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Ilhas do “paraíso” no PacíficoDespertai! — 1982 | 8 de maio
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Ilhas do “paraíso” no Pacífico
COQUEIROS ondulantes, praias arenosas, águas verde-azuis, campos frutíferos, calmas noites enluaradas — parece a descrição dum paraíso? Aqui na Micronésia, no Pacífico Ocidental, nós temos tudo isso e ainda mais. Neste atribulado século 20, muitas pessoas gostariam de “se desligar de tudo” e morar em algum lugar belo e pacífico. Poderia uma ilha no Pacífico ser o refúgio ideal?
A Micronésia compõe-se de 2.000 ilhas — 97 das quais são habitadas — espalhadas em 7.770.000 quilômetros quadrados de oceano. Vistas de cima parecem peças soltas de um belo colar de esmeraldas sobre o veludo azul do Oceano Pacífico. Cada distrito tem sua própria beleza peculiar, desde os magníficos pores-do-sol de Guam e Belau até os coqueirais e as praias brancas banhadas pelo sol de Kiribati; das montanhas esmeraldinas e exuberantes quedas-d’água de Ponape até as cintilantes águas do lago Truk.
É seu sonho morar num paraíso? Então, venha conosco e visite algumas dessas belas regiões. Talvez possa escolher qual a versão de “paraíso” que você prefere!
Belau e Yap
Comecemos com uma que alguns consideram a mais bela: o distrito de Belau (ex-Palau), a mais a oeste das ilhas Carolinas.
Ao se aproximar de avião, sua primeira vista do ar é quase inacreditavelmente bela. Gigantescos cogumelos cor de jade parecem emergir das águas azul-safira — águas tão límpidas que se pode enxergar o fundo, mesmo em profundidades de 10 a 12 metros. Ao aterrizar, você descobre que a ilha corresponde à promessa daquela primeira impressão. A vegetação é luxuriante. Há montanhas ondulantes cobertas de densas florestas. O solo é fértil, produzindo ricas safras de fruta-pão, laranja, cana-de-açúcar e outros produtos tropicais. Mangues crescem nas águas rasas costeiras, provendo proteção para uma abundante vida marinha. E aqui, como na maioria das ilhas da Micronésia, você observará o SILÊNCIO.
Mas não nos vamos demorar aqui. Vamos a Yap — outro tipo incomum de “paraíso”, uma terra de coqueirais e beleza serena. Não existem ruas pavimentadas aqui. O ritmo de vida é lento e o solo é rico.
O que faz com que Yap seja ímpar é seu dinheiro — os famosos grandes discos de pedra. Em certos lugares, as ruas estão literalmente margeadas de dinheiro! Hoje em dia o dinheiro de pedra não é mais usado para o comércio, mas ainda é considerado como tendo valor cultural. Este valor é determinado não tanto pelo tamanho do dinheiro como pela sua idade e história. Existem muitos “bancos de dinheiro” de propriedade das aldeias que têm grandes discos de pedra com furo no centro alinhados ao longo da estrada que leva ao “banco” e encostados nos lados dos prédios.
As crianças de olhos brilhantes em Yap são muito atraentes, como o são em toda a Micronésia. E elas têm nomes muito originais: Rádio, Ame-me, Nada, Descuidado, Brilho e mesmo Adolf Hitler. Algumas recebem o mesmo nome de celebridades visitantes, apelidos e tudo!
Deseja ficar aqui? Bem, vamos completar nosso roteiro antes de você finalmente se decidir.
Truk, Ponape e Kiribati
Para ganhar tempo, vamos gastar apenas poucos minutos no magnífico lago Truk. Com cerca de 50 quilômetros de diâmetro, este lago é suficientemente grande para conter todas as ilhas da Micronésia. Suas águas azuis oferecem um tipo especial de paraíso aos entusiastas do mergulho submarino. Aqui se encontra um histórico cemitério submarino, onde formas fantásticas de vida marinha fizeram seu lar entre navios de guerra afundados da Segunda Guerra Mundial.
Mas agora, rumo a Ponape, no leste das ilhas Carolinas. Ponape está repleta de cascatas de grande beleza e jacta-se de ter o ponto mais elevado nas Carolinas — quase 800 metros. É uma terra de muita chuva e densas florestas montanhosas. Mas estas raramente são visitadas, pois os ponapeus preferem viver ao longo das enseadas e baías costeiras.
As pessoas são um tanto acanhadas e de fala mansa. Seu “Casalelia” (“Bem-vindo”) é uma das mais amáveis saudações da Micronésia. A propósito, os ponapeus admiram muito uma mulher de quadril largo; assim, se você se acha um tanto “pesada” esta talvez seja a ilha “paradísica” para você!
Afastado da costa de Ponape existe um intrigante tesouro arqueológico, a cidade abandonada de Nan Matol. Chamada de a “Veneza do Pacífico”, esta cidade foi construída de blocos colossais de basalto sobre mais de 100 ilhotas numa lagoa pantanosa. Ninguém hoje sabe como ou quando a cidade foi construída.
Bem a sudeste do grupo da Micronésia encontram-se as pitorescas ilhas Gilbert (Kiribati) com o atol principal de Tarawa. Aqui podemos ver o que a maioria das pessoas consideraria lares verdadeiramente típicos das ilhas do Pacífico: graciosos telhados de colmo em casas feitas de troncos e folhas de coqueiro, amarrados com fios de palha de coqueiro.
O povo é em geral caloroso e hospitaleiro. Coqueiros e fruta-pão em abundância constituem sua produção agrícola básica, suplementada por uma grande quantidade de alimentos do mar. Uma sensação de tranqüilidade se apodera da pessoa assim que chega a Tarawa. O ritmo lento do povo é contagiante e o visitante pode realmente começar a sentir que conseguiu ‘desligar-se de tudo’.
Aqui existe transporte público de ônibus, inexistente em quase todas as outras ilhas da Micronésia. Isto é uma vantagem, uma vez que as distâncias são grandes neste longo e estreito atol. Mas não tente pegar o ônibus no horário. Os ônibus não têm horário certo — lembre-se, estamos nos trópicos.
A lagoa cercada de palmeiras espelha as autênticas cores da Micronésia, azul-celeste e verde de dia, ao passo que de noite parece que a lua e as estrelas estão tão perto que dá para se tocar. O suave banhar do mar em ambos os lados do atol e os brandos ventos alísios podem facilmente embalá-lo ao sono. Muito embora Tarawa fique no equador, os ventos alísios mantêm o ar agradavelmente fresco, pelo menos durante alguns meses do ano.
Já se decidiu agora em qual dessas áreas exóticas deseja se refugiar? Antes de fazer uma decisão final, há algo mais que você precisa saber.
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Problemas no “paraíso”Despertai! — 1982 | 8 de maio
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Problemas no “paraíso”
ACHAMOS que você deve saber que, embora as ilhas tenham uma aparência paradísica, existem problemas. Por exemplo, gosta de insetos? Esperamos que sim, porque existem muitos aqui — mosquitos, moscas e também formigas, especialmente as pequeninas formigas vermelhas picantes.
Outro problema é que, às vezes, em vez de céus azuis temos tufões. São comuns nas ilhas do Pacífico ocidental. Nos anos recentes, tufões devastadores impingiram tremenda destruição nas Marianas. Muitas casas aqui são feitas de madeira e cobertas de zinco que não resistem ao vento dos tufões — ventos tão fortes que pequenos estilhaços ficam encravados nas árvores grandes. Felizmente, as pessoas agora estão fazendo casas com estrutura de concreto.
A propósito, existe pelo menos um vulcão ativo, o monte Pajaros. E não se esqueça dos terremotos. Sim, eles acontecem aqui também. A maioria deles não são tão graves, felizmente, mas de vez em quando um deles faz tremer bastante as coisas. Em 1902 um terremoto destruiu a maior parte dos prédios de concreto na principal cidade de Guam, Agana, e suspendeu a ilha inteira por 60 centímetros.
Bem, você pode dormir protegido por um mosquiteiro, evitar as formigas, tomar precauções contra tufões e agir sensatamente durante uma erupção vulcânica ou um terremoto. Você talvez encontre maior dificuldade com os fungos dos trópicos, porém. No calor úmido, as roupas e os sapatos podem mofar da noite para o dia. Mas existem outros problemas mais difíceis de enfrentar.
Poluição no “Paraíso”
Ao passo que o ar na Micronésia é ainda magnificamente puro, amiúde aquelas águas verdes-azuis não são puras. O tratamento de esgoto ainda é precário e em muitos distritos os detritos são levados ao mar pelas marés. Em resultado, os habitantes locais que comem peixes dos baixios são atacados de parasitas, disenteria, diarréia e problemas de estômago. Podem resultar doenças também ao se tomar água que vem, não de cachoeiras cristalinas, mas — como amiúde acontece — da água de chuva armazenada ao cair do telhado. E na maioria dos lugares não existe uma farmácia na esquina para onde correr em busca dum remédio para curar tais doenças.
O século 20 contribuiu também para a poluição sonora em certas áreas, quebrando aquele belo silêncio. Em certa ilha, de cerca de 20 quilômetros de circunferência, a música de discoteca ressoa dia e noite de cima de camionetas. Os jovens apinham-se na carroceria dessas camionetas, especialmente naquelas belas noites tropicais enluaradas e cantam ao ritmo de discoteca ao dirigirem o carro para cima e para baixo na ilha até o amanhecer. Em quase todas as ilhas a música de discoteca é agora ouvida em pequenos restaurantes e nos hotéis, especialmente nos fins de semana, até as primeiras horas da manhã.
Em alguns casos, mesmo a beleza física está sendo desfigurada pela mineração a céu aberto. Nauru e a vizinha Ocean Island (agora chamada Banaba), bem como Anguar e Belau, têm sido exploradas e despojadas pela mineração de fosfato a céu aberto. Banaba foi tão explorada que o povo se levantou em protesto e foi revelado um escândalo que repercutiu até na Câmara dos Comuns britânica.
A mineração em Nauru ainda prossegue a pleno vapor, embora acredite-se que a reserva de fosfato estará na maior parte extinta no fim do século. No ínterim, se nada for feito a respeito, Nauru corre o risco de se transformar num feio e vazio deserto.
Infelicidade no “Paraíso”
A mineração de fosfato, porém, pelo menos produz riquezas para Nauru. O que dizer a respeito de distritos que não têm fosfato para explorar e nenhuma outra fonte de renda? Infelizmente, a pobreza reinante é bem conhecida. Amiúde, a dieta é limitada. Existe pouco desenvolvimento industrial e as pessoas dependem do mar para sustento.
O espiritismo grassa em todas as ilhas da Micronésia. Alguns turistas talvez fiquem fascinados com as “casas dos espíritos” onde se supõe que vivem os espíritos, mas tais crenças estragam o usufruto da vida daqueles que se apegam a elas. Os espíritos são temidos e pensa-se que causam doenças e a morte caso não forem apaziguados. É praticada a magia, e fetiches de amor e de ódio ainda são usados.
A embriaguez é outro problema, especialmente entre os desempregados. Isto é amiúde acompanhado de maus tratos à família e de crime. E, surpreendentemente, há muitos suicídios. Recentemente, numa pequena ilha com população de apenas 3.000 pessoas, houve oito suicídios entre adolescentes em apenas três meses. Obviamente, exige-se mais do que morar numa bela ilha para fazer a pessoa realmente feliz.
Finalmente, os velhos inimigos do homem, a doença e a morte, são tão devastadores aqui como em outras partes do mundo. Contribuem para aumentar a infelicidade e a dor que detrai do que, em muitos sentidos, é fisicamente um paraíso.
Medo no “Paraíso”
Os acontecimentos no mundo afora fazem com que muitos aqui se sintam inseguros. Os micronésios têm sido súditos de quatro grandes potências mundiais e a ascensão de cada uma tem levado à opressão. Algumas das mais ferrenhas batalhas da última Guerra Mundial foram travadas aqui, e estas ilhas encantadoras ainda têm vestígios de batalhas. Cascos enferrujados de navios parcialmente afundados, esqueletos parciais de aviões derrubados, canhões antiaéreos esboroados, canos de artilharia cobertos de plantas trepadeiras apontando de cavernas bolorentas, grandes crateras na paisagem e nas estradas — tudo isso dá um testemunho silencioso dos horrores que as ilhas testemunharam poucas décadas atrás.
Depois da guerra, um político do distrito de Truk, onde uma das mais pesadas e sangrentas batalhas navais foi travada, apelou: “Se os Estados Unidos algum dia decidirem travar outra guerra, por favor não a travem em Truk!” Este homem viu a única estrada que circunda sua ilha ficar manchada de vermelho dos mortas nos ataques aéreos e as marés ficarem vermelhas de sangue humano. Dois anos após a batalha, o óleo dos navios afundados ainda era trazido às praias.
Será que alguém ouve a tais apelos? Aparentemente não. No atol de Kwajalein, nas ilhas Marshall, está instalada uma base de mísseis pára contrabalançar a presença de submarinos russos que, segundo rumores, foram vistos nas imediações e de navios de guerra que gostariam de espionar as instalações militares americanas. Visto que Guam está estrategicamente localizada no Pacífico, ela é cercada e protegida pelas forças militares dos Estados Unidos.
Em 1946, a horrorizante realidade da era nuclear irrompeu na consciência dos pacíficos habitantes da Micronésia quando os Estados Unidos realizaram experiências com bombas atômicas na ilha de Bikini, que faz parte do grupo das Marshall. Por causa dos perigos da radiação, o acesso à ilha ainda está vedado aos bikinianos e poderá ficar assim por muitos anos à frente. Em outras partes do Pacífico, a Inglaterra e a França também têm usado belas ilhas para testar suas armas nucleares.
Alarme e preocupação surgiram recentemente por causa duma nova proposta. O Japão sugeriu estocar lixo químico e atômico em tambores no oceano Pacífico, perto de Guam. Até agora, porém, tais planos foram adiados por causa da oposição do governo de Guam.
Mas, por favor não nos entenda mal. Essas ilhas são realmente bonitas e você sem dúvida iria gostar de visitá-las. O sol ainda se levanta sobre o oceano azul e se põe atrás de palmeiras balançando ao suave ritmo dos ventos alísios. As montanhas cobertas de florestas, as saltitantes quedas-d’água e as praias arenosas ainda estão ali. Mas não é completamente um paraíso. Problemas, muitos deles causados pelo homem, impedem isso.
Significa isso que não existe esperança de viver num paraíso real — onde a natureza é bela e o homem não faz nada para estragá-la, onde todas as pessoas mostram genuína preocupação umas pelas outras e onde a vida é verdadeiramente satisfatória?
[Fotos na página 6]
FORMIGAS PICANTES
TUFÕES
VULCÕES
[Fotos na página 7]
BARULHO DE NOITE
TERRA DEVASTADA
ESPIRITISMO
[Fotos na página 8]
EMBRIAGUEZ
VESTÍGIOS DA GUERRA
VELHICE E DOENÇA
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Haverá algum dia um verdadeiro paraíso?Despertai! — 1982 | 8 de maio
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Haverá algum dia um verdadeiro paraíso?
“DEVERAS eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.” Essas palavras, proferidas cerca de 2.000 anos atrás, mostram que o interesse do homem no Paraíso não é novo. As pessoas há muito falam sobre ele.
Contudo, esta promessa foi feita na ocasião que poderia parecer a mais impropícia para um aparentemente improvável candidato a viver no Paraíso. Quem falou foi Jesus Cristo. Ao falar ele morria lenta e dolorosamente, pregado numa estaca, à moda romana. O personagem a quem falou era um criminoso condenado, que também morria na estaca.
Era esta promessa do Paraíso simplesmente uma racionalização de desejo? Ou poderia ser que algum dia existirá um verdadeiro paraíso que cobrirá a terra? Bem, considere alguns fatos.
Um Paraíso em Potencial
Nosso roteiro pela Micronésia revelou três coisas principais. Primeiro, a terra tem o potencial natural para ser um paraíso. Apesar das devastações e dos erros dos homens, essas ilhas ainda são realmente belas. E ao passo que a beleza duma ilha tropical é algo especial, a beleza em si existe em toda a terra. Da sublimidade das montanhas cobertas de neve ao esplendor dos verdes vales ondulantes, da serenidade especial da tundra ártica às luxuriantes florestas tropicais, existe tanta beleza na terra que o coração transborda de apreciação! Sob condições corretas, tudo poderia ser um paraíso.
Vemos também evidência de que a terra possui uma capacidade inerente de recuperação, de modo que pode curar as cicatrizes deixadas pelos homens. No lago Truk, por exemplo, os cascos sombrios de navios de guerra afundados estão sendo habitados e mesmo embelezados por estranhas e maravilhosas formas de vida marinha. Em todo mundo, quando cessa a poluição do ar, da água e da terra, os processos naturais de restauração produzem transformações surpreendentes.
Finalmente, na maior parte é o homem quem está arruinando seu meio ambiente. Quer seja por poluição, por crime e violência, por despojar o solo em busca de riqueza material quer por causa de rivalidade militar entre potências mundiais, é o homem quem destrói gradualmente seu meio. E a verdade é esta não apenas no Pacífico mas em todo mundo.
Uma Questão de Governo
Assim, se é que um verdadeiro paraíso existir, é o homem quem tem de mudar. Suas tendências erradas precisam ser controladas e suas habilidades construtivas precisam ser dirigidas aos canais corretos. Isto soa como se fosse uma tarefa para o governo, mas o problema é que nenhum governo tem sido capaz de deter o arruinamento gradual da terra levado a cabo pelo homem.
Em vista disso, é interessante que a promessa de um paraíso feita por Jesus foi em resposta a um comentário sobre governo. O criminoso preso à estaca ao lado dele notara o seguinte letreiro acima da cabeça de Jesus: “Este é o rei dos judeus.” De modo que disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino.” Foi respondendo a isso que Jesus prometeu: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.” — Lucas 23:38-43.
Pode Jesus na capacidade de Rei realizar algo que nenhum outro governante pode? Tem ele a capacidade de fazer de toda a terra um verdadeiro paraíso? Sim, porque o reinado de Jesus é celestial, não terrestre. E é apoiado pelo próprio poder de Deus.
Se considerarmos a própria natureza de Jesus, podemos apreciar isso melhor. A Bíblia diz que por meio dele Deus criou a terra e toda vida nela existente. (Provérbios 8:22-31; Colossenses 1:15-17) Assim, Jesus entende plenamente sua ecologia. Ele sabe como usar apropriadamente seus recursos. Quando esteve na terra ele realmente demonstrou ter controle das forças naturais por acalmar uma tempestade e por dizer a seus seguidores como pegar uma boa porção de peixes depois de terem labutado a noite inteira sem resultados. (Marcos 4:35-41; João 21:4-8) Certamente, sob a regência de tal Rei os homens não serão prejudicados por tufões, terremotos ou vulcões, e todas as coisas vivas estarão no adequado equilíbrio entre si.
Os próprios humanos também serão ensinados a viver juntos em paz. A respeito do que Deus realizará por meio do reinado de Jesus, as Escrituras dizem: “Ele certamente fará julgamento entre muitos povos e resolverá as questões com respeito a poderosas nações longínquas. E terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantarão espada, nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Miquéias 4:3, 4) Sob tal espécie de governo, a beleza da terra não mais será maculada pelas guerras.
Será que Isso Realmente Acontecerá?
‘Mas, espere um minuto’, talvez diga. ‘Jesus morreu logo após ter feito sua promessa do Paraíso.’ Isto é verdade, e poderia parecer que isso tivesse acabado com qualquer esperança de que essas maravilhosas promessas se cumprissem.
Contudo, aconteceu algo maravilhoso no terceiro dia após a morte de Jesus. Jeová Deus o levantou de novo à vida. Surpreendente como isso possa parecer, este é um bem-confirmado fato da história. Cerca de 500 pessoas o viram vivo de novo. (1 Coríntios 15:3-22) Assim, a esperança dum paraíso sob o reinado de Cristo tornou-se viável. Sua promessa ao criminoso moribundo poderia realmente ser cumprida. — Atos 17:31.
Desde aquele acontecimento momentoso as coisas se desenrolaram inexoravelmente em direção à época em que Jesus terá plena autoridade sobre os assuntos cotidianos desta terra. (Daniel 2:44) Pode ser provado que as atuais condições perigosas no mundo constituem evidência de que vivemos muito próximos daquela época.a Assim, cumprindo a profecia, as “boas novas do reino” exercido por Cristo vêm sendo pregadas em todas as terras do globo, incluindo essas ilhas do Pacífico. (Mateus 24:14) Muitos, embora morando agora no que pode parecer um paraíso, aguardam um verdadeiro paraíso mundial no futuro. Depositam suas esperanças da concretização disso no reino de Deus por meio de Cristo.
Habitantes do Paraíso
Os ensinos de Jesus revelam-nos a espécie de pessoas que viverão no Paraíso sob seu governo. Primeiro, ele enfatizou que as pessoas que ganharão tal vida devem realmente amar a Deus. “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força, e de toda a tua mente.” (Lucas 10:25-27) Uma comunidade de pessoas com tal amor a Deus obedeceria a todos os seus mandamentos. Não seriam beberrões nem imorais; tampouco arruinariam egoistamente a criação de Deus, a terra, por lucros egoístas.
Adicionalmente, Jesus disse a seus seguidores: “Este é o meu mandamento, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua alma a favor de seus amigos.” (João 15:12, 13) Jesus sacrificou sua vida humana por amor à humanidade — por pessoas de todas as raças, nações e línguas. Ensinou seus seguidores a pôr os interesses dos outros à frente de seus próprios. Já existem em todo mundo milhões de pessoas que sinceramente se empenham em fazer isso. Numa comunidade de pessoas com tal qualidade, o crime, a inconsiderada poluição sonora e problemas similares logo se tornariam coisas do passado. Mesmo a pobreza acabaria logo se cada um demonstrasse interesse altruísta nos outros.
‘Mas’, talvez pense, ‘sempre existe uma serpente no paraíso. Por mais bem-sucedido que seja o reino de Cristo alguém vai aparecer para estragar as coisas’. Bem, isto pode ser verdade no que tange às tentativas de reformas feitas pelo homem. Mas nós estamos falando a respeito das realizações do governo celestial de Deus tendo a Cristo qual rei. Ninguém estragará o Paraíso que este introduzirá.
Primeiro, lembre-se de que Deus pode mudar as pessoas. Saulo de Tarso era um violento opositor do cristianismo. Mas quando aceitou a verdade da mensagem cristã sua personalidade mudou dramaticamente e ele se tornou o apóstolo cristão Paulo. Mudanças similares ocorrem hoje em dia. — Atos 22:1-11; Colossenses 3:9-14; 1 Tessalonicenses 2:5-12.
Certo senhor idoso em Nauru, por exemplo, estava profundamente contristado por ter perdido seus três filhos por causa de desnutrição durante a ocupação japonesa de sua ilha, na Segunda Guerra Mundial. Pode imaginar que sentimentos nutria para com os japoneses? Contudo, ele estudou a Bíblia com as Testemunhas de Jeová e, quando aprendeu sobre o reino de Deus por meio de Cristo, sua atitude mudou. Quando certo turista japonês ficou retido, recentemente, ele ofereceu abrigo em sua casa. Disse que não tem tido mais idéias de retaliação no coração desde que estuda a Bíblia.
O reino de Deus está mudando a personalidade de pessoas em todo o mundo. Homens violentos tornam-se pacíficos. Criminosos transformam-se em pessoas acatadoras da lei. Mente amargurada ou desiludida encontra conforto e alegria. Ainda mais, pessoas de todos os tipos — algumas morando em belos ambientes naturais e outras em áreas pobres e imundas — passam pela experiência daquilo que mesmo agora tem sido descrito como Paraíso espiritual.
Como assim? Devido à sua associação com verdadeiros cristãos, pessoas que põem a Jeová Deus em primeiro lugar em sua vida e usufruem sua bênção, pessoas que encaram a Jesus Cristo como o novo Rei da terra e que são conhecidas porque falam abertamente aos outros a respeito do reino de Deus e têm amor entre si. Independente do meio natural onde vivem, conhecem a “paz de Deus, que excede todo pensamento”. (Filipenses 4:7; Efésios 4:20-32) Simplesmente imagine como será a vida na terra quando for transformada num paraíso literal e habitada por tal tipo de pessoas!
‘Mas nem todo mundo vai mudar’, talvez objete. Isto é verdade. Contudo, a vida na terra sob o reino de Deus destina-se apenas aos que vão mudar. Deus ‘arruinará os que [persistirem em] arruinar a terra’ A Bíblia declara enfaticamente: “Apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá; e estarás certamente atento ao seu lugar, e ele não existirá. Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” (Salmo 37:10, 11; Revelação 11:18) Quanta felicidade tais mansos terão!
Uma Esperança Real
Mas não seriam completamente felizes se eles e seus entes queridos ainda adoecessem e morressem, não é mesmo? É digno de nota, portanto, que quando Jesus esteve na terra ele curou todos os tipos de doença, expulsou demônios e até ressuscitou mortos. (Mateus 8:28-32; 11:2-5; João 11:43, 44) Ao expulsar demônios por meio do espírito de Deus Jesus mostrou que ele é mais poderoso do que as forças espirituais iníquas. Naquele paraíso, pois, não haverá necessidade de temer coisas tais como feitiçaria e demonismo. E ao curar doentes e ressuscitar os mortos Jesus demonstrou claramente que Deus tenciona por meio dele, qual novo Rei da terra, livrar a humanidade para sempre da doença e da morte. — Isaías 25:8.
Assim, o criminoso que morreu com Jesus verá o cumprimento da promessa de Jesus de ‘estar com ele no Paraíso’. Naturalmente, se ele deseja permanecer no Paraíso terá de mudar sua norma de conduta para conformar-se aos modos de Jeová.
Então, você realmente deseja viver num Paraíso? Está ao seu alcance. Para isso, não será necessário vir do outro lado do mundo para estas ilhas tropicais. Em breve, tanto física como espiritualmente, o Paraíso cobrirá a terra. No ínterim, independente de onde mora, você pode usufruir o Paraíso espiritual que já existe mesmo agora.
Por que não lê a Bíblia e constata essas coisas por si mesmo? As Testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo nisso. Prove por si mesmo que esta esperança é realística. Verifique o que Deus espera de você para que esta se realize em seu caso. Deste modo você será testemunha do cumprimento da notável promessa: “Deus . . . enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” (Revelação 21:3, 4) Naquele tempo toda a terra será um verdadeiro paraíso.
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