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  • Um dilema para os católicos sinceros
    Despertai! — 1987 | 8 de novembro
    • Um dilema para os católicos sinceros

      Em 1984, o Vaticano expediu uma instrução que condenava a teologia da libertação, e Leonardo Boff, um dos “mais controversiais” teólogos católicos, foi sentenciado a um ano de “silêncio obsequioso” — punição imposta pela Igreja, que o proibia de publicar livros ou de dar entrevistas, ou de promover, de qualquer modo, sua teologia sob suspeição.

      Mas, em 1986, um mês antes de terminar o ‘ano de silêncio’, concedeu-se anistia a Boff. Expediu-se a Instrução Sobre a Liberdade Cristã e a Libertação, que declarava ser “plenamente legítimo que aqueles que sofrem opressão por parte dos detentores da riqueza ou do poder político ajam, por meios moralmente lícitos . . .”. O recurso à “luta armada” foi aprovado como “remédio último”. Estaria a Igreja corrigindo a si mesma?

      Não, de acordo com o autor da nova instrução, o Cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Sagrada Congregação Para a Doutrina da Fé, do Vaticano. “A primeira instrução não perde nada de seu valor”, declarou ele. “O segundo documento é uma continuação.” Mas outras pessoas, tais como o pessoal da imprensa, definem a segunda instrução como uma “nova posição sobre a ‘teologia da libertação’”. Qual a razão dessa incoerência?

      O criterioso fraseado da nova instrução pode ser interpretado de várias formas. Por exemplo, declara que “não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social”. Como a revista Newsweek observa com perspicácia: “Esse tipo de linguagem oferece muita margem de manobra para prelados astutos.”

      Uma notícia afirma que ‘virtualmente todos na Igreja podem achar algo com que possam concordar’. Um liberacionista, como Gutiérrez, podia então dizer que “a teologia da libertação é um sinal dos tempos na América Latina, e a Igreja a reconhece como tal”, ao passo que um católico conservador podia regozijar-se de que sua Igreja ainda se “opõe fortemente ao coletivismo marxista para a negação da liberdade do homem”. Todavia, os vários conceitos da teologia da libertação colidem com a tradição eclesial, e continuam a lançar os católicos-romanos uns contra os outros.

      No entanto, o apóstolo Paulo admoesta aos verdadeiros cristãos: “Guardai a concórdia uns com os outros, de sorte que não haja divisões entre vós; sede estreitamente unidos no mesmo espírito [“crença”, ed. em inglês] e no mesmo modo de pensar.” “Estejai unidos em vossas convicções . . . tendo um propósito em comum e uma mente em comum.” (1 Coríntios 1:10; Filipenses 2:2)a Em que acredita? Estão os católicos-romanos ‘unidos em suas convicções’?

  • A teologia da libertação, a Bíblia, e você
    Despertai! — 1987 | 8 de novembro
    • A teologia da libertação, a Bíblia, e você

      “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito [“santo”, ed. em inglês].” − 2 Timóteo 3:16.a

      ACREDITA nisso? O que é mais importante para você: Servir a Deus do modo que ele deseja que o sirva, ou servi-lo do modo que você acha ser melhor? ‘Naturalmente’, dirá, ‘o único modo de fazê-lo é do modo de Deus!’ Acha realmente que o modo de Deus é o melhor? Se achar, então concordará com a declaração acima, feita pelo apóstolo Paulo.

      Sim, Deus falou, e poderá ler a sua Palavra. Convidamo-lo a considerar a teologia da libertação segundo o enfoque da Bíblia. Será que a teologia da libertação baseia-se na Bíblia?

      “Não Sois do Mundo”

      Jesus disse, certa vez, a seus discípulos: “Não sois do mundo.” Nessa mesma noite, a véspera de sua morte, ele disse em oração a seu Pai: “Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os odiou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo.” Então, quase que de imediato, ele repetiu: “Eles não são do mundo como eu não sou do mundo.” − João 15:19; 17:14, 16.

      A maioria das religiões da cristandade não faz esforço algum para manter-se separada do mundo. Talvez tenha lido sobre isso nas notícias. Onde quer que olhe − nas Américas, na Ásia, na Europa, ou na África − a história é a mesma. Clérigos de virtualmente toda confissão religiosa acham-se na arena política. Mas o envolvimento deles na política do mundo é apenas um dos pontos conflitantes com a Palavra de Deus.

      Há Justificativa Para a Violência?

      Os teólogos da libertação afirmam que a violência é justificada quando é utilizada para ajudar os pobres. Até mesmo o Vaticano diz agora oficialmente que a violência é justificada como “remédio último”. O Papa João Paulo II, numa carta a todos os bispos do Brasil, declarou que a “Teologia da Libertação é não só oportuna mas útil e necessária para a América Latina”. Será isto que a Bíblia afirma?

      Enquanto estava na Terra, Jesus Cristo não se envolveu nos movimentos sociais do mundo. Pelo contrário, quando o apóstolo Pedro recorreu à “espada” para defender o Filho de Deus, Jesus o censurou, dizendo: “Guarda a tua espada no seu lugar, pois todos os que pegam a espada pela espada perecerão.” — Mateus 26:52.

      Mas que dizer das guerras travadas por Israel? De acordo com a Bíblia, Israel não conhecia o que era guerra antes de ser libertado do Egito. (Êxodo 13:17, 18)

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