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Paredes (Muros; Muralhas)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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protetores, atrás dos quais lançavam ataques contra os muros da cidade. — 2 Reis 25:1; Jer. 52:4; Eze. 4:2, 3; 21:22; veja FORTIFICAÇÕES (PRAÇAS FORTES).
Muros de pedras eram amiúde construídos para cercar os vinhedos ou os campos, e para formar currais ou redis de ovelhas. (Núm. 22:23-25; Pro. 24:30, 31; Isa. 5:5; Miq. 2:12; Hab. 3:17) E havia também muros que serviam de arrimo ao longo de encostas de colinas aplainadas como terraços. (Jó 24:11) Estes muros eram de natureza um tanto permanente, sendo construídos de pedras não trabalhadas do campo, e, às vezes, assentadas em argila ou argamassa.
MUROS (MURALHAS) SIMBÓLICOS
Nas Escrituras, os muros (e as muralhas) são às vezes mencionados de forma figurada como sendo símbolo de proteção e de segurança (1 Sam. 25:16; Pro. 18:11; 25:28), ou como símbolo de separação. (Gên. 49:22; Eze. 13:10) Neste último sentido, Paulo escreveu aos efésios: “Pois ele [Cristo] é a nossa paz, aquele que das duas parte fez uma só e que destruiu o muro no meio, que os separava.” (Efé. 2:14) Paulo estava bem familiarizado com o muro médio existente no pátio do templo de Jerusalém, que trazia um aviso no sentido de que nenhum não-judeu devia ultrapassar aquele muro, sob pena de morte. No entanto, quando Paulo escreveu aos efésios, em 60 ou 61 EC, embora talvez tivesse feito alusão a ele de modo ilustrativo, não queria realmente dizer que o muro literal tinha sido abolido, pois ainda estava de pé. Antes, o apóstolo tinha presente o arranjo do pacto da Lei, que tinha atuado como muro divisório entre os judeus e os gentios durante séculos. À base da morte de Cristo, ocorrida cerca de trinta anos antes, tal “muro” simbólico tinha sido abolido.
Disse-se a Jeremias que ele seria como muralhas fortificadas de cobre contra todos os que se lhe opusessem. (Jer. 1:18, 19; 15:20) Em outra ilustração, o povo de Deus, embora habitasse numa cidade sem muros literais — por conseguinte, aparentemente indefeso — gozava de paz e de segurança, graças à ajuda invisível de Deus. (Eze. 38:11) Ou, de outro ponto de vista, uma cidade forte seria aquela que tivesse a Jeová como “muralha de fogo” (Zac. 2:4, 5), ou que tivesse muralhas de salvação erguidas por Jeová, em vez de muralhas de simples pedras e tijolos. (Isa. 26:1) Diz-se que a “cidade santa, a Nova Jerusalém”, que desce do céu, tem uma “grande e alta muralha” de jaspe, cuja altura é de 144 côvados, ou 64 m, e que possui doze pedras de alicerce, consistindo em pedras preciosas, gravadas com os nomes dos doze apóstolos. — Rev. 21:2, 12, 14, 17-19.
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ParqueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PARQUE
[Heb., pardés], Esta palavra só ocorre três vezes nas Escrituras Hebraicas, e é considerada por alguns como se derivando da palavra persa pairidaeza (da qual se deriva nossa palavra “paraíso”). (No entanto, veja Paraíso.) Segundo a Cyclopoedia (Ciclopédia; Vol. VII, p. 652) de M’Clintock e Strong, os escritores gregos antigos empregavam o termo persa como significando “um extenso terreno, cercado de forte cerca ou muro, e abundante em árvores, arbustos, plantas e hortaliças, em que se mantinham animais escolhidos em vários graus de restrição ou de liberdade, segundo sua ferocidade ou pacificidade”. A forma grega da palavra (parádeisos) foi utilizada pelos tradutores da Septuaginta em todas as referências ao jardim do Éden.
Entre suas grandes obras, Salomão construiu “jardins e parques [“pomares”, CBG; PIB; heb., pardesím]”, em que plantou árvores frutíferas de todas as sortes. (Ecl. 2:5) Ele emprega o mesmo termo em seu “cântico superlativo”, quando faz que o namorado pastor descreva a pele da virgem sulamita como um “paraíso de romãs, com as frutas mais seletas”. (Cân. 1:1; 4:12, 13) Nos tempos pós-exílicos, Neemias 2:7, 8 mostra que o rei persa colocou Asafe como o “guarda do parque que pertence ao rei”, e que se teve de fazer um pedido para se conseguir permissão de abater árvores deste parque para a obra de reconstrução feita em Jerusalém.
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ParsimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PARSIM
Uma das palavras misteriosamente escritas na parede do palácio de Belsazar, e lidas e interpretadas por Daniel. (Dan. 5:25) É o plural de PERES, que significa “meio-siclo”, uma divisão dum siclo. Daniel, ao fornecer a interpretação, não empregou o plural “Parsim”, mas utilizou o singular (Peres). (Dan. 5:28) Talvez isto se tenha dado porque somente Belsazar estava presente para ouvir o profeta explicar tal mensagem profética, embora ela se aplicasse a ambos os governantes do Império Babilônio, Belsazar e Nabonido. — Veja Mene.
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ParteiraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PARTEIRA
Uma mulher que assiste aos partos. Ela auxilia a mãe durante os trabalhos de parto, e, uma vez nascida a criança, ela corta o cordão umbilical, lava o bebê, e, nos tempos antigos, ela o esfregava com sal e o enfaixava com tiras de pano. — Eze. 16:4.
Amigas íntimas ou parentas, e mulheres mais idosas da comunidade, às vezes agiam nessa qualidade, mas, devido aos conhecimentos especiais, à perícia e à experiência necessários, especialmente quando o parto era difícil, poucas seguiam a profissão de parteira. No caso do nascimento de Benjamim, quando ‘o parto era difícil’ para Raquel, a parteira conseguiu garantir a Raquel que ela teria um filho, embora a própria Raquel viesse a morrer. (Gên. 35:16-19) Durante o parto complicado dos gêmeos tidos por Tamar — Peres e Zerá — a parteira estava alerta para identificar aquele que ela esperava fosse o primogênito. Ela rapidamente atou um pedaço de pano escarlate à mão estendida de Zerá. No entanto, tal mão foi recolhida e seu irmão saiu primeiro, causando a ruptura do períneo em sua mãe. — Gên. 38:27-30.
Durante a escravização dos israelitas ao Egito, as parteiras ficaram numa situação muito crítica e perigosa. Faraó convocou nominalmente duas delas, Sifrá e Puá, e ordenou-lhes que matassem todo bebezinho varão hebreu logo que ele nascesse. É provável que estas duas mulheres servissem como dirigentes de sua classe profissional e fossem responsáveis de transmitir as ordens do rei às suas associadas. Por tais parteiras temerem a Jeová e se recusarem a praticar o infanticídio, Deus as abençoou e as recompensou com suas próprias famílias. — Êxo. 1:15-21.
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PartosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PARTOS
Judeus e prosélitos da Pártia são os primeiros alistados entre os visitantes presentes à Festividade de Pentecostes, em Jerusalém, em 33 EC. O espírito santo de Deus, derramado sobre o grupo de cerca de 120 discípulos cristãos, habilitou-os a proclamar as boas novas na língua ou dialeto desses partos, alguns dos quais, sem dúvida, as acataram de modo favorável, tornaram-se cristãos, e, provavelmente, disseminaram a mensagem entre seu próprio povo, ao retornarem à Pártia. (Atos 1:15; 2:1, 4-12, 37-47) Os judeus naturais da Pártia faziam parte da Dispersão; os “prosélitos” (Atos 2:10) eram não-judeus que se tinham convertido ao judaísmo.
O Império da Pártia se originou a SE do mar Cáspio, mas, com o tempo, veio a estender-se do Eufrates até a índia. Os partos estiveram sujeitos aos persas desde o tempo do Rei Ciro. Mais tarde, ficando sob o domínio grego, rebelaram-se contra os sucessores de Alexandre Magno e conseguiram manter sua independência durante vários séculos (247 AEC-226 EC), até mesmo contra Roma. Dominaram a Judéia por três anos (40-37 AEC), antes de perdê-la para os romanos. Os partos ainda eram uma nação independente, no primeiro século, e, embora praticassem a predominante religião persa, eram toleradas a religião dos judeus e outras mais.
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PáscoaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PÁSCOA
[Heb., pésahh, van salto, ou passar por alto; gr., páskhal. A Páscoa judaica foi instituída na noite que precedeu o Êxodo do Egito. A primeira Páscoa foi celebrada por volta da época da lua cheia, no dia quatorze do mês de abibe (mais tarde chamado nisã) do ano 1513 AEC. Posteriormente, ela deveria ser celebrada a cada ano. (Êxo. 12:17-20, 24-27) O mês de abibe (nisã) cai nos meses de março-abril, segundo o calendário gregoriano. A Páscoa era seguida de sete dias da Festividade dos Pães Não-Fermentados, de 15 a 21 de nisã. A Páscoa comemora a libertação dos israelitas do Egito e o ‘passar por alto’ dos seus primogênitos, quando Jeová destruiu os primogênitos do Egito. Quanto à época do ano, caía no início da colheita da cevada. — Êxo. 12:14, 24-47; Lev. 23:10.
A Páscoa era uma celebração comemorativa; por conseguinte, a ordem bíblica era: “E terá de acontecer que, quando os vossos filhos vos disserem: ’Que significa para vós este serviço?’, então tereis de dizer: ‘É o sacrifício da páscoa a Jeová, que passou por alto as casas dos filhos de Israel no Egito quando feriu os egípcios, mas livrou as nossas casas.’ ” — Êxo. 12:26-27.
Uma vez que os judeus contavam o dia como se iniciando ao pôr-do-sol e durando até o dia seguinte, ao pôr-do-sol, 14 de nisã começaria após o poente. Era na noite depois de ter passado 13 de nisã que seria comemorada a Páscoa. Visto que a Bíblia declara definitivamente que Cristo é o sacrifício da Páscoa (1 Cor. 5:7) e que ele celebrou a refeição da Páscoa na noite antes de ser morto, a data de sua morte seria 14 de nisã, e não 15 de nisã, a fim de satisfazer com exatidão a modalidade de tempo do tipo ou sombra fornecida na Lei. — Heb. 10:1.
AS LEIS QUE REGIAM SUA OBSERVÂNCIA
Cada família devia escolher um cordeiro ou cabrito sadio, de um ano. Ele era levado para dentro de casa no décimo dia do mês de abibe, e ali conservado até o dia quatorze, quando então era morto e seu sangue era aspergido com um ramo de hissopo sobre as ombreiras e a parte superior da porta da moradia em que deviam comê-lo (não na soleira da porta, onde o sangue seria pisado). O cordeiro (ou cabrito) era morto, esfolado, suas partes internas sendo limpas e recolocadas em seu lugar, e era assado inteiro, bem tostado, sem que se lhe quebrassem quaisquer ossos. (2 Crô. 35:11; Núm. 9:12) Caso a família fosse pequena demais para consumir um animal inteiro, então devia ser partilhado com uma família vizinha, e comido naquela mesma noite. Qualquer sobra devia ser queimada antes do amanhecer. (Êxo. 12:10; 34:25) Era comido junto com pães não-fermentados, o “pão de tribulação”, e com ervas amargas, pois a vida deles tinha sido amarga sob a escravidão. — Êxo. 1:14; 12:1-11, 29, 34; Deut. 16:3.
”Entre as duas noitinhas”
Os israelitas mediam seu dia de um pôr-do-sol ao outro. Assim, o dia da Páscoa começaria ao pôr-do-sol no fim do dia 13 de abibe (nisã). O animal devia ser morto “entre as duas noitinhas”. (Êxo. 12:6) Há diferenças de opinião quanto à hora exata que se tem presente. De acordo com algumas autoridades, bem como os judeus caraítas e os samaritanos, trata-se da hora entre o pôr-do-sol e o profundo crepúsculo noturno. Os fariseus e os adeptos dos rabinos o consideravam ao contrário: a primeira noitinha como sendo quando o sol começava a descer, e a segunda noitinha como sendo o pôr-do-sol real. Devido a este último conceito,
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