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É possível a união internacional?A Sentinela — 1973 | 1.° de novembro
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O “UM SÓ REI” QUE TRAZ A UNIÃO
O que pretendia Jeová com isso? Algo que seria realmente um milagre: uni-las como uma só nação, pretendendo trazer grande benefício para elas. Ao mesmo tempo, Deus lançou o alicerce para nossa garantia de união eterna em nosso tempo, o tempo do pleno cumprimento de Seu propósito. Ele explicou:
“Eis que tomo os filhos de Israel dentre as nações as quais foram e vou reuni-los de todo o redor e trazê-los ao seu solo. E realmente farei deles uma só nação no país, nos montes de Israel, e um só rei, é o que todos eles virão a ter como rei, e não mais continuarão a ser duas nações, nem mais ficarão divididos em dois reinos.” — Eze. 37:21, 22.
Esta maravilhosa união não seria apenas uma ‘coexistência pacífica’, tolerando-se mutuamente estas pessoas divididas em sentido religioso e político. Ela seria real, do coração, pois Jeová continuou:
“E eles não mais se aviltarão com os seus ídolos sórdidos, e com as suas coisas repugnantes, e com todas as suas transgressões, e eu hei de salvá-los de todos os seus lugares de morada em que pecaram e vou purificá-los, e terno de tornar-se meu povo e eu mesmo me tornarei seu Deus.” — Eze. 37:23.
Deus causou a união lá naquele tempo quando repatriou estas pessoas cativas, fazendo-as voltar a Jerusalém para restabelecer a adoração verdadeira. Elas vieram de todas as nações, pessoas de todas as tribos. Mesmo séculos depois, quando nasceu Jesus, encontramos representantes das doze tribos na Palestina. (Atos 26:7) Mas a união real e permanente sob o “um só rei” ainda havia de vir.
Então, quando viria o tempo em que se alcançaria a união internacional? Isto começou de modo pequeno após Jesus ter sido ungido com espírito santo para ser rei. (Atos 10:38) Ele orou a Deus com respeito aos que se tornariam seus irmãos espirituais dentre as doze tribos de Israel, e, mais, dentre as nações gentias: “Faço solicitação, não somente a respeito destes, mas também a respeito daqueles que depositam fé em mim por intermédio da palavra deles; a fim de que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em união comigo e eu estou em união contigo, para que eles também estejam em união conosco.” — João 17:20, 21.
Estamos agora no tempo em que a união é essencial, e não só para o ‘Israel espiritual’. (Gál. 6:16) Para que este mundo sobrevivesse, teria de alcançar a verdadeira união, mas não a consegue. Nem as seitas divididas das religiões da cristandade, nem a política ou a ciência tem a fórmula para isso. Mas os seguidores de Cristo a têm, não de sua própria sabedoria, mas da Palavra de Deus. As testemunhas de Jeová têm pregado já por quase sessenta anos a presença de Cristo, o “um só rei” no poder do Reino. Têm proclamado a necessidade de todos entrarem no serviço e no favor do “um só rei” designado por Deus, conforme escreveu o salmista: “E agora, ó reis, usai de perspicácia; deixai-vos corrigir, ó juízes da terra. Servi a Jeová com temor . . . Beijai ao filho, para que Ele não se ire e não pereçais no caminho.” — Sal. 2:10-12.
Todos têm a oportunidade de estar em união sob o “um só rei”, se quiserem. Desde 1935 E. C., uma “grande multidão” de pessoas venceu as barreiras e distinções raciais, nacionais, tribais e lingüísticas. Tendo a união essencial para uma raça humana internacionalmente unida, constituem um exemplo e evidência de que tal raça humana é possível Sim; é mais do que possível. É certa, porque ela é do propósito de Deus.
Já agora há um ‘paraíso’ espiritual, um “jardim do Éden”, entre os que servem a Jeová Deus, embora o paraíso literal, com plena saúde e uma terra embelezada, ainda tenha de vir. Jesus Cristo é o “pastor excelente” que une a todos estes como “um só rebanho”. (João 10:11, 16) Ele governa como o Davi Maior, herdeiro do pacto eterno do Reino. Jeová mostrou por que há tal paz, nas suas palavras proféticas a Ezequiel:
“E meu servo Davi será rei sobre eles e todos eles virão a ter um só pastor; e andarão nas minhas decisões judiciais e guardarão os meus estatutos, e certamente os cumprirão. E realmente hão de morar na terra que dei ao meu servo, a Jacó, na qual moravam os vossos antepassados, e realmente hão de morar nela, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, por tempo indefinido, e Davi, meu servo, será seu maioral por tempo indefinido.” — Eze. 37:24, 25.
Jeová deu o Rei Jesus Cristo como “pacto” ou garantia promissória solene, sendo que este mostrou verdadeiro interesse na humanidade quando esteve na terra, sacrificando até mesmo a sua vida. (Isa 42:6) Isto assegura a paz aos que lhe obedecem. A união com o Criador trazida pela regência deste Rei é descrita por Deus:
“E vou concluir com eles um pacto de paz; um pacto de duração indefinida é que virá a haver com eles. E vou estabelecê-los e multiplicá-los, e vou pôr meu santuário no seu meio por tempo indefinido. E meu tabernáculo virá realmente a estar sobre eles, e hei de tornar-me seu Deus e eles mesmos se tornarão meu povo. E as nações terão de saber que eu, Jeová, estou santificando Israel, quando meu santuário vier a estar no seu meio por tempo indefinido.” — Eze. 37:26-28.
A pura adoração cristã de Jeová, sen santuário, está entre os que aderem à sua Palavra escrita, a Bíblia. Seu tabernáculo de proteção divina e relação familiar está sobre eles. Trabalham arduamente para transformar sua personalidade por desenvolverem os frutos do espírito Dele, amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura e autodomínio. (Gál. 5:22, 23) Isto lhes dá união. É possível que todas as pessoas hoje em dia se juntem a eles e aguardem a vida eterna em união com Deus e seu próximo.
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Assistirá à Assembléia “Vitória Divina”?A Sentinela — 1973 | 1.° de novembro
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Assistirá à Assembléia “Vitória Divina”?
DEZENAS de milhares de pessoas aguardam ansiosamente a Assembléia Internacional “Vitória Divina” das Testemunhas de Jeová, a começar dentro de poucas semanas em São Paulo, no Brasil, no Estádio Municipal do Pacaembu, de 26 a 30 de dezembro de 1973. Não só estão convencidas de que a “vitória divina” do reino de Deus traga a maior bênção à humanidade, mas estão também vivamente interessadas em compartilhar destas bênçãos em breve. É assim que pensa a respeito do triunfo de Deus sobre toda a iniqüidade? Neste caso, desejará assistir a todas as sessões da assembléia “Vitória Divina”.
Estarão presentes jovens e idosos, famílias e até mesmo os doentios. Alguns viajarão pelos diversos meios dos transportes modernos. Outros andarão a pé por quilômetros para poderem tomar uma condução. Para muitos, estarão envolvidas grandes despesas para fazerem a viagem à assembléia.
No ano passado, muitos fizeram esforços extraordinários para estar presentes
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