Por dentro das notícias
“Ameaça de Desumanização”
● O Daily Telegraph, de Londres, publicou recentemente um estudo sobre discoteca, escrito por seu consultor médico. Declarava que sob as luzes intermitentes e os batuques da discoteca, a diversão tranforma-se em histeria. “Perde-se todo o senso de proporção, desaparecem as inibições, desvanece-se a aparência civilizada e surge a natureza humana em toda sua crueza, bestialidade e crueldade”, ele escreveu. “Quando a atmosfera da discoteca se faz acompanhar por bebidas alcoólicas e/ou drogas os resultados podem ser catastróficos. São os membros masculinos da espécie que se tornam os mais repelentemente anti-sociais sob a influência desta ameaça de desumanização para a civilização.”
A Bíblia avisa-nos com antecedência de que haveria tal “ameaça de desumanização” nos “últimos dias” porque as pessoas seriam “sem autodomínio, ferozes, . . . mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus”. — 2 Tim. 3:14.
Atribuição de Deus para a Bactéria?
● As pessoas se perguntam por que Deus criou a forma inferior de vida chamada bactéria. Neste respeito é interessante notar que no livro recente A Medusa e a Lesma (em inglês), o Dr. Lewis Thomas destacou que a função da bactéria tem a ver com a reciclagem e não com a doença. Até mesmo em doenças sérias como a meningite, o Dr. Thomas acredita que a moléstia acontece “como um acidente”. Ele escreveu: “Continua sendo um mistério como a meningite se desenvolve em alguns pacientes, mas é improvável que isto represente uma predileção especial da bactéria; talvez fosse que os mecanismos de defesa dos pacientes afetados estivessem, de alguma maneira especial, defeituosos.”
Devem os germes ser encarados como inimigos naturais do homem? O Dr. Thomas explica: “É claro que é verdade que os germes estão todos ao redor de nós; eles abrangem uma boa parte da fina camada do solo, e abundam no ar. Mas, certamente não é verdade que eles sejam nossos inimigos naturais. Deveras chega a ser uma surpresa quando se entende que tão pequena minoria da população de bactérias da Terra tenham algum interesse em nós. O encontro mais comum entre a bactéria e as formas superiores de vida se dá após a morte destas últimas, no decorrer da reciclagem dos elementos da vida. Esta, obviamente, é a principal função do mundo microbiano em geral, e não tem nada a ver com doenças.”
A bactéria não foi criada para provocar doenças nos homens. Quanto mais o homem aprende sobre a criação de Deus, mais ele percebe a grande sabedoria de Jeová demonstrada até mesmo nas mais diminutas formas de vida. — Sal. 104:24
Um Teólogo Escreve ao Papa
● O Papa João Paulo II tem pedido com insistência que os sacerdotes se apeguem ao celibato obrigatório. Novos regulamentos têm tornado mais difícil que os sacerdotes sejam exonerados dos seus votos de celibato. Disse o Times de Nova Iorque: “Desde a sua eleição em outubro de 1978, o Papa tem-se recusado a aprovar quaisquer dos quase 6.000 pedidos de dispensa, recebidos pelo Vaticano.” Em vista desta atitude, o famoso teólogo católico alemão Hans Küng escreveu o seguinte, numa carta para o papa sobre o celibato clerical:
“Tanto Jesus como Paulo concederam expressamente a cada indivíduo a plena liberdade [de ser celibatário]: ‘Quem pode aceitar isso, aceite-o’ (Mat. 19:12); ‘Cada qual recebe de Deus o seu dom particular, este de um modo, aquele de outro’ (1 Coríntios 7:7). Esta garantia expressa de liberdade — o celibato como um carisma livre — é infringida pela lei pessoal do celibato para os clérigos.
“A tradição antiga confirma as Escrituras: Pedro — a quem recorreis particularmente em justificação do vosso cargo — e os apóstolos eram e permaneceram casados — Paulo afirma isso explicitamente — mesmo ao seguirem perfeitamente a Jesus. (1 Cor. 9:5) Através dos primeiros séculos este foi o modelo que permaneceu para os bispos e sacerdotes: ‘Que se tenha casado uma só vez’ (1 Timóteo 3:2) . . . Somente em séculos posteriores surgiu o celibato carismático, que teve sua origem nas comunidades monásticas, chegando a ser mal entendido como uma proibição expressa do casamento e assim estendida a toda classe clerical.” — National Catholic Reporter de 16 de maio de 1980.