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A determinação ajudou-me a ser bem-sucedidoA Sentinela — 1987 | 1.° de fevereiro
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continuávamos a pregar de casa em casa e a realizar reuniões regulares em Melbourne. Em 1942, no segundo ano da proscrição, fui chamado de novo a Sídnei, esta vez para ajudar a organizar o serviço nas sete congregações das Testemunhas de Jeová ali.
O lar de Betel em Sídnei achava-se na época ocupado por autoridades governamentais da Comunidade. De uma grande casa de sobrado, a apenas dois quarteirões dali, planejamos toda a nossa atividade organizacional. Minha tarefa era visitar cada congregação de Sídnei, e, usando uma motocicleta com sidecar (carrinho acoplado), entregar os esboços para as reuniões e outras coisas necessárias para manter as congregações organizadas e progredindo.
Serviço na Tasmânia
Quando se levantou a proscrição, em junho de 1943, fui designado para ajudar a organizar novamente o depósito de literatura de Melbourne. Então, em 1946, fui designado para servir como servo aos irmãos, viajante, (agora: superintendente de circuito) na ilha-estado australiana de Tasmânia. Em sentido geográfico, a Tasmânia é uma bela ilha montanhosa, com muitos picos cobertos de neve quase que o ano inteiro.
Quando servia ali como superintendente viajante, havia apenas sete congregações e diversos grupos isolados em toda a ilha. Entre visitas às congregações, eu trabalhava de pioneiro numa pequena cidade chamada Mole Creek. Ali irrompera durante a guerra uma oposição violenta contra as Testemunhas. Mas, esta já desaparecera, e várias pessoas com quem eu deixara literatura com o tempo se tornaram Testemunhas dedicadas.
Enquanto na Tasmânia, em 1950, recebi o convite de cursar a 16.ª classe de Gileade. Depois da formatura, como já mencionei, fui designado para o Paquistão.
Casamento e Família
Depois de estar no Paquistão por seis anos, casei-me com Edna Marsh, que servira como missionária no Japão. Edna juntou-se a mim, e abrimos um novo lar missionário em Queta, na região planaltina do Paquistão. Passamos dois anos em Queta, mas quando nosso primeiro filho estava para nascer, decidimos voltar para a Austrália. O que nos aguardava então?
Onde devíamos fixar residência e criar o filho nunca estava em dúvida. Eu prometera que, se alguma vez tivesse de voltar do serviço no estrangeiro, retornaria a Tasmânia. Todavia, estávamos praticamente sem dinheiro, e os empregos para alguém com 45 anos de idade eram escassos. Mas, resolvemos não deixar que o trabalho secular nos impedisse de ir às reuniões congregacionais e ao serviço de campo.
Com a bondosa ajuda de irmãos espirituais, pude estabelecer-me no negócio de limpar janelas. Durante mais de 20 anos não perdi nenhuma reunião, nem o serviço de campo por causa do serviço secular, embora às vezes exigisse determinação para resistir a ofertas de empregos e ao dinheiro extra. Pudemos assim criar nossos dois filhos no caminho da verdade e ter participação regular em todas as atividades do Reino.
Nossos filhos já estão agora crescidos e não dependem mais de nós. Ambos estão firmes na verdade, sendo que nossa filha foi por vários anos pioneira antes de se casar. Nosso filho e sua esposa estão para servir agora, no serviço de pioneiro, onde há mais necessidade.
Vida Recompensadora
Recentemente recebemos a visita duma velha amiga, que foi a primeira pessoa a tomar posição a favor da verdade na cidade de Queta, no Paquistão. Após uma reunião na nossa Congregação Launceston, aqui na Tasmânia, ela contou à congregação que havia mandado duas vezes que seu criado me dissesse que ela não estava em casa, quando cheguei. Mais tarde, porém, quando a encontrei no jardim e ela não tinha escapatória, começou a fazer perguntas, e finalmente aceitou um estudo bíblico. Contou quão grata se sente de que eu havia demonstrado determinação por perseverar naquela designação difícil no Paquistão.
Alguns anos antes, num congresso em Sídnei, uma jovem senhora veio correndo e me abraçou com muita animação. Surpreso, sugeri que ela se enganara. “Não”, respondeu ela, “o irmão não é Joe Oakley? O irmão e Alex Miller estudaram com a minha família em Laore, no Paquistão, e agora minha mãe, minha irmã e eu estamos na verdade e moramos em Sídnei.”
Experiências assim deveras contribuíram para a satisfação de ter tido plena participação na proclamação do Reino. Quão bom é ver a bênção de Deus sobre a obra! Da primeira vez que servi aqui em Tasmânia, em 1946, só havia nove publicadores do Reino em toda a cidade de Launceston. Agora há três congregações, cada uma com mais de 90 publicadores! Deveras, à base das experiências satisfatórias de meus mais de 50 anos no serviço cristão, posso dizer sem hesitação que a minha determinação me ajudou a ser bem-sucedido nisso.
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Um polígamo e curandeiro aceita a verdadeA Sentinela — 1987 | 1.° de fevereiro
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Um polígamo e curandeiro aceita a verdade
UM AFRICANO chamado Isaque, junto com diversos outros homens, romperam com a Igreja Apostólica da sua aldeia, porque ela não praticava o que pregava. Mais tarde, todos, inclusive as esposas, tornaram-se Testemunhas de Jeová, exceto Isaque. Eles decidiram visitá-lo e contar-lhe que haviam encontrado a verdade. Isaque, no ínterim, tornara-se curandeiro bem-sucedido e tinha várias esposas. Depois de ele estudar a brochura Viva Para Sempre em Felicidade na Terra!, que trata do modo de vida que ele levava, Isaque abandonou o curandeirismo, que era bem lucrativo, e também suas esposas, exceto a mais antiga. Legalizou seu casamento com a esposa mais antiga, que então tinha 63 anos (e ele 68). Ele diz que se sente “muito feliz e livre, não temendo mais os espíritos”.
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