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Por que falar com entusiasmo?Despertai! — 1973 | 8 de março
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a reação dela ao que diz. Se não parecerem convictos ou, por algum motivo, deixarem de entender o ponto, então, com entusiasmo e expressividade adicionais, empenha-se em convencê-los ou ajudá-los a entender.
Importância do Entusiasmo
O entusiasmo é a própria vida dum discurso. Jamais subestime sua importância. Sem entusiasmo, o discurso se torna morto e a assistência, com toda probabilidade, não ficará movida e nem convicta. I. M Flapan antigo diretor da Escola de Oratória Pública de Nova Iorque, comentou:
“A maioria das pessoas inteligentes gostaria de crer que o mundo se deixaria mover pela razão e pela lógica. A triste verdade é, o mundo se deixa mover pelas sensações e pelas emoções. O orador que lhe cativa pelo verdadeiro ardor, sinceridade e entusiasmo, quase que sempre cativará a sua assistência.”
O entusiasmo convence. James C. Cropsey, falecido ministro do Supremo Tribunal de Nova Iorque, disse que, quando um advogado de quem discordava apresentava seus argumentos com fervor e entusiasmo, ele escutava com grande dose de atenção. Isto lhe fazia pensar que, talvez, o advogado estivesse certo, afinal das contas.
Considere também o exemplo da mulher samaritana a quem Jesus Cristo falou junto a uma fonte, ao meio-dia, conforme relatado na Bíblia. Usando seus poderes milagrosos de percepção, Jesus contou à mulher certos pormenores de sua vida pessoal. Ela assim creu que Jesus era o prometido Messias ou Cristo, e, assim dirigiu-se à cidade e relatou tais assuntos. O relato da Bíblia diz: “Muitos samaritanos daquela cidade depositaram fé nele [em Jesus] por causa da palavra da mulher que dissera em testemunho: ‘Ele me disse todas as coisas que fiz.’” — João 4:6-39.
Pense só nisso! Muitos tiveram fé em Jesus simplesmente por causa da palavra da mulher — e uma mulher imoral, a bem dizer! (João 4:18) Imagine só com que estímulo e entusiasmo ela deve ter relatado as coisas que Jesus disse. Deveras, o entusiasmo convence, dá crédito ao que a pessoa diz.
Portanto, fale com entusiasmo. Encha a mente e o coração de seu assunto. Fique convicto de que aquilo que preparou é a verdade. Daí, permita que o sobrepujante desejo de comunicar tais idéias o mova a pôr seu coração em seu discurso. Se falar assim com entusiasmo, sua assistência não só escutará, mas também ficará convencida e agirá em conformidade com o que diz.
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Da infalibilidade papalDespertai! — 1973 | 8 de março
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Da infalibilidade papal
● A infalibilidade papal é um dogma da Igreja Católica Romana. Nem todos os católicos, porém, estão convencidos do assunto. Disse Francis Simons, bispo católico de Indore, Índia: “Os próprios apóstolos, quando exigiam fé, apelavam para a evidência do que tinham ouvido e visto; jamais fizeram a afirmação de uma concessão pessoal, inerente e subjetiva de infalibilidade que operasse e lhes desse a certeza, até mesmo independente da evidência. Nem existe qualquer promessa ou garantia divina de que a igreja recebeu tal concessão em virtude da qual ela pode estar certa sobre Cristo independentemente do conteúdo assegurado do testemunho apostólico. Assim que ela abandona o alicerce seguro lançado pelos Apóstolos, ela fica sujeita a ignorância e aos erros de sua época, que se estendem, conforme mostra a experiência, até mesmo ao seu entendimento das escrituras.” — Citado em Commonweal, de 25 de set. de 1970, págs. 479, 480.
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