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Fixando o tempo do ministério de JesusA Sentinela — 1960 | 1.° de fevereiro
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Escrituras quanto ao dia da morte de Cristo.
Jesus, como o Cordeiro de Deus, morreu no dia da Páscoa, o qual, segundo a Lei de Moisés, era o 14 de Nisan. O dia 14 de Nisan coincide sempre com a lua cheia, visto que é o décimo quarto dia depois da lua nova primeiramente visível no Egito e na Palestina. (Êxo. 12:2, 6) A astronomia nos ajuda por fornecer os algarismos da tabela, que segue.13
Ano Páscoa Lua Cheia Número do Dia da
Dia Juliano Semana
E. C. Calendário Calendário
Juliano Gregoriano
28 29 de março 27 de março 1.731.373 segunda-feira
29 18 de abril 16 de abril 1.731.758 segunda-feira
30 7 de abril 5 de abril 1.732.112 sexta-feira
31 27 de março 25 de março 1.732.466 terça-feira
32 14 de abril 12 de abril 1.732.850 segunda-feira
33 3 de abril 1o de abril 1.733.204 sexta-feira
34 24 de março 22 de março 1.733.559 quarta-feira
Todos os possíveis anos mencionados como a data têm de ser eliminados com exceção de 30 e 33 E. C., visto que neles o 14 de Nisan não recai numa sexta-feira. Embora no ano 30 E. C. o dia 14 de Nisan recaia numa sexta-feira, também precisa ser rejeitado, porque concederia apenas seis meses para o ministério de Jesus, o que é curto demais para se harmonizar com o registro bíblico. Conforme já examinamos, o início do ministério de Jesus foi firmemente determinado por Lucas como sendo no tempo que agora conhecemos por outono do ano 29 (E. C.). Isto deixa apenas o ano 33 E. C. com um dia 14 de Nisan numa sexta-feira, harmonizando-se com todos os fatores em relação à morte sacrificial de Jesus no madeiro. Em confirmação do acima mencionado, nó livro inglês As Obras de Flávio Josefo, de Whiston, há uma nota marginal sobre Antiguidades Judaicas, Livro 18, capítulo 3, parágrafo 3, dando o dia 3 de abril de 33 E. C. (calendário juliano) como data da morte de Jesus na estaca, bem como o dia 5 de abril daquele ano como data da sua ressurreição. Portanto, só resta o ano 33 E. C. como único ano provável.
Em conclusão, vemos que é forte a razão das testemunhas de Jeová para crerem não só que o ministério de Jesus tenha durado três anos e meio, mas também que se iniciou no outono de 29 (E. C.) e terminou na primavera de 33 (E. C.).
REFERÊNCIAS CITADAS
1 The Catholic Encyclopedia, 1908, Tomo III, pág. 736.
2 The International Standard Bible Encyclopcedia, 1957, Tomo III, págs. 1628, 1629.
3 Biblical Cyclopcedia, 1894, de M’Clintock e Strong, Tomo IV, págs. 874, 875, 877.
4 The International Standard Bible Encyclopcedia, 1957, Tomo I, pág. 538.
5 Ibid., Tomo I, pág. 137.
6 Light from the Ancient Past, 1946, de Finegan, pág. 219.
7 Antiquities of the Jews, Josefo, XVII, viii, 7.
8 Webster’s Biographical Dictionary, 1943, págs. 701, 1178.
9 Antiquities of the Jews, Josefo, XVIII, iv. 2.
10 The International Standard Bible Encyclopcedia, 1957, Tomo IV, pág. 2396.
11 Ibid:, Tomo V, pág. 2979.
12 Antiquities of the Jews, Josefo, XVIII, ii, 2.
13 Babylonian Chronology 636 B. C. — A. D. 45, 1942, de Parker e Dubberstefn, pág. 46, também Canon der Mondfinsternisse, 1887, de Oppolzer, Tomo II, pág. 344.
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As ações desmentem a pregaçãoA Sentinela — 1960 | 1.° de fevereiro
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As ações desmentem a pregação
● Segundo Cristo Jesus, as ações dos clérigos nos seus dias desmentiam a pregação deles. (Mat. 23:3-5) Que eles têm um equivalente moderno é evidente do seguinte. O Professor Ole Halesby, presidente da Sociedade Luterana de Missão Interna, na Noruega, falando sobre a cadeia de rádio do estado, avisou os pecadores: “Se não for crente, cuidado! Se tivesse um colapso e morresse repentinamente, poderia cair diretamente no Inferno!” Incidentalmente, estas observações suscitaram uma violenta controvérsia nacional sobre religião. Exatamente quão sério este erudito professor de teologia tomou a sua própria pregação do inferno de fogo pode ser visto do fato de que ele foi pouco depois condenado por sonegação dos impostos governamentais por um período de pelo menos dez anos.
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