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  • Adversidades — como as vencemos
    A Sentinela — 1978 | 15 de outubro
    • se deu conta de que estava sendo seguida por um homem sem mãos. Mas, quando falei com ela e pedi ajuda, ela percebeu que eu era sincero. Era missionária das Testemunhas de Jeová, chamando-se Dorell Swaby. Era muito bondosa e prestativa. Escreveu logo à Sociedade Torre de Vigia na Cidade do Panamá, pedindo que alguém nos visitasse.

      O superintendente viajante, Dimas Alvarez, foi imediatamente avisado, e veio visitar-nos no mês seguinte. Mas, o que não sofreu para nos encontrar! Conseguiu carona numa camioneta para parte do trajeto. Mas então, passando por dois aguaceiros e ficando encharcado até os ossos finalmente chegou à distância de uma caminhada de uma hora até a nossa casa. Passou o resto da noite com a polícia da fronteira. Quando finalmente chegou no dia seguinte, ficamos mais do que alegres de receber sua ajuda e seu conselho.

      Soubemos que outro panamenho, Nazario Batista, havia estudado a Bíblia com as Testemunhas em Costa Rica. Fora batizado pouco antes, de modo que foi designado para realizar reuniões na nossa casa. No fim do primeiro mês, quatro de nosso pequeno grupo já participavam na obra de pregação. Entretanto, Eladia e eu não podíamos participar com eles, porque não estávamos legalmente casados.

      Quão ansiosos estávamos para resolver esta questão! Três meses depois, na assembléia de circuito em David, estávamos prontos não só para legalizar nosso casamento, mas também para apresentar-nos para o batismo em água, em símbolo de nossa dedicação a Jeová Deus, para fazer a sua vontade. Quão felizes éramos! Pela primeira vez, desde que perdi as minhas mãos, eu realmente sentia que a vida tinha objetivo. Estava disposto a ser usado por Jeová de qualquer modo em que pudesse usar um homem sem mãos.

      Com exercício, passei a ser perito em carregar a Bíblia debaixo do braço e em virar as páginas com os meus dois tocos. Tornei-me eficiente em ensinar às pessoas a Bíblia nos seus lares, bem como da tribuna.

      OPOSIÇÃO, DEPOIS, ACEITAÇÃO

      Meu pai ameaçou espancar-me, a mim, homem plenamente adulto, se não abandonasse esta nova religião. Meus irmãos também fizeram todo o possível para desanimar-me. Mas, eu estava convencido de que havia encontrado a única religião verdadeira, e estava decidido a não deixar nada desanimar-me. Nossa família continuou a ter reuniões cristãs na nossa casa. E, com o tempo, começamos a ver os frutos de nossa persistência.

      Um por um, nossos irmãos, irmãs, filhos, pais, avós, netos e primos passaram a estudar a Bíblia conosco. Em pouco tempo, muitos deles começaram a compartilhar nossa fé e esperança cristãs. Três congregações de Testemunhas de Jeová foram formadas aqui, perto da fronteira entre Panamá e Costa Rica, tendo por base os membros de nossas famílias.

      Meu irmão Juan havia estado interessado na religião adventista. Mas, em resultado de estudar os capítulos sobre o sábado e a lei mosaica, no livro “Seja Deus Verdadeiro”, ele logo se tornou Testemunha. Durante alguns anos, serviu como “pioneiro especial” — como alguém que passa a gastar pelo menos 140 horas por mês na pregação. Teve participação em formar outras congregações. Meu irmão Domingo é devotado ancião cristão, assim como havia sido também meu irmão Eduviges. Mas, Eduviges foi picado por uma cobra venenosa, há pouco tempo, e morreu quase que instantaneamente. Minha irmã Carmen é pioneira especial, junto com sua filha.

      Meu pai e minha mãe, embora já idosos e tendo-se oposto a nós por muito tempo, finalmente ficaram convencidos de que tínhamos achado a única religião verdadeira. Agora também são Testemunhas dedicadas e batizadas.

      VERDADEIRA PROTEÇÃO E SATISFAÇÃO

      Há alguns anos, houve uma revolução política no Panamá. Muitos fugiram através da fronteira para Costa Rica, e os vizinhos nos aconselharam a fazer o mesmo. Mas, eu lhes disse que não estava envolvido na política, e não via motivos para fugir. Nós, Testemunhas, ficamos, e não perdemos nossos sítios, ao passo que os que fugiram perderam tudo para os guerrilheiros e os bandidos.

      A grande satisfação que Eladia e eu temos é saber que pudemos ajudar a muitos outros a obter conhecimento de Jeová Deus e seus propósitos. Sabemos que, da família dela, há 31 batizados que divulgam a mensagem do Reino a outros, e há pelo menos 35 da minha família. Além disso, há muitos outros parentes que estudam a Bíblia com as Testemunhas de Jeová e freqüentam as reuniões cristãs.

      Dos nossos parentes chegados, oito são anciãos cristãos, oito são servos ministeriais nas congregações, e três são pioneiros especiais. Não nos reunimos mais na nossa casa; antes, temos um bom Salão do Reino, que construímos ao lado dela. A assistência regular às nossas reuniões costuma ser de uns 75. Estou convencido de que o poder da Palavra e do espírito de Deus consegue ajudar a pessoa a vencer quaisquer adversidades, não importa quão grandes sejam, que se possa sofrer na vida.

  • O Sermão do Monte — a ira prolongada pode ser fatal
    A Sentinela — 1978 | 15 de outubro
    • O Sermão do Monte — a ira prolongada pode ser fatal

      DEPOIS de dizer que não viera para destruir a lei de Deus, mas para cumpri-la, Jesus relacionou a prolongada ira com o assassínio. Começou por dizer: “Ouvistes que se disse aos dos tempos antigos: ‘Não deves assassinar; mas quem cometer um assassínio terá de prestar contas ao tribunal de justiça.’” — Mat. 5:21.

      A frase: “Ouvistes que se disse”, pode referir-se tanto às coisas declaradas nas Escrituras Hebraicas inspiradas, como aos ensinos da tradição judaica. (Mat. 5:21, 27, 33, 38, 43; João 12:34) A lei que descrevia o assassínio como crime capital era conhecida “aos dos tempos antigos”, quer dizer, aos das gerações anteriores aos dias de Jesus. De fato, essa lei pode ser vista remontando ao tempo de Noé. — Gên. 9:5, 6; Êxo. 20:13; 21:12; Lev. 24:17.

      Ter de “prestar contas ao tribunal de justiça” significava ser sentenciado por um dos “tribunais locais” (em grego: synedria,

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