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MaltaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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de Malta, veio a incluir as águas do Mediterrâneo a E da Sicília e a O de Creta, e, por conseguinte, poder-se-ia dizer que Malta estava cercada por este mar. — Atos 27:27.
O NAUFRÁGIO DE PAULO
Algum tempo depois do Dia da Expiação (em setembro ou outubro), o navio em que Paulo viajava como prisioneiro partiu da baía cretense de Bons Portos e foi envolvido por um vento tempestuoso (Euro-aquilão), aparentemente vindo do E-NE. (Atos 27:14, 15) O que é atualmente chamado de baía de S. Paulo poderia ter sido alcançada sem que antes se tocasse em nenhum outro ponto da ilha. Talvez, quando seus ouvidos bem treinados captaram as ondas de rebentação se chocarem com o rochoso promontório Koura, que se lança no Mediterrâneo do lado leste da baía de S. Paulo, os marujos começaram a suspeitar que se aproximavam de terra firme. As profundidades de “vinte braças” e de “quinze braças”, sondadas por eles, correspondem basicamente a sondagens feitas, em meados do século XIX, na área da baía de S. Paulo. — Atos 27:27, 28.
Possivelmente por estarem familiarizados com outra das baías de Malta, os marujos não reconheceram aquela terra firme como sendo Malta, mesmo à luz do dia. A maior e mais conhecida baía da ilha é a de La Valetta, a uns 13 km a SE da baía de S. Paulo. — Atos 27:39.
Ao longo do lado ocidental da baía de S. Paulo há dois braços de mar. Atualmente, o mais para o sul possui uma praia. Antigamente, isto talvez também se tenha dado com o outro braço do mar. É provável que os marujos esperassem ‘arremessar o navio para uma dessas praias’, mas não tiveram êxito. A proa do navio ficou imovelmente atolada, talvez na lama e no barro existentes a menos de três braças abaixo da superfície em partes da baia de S. Paulo, enquanto a popa era despedaçada pelas ondas. — Atos 27:39-41.
A experiência de Paulo em Malta
Nessa oportunidade, os soldados resolveram matar Paulo e os outros prisioneiros. Isto talvez se tenha dado por causa da estrita disciplina militar romana que considerava os guardas responsáveis pela fuga de detentos sob o seu controle. (Compare com Atos 12:19; 16:27.) Visto que o oficial do exército (centurião) restringiu os soldados, por causa de Paulo, todos os que estavam a bordo, totalizando cerca de 276 pessoas, sobreviveram ao naufrágio, quer por nadarem para a praia, quer por chegarem a salvo em terra firme agarrados a tábuas e a outros itens flutuáveis do navio naufragado. — Atos 27:37, 42-44.
Os habitantes de Malta, que não falavam grego, demonstraram extraordinária bondade humana para com os sobreviventes, até mesmo acendendo uma fogueira para estes, de modo que pudessem aquecer-se. Quando o apóstolo Paulo colocou um feixe de gravetos nesta fogueira, uma víbora venenosa saiu e se agarrou à mão dele. Atônitos por verem que Paulo não inchou nem morreu, o povo de Malta começou a considerá-lo um deus. — Atos 28:1-6.
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MaluquiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MALUQUI
[meu conselheiro]. Uma família sacerdotal cujo representante servia nos dias do sumo sacerdote Joiaquim, e nos dias de Esdras e do governador Neemias. — Nee. 12:12, 14, 26.
O nome “Maluqui” se acha no Texto Massorético com a qerí ou anotação marginal para que rezasse “Melicu”, forma sob a qual se encontra na versão Almeida. Vários manuscritos gregos antigos, inclusive o Alexandrino, o Vaticano N.º 1209 e o Sinaítico (bem como a edição lagardiana), rezam “Maluque (Maluc)”, que alguns peritos imaginam ter sido a forma original. Tais peritos sugerem (mas não existem meios de prová-lo) que a adição dum “i” (yohdh [’]) no fim desse nome em hebraico, se deu quando a primeira letra da palavra seguinte foi inadvertidamente repetida ao se copiar o manuscrito.
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MalvaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MALVA
Este termo traduz a palavra hebraica ’oróhth (2 Reis 4:39; Isa. 26:19), considerada como sendo o plural de ’ohráh, “luz”. (Ester 8:16; Sal. 139:12) De acordo com o Lexicon in Veteris Testamenti Libros (Léxico dos Livros do Velho Testamento), de Koehler e Baumgartner, ’oróhth indica a malva-pequena ou malva-de-folha-redonda (Malva rotundifolia). Tal identificação se baseia em que esta planta é muito sensível à luz, daí, talvez, a sua denominação em hebraico, ’oróhth, “[erva de]-luz”. Também, seu fruto é comestível, harmonizando-se assim com 2 Reis 4:39. A malva-de-folha- redonda é uma planta rasteira que possui folhas quase redondas, um tanto lobadas, de extremidades serrilhadas, com longos pecíolos. Suas flores têm apenas c. 1,3 cm de largura, e variam de cor, indo do azul-pálido ao branco. Os frutos achatados, circulares e mucilaginosos, são comumente chamados, na língua inglesa, de “cheeses” (queijos).
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ManáAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MANÁ
O alimento principal dos israelitas durante sua peregrinação de quarenta anos pelo deserto. (Êxo. 16:35) O maná foi primeiramente provido por Jeová no deserto de Sin, durante a última metade do segundo mês depois de Israel sair do Egito, em 1513 AEC. (Êxo. 16:1-4) Servia-lhes de alimento até entrarem em Canaã, em 1473 AEC, e usufruírem os produtos da Terra Prometida. — Jos. 5:10-12.
O maná surgiu sobre o solo com a evaporação duma camada de orvalho que se formava pela manhã, de modo que “havia na superfície do ermo uma coisa miúda, flocosa, miúda como a geada sobre a terra”. Quando os israelitas o viram pela primeira vez, disseram: “Que é isto?”, ou, literalmente: “Man hu’”? (Êxo. 16:13-15; Núm. 11:9) Esta é a provável origem do nome, os próprios israelitas começando a chamar tal alimento de “maná”. — Êxo. 16:31.
DESCRIÇÃO
O maná era “branco como a semente de coentro”, e “se parecia” com o bdélio, uma substância cerácea e transparente cuja forma é parecida a uma pérola. Seu sabor era comparável ao “de bolachas de mel” ou ao “dum bolo doce com azeite”. Depois de moldo num moinho manual ou pilado num gral (pilão), o maná era cozido, ou transformado em bolos redondos, e assado. — Êxo. 16:23, 31; Núm. 11:7, 8.
Nenhuma substância natural hoje conhecida se ajusta à descrição bíblica do maná em todos os sentidos, e, assim, existe muito pouca base para se identificá-lo com um produto conhecido. Isto se dá, especialmente, por causa dos aspectos miraculosos envolvidos na provisão, feita por Jeová, do maná para os israelitas. A disponibilidade do maná não dependia da época do ano ou de determinada localidade no deserto. Embora ficasse bichado e começasse a cheirar mal em todos os outros dias, caso fosse deixado dum dia para o outro, o gômor (ou ômer) de maná adicional juntado no sexto dia, para ser usado como alimento no sábado, não se estragava. No sábado não se podia encontrar nenhum maná, isto servindo para reforçar a guarda do sábado pelos israelitas. — Êxo. 16:19-30.
É provável que o cabeça da família juntasse o maná para toda a família. Visto que o maná se derretia quando o sol esquentava, ele sem dúvida juntava rapidamente a quantidade aproximada de maná necessária para a família, e, depois disso, o media. Quer fosse juntado muito ou pouco, dependendo do tamanho da família, a quantidade juntada sempre provava ser de um gômor por pessoa. (Êxo. 16:16-18) O apóstolo Paulo fez alusão a isto quando incentivava os cristãos em Corinto a empregarem suas sobras materiais para contrabalançar a carência material de seus irmãos. — 2 Cor. 8:13-15.
PROPÓSITO
Jeová permitiu que os israelitas passassem fome no deserto e, então, supriu-lhes o maná para lhes ensinar “que o homem não vive somente de pão, mas que o homem vive de toda expressão da boca de Jeová”. Jeová fez isto ‘a fim de humilhá-los e para os pôr à prova, a fim de fazer-lhes o bem nos seus dias posteriores’. (Deut. 8:3, 16) Quando os israelitas se cansaram do maná e começaram a chamá-lo de “pão desprezível”, Jeová puniu a rebelião deles por enviar serpentes venenosas entre eles, causando a morte de muitos. — Núm. 21:5, 6.
O salmista se referiu ao maná como “o cereal do céu” (Sal. 78:24), o “pão desde o céu” (Sal. 105:40) e “o próprio pão dos possantes”. (Sal. 78:25) Os anjos são descritos como sendo “poderosos em poder” (Sal. 103:20), e, por conseguinte, poderiam ser chamados de “possantes”. Isto, contudo, não significa que os anjos realmente comam maná, mas que Deus pode ter usado meios angélicos a fim de provê-lo para os israelitas. (Compare com Gálatas 3:19.) Ou, visto que o céu é a morada dos “possantes”, a expressão “pão dos possantes” pode simplesmente indicar sua fonte celeste.
“MANÁ ESCONDIDO”
Para que as gerações futuras pudessem ver o maná, Arão deveria depositar, perante Jeová, um jarro contendo um gômor (ômer; 2, 2 1) de maná. Depois de ser feita a Arca dourada do pacto, um “jarro de ouro” com maná foi colocado dentro desta caixa sagrada. (Êxo. 16:32-34; Heb. 9:4) Era literalmente “maná escondido”. Cerca de cinco séculos depois, contudo, quando a Arca foi transferida da tenda que Davi lhe erguera para o templo que Salomão edificara, o jarro de ouro tinha sumido. (2 Sam. 6:17; 1 Reis 8:9; 2 Crô. 5:10) Tinha cumprido sua finalidade.
Embora o maná fosse uma provisão divina (Nee. 9:20), não sustentou a vida dos israelitas para sempre. Cristo Jesus frisou este ponto, e, então, acrescentou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e, de fato, o pão que eu hei de dar é a minha carne a favor da vida do mundo.” (João 6:30-33, 48-51, 58) Os fiéis seguidores ungidos de Cristo valem- se deste maná celeste, ou “pão da vida”. Cristo empregou simbolicamente o jarro de maná quando assegurava a tais ‘vencedores’ que eles receberiam o “maná escondido”, uma reserva imperecível de alimento, ou aquilo que resulta de tal reserva — no caso deles, a imortalidade e a incorruptibilidade no céu. — Rev. 2:17; 1 Cor. 15:53.
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ManassésAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MANASSÉS
[tornar esquecediço, ou, alguém que se esquece].
1. O primogênito de José e um neto de Jacó. Depois de José se tornar o administrador de alimentos do Egito, Faraó lhe deu como esposa Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, e ela deu a José dois filhos, Manassés e Efraim. José chamou a seu primogênito de Manassés, porque, disse ele: “Deus me fez esquecer toda a minha desgraça e toda a casa de meu pai.” (Gên. 41:45, 50-52) Quando Jacó abençoou Manassés e Efraim, ele persistiu em manter a mão direita sobre Efraim, e a esquerda sobre Manassés, desta forma colocando o mais moço, Efraim, à frente de Manassés. (Gên. 48:13-20) Conforme assim indicado, Efraim deveria tornar-se maior do que Manassés.
Manassés teve filhos com uma concubina síria (1 Crô. 7:14), e José viveu o bastante para ver os filhos de Maquir, filho de Manassés. — Gên. 50:22, 23.
2. A tribo de Israel que descendeu de Manassés, filho de José, e que consistia em sete famílias tribais. Cerca de um ano depois de
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