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Página doisDespertai! — 1989 | 8 de fevereiro
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[Crédito da foto na página 4]
Foto da página 2: “Miami Herald Publishing Co. and Surfside Publishing, Inc.”
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São infalíveis os papas?Despertai! — 1989 | 8 de fevereiro
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possui, por meio da assistência divina que lhe foi prometida na pessoa do bendito Pedro, a infalibilidade com a qual o divino Redentor dotou sua igreja, em definir a doutrina a respeito da fé e da moral; e que tais definições do pontífice romano são, por conseguinte, irreformáveis em si mesmas, e não por causa do consentimento da igreja.”
Situação sem Perdas
Esta fórmula, que muitas pessoas têm dificuldade de entender, é também imprecisa, de acordo com certo teólogo alemão, o falecido August Bernhard Hasler. Ele mencionou a “imprecisão” e “indeterminação” da expressão ex cathedra, dizendo que “quase nunca se pode dizer quais as decisões que devem ser consideradas infalíveis”. Segundo outro teólogo, Heinrich Fries, esta fórmula é “ambígua”, enquanto Joseph Ratzinger admitiu que o assunto tinha dado origem a uma “controvérsia complicada”.
Hasler sustentava que “a imprecisão dos conceitos” permite tanto uma aplicação extensiva do dogma, a fim de ampliar o poder do papa, como uma interpretação mais limitada, de modo que a pessoa, quando confrontada com ensinos errados do passado, sempre possa apoiar a afirmação de que estes não eram parte do chamado “magistério” infalível. Em outras palavras, é uma situação em que “se der cara eu ganho, se der coroa você perde”.
“Infalibilidade” significa, então, que o papa, embora cometa erros, como todos os demais humanos, não erra quando define questões de fé e de moral ex cathedra, atuando no cargo de pastor da Igreja Católica Romana.
Todavia, o que os próprios católicos pensam desta doutrina?
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