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Duas representações da salvaçãoA Sentinela — 1962 | 15 de setembro
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também é um quadro de libertação, mas todo especial.
A SALVAÇÃO DOS PRIMOGÊNITOS DE ISRAEL
8. (a) Como proteção contra a décima praga, que instruções tinha que observar Israel? (b) Como e por que isto tinha que ser observado?
8 Tendo Moisés avisado Faraó concernente a esta terrível praga final, a morte dos primogênitos tanto dos homens como dos animais em todo o Egito, Jeová lhe deu imediatamente instruções específicas para todo o Israel. Em resumo, estas instruções requeriam que em cada casa se tomasse uma ovelha no décimo dia daquele mês, que, daí em diante, seria o primeiro mês do ano deles, e a guardasse até o ‘décimo quarto dia’ do mês, quando devia ser morta e o sangue aspergido sobre as vergas e os umbrais das portas de todas as casas. “Naquella noite comerão a carne assada no fogo, e pães asmos; com hervas amargas o comerão.” A ordem que tiveram foi: “Comereis: tendo os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés e o vosso cajado nas mãos; comel-a-eis á pressa. É a Paschoa de Jehovah. . . . O sangue vos será por signal nas casas em que estiverdes: quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egypto.” Daí em diante, no mesmo dia de cada ano, os israelitas tinham de repetir a cerimônia “por memorial”, como festa a Jeová, através das gerações. E aos filhos que perguntassem o significado, deviam dizer: “É o sacrificio da Paschoa de Jehovah que passou as casas dos filhos de Israel no Egypto, quando feriu aos Egypcios e livrou as nossas casas.” — Êxo. 12:1-14, 27, VB.
9, 10. Como foi relacionada a libertação dos primogênitos de Israel com a da nação inteira?
9 Deste modo, esta salvação singular foi provida para os primogênitos de Israel. Eles só estiveram em perigo naquela noite. A vida deles estava em perigo, e o sangue da “vítima pascoal” foi o meio pelo qual foram poupados de morte súbita. Queira notar que esta libertação especial dos primogênitos precedeu à da inteira nação de Israel, na travessia do Mar Vermelho. — Êxo. 12:21.
10 E como nos ajuda isto a obter um entendimento mais claro daquilo que João escreveu concernente à morte de Jesus ser “um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo não somente pelos nossos, mas ainda pelos do mundo inteiro”? — 1 João 2:2.
O CUMPRIMENTO DA REPRESENTAÇÃO
11. Qual é o tema da carta aos hebreus, e que referência faz ela aos primogênitos?
11 O entendimento correto destas coisas não foi deixado à nossa imaginação nem à “particular interpretação”. Ao escrever uma carta aos hebreus, o apóstolo Paulo disse claramente que tudo o que aconteceu a Israel sob o pacto da lei era “sombra das boas coisas vindouras” e foi dado como “ilustração”. Deveras, este é o ponto principal do argumento apresentado por Paulo na carta em questão, mostrando vez após vez que a Lei, juntamente com suas ordenanças e sacrifícios, prefiguraram ou tipificaram coisas muito mais gloriosas a vir. Em Hebreus 1:6 ele se refere a Jesus como sendo o “Primogênito” de Deus, o que ele é preeminentemente; mas, mais tarde, menciona uma companhia de pessoas que ocupam posição similar, descrevendo-as como a “congregação dos primogênitos que foram inscritos nos céus”. — 2 Ped. 1:20, VB; Heb. 10:1; 9:9; 12:23.
12. Quem são os primogênitos mencionados em Hebreus 12:23?
12 Quem são estes? São os cristãos que, coletivamente, compõem a “casa de Deus, que é a congregação do Deus vivo”. São “partícipes da vocação celestial”, sendo Cristo Jesus o “sumo sacerdote” deles. Como Filho íntegro de Deus, Jesus é designado cabeça sobre a casa construída por Deus, e, disse Paulo aos seus companheiros cristãos: “Somos a casa Dele.” — 1 Tim. 3:15; Heb. 3:1-6.
13. E a cristandade um guia seguro com respeito a ser membro da verdadeira igreja?
13 Em vista destes textos, nós vemos que de fato não é o caso de se agregar a uma ou a outra igreja da cristandade, sendo alistado como membro. Ninguém pode fazer-se membro da verdadeira igreja ou ser canonizado como santo por alguma organização religiosa. Não, é Deus, o “Juiz de todos”, que “tem colocado os membros no corpo, cada um deles, assim como lhe aprouve”. O próprio Jesus disse que os que haviam de receber o Reino e participar com ele no trono celestial seriam apenas um “pequeno rebanho”, uma minoria; isto por si só elimina os milhões que professam ser cristãos meramente na base de serem membros de uma igreja ou de freqüentá-la, inclusive o que pensa ser partícipe regular da ceia do Senhor, geralmente conhecida como Missa ou Santa Comunhão. — Heb. 12:23; 1 Cor. 12:18; Luc. 12:32.
14. Quem foi prefigurado pelos primogênitos de Israel, e qual é a base bíblica?
14 Há base bíblica para a verdadeira igreja, a “congregação dos primogênitos”, ser considerada como correspondendo aos primogênitos de Israel e sendo prefigurada por estes que foram salvos de modo especial naquela noite no Egito? Sim. Paulo, quando escreveu à “congregação de Deus que está em Corinto, . . . santificados em união com Cristo Jesus”, instou com eles que abandonassem certa influência corrutora, e baseando outra vez o seu argumento nas coisas prefiguradas pela Lei, disse ele: “Celebremos a festa [dos pães asmos], não com fermento velho, nem com fermento da injúria e da perversidade, mas com os ázimos da pureza e da verdade.” Em que base ordena ele que os cristãos celebrem a festa dos pães asmos deste modo figurativo, não somente um dia, mas todos os dias do ano? Note a sua resposta: Pois “Cristo, nossa páscoa, tem sido sacrificado”. — 1 Cor. 1:2; 5:7, 8; Êxo. 13:6.
15. Que libertação especial tem sido preparada para a verdadeira igreja, tanto futura como presente?
15 Este sacrifício caríssimo “com sangue precioso, semelhante ao dum cordeiro imaculado e sem mancha, sim, o de Cristo”, deveras tem resultado numa libertação especial dupla para estes cristãos primogênitos. Não só lhes garante finalmente a “entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, uma “herança incorrutível, sem mácula e imarcescível . . . reservada nos céus”, segundo expressou Pedro, mas também, em sentido real, embora pela fé, a liberdade atual que desfrutam. Paulo expressa isto do seguinte modo: “Ele [Deus] nos libertou da autoridade da escuridão e nos transplantou para o reino do Filho do seu amor, por meio de quem temos nosso livramento mediante resgate, o perdão dos nossos pecados.” Especialmente, desde 1919, os desta companhia têm sido libertos da “escuridão” e de “densas trevas”, assim como foi predito por Isaías; e, enquanto ainda estão na carne, têm desfrutado as maravilhosas bênçãos do serviço do Reino e a luz descrita pelo referido profeta. — 1 Ped. 1:4, 19; 2 Ped. 1:11; Col. 1:13, 14; Isa. 60:1-3.
16. (a) Como está aparentado o pequeno rebanho com Jesus no que concerne à semente de Abraão? (b) Como ajuda isto a relacionar a libertação especial ao quadro maior?
16 Assim, a Palavra de Deus aponta clara e especificamente a congregação escolhida, um “pequeno rebanho”, que tem prioridade na participação dos benefícios do sacrifício resgatador de Cristo, antes dos demais da humanidade. Como já mencionado, o próprio Jesus é preeminentemente o Filho primogênito de Deus, porém, tem outros intimamente associados com ele, sob a sua liderança, formando a “congregação dos primogênitos”. De modo semelhante, também, o próprio Cristo Jesus é a Semente prometida de Abraão; porém, pela bondade imerecida de Jeová, estes primogênitos, tendo sido “batizados em Cristo” e ‘pertencendo a Cristo’ também são “semente de Abraão”. É por meio desta semente que “todas as nações da terra se abençoarão certamente” no reino de Deus, depois da grande libertação do Egito moderno, no Armagedon. Assim podemos ver como o apenso do quadro da libertação especial da classe dos primogênitos precisa cumprir-se primeiro e precisa preceder ao quadro maior, cujo cumprimento certamente estimulará a um cântico triunfante de louvor a Jeová, “porque gloriosamente triumphou”. É por isso que, falando-se figurativamente, Ele foi ao Egito no primeiro caso, para fazer um “nome” para si mesmo. — Gál. 3:16, 27, 29; Gên. 22:18; Êxo. 15:21; 2 Sam. 7:23, VB.
17. Como se entende 1 João 2:2?
17 Assim, também, podemos apreciar por que foi que João, escrevendo aos primogênitos, disse que Jesus é primeiramente um “sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo não somente pelos nossos, mas ainda pelos do mundo inteiro”. — 1 João 2:2.
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Uma relação íntima e preciosaA Sentinela — 1962 | 15 de setembro
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Uma relação íntima e preciosa
1, 2. (a) Em que sentido se tornou Jesus intimamente relacionado aos seus “irmãos”? (b) Como está isto ligado com a ceia do Senhor?
UMA coisa sobressai mui claramente na consideração do cumprimento do quadro dos primogênitos de Israel, e esta é a relação íntima que Jeová originou entre Jesus e a congregação espiritual dos primogênitos, que têm parte com ele como semente de Abraão. Considerando outra vez a carta de Paulo aos hebreus, notamos que ele frisou isto em Hebreus 2:14-18, onde explica que, para “trazer muitos filhos à glória [celestial]”, foi apropriado que se “aperfeiçoasse o Agente Principal da salvação deles [Jesus Cristo] mediante sofrimentos”. E visto que estes muitos filhos são “participantes de sangue e carne, Ele [Jesus] participou também similarmente das mesmas coisas, para que, pela sua morte, pudesse destruir aquele que tem os meios de causar a morte, isto é, o Diabo . . . Pois ele de modo algum ajuda os anjos, mas ajuda a semente de Abraão. Por conseguinte, foi obrigado a se tornar semelhante a seus ‘irmãos’ em todos os respeitos, para que se tornasse sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas que dizem respeito a Deus, de modo a oferecer sacrifício propiciatório pelos pecados do povo”.
2 Sim, estes filhos estão relacionados intimamente com Jesus, sendo parte da semente prometida, mas agora queremos dirigir a sua atenção para outra similaridade íntima mencionada, a saber, que tanto Jesus como estes “irmãos” dele são “participantes de sangue e carne”. Isto liga imediata e intimamente a ceia do Senhor com as verdades discutidas ali por Jesus, as quais prometemos revisar.
3. Como encarou Jesus a última páscoa com seus discípulos?
3 Como judeu fiel, Jesus tinha sempre observado a festa anual da páscoa no dia 14 de nisan; mas, sabendo muito bem que ele terminaria o seu ministério e completaria o seu curso sacrificial em tempo, como verdadeira “vítima pascoal”, ele aproximou-se desta última páscoa, juntamente com seus discípulos, como sendo uma ocasião que seria assinalada com grande significado. Até mesmo a escolha da casa onde devia ser realizada foi marcada por circunstâncias
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