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Enfrentar o desafio da tradução da BíbliaA Sentinela — 1974 | 1.° de novembro
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Deveras, fazer justiça à tradução da Bíblia constitui um verdadeiro desafio. É mesmo uma bênção que se produziram tantas traduções diferentes. No entanto, em vista dos exemplos mencionados, pode-se dizer muito bem que, como tradução exata, a Tradução do Novo Mundo tem muito a recomendá-la.
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Todas as nacionalidades ensinadas com vistas ao batismoA Sentinela — 1974 | 1.° de novembro
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Todas as nacionalidades ensinadas com vistas ao batismo
A obediência à ordem de Jesus, em Mateus 28:19, 20, resultou em que expansão no primeiro século e nos dias atuais?
Em resultado da obediência à ordem de Jesus, milhares de judeus tornaram-se discípulos de Jesus e foram batizados. Já em Atos 4:4 lemos que seu número aumentara a cinco mil. Mais tarde, sob a orientação de Jeová, a obra de fazer discípulos passou a incluir gentios, começando com Cornélio e os de sua casa.
Nos tempos modernos, a obediência a Mateus 28:19, 20, evidenciou-se a partir da década de 1870 e especialmente depois da Segunda Guerra Mundial. Em resultado disso, tem havido tal aumento, que neste ano já mais de 1.800.000 ministros cristãos estão ativamente empenhados em fazer mais discípulos, e muitos milhares, em todas as partes do mundo, já foram batizados neste ano.
Os discípulos foram batizados como sendo o quê?
Foram batizados não como sendo discípulos dos que os haviam instruído ou batizado, mas como discípulos de Jesus Cristo, o Messias, o Filho de Deus.
Visto que os fatos evidenciam que os habilitados para o reino celestial tinham na ocasião seu número completo por volta de 1935, significa isso que os batizados desde então são batizados como sendo da “grande multidão” das “outras ovelhas”? (Rev. 7:9; João 10:16) Não; quando os discípulos são batizados, eles não procuram decidir por si mesmos qual será seu destino, mas deixam isso a Jeová Deus. Conforme se observou, é correto que a pessoa dedicada e batizada espere após o batismo receber evidência de Deus quanto à decisão de Deus no seu caso. Mas, no tempo atual, quando Deus indica aos que se tornam seus servos principalmente uma esperança terrena, como se deve encarar quando um recém-batizado de repente chega à conclusão de que ele, ou ela, foi gerado pelo espírito? Tal pessoa faria bem em examinar a si mesma para ver se tal conclusão se baseia mesmo no testemunho do espírito de Deus.
Que obrigação recai sobre os que se tornam discípulos?
Jesus disse que aos feitos discípulos devem ser ensinadas todas as coisas que ele havia ensinado aos seus discípulos, Entre as muitas coisas que ensinou aos seus discípulos estava persistir em buscar primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, e armazenar tesouros no céu, não na terra. Ensinou aos seus discípulos em especial, por preceito e por exemplo, ir de casa em casa, de aldeia em aldeia, pregando e proclamando as boas novas do reino de Deus. — Mat. 10:1-42; Luc. 8:1.
O que indicou Jesus sobre por quanto tempo havia de continuar a obra de pregar e de fazer discípulos?
Quanto à pregação, Jesus declarou que estas boas novas do reino de Deus seriam pregadas em todo o mundo, em testemunho, e então viria o fim. Por isso, esta obra de pregação deve continuar até o fim deste sistema de coisas. (Mat. 24:14) Portanto, segue-se que, até que este sistema de coisas seja terminado pela “grande tribulação”, que começa com a destruição de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, os seguidores de Cristo devem continuar a fazer discípulos e a batizá-los.
“Se eu, agora, estou declarando as boas novas, não é razão para me jactar, pois me é imposta a necessidade. Realmente, ai de mim se eu não declarasse as boas novas! Se eu realizar isso espontaneamente tenho uma recompensa; mas, se eu a fizer contra a minha vontade, mesmo assim fui incumbido duma mordomia.” — 1 Cor. 9:16, 17.
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Ternamente compassivo — como nosso DeusA Sentinela — 1974 | 1.° de novembro
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Ternamente compassivo — como nosso Deus
JEOVÁ, nosso Deus, é incomparavelmente compassivo. Podemos ter confiança em que, em todas as nossas tribulações e dificuldades, seu conceito sobre seus filhos humanos errantes será temperado pela ternura cordial que o induz a produzir meios para aliviar o pesar e dar-lhes bênçãos. A base de tal confiança é nosso conhecimento dos seus tratos no passado, conforme registrados na Bíblia.
O que acha sobre de quem era a compaixão que se teve com o povo desobediente de Israel, dando-lhe aviso após aviso, por uma longa série de profetas, Mesmo quando este povo atingiu um ponto baixo em sentido moral e religioso, foi Jeová quem apresentou a promessa: “Vou ter compaixão deles assim como o homem tem compaixão do seu filho que o serve.” — Mal. 3:17.
O Filho unigênito de Deus, enquanto na terra, na forma de homem, demonstrou esta mesma qualidade piedosa de terna compaixão. O relato de seu ministério nos conta que ele se condoía das multidões, “porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor”. (Mat. 9:35, 36) Não era uma pena que se satisfazia pela mera expressão oral. Era uma profunda compaixão, que o induzia a curar os doentes, a sarar os aleijados, a alimentar os famintos, a dar vista aos cegos e audição aos surdos. Mas não parava ali. Ele sabia muito bem que o povo precisava urgentemente ser pastoreado, guiado em segurança e protegido contra as más influências dum mundo ímpio. Por isso treinou seus discípulos a serem pastores compassivos.
A fim de serem eficientes, estes pastores que servem sob Cristo precisam agir como ele e pelos mesmos motivos. Precisam aprender a ser ternamente compassivos, especialmente para com os cônscios de sua necessidade espiritual. E isto é tanto mais veraz nos nossos dias, pois vivemos agora nos tempos mais aflitivos de todos. Há multidões espiritualmente cegas, aleijadas, surdas e famintas, em grande necessidade do bom pastoreio que Jesus intencionava para elas. Se for seguidor de Cristo, vê-se seguindo o exemplo dele neste respeito? Está também vivamente preocupado com as multidões “esfoladas e empurradas dum lado para outro”? Usa os meios práticos à sua disposição para aliviar-lhes a condição de empobrecimento espiritual?
Pode ser que ache que suas oportunidades estão muito limitadas para pôr a sua compaixão a trabalhar. Talvez possa participar pessoalmente na pregação do Reino às pessoas nos seus lares. Isto nem sempre é fácil, mas mostra que sua pena dos necessitados é mais do que apenas conversa. E quanto ao campo mundial, poderá também ir e ajudar multidões em lugares longínquos. Como? Do modo como muitos cristãos fazem e já fizeram por muitas décadas. Reconheceram que uma organização religiosa no meio das muitas que existem em volta da terra se destaca em nítido contraste. É uma organização cujo objetivo exclusivo é promover o serviço de pastoreio que Jesus inaugurou há dezenove séculos atrás. Como pode ser reconhecida?
É um corpo de homens e mulheres espalhados pelas nações da terra, que trabalham juntos no serviço do reino de Deus, enaltecendo o nome de seu Deus, o Deus compassivo, Jeová. Estão unidos na sua adoração e juntam seus recursos dum modo extraordinário para sustentar e manter a obra de ajudar pessoas humildes, semelhantes a ovelhas, que têm fome e sede de paz e justiça. No Brasil, usam a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, com seu escritório em São Paulo, SP, e no mundo muitas outras congêneres, como seu instrumento para a realização desta obra vital. Suas pequenas contribuições são enviadas a esta sociedade, no conhecimento confiante de que serão usadas, não em planos promocionais, nem para pagar honorários elevados a peritos de administração, mas na divulgação da mensagem vitalizadora da verdade em forma impressa e pela comunicação oral.
Este corpo de homens e mulheres está bem apercebido de que os escritórios da Sociedade, em volta do mundo, em cerca de 90 países e ilhas, funcionam com pessoas que têm a mesma perspectiva compassiva, sem serem assalariadas, doando de bom grado seu tempo e sua energia para a promoção desta obra de pastoreio. Estes cristãos, em conjunto, quer dentro quer fora dos estabelecimentos da Sociedade, doam generosamente seus meios e sua energia, porque todos adoram o mesmo Deus compassivo e desejam, na medida do possível, participar na Sua obra de oferecer paz e esperança a todos os povos, por meio das boas novas do Reino.
O Deus compassivo, por meio de seu profeta Ezequiel, predisse há muito tempo atrás esta grande obra de achar “ovelhas” perdidas e de cuidar delas. Ele declarou: “Eis aqui estou, eu mesmo, e vou buscar as minhas ovelhas e cuidar delas.” (Eze. 34:11) Deus falou novamente, por meio de seu profeta Jeremias, as seguintes palavras que agora têm cumprimento: “Eu mesmo reunirei o restante das minhas ovelhas dentre todas as terras . . . E vou suscitar sobre elas pastores que realmente as apascentarão; e não terão mais medo, nem ficarão aterrorizadas, e nenhuma delas estará faltando.” — Jer. 23:3, 4.
Já por mais de meio século há indícios do progresso de exatamente tal obra de pastoreio entre os povos de todas as nações. Enormes multidões recebem assim o terno cuidado do Deus compassivo. Aprenderam, por sua vez, a ser “ternamente compassivos”, “não visando, em interesse pessoal, apenas os [seus] próprios assuntos, mas também em interesse pessoal, os dos outros”. (Fil. 2:4; 1 Ped. 3:8, ed. ingl. 1971) Esta terna solicitude encontra expressão nos seus esforços de levar a mensagem do Reino aos lares de seus vizinhos e nos seus donativos de dinheiro para a promoção do mesmo serviço em todos os continentes.
Não é de se admirar que o serviço de pastoreio, por meio da pregação mundial dos servos de Jeová, continue sem ser impedido por falta de fundos. A bênção do Deus compassivo, sem dúvida, se deve à sua atividade generosa. Ele vê que quer de coração oferecer ajuda espiritual aos necessitados. Observa como cooperam, usando a Sociedade Torre de Vigia por seu instrumento para chegar a cada canto da terra. Sabe que seus donativos e seus serviços não são oferecidos por compulsão ou por um senso de dever, mas procedem do coração comovido pela necessidade urgente dos que têm fome e sede da justiça.
Aos que contribuem compassivamente sua energia e seus meios para a promoção da pregação do Reino aguarda uma rica satisfação. Não é de modo algum uma satisfação egoísta, porque é o reconhecimento de que os que aceitam de modo grato sua ajuda espiritual chegarão a apreciar as compaixões profundas e ternas de nosso Deus — o que é em si mesmo verdadeira recompensa satisfatória.
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