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  • Alternativas para a transfusão de sangue

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  • Alternativas para a transfusão de sangue
  • Despertai! — 1970
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  • Alternativas Para as Transfusões de Sangue
  • Na Anemia
  • Cirurgia do Cérebro sem Sangue
  • Cirurgia do Coração
  • Em Acidentes
  • Nos Partos
  • Alternativas Para Transfusões de Trocas
Despertai! — 1970
g70 22/2 pp. 16-22

Alternativas para a transfusão de sangue

DEVEM ser ministradas transfusões de sangue a crianças, a pedido de um médico, apesar da objeção dos pais? Esta é uma questão complexa que freqüentemente confronta os juízes estadunidenses. Por causa disso, o “Conselho de Juízes” Estadunidense se reuniu e formulou “Orientações Para o Juiz em Ordens Médicas Que Afetem Crianças”, publicadas em Crime and Delinquency (Crime e Delinqüência) de abril de 1968.

Este Conselho consiste em cerca de cinqüenta juízes dos Estados Unidos que trabalham com o “Conselho Nacional Sobre o Crime e a Delinqüência”. Prepara ou patrocina pareceres em forma de “orientações” para o benefício dos juízes estadunidenses. Entre seus membros se acham alguns dos mais destacados juízes dos EUA. Até onde conseguiu chegar, a “Orientação” apresentava excelente conselho sobre este assunto difícil e controversial.

Por exemplo, o Conselho não olhou com bons olhos a pressa indevida com que alguns juízes têm sido influenciados a agir em dar sanção legal às transfusões de sangue. Em certo caso, declarou-se uma emergência e ordenou-se uma transfusão de sangue sem primeiro haver uma audiência de instrução. O médico argumentou que “a criança talvez ficasse gelada em sua sepultura” se para receber transfusão de sangue tivesse de esperar até haver uma audiência de instrução. No entanto, passou-se uma semana inteira antes de se dar realmente uma transfusão de sangue à criança. Corretamente, o Conselho declarou:

“Por conceder o mandado à base do certificado do médico, sem a audiência de instrução, tal ordem, conforme interpretada pelo tribunal de Ohio, nega aos pais o direito de se oporem ao tratamento em base religiosa e médica, e assim, incentiva a ação arbitrária por parte das autoridades médicas. Conforme indicado neste mesmo caso, é possível realizar-se plena audiência de instrução sem prejudicar a criança; a audiência de instrução deveria ter sido realizada.”

Sublinhando o princípio básico envolvido, o Conselho passou a dizer: “Parece claro que os ‘bebês azuis’ e as vítimas de acidentes talvez possam recuperar-se sem transfusões de sangue, e que grandes números de pessoas morrem ou são infetadas com hepatite do soro devido a transfusões de sangue. Qualquer decisão médica de que determinado processo é necessário . . . deve ser justificada perante o tribunal como propondo o único processo adequado na situação. Se houver uma escolha de processos — se, por exemplo, o médico recomendar um processo que tenha 80 por cento de possibilidade de êxito, mas que os pais desaprovem, e os pais não tiverem objeção a que se use um processo que tenha apenas 40 por cento de possibilidade de êxito — o médico tem de tomar o proceder medicinalmente mais arriscado mas que não seja objetável para os pais.”

Entre aqueles que apreciaram especialmente esta posição se acham aqueles que talvez objetem às transfusões de sangue por causa dos riscos envolvidos. Sem dúvida, há muitos casos em que um expansor do volume do plasma seria muitíssimo eficaz, e sem os riscos acompanhantes das transfusões de sangue! Segundo este Conselho, enquanto tais ‘substitutos’ tiverem alguma chance de êxito, deve-se recorrer a eles, se os pais objetarem ao uso de transfusões de sangue.

Mais do que isso, este Conselho aconselha ainda mais: “Os representantes locais das seitas religiosas que provavelmente ficarão envolvidos no litígio quanto ao tratamento médico, devem ser consultados pelo tribunal, visto que tais seitas conhecem freqüentemente médicos ou praticantes não-médicos dispostos a tratar crianças em emergências em formas não-ofensivas às crenças paternais.” Quão razoável! Quão justo isto é! Permite as diferenças de opinião e alternativas, e reconhece que algumas delas talvez se achem até entre os “praticantes não-médicos”.

Alternativas Para as Transfusões de Sangue

Qualquer pessoa que segue o proceder da medicina moderna não pode deixar de observar que há uma tendência definida para o uso de alternativas para as transfusões de sangue. Assim, o Dr. B. F. Rush, Jr., professor de cirurgia, escreveu: “Ao passo que várias instituições e organizações usam com entusiasmo soluções salinas, grande número continua a depender quase que inteiramente das transfusões de sangue.” — Medical Science, maio de 1967, p. 62.

Que este “grande número” se acha muito atrasado se evidencia do que noticiou o 1969 World Book of Science Service, sob o cabeçalho: “A Necessidade de Sangue”, segundo publicado pelo Herald Examiner, de Los Angeles, de 16 de fevereiro de 1969:

“Poucas mortes têm sido atribuídas à falta de suficiente sangue semelhante. Mas, por que ficar em pânico? . . . Não nos achamos inteiramente sem alternativas. . . . alternativas que podem resultar preferíveis ao sangue doado. Exceto em circunstâncias incomuns . . . a maioria dos indivíduos pode fabricar de novo seus próprios glóbulos vermelhos três dias depois de ocorrer a perda. . . .

“A solução de glicose intravenosa tem sido o fluido mais universalmente usado. Os cirurgiões que fazem pesquisas para o exército dos EUA também têm tido êxito em usar soluções salinas normais em centenas de casos cirúrgicos, inclusive processos de coração aberto. Verificaram que a solução estéril evita todos os riscos das reações de transfusões, de sangue contaminado, as reações alérgicas e a hepatite do soro ou de vírus.

“O Dr. Stanley Dudrick, da U. de Pensilvânia, a fim de apressar os processos de regeneração do corpo, enriquece a glicose normal com muitos nutrientes e a introduz por meio de um cateter através da veia jugular. E, dentro em breve, Robert Geyer da Universidade de Harvard talvez tenha a melhor solução. Chegou o mais perto possível de aperfeiçoar verdadeiro substituto do sangue por emulsificar os mesmos fluorcarbonos de que é feito o teflon.

Dando similar testemunho, há o Dr. Rush Jr. em seu artigo “Devem as Soluções Salinas Tampões Ser Usadas Para Tratar Hemorragias e o Choque Hemorrágico?” Relata que alguns médicos são tão entusiásticos com tais soluções que se referem a elas como “sangue branco” e afirma que algumas unidades médicas no Vietnam fizeram das soluções salinas uma prática rotineira. Também menciona uma centena de operações em que parte ou todo o estômago foi removido e em que apenas duas pessoas receberam sangue durante a operação e que trinta e quatro casos de grande perda de sangue foram tratados com apenas soluções salinas.

Uma descoberta fundamental, declara, é que as soluções salinas podem ser ministradas em quantidades três a quatro vezes superiores à quantidade de sangue perdido. Parece que isto se dá porque o “choque” exige a substituição do fluido não apenas nos vasos sanguíneos, mas também no “espaço extravascular”, para o qual tais soluções salinas são especialmente eficazes.

Outro escritor mostra que no “choque” devido a queimaduras, as alternativas para as transfusões de sangue são superiores: “A solução do lactato de Ringer parece ser o agente mais eficaz de per si disponível para a correção do choque que acompanha as queimaduras, sem se considerar a idade do paciente ou a extensão do ferimento.” Uma razão disso parece ser que a diluição da corrente sangüínea com tais soluções ajuda o fluxo do sangue nos capilares. — Annals of Surgery, outubro de 1966.

Por causa dos riscos ligados às transfusões de sangue, as autoridades têm instado que se verifiquem os hospitais quanto ao número de transfusões de uma única unidade que dêem, porque tais podem causar tão pouco bem, mas talvez causem muito mal e até mesmo matem. Certo médico tem-se perguntado se isto não deveria ser feito com respeito às transfusões de múltiplas unidades devido aos riscos grandemente incrementados que contêm. Depois de descrever tais riscos, declarou: “Nenhuma transfusão jamais deve ser ministrada se for suficiente outra terapia.” — New York State Journal of Medicine, de 15 de janeiro de 1965.

Exatamente quão eficazes podem ser as alternativas para a transfusão de sangue, numa variedade de situações, será demonstrado claramente pelo que se segue.

Na Anemia

Alguns médicos prescrevem transfusões de sangue rotineiramente para a anemia. Quão desaconselhável pode ser tal tratamento é mostrado pelo Dr. B. S. Leavell, Professor de Medicina e Chefe da Hematologia, da Universidade de Virgínia, EUA: “Agora, quanto às anemias resultantes da produção deficiente de sangue . . . Temos alguns pacientes que faziam leve serviço doméstico e que passavam muito bem até que a hemoglobina baixou para 2,5 gramas . . . Ela varia com o indivíduo . . . Isto simplesmente mostra que, em pacientes com defeitos intrínsecos . . . não vale a pena dar-lhes transfusão se estiverem sobrevivendo . . . atingiram uma situação bem estável e este paciente com anemia das células falciformes . . . demos-lhe uma transfusão até o nível normal e, dentro de poucos meses, volta para onde estava antes.”!

Também conta a respeito de um vivaz negociante jovem que ficou gripado e foi para o hospital. “Tinha uma anemia branda que não foi examinada, mas, estava tão ansioso de ir embora que seu médico lhe deu uma transfusão para apressar sua recuperação. Recebeu uma pinta inteira de sangue, apesar de sentir calafrios e dores nas costas durante a sua administração . . . Por fim, morreu.” — Uses and Misuse of Blood Transfusions (Usos e Abusos de Transfusões de Sangue).

Em apoio do precedente, há a seguinte experiência: “Em 1964, fiquei gravemente enfermo com anemia e fui transportado para o hospital. O médico disse que apenas uma transfusão de sangue poderia salvar-me. . . . Quando rejeitei este tratamento . . . começou a ministrar-me outro tratamento, e marcou em minha ficha: ‘Recusou transfusões de sangue.’ No mesmo dia em que cheguei ao hospital, morreu um homem no meu quarto. Recebera uma transfusão de sangue um mês antes. Uma semana mais tarde, outro homem no quarto recebeu uma transfusão de sangue para a mesma doença que eu tinha. . . . No entanto, pouco depois disto o homem . . . morreu subitamente, enquanto que eu fiquei bom.” — Anuário das Testemunhas de Jeová de 1969, em inglês, alemão e espanhol.

Cirurgia do Cérebro sem Sangue

Entre as mais sérias operações acham-se as que envolvem o cérebro. Todavia, neste caso, também, certos neurocirurgiões se têm disposto a por de lado o uso do sangue por respeitarem os escrúpulos religiosos de seus pacientes. Um de tais era o Dr. J. Posnikoff. Escrevendo em California Medicine, de fevereiro de 1967, falou da “Cura do Aneurisma Intercraniano sem o Uso de Transfusão de Sangue.” Depois de apresentar as dimensões do problema (tratava-se de grande aneurisma) e de descrever em pormenor como lidou com ele por meio da técnica de dois estágios, comenta:

“É opinião corrente da maioria dos neurocirurgiões que a transfusão de sangue é absolutamente essencial em operações para aneurismas intercranianos. Este caso demonstra, contudo, que cada aneurisma deve ser considerado individualmente. Por conseguinte, compete-nos não negar rotineiramente uma grande operação para aqueles que talvez estejam precisando desesperadamente dela, mas que não possam moralmente aceitar a transfusão de sangue.” (O grifo é nosso.)

Outro neurocirurgião da Califórnia fala de ter feito uma craniotomia numa criança de nove anos sem usar qualquer sangue. Em Filadélfia, um neurocirurgião consentiu em remover um tumor cerebral sem usar sangue, embora anteriormente jamais tivesse feito esta operação sem usar cinco a seis pintas de sangue. Não só esta operação constituiu absoluto sucesso, mas a recuperação foi tão rápida que deixou surpresa a inteira equipe hospitalar. Quando lhe perguntaram se o faria de novo, respondeu o neurocirurgião: “Sim, ficaria muito contente de fazê-lo”, e, desde então, já o fez.

Em fevereiro último, em Brooklyn, Nova Iorque, a cabeça de um garoto de dois anos foi perfurada uns dois e meio centímetros por uma parte dum brinquedo de metal que seus pais não conseguiram remover. Um hospital após outro queria operar, mas recusou-se a fazê-lo sem sangue. Por fim, um dos principais neurocirurgiões da cidade de Nova Iorque, o Dr. Matthews, foi consultado, e concordou em cuidar do caso. Em questão de minutos, conseguiu extrair o obstáculo sem nem mesmo recorrer à operação.

Cirurgia do Coração

Entre os grandes passos dados pela cirurgia moderna acha-se a operação de coração aberto. E, novamente nesse caso, verificamos que alguns lideram em realizá-las sem transfusões de sangue, ao passo que outros ainda insistem na necessidade de sangue. Assim, o Dr. Denton A. Cooley declara que o uso de uma solução de glicose a 5 por cento tem sido norma em seu hospital desde 1962. Todavia, até mesmo em 1967, um paciente com escrúpulos contra o uso do sangue não conseguiu ser operado a coração aberto em Atlanta, Geórgia, precisando voar até Houston, Texas, onde a cirurgia a coração aberto foi realizada sem o uso de qualquer sangue.

Outro caso foi o do garoto chamado Gino, nas Baamas. Tinha um sopro no coração que exigia cirurgia. O cirurgião exigiu o uso do sangue no caso de emergência, ‘pois o garoto pode morrer a qualquer hora’. A mãe, contudo, permaneceu firme, e assim a operação foi realizada sem sangue. Ela relata: “Dentre três pacientes do coração operados naquele dia, Gino era o mais grave, todavia, foi o primeiro que conseguiu movimentar-se. Os médicos chegavam a vir até sete de uma vez e ficavam admirados com sua pronta recuperação.”

Greg, um garotinho de três anos que morava no estado de Washington, sofria sério defeito cardíaco. Em vista da objeção dos pais ao sangue, a equipe médica concordou em operar sem sangue, mas não sem primeiro avisar sobre o risco que isto envolvia. A operação teve êxito, muito embora, durante a operação, descobriu-se que o defeito era ainda mais grave do que se pensara inicialmente.

Em Gibraltar, uma senhora que estudava a Bíblia com uma das testemunhas de Jeová soube que precisava duma operação no coração, por causa de uma válvula obstruída. Entretanto, no hospital, o cirurgião, ao saber de seus escrúpulos contra o sangue, ficou tão irado que mandou-a de volta para casa. Mas, no dia seguinte aconteceu que um cardiologista de Londres visitou o hospital e, ao ouvir falar no caso, pediu que a senhora voltasse. Depois de examiná-la, disse que ficaria contente de operá-la sem sangue, para grande vexame e embaraço do cirurgião local que se recusara a fazê-lo. A operação foi bem sucedida em todo sentido.

Em Acidentes

Acidentes graves representam particular desafio para os cirurgiões, visto que não raro envolvem grande perda de sangue e representam reais emergências. Mas, até em tais casos as alternativas resultam eficazes, vez após vez. Assim, certo pai californiano, enquanto no trabalho, caiu de um buraco no telhado, de uma altura de seis metros, sob o chão de cimento. Levado às pressas ao hospital, verificou-se que fraturara algumas costelas, o braço esquerdo e o pulso, e o osso pélvico, bem como apresentava comoção cerebral. Entrando em coma, persistia em murmurar em espanhol: “Dêem-me glicose. Dêem-me glicose.” Depois de cinco dias, saiu da coma, ocasião em que os médicos queriam remover seu baço devido ao perigo de romper, em virtude de sua contínua hemorragia. Mas, não o fariam sem uma transfusão de sangue, com a qual não concordavam nem ele nem sua esposa.

Daí, conforme a esposa dele conta: “Disse aos médicos que, se se recusassem a fazer tudo que podiam para salvá-lo, sem sangue, seriam os assassinos dele. Responderam que eu é que seria culpada. O que mais podiam fazer, além de dar-lhe sangue? Respondi-lhes prontamente: ‘Por que não lhe deram injeções do complexo de vitamina B, ferro e extrato de fígado? Dêem-lhe a vitamina K para ajudar a coagular seu sangue. Como pode o corpo dele criar sangue tão rápido como o que está perdendo ou ainda mais rápido do que isso sem nutrição? O médico respondeu que não era sangrador e que a vitamina K podia ser perigosa. Expliquei-lhe que sabia disso, mas que ele evidentemente não conseguia estancar a sangria agora e um pouquinho dela talvez ajudasse. Ele quis saber como é que eu sabia tanta coisa sobre isso, e expliquei-lhe que foi isso que fizeram comigo quando fui levada às pressas para o hospital, sofrendo hemorragia.” Ao passo que uma semana depois este pai enfrentou outra crise, recuperou-se plenamente e sem qualquer sangue.

Em outro caso, um garoto de seis anos no estado de Nova Iorque estava andando em sua bicicleta quando foi atropelado por um carro. Sofreu fratura do crânio, o braço e a perna esquerdos quebrados e graves ferimentos internos, inclusive a ruptura de seus intestinos e seu baço. Ainda assim, os cirurgiões operaram-no com êxito sem usar qualquer sangue. Quando surgiram complicações no dia seguinte, porém, e as batidas do coração do garoto subiram a 216 por minuto, os médicos insistiram no sangue e ameaçaram conseguir um mandado judicial. Não obstante, foram convencidos a não fazê-lo e empregaram o dextran. Dentro de duas horas, as batidas de seu coração começaram a diminuir de passo, e, dentro de cinco dias, eram normais. A recuperação foi rápida e o garoto pouco depois retornou à escola, normal em todo o sentido.

Em fins de 1968, uma jovem senhora sofreu tão grave acidente que os médicos lhe deram pouca esperança de sobrevivência. No entanto, ela se recuperou plenamente sem o uso de sangue. Ao passo que se recuperava, sua enfermeira lhe contou que sofrera similar acidente e que lhe ministraram sangue, e que jamais conseguira recuperar-se dos efeitos da transfusão de sangue!

Nos Partos

Que há alternativas para as transfusões de sangue nos partos tem sido demonstrado vez após vez. Um de tais casos foi relatado no Daily World, de Tulsa, Oklahoma, de 6 de agosto de 1967, sob a manchete: “Tulsana Que Vive Refuta Transfusões.” Mencionava certa mãe que anteriormente dera à luz sete filhos, sem jamais sentir nada mais que os desconfortos medianos. Mas, no seu oitavo parto, de uma menina de dois quilos e cem gramas, surgiram dificuldades, ocorrendo diversas hemorragias. Os médicos e as enfermeiras tentaram em vão estancar o sangue. O relato dizia:

“O médico atendente chegou a uma decisão: a única forma de cessar a sangria era por cirurgia, mas uma operação se tornava impossível em face de tal perda de sangue. A paciente tinha de receber uma transfusão de sangue. Como membro das testemunhas de Jeová, [ela] recusou o tratamento sugerido porque era contrário à sua crença religiosa.” Quando continuou recusando-o, foi-lhe dito: “Creio firmemente que não há esperança alguma; não posso ver como conseguirá atravessar esta noite com vida.” Mas, tanto a esposa como o marido permaneceram firmes. “Ao ir passando a noite, a hemorragia diminuiu. O médico conseguiu impedir que suas veias entrassem em colapso por meio de transfusões de glicose e de outros expansores fluidos.

Ela “sobreviveu àquela noite, mas a contagem de hemoglobina . . . se estacionou em 2,4 gramas por 100 mililitros de sangue. Devia ser 16. Seu hematócrito (quantidades relativas de plasma e de corpúsculos no sangue) baixou para 7. Devia ter sido 40. Os médicos, surpresos de vê-la sobreviver àquela noite, ainda recomendaram transfusões de sangue, em vista da tremenda perda de sangue. Ela continuou firme em recusar. Passou-se o dia . . . No terceiro dia, sua contagem sangüínea começou vagarosamente a crescer. Quando teve alta do hospital, quatro semanas depois do dia em que baixou ao hospital, sua contagem sangüínea era de 10,2, e melhorava continuamente.” Duas semanas mais tarde, ela “se movimentava normalmente pela casa, cuidando de sua família”.

Certa mãe em Kentucky, que passara por similar experiência, mas com seu primeiro filho, conta-a nas seguintes palavras: “Em abril de 1968, baixei ao hospital para ter meu primeiro bebê. Ocorreu uma infecção e sofri três hemorragias em oito dias, depois de a criança nascer, tornando necessário remover meu útero. Minha contagem sangüínea baixara para 3, quando a operação foi realizada. Quando despertei na manhã seguinte, um médico desconhecido me disse que minha contagem sangüínea baixara para 2,3 e que eu morreria, a menos que recebesse transfusões de sangue. Não obstante, meus próprios médicos se empenharam arduamente para salvar minha vida e, em sete dias, minha contagem sangüínea subira para 7. Dentro de outra semana, subira para 9,8 e fui para casa. Cinco semanas depois da operação, subira para 11, e desde então está em 11,5, mais alta do que estivera durante anos.”

Alternativas Para Transfusões de Trocas

Muitos médicos consideram coisa corriqueira que o bebê recém-nascido que sofra de icterícia precise ter trocado o seu sangue, mas, novamente neste caso, há aqueles que indicam alternativas, pelo menos em muitos casos. Assim, o Dr. P. M. Dunn, escrevendo em The Journal of Pediatrics, considera “A Desnecessária Transfusão de Troca”. Relata que “pelo menos a metade” dos bebês com o fator Rh em certo estudo não exigiam transfusões de troca, e mencionou que os riscos acompanhantes de tais transfusões são maiores do que geralmente se avalia.

Medical World News, de 17 de fevereiro de 1967, noticiou que “Tomar Carvão Todo Dia Mantém a Icterícia Arredia”. Um pediatra de Nova Jersey “ministra carvão para . . . eliminar a icterícia e acabar com a necessidade de plenas transfusões de troca”. Por este método, conseguiu cortar as transfusões de troca em mais de 90 por cento. E, afirma: “Não temos tido toxidez e nenhuma dificuldade motivada pelo carvão.” Em muitos hospitais, o índice de mortandade resultante das transfusões de sangue de troca é tão elevado quanto 5 por cento. Neste hospital, é de 1 por cento.

Há dezesseis anos atrás, em Reading, Pensilvânia, nasceram três bebês com o fator Rh por volta da mesma semana, dois meninos e uma menina. Os dois meninos receberam a troca de sangue e ambos morreram em questão de dias. A menina não recebeu nenhuma, por causa da objeção de seus pais às transfusões de sangue. Foram avisados de que ela ou morreria ou ficaria mentalmente retardada. No ano passado, esta menina se achava na Sociedade Nacional Juvenil de Honra em virtude de notáveis consecuções escolares. É óbvio que o médico estava errado em mais de um sentido.

Poder-se-iam dar mais exemplos que mostram que há deveras alternativas para as transfusões de sangue e que tais merecem a atenção dos juízes que cuidam destes casos. Que o parecer do Conselho de Juízes é deveras sábio pode ser visto na seguinte experiência:

Em janeiro de 1968, uma menina de três anos ficou subitamente com febre alta e sofreu convulsões. Quando foi levada às pressas para o hospital, o cirurgião disse que isso bem que poderia ser atribuído a um tumor maligno e que, em tal operação, se surgisse uma emergência, ele recorreria ao sangue, e sugeriu uma audiência de instrução perante um juiz. Quando se explicou o assunto ao juiz, que provavelmente haveria um cirurgião que a operaria sem sangue, ele concedeu tempo para se explorar tal possibilidade. Localizou-se tal cirurgião. Mas, por causa da interferência de um anestesiologista, foi necessário levar a criança para um terceiro hospital, onde o cirurgião, o Chefe da Equipe, declarou: “Sim, estou disposto a arriscar a operá-la sem sangue.” A operação, que durou duas horas, foi inteiramente bem sucedida sem se recorrer ao sangue; com efeito, apenas algumas gotas de sangue foram perdidas.

Na verdade, pode-se dizer que as palavras do antigo homem sábio: “Quem escuta conselho é sábio”, se aplicam ao juiz que dá ouvidos ao parecer do Conselho de Juízes na questão de alternativas para as transfusões de sangue. — Pro. 12:15.

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