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  • Por que foi escrito assim?
    A Sentinela — 1973 | 1.° de outubro
    • temos deveras um tesouro de conhecimento para nos ajudar a saber como e por que cada livro da Bíblia foi escrito assim. Com tal perspectiva ampliada, certamente podemos ficar preparados para toda boa obra que Deus nos possa dar a fazer. Assim como fizemos com o livro bíblico de Hebreus, podemos fazer com os outros sessenta e cinco livros que constituem a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Quão apropriadas para todos os cristãos atuais são as palavras encontradas no capítulo final da carta aos Hebreus: “O Deus de paz . . . vos equipe com toda coisa boa, para fazerdes a sua vontade, realizando em nós, por intermédio de Jesus Cristo, aquilo que é bem agradável à sua vista”! — Heb. 13:20, 21.

  • O ermo transformado em Paraíso
    A Sentinela — 1973 | 1.° de outubro
    • O ermo transformado em Paraíso

      NENHUMA parte da terra é hoje um paraíso, livre de toda a poluição e de todo o perigo. O ar e a água estão sendo poluídos numa proporção alarmante. Enormes partes da terra estão sendo transformadas em algo desagradável de se ver. A ferrenha competição, a rivalidade e o ódio ameaçam a felicidade e o bem-estar do homem. Acidentes, doença e morte contribuem a sua parte para o sofrimento e a tristeza que já por muito tempo são a sorte da família humana.

      Será alguma vez diferente? Sim, a Bíblia Sagrada nos dá a garantia animadora de que esta terra se transformará num paraíso livre de toda doença, tristeza, dor e morte. (Luc. 23:43; Rev. 21:3-5) Aquele que prometeu o paraíso? Jeová Deus, tem o poder e a sabedoria para realizar isso. Na sua benevolência, ele proveu também um registro de seus tratos passados em cumprimento de suas promessas. Este registro, na Bíblia, nos oferece a garantia positiva de que nada impedirá que o propósito de Jeová se cumpra.

      Produzir um paraíso não é nada de novo para Jeová Deus. Ele colocou os primeiros humanos, Adão e Eva, num paraíso numa parte da terra conhecida como “Éden”. Séculos depois, cuidou de que a terra de Judá, que se havia tornado um ermo desolado, após a conquista babilônica, fosse transformada num “jardim do Éden”, num paraíso. E neste século, Jeová Deus tem abençoado seu povo devoto com um paraíso espiritual.

      TRANSFORMADA A TERRA DE JUDÁ

      Foi há mais de vinte e cinco séculos que a terra de Judá se tornou um baldio desolado, sem homem nem animal doméstico. A transformação desta terra num paraíso não foi fácil. As nações circunvizinhas não queriam que isto acontecesse. Contudo, Jeová Deus disse ao seu profeta Ezequiel:

      “Profetisa concernente aos montes de Israel, e tens de dizer: ‘o montes de Israel, ouvi a palavra de Jeová. Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: “Visto que o inimigo disse contra ti: ‘Ah! Sim, os altos do tempo antigo — isto veio a ser possessão nossa!’ “‘ Por isso profetiza, e tens de dizer: ‘Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: “Pela razão, sim, pela razão de que houve desolação e fostes abocanhados de todos os lados, para que vos tornásseis possessão dos remanescentes das nações, e de que se continua a falar de vós com a língua e há um relato mau entre o povo, por isso, ó montes de Israel, ouvi a palavra do [Soberano] Senhor Jeová! Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová aos montes e aos morros, aos regos e aos vales, e aos lugares devastados que foram desolados, e às cidades abandonadas que vieram a ficar para saque e para caçoada para os remanescentes das nações ao redor; portanto, assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘Eu certamente vou falar no fogo do meu zelo contra os remanescentes das nações e contra Edom, na sua inteireza, os que se deram a si mesmos a minha terra como possessão com alegria de todo o coração, com menosprezo na alma, por causa do pasto e para saque.’ ” ” — Eze. 36:1-5.

      As nações inimigas ao redor da terra desolada de Judá tinham seu próprio objetivo egoísta com respeito ao território vago. Mas, Jeová tinha outro objetivo, e seu objetivo havia de ser realizado. As nações cobiçosas, ao redor, não iriam obter a terra. Seus empenhos gananciosos seriam bloqueados, visto que eles mesmos sofreriam calamidade. Nem os edomitas nem outras nacionalidades teriam permissão para saquear as cidades abandonadas de Judá e usar a terra como pasto. Jeová cuidaria, por fim, de que a terra, o “solo de Israel”, fosse transformada dum estado desolado e florescesse como paraíso, com os israelitas repatriados e seus animais domésticos. Jeová disse a Ezequiel:

      “Profetiza a respeito do solo de Israel, e tens de dizer aos montes e aos morros, aos regos e aos vales: ‘Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: “Eis que eu mesmo tenho de falar no zelo e no meu furor, por terdes levado humilhação das nações.”‘ Portanto, assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘Eu mesmo levantei a minha mão em Juramento de que as nações em volta de vós — elas é que levarão a sua própria humilhação. E vós mesmos, ó montes de Israel, produzireis os vossos próprios galhos e dareis os vossos próprios frutos para meu povo de Israel, pois chegaram-se perto ao ponto de entrar. Pois, eis que sou a favor de vós e hei de virar-me para vós, e sereis realmente cultivados e semeados com semente. E eu vou multiplicar em vós o gênero humano, toda a casa de Israel, na sua inteireza, e as cidades terão de ser habitadas e os próprios lugares devastados serão reconstruídos. Sim, vou multiplicar sobre vós o gênero humano e os animais, e eles certamente se multiplicarão e se tornarão fecundos, e realmente farei que sejais habitados, como na vossa condição anterior, e vou fazer mais bem do que na vossa situação inicial; e tereis de saber que eu sou Jeová. E farei andar sobre vós o gênero humano, sim, meu povo de Israel, e terão de tomar posse de vós e tereis de tornar-vos para eles uma propriedade hereditária, e vós não mais os privareis de filhos.’” — Eze. 36:6-12.

      Lá nos dias do profeta Ezequiel, o cumprimento do juramento afiançado de Jeová era algo ainda a ser procurado e buscado, restando ainda décadas de exílio em Babilônia. Conforme Jeová declarou por meio de Ezequiel:

      “Por isso é que me deixarei ainda ser buscado pela casa de Israel, para fazer para eles: Multiplicá-los-ei com homens qual rebanho. Qual rebanho de pessoas santas, qual rebanho de Jerusalém nas suas épocas festivas, assim é que as cidades que estavam devastadas se tornarão cheias de um rebanho de homens; e as pessoas terão de saber que eu sou Jeová.” — Eze. 36:37, 38.

      Esta repovoarão das cidades da terra de Judá precisava ser buscada de Jeová pelos judeus exilados que se arrependiam e que desejavam o cumprimento das promessas misericordiosas de Jeová. Um número destes judeus exilados sobreviveu e retornou à sua pátria, vendo o cumprimento das promessas de Jeová. Em 537 A. E. C., o conquistador de Babilônia, Ciro, emitiu um decreto que permitiu aos exilados judeus retornar à sua pátria e reconstruir o templo em Jerusalém. (Esd. 3:1, 2, 12) Com o retorno dos israelitas às suas cidades e o começo da reconstrução e do plantio, as nações tinham de reconhecer que Jeová havia produzido uma transformação maravilhosa. Era exatamente como Jeová declarara por meio de Ezequiel: “As pessoas hão de dizer: ‘Aquela terra lá, que fora desolada, tem-se tornado como o jardim do Éden, e as cidades que estavam devastadas e que tinham sido desoladas e derrubadas estão fortificadas; foram habitadas.’” (Eze. 36:33-36) Os edomitas, porém, tornaram-se finalmente um povo deslocado, e, depois da segunda destruição de Jerusalém, em 70 E. C., deixaram de existir como povo.

      PRODUZIDO UM PARAÍSO ESPIRITUAL

      Nos tempos modernos, o restante ungido do Israel espiritual, as testemunhas cristãs de Jeová, passaram por coisas similares às dos israelitas naturais, no sétimo e no sexto século A. E. C. Durante a Primeira Guerra Mundial, sofreram perseguição e opressão religiosa, e passaram a estar num estado de cativeiro. Jeová Deus permitiu que isso acontecesse por causa dum erro da parte do restante do Israel espiritual. Mas não era seu propósito que o domínio espiritual deles permanecesse desolado, com a cristandade ocupando todo o campo religioso durante o período do após-guerra.

      Igual a Edom e outras nações que na antiguidade cercavam Israel, a cristandade sofreu uma grande humilhação em 1919 E. C. Isto se deu porque as coisas humilhantes que ela havia predito e aguardado como acontecendo ao restante perseguido dos israelitas espirituais não se realizaram. Naquele ano, este domínio espiritual começou a animar-se com israelitas espirituais.

      Ao passo que o rol de membros das igrejas e as matrículas nos seminários têm notavelmente diminuído em anos recentes, as testemunhas cristãs de Jeová, a partir de 1919, têm usufruído aumentos maravilhosos até o dia de hoje. Os “montes” de seu domínio espiritual passaram a animar-se com muitos adoradores devotos de Jeová Deus. Por volta do ano de 1935, a “grande multidão” das “outras ovelhas” do Pastor Excelente começou a associar-se com os restante ungido dos israelitas espirituais, tornando-se assim ativa nos simbólicos “montes de Israel”. Nem mesmo as perseguições mundiais durante a Segunda Guerra Mundial privaram os simbólicos “montes de Israel” de sua população, nem mesmo a reduziram. Ao passo que lá em 1928 apenas 44.080 proclamavam publicamente as “boas novas” do reino de Deus, em 1972, o número de tais proclamadores atingiu o auge de 1.658.990, em 28.407 congregações, em 208 terras.

      A partir de 1919 E. C., as congregações do restante restabelecido dos israelitas espirituais têm sido semelhantes às cidades do antigo Israel. Tornaram-se “fortificadas” especialmente pela organização melhor delas para atividade, em cumprimento da profecia de Jesus, de pregar as boas novas do reino estabelecido de Deus. (Mat. 24:14) Ficaram mais plenamente fortificadas no ano de 1938, quando se aplicou em todas as congregações em volta do globo a regência teocrática centralizada, em vez de a regência congregacional, local, de organização.

      Deveras, Jeová Deus encheu o domínio espiritual de suas testemunhas cristãs com um enorme “rebanho de homens”. (Eze. 36:11, 37, 38) Assim como as doze tribos de Israel costumavam afluir a Jerusalém e a seu templo, durante as três “épocas festivas” (Páscoa, Pentecostes e a Festividade das Barracas), assim as testemunhas cristãs de Jeová têm tido o prazer de se congregar não só nos seus Salões do Reino locais, mas, de modo espantoso, nas suas assembléias regulares de circuito, de distrito, nacionais e internacionais.

      As pressões desta era de anarquia e a violência não fizeram com que os

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