul, que amiúde têm de andar a pé, chova ou faça sol, cerca de trinta e dois quilômetros para chegar ao local de reuniões, e isso não é feito em estradas bem iluminadas e pavimentadas, mas por estradas estreitas, cruzando rios a altura da cintura, suportando o calor ou as chuvas torrenciais. E tudo isto, não para alguma reunião especial, mas para assistir às sessões semanais regulares de estudo da Bíblia com a ajuda de A Sentinela.
Em muitas partes do México, o único meio de transporte é as pernas da pessoa. Todavia, as testemunhas de Jeová naquele país apreciam imensamente as reuniões. A assistência no estudo semanal de A Sentinela tem a média de 119 por cento do número total de Testemunhas, 91 por cento assistem às menores reuniões semanais em casas particulares, e 82 por cento à reunião no meio da semana que considera e aprimora o ministério de pregação. Nem são estas altas estatísticas de assistência a regra apenas nas cidades grandes; aplicam-se ao país inteiro.
No Paraguai rural, as testemunhas de Jeová mantêm regular assistência às reuniões apesar de muitas dificuldades. Algumas podem andar a cavalo ou em carroças puxadas a cavalo, mas a maioria viaja a pé. Com efeito, quando chove, não têm outra escolha, pois todas as estradas ficam fechadas por lei até que fiquem secas. Assim, as Testemunhas seguem seu caminho a pé descalço no meio de grande lama, e, ao chegarem ao Salão do Reino, lavam os pés e colocam de novo os sapatos.
Em Costa Rica, onde três quartos das Testemunhas moram nas zonas rurais, centenas delas andam a pé ou a cavalo por mais de seis horas, por trilhas lamacentas, a fim de se associarem umas com as outras. Uma Testemunha dirige doze estudos bíblicos em várias localidades, além de andar as seis horas para assistir às reuniões congregacionais. Uma vez por mês, ela viaja de canoa por oito horas, a fim de chegar a uma parte remota do território em que pessoas interessadas ansiosamente esperam as lições bíblicas que ela dirige com tais pessoas.
A POBREZA NÃO É EMPECILHO
A pobreza talvez seja considerada, por alguns, como razão de perder as reuniões no Salão do Reino. Os custos de transporte são grandes. Mas, isto não é considerado um problema intransponível na América Central e do Sul. Considere, por exemplo, o caso de certa mãe e seus sete filhos em Assunção, Paraguai. Freqüentam regularmente as reuniões do Salão do Reino duas vezes por semana, muito embora a longa viagem de ônibus lhes custe 36 por cento da receita média mensal da família. Para eles, as bênçãos da associação cristã bem que velem isso.
Daí, há o excelente exemplo de uma Testemunha idosa no Panamá que é fonte de grande encorajamento para todos que freqüentam a mesma congregação. Sabem que, a fim de estar no Salão
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