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“Estarás comigo no Paraíso”A Sentinela — 1966 | 1.° de novembro
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restauração daquele paraíso edênico original à terra. — Gên. 2:8; 3:8.
Ele talvez até tivesse ouvido ser lida na sinagoga a oração fervorosa de Jó pedindo a ressurreição: “Se, pelo menos, me escondesses no scheol, ao abrigo, até que tua cólera tivesse passado, se me fixasses um limite em que te lembrasses de mim!” (Jó 14:13, CBC) Aquele malfeitor não fazia idéia de ir para o céu ao morrer. Nem concluiria que Jesus se referia ao céu quando lhe prometeu a vida no Paraíso. Ao invés, teria presente a possibilidade duma ressurreição para a vida na terra, numa ocasião em que as condições aqui estivessem transformadas num paraíso. As palavras maravilhosas dos inspirados profetas de Deus lhe encheriam a mente: “A terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará.” “E as árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade.” “Haverá um punhado de trigo na terra sobre os cumes dos montes.” “Uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante.” — Sal. 67:6; Eze. 34:27; Sal. 72:16; Miq. 4:3, 4, Al.
Quão claramente falavam estas palavras da época vindoura em que a terra se tornaria glorioso lugar! E isto não só porque seus habitantes teriam plenamente providas todas as suas necessidades materiais, mas também por motivo da grande mudança que os habitantes fariam em sua atitude mental. Seriam ‘transformados por reformarem a mente’, assim como o apóstolo Paulo admoestara a todos os seguidores de Cristo. (Rom. 12:2) Não mais haveria competições egoístas. Não mais invejariam uns aos outros quanto à fama e reputação. Não mais lutariam uns com os outros com fins comerciais ou políticos. E não haveria ansiedades quanto ao futuro para perturbar a contínua felicidade.
Aquele malfeitor não pensaria no céu como o seu destino, assim como o fiel Jó não nutria tal idéia. Até os discípulos de Jesus não entenderam realmente a esperança celeste senão depois de o espírito santo de Deus descer sobre eles em Pentecostes do ano 33 E. C. Note, por exemplo, as palavras que usaram quando perguntaram a Jesus a respeito do reino dele: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” (Atos 1:6) Manifestamente, esperavam um reino terrestre, reino este que restauraria à terra as condições paradísicas de paz e de felicidade, em harmonia com a oração que Jesus lhes ensinara: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mat. 6:10.
Quando Jesus e tal malfeitor morreram naquele dia, ambos foram para o Seol, a sepultura comum da humanidade. No terceiro dia, Jesus foi levantado dos mortos, mas não o malfeitor. Em realidade, até este dia ele permanece no estado de morto, não sendo levantado daquele prolongado sono até o tempo mencionado por Jesus: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a . . . voz [do Filho do homem] e sairão.” — João 5:28, 29.
Quando aquele anterior malfeitor sair do túmulo em resposta à ordem de Cristo, o Rei, a terra já se terá tornado um lugar de paz e de prosperidade, um lugar de santidade e piedade, um verdadeiro paraíso. Não mais os homens egoístas poderão intimidar ou oprimir outros. O reino celeste fará que haja paz na terra e fará que ninguém sinta ansiedade quanto às necessidades da vida. Não se permitirá nenhum ensino religioso falso, pois o conhecimento preciso de Deus e seus propósitos será disseminado por toda a terra. — Hab. 2:14.
UM PARAÍSO ESPIRITUAL
Em adição ao paraíso celeste a que são chamados os do “pequeno rebanho” dos seguidores ungidos de Jesus, e o paraíso terrestre que proverá um lar eterno para a maioria dos humanos que viverem depois de Deus trazer o atual sistema iníquo de coisas a seu fim, as Escrituras também se referem a um paraíso espiritual. Falando aos seguidores de Jesus sobre a terra, disse o apóstolo Paulo: “Vós sois campo de Deus em lavoura.” (1 Cor. 3:9) Portanto, bem que se pode dizer que um grupo de cristãos que se prestam ao cultivo e ao treino da parte de Deus, e produzem os frutos de boas obras e de bom comportamento, formam um jardim ou paraíso espiritual. Esta tem sido a experiência das testemunhas de Jeová desde o ano de 1919, quando Deus começou a libertá-las da escravidão a este iníquo sistema de coisas e às suas religiões falsas, e a lhes esclarecer quanto à sua adoração e seu serviço corretos. A paz reina em seu meio. Não sofrem falta de nutrição espiritual. Pelo favor de Deus, têm-se aperfeiçoado num paraíso espiritual ao qual os que amam a Deus e à justiça têm prazer de vir.
Há dezenove séculos atrás concedeu-se ao apóstolo Paulo uma visão antecipada desse paraíso espiritual, numa ocasião em que não era permissível que revelasse seu pleno significado. Escreveu: “Conheço a tal homem . . . que foi arrebatado para o paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não são lícitas ao homem falar.” (2 Cor. 12:1-7) Agora, contudo, é lícito falar do assunto, pois vivemos no tempo em que o povo de Jeová na terra goza das bênçãos desse paraíso espiritual.
Embora o malfeitor no tempo de Jesus não tivesse a oportunidade de entrar num paraíso espiritual, multidões de pessoas de todas as nações e raças têm atualmente tal oportunidade. Podem fazer isso por se associarem com a congregação das testemunhas de Jeová. Tal malfeitor tomou sua posição do lado de Cristo durante os últimos momentos da sua vida. As pessoas que amam a justiça hoje podem colocar-se ao lado dos irmãos espirituais de Cristo e da organização da qual formam o núcleo, fazendo isso durante qualquer tempo que ainda reste, antes que este iníquo sistema de coisas seja varrido na sua destruição. Fazendo isto, não só usufruirão as bênçãos espirituais agora, junto com o povo de Jeová, mas também poderão sobreviver incólumes para a nova ordem justa em que há de ser restaurado o paraíso terrestre.
Assim, mesmo que seus pecados contra Deus e contra os homens tenham sido muitos, ou mesmo que anteriormente tenha apenas ignorado a Deus e Seus propósitos, há agora tempo de o leitor observar a época crítica em que vivemos e então mostrar pelo seu proceder qual é a sua posição em relação ao seu Criador. Associando-se com o paraíso espiritual do povo de Deus na terra, atualmente, poderá aprender como transformar sua vida e sua personalidade, de modo a obter o favor de Deus e poder aplicar a si mesmo a maravilhosa promessa de Cristo Jesus: “Estarás comigo no Paraíso.”
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Pressão alta para um pescoço compridoA Sentinela — 1966 | 1.° de novembro
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Pressão alta para um pescoço comprido
Porque o pescoço da girafa é tão comprido, esse animal precisa de pressão extremamente alta para que o sangue possa atingir a cabeça elevada. Mas o que acontece quando a girafa abaixa a cabeça dois metros abaixo do nível do coração para tomar água? O que impede a hemorragia cerebral? Os cientistas, profundamente interessados no coração da girafa e no seu sistema sanguíneo, descobriram que este arranha-céu vivente está maravilhosamente projetado para arcar com esse problema. O Criador o equipou de uma válvula automática para controlar o suprimento do sangue, de modo que não há nem hemorragia do cérebro ao abaixar a cabeça nem tampouco súbita drenagem de sangue quando a cabeça é elevada com rapidez.
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